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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Viajando sozinha

Está pensando em viajar sozinha mas está na maior dúvida? Bate um medinho e você se pergunta se vai dar certo... Então o texto abaixo foi escrito para você.

Porque eu decidi me jogar no mundo e viajar sozinha

Texto e Fotos: Vitória Paiva

Quando eu comecei com a ideia de viajar sozinha, não botei fé que faria isso. Afinal eu nunca tinha viajado sem minha mãe ou sem amigos. Mas muitas coisas me motivaram a fazer isso e vou contar para vocês durante o texto. Já começo falando que se você quer fazer algo e não tem com quem ir, faça o seguinte: se joga e só vai.


Você é a sua melhor companhia
Bom, o que mais me motivou a fazer a viagem foi a falta de companhia. Nem todo mundo tem condições, interesse ou gosta de se aventurar por aí. Isso começou a me "incomodar" de certa maneira. Tenho muitos amigos, graças a Deus, mas, como disse, nem todos podem viajar ou, simplesmente, nem gostam. Felizmente ou não, eu amo viajar. Então, cogitei parar com essa dependência de alguém para ir. Sem ninguém te acompanhando você tem maior liberdade em escolher seus horários, passeios, onde ficar, etc... Liberdade é tudo, né?! Depois, li vários relatos de mulheres que viajaram sozinhas e comecei a ter inspiração e criar coragem. Foi então que eu cheguei à conclusão: você é a sua melhor companhia. Comprei a passagem, reservei lugar para ficar e fui. Meu destino foi Bonito, Mato Grosso do Sul, a capital de ecoturismo do Brasil.

Corajosa
Foi nesse momento que comecei a ouvir: "VOCÊ VAI VIAJAR SOZINHA PARA UM LUGAR QUE VOCÊ NÃO CONHECE NADA, NEM NINGUÉM?", "nossa, você é maluca", "vai conversar com quem lá? Sozinha?", "se acontecer alguma coisa, o que você vai fazer?", "que sem graça". Essas foram um pouco das frases que ouvi. Por outro lado um número pequeno de pessoas gostou da ideia. "Que corajosa", "sempre quis fazer isso, não tenho coragem, quando voltar me conta pra ver se eu crio", "que bom, tomara que dê tudo certo" foram alguns votos.

Enfim, agradeci aos bons votos, ignorei quem ficou chocado com a ‘notícia’, rezei bastante, pedi proteção e fui. Já havia pesquisado tudo sobre o local e vi que era bom de viajar sozinha (o), que a cidade era pequena/tranquila e o melhor: tinha hostel. Isso é ótimo para quem viaja sozinho e melhor ainda para quem quer economizar.

Parceiras de quarto
Hostel, para quem não sabe, é tipo albergue. Você divide o quarto com pessoas de qualquer lugar/nacionalidade. E isso me encantou ao escolher onde ficar. Poderia ter ficado em hotel? Sim. Mas pra que se eu ficaria restrita ao meu quarto e às quatro paredes? Aí sim eu iria falar sozinha. Daí vem mais um incentivo: a possibilidade de conhecer pessoas. E assim fiz. Ficando no hostel eu conheci MUITA, mas muita, gente. Compartilhei quarto durante toda minha estadia com uma paulista. Na mesma noite em que cheguei duas holandesas foram para nosso quarto. Saímos, as quatro, juntas e falamos inglês a noite toda. E olha que eu estava cansadíssima, sem pensar nem em português e pratiquei meu inglês. Ponto para minha escolha de ficar em hostel. Depois tivemos uma experiência desagradável com um casal no nosso quarto e pedimos para trocar. O casal não tinha espírito de hostel, ficavam dormindo de conchinha, ligavam o ar-condicionado sem nem saber se a gente estava de acordo. Enfim... só estresse. Mas trocamos de quarto. Foi aí que nos juntamos a outra paulista com quem já havíamos conversado anteriormente e, mais tarde, chegou uma alemã. Enfim, ficar em hostel me fez ter uma grande rede de contatos. E digo a vocês que não fiquei sozinha em momento algum.

Possibilidade de conhecer muita gente bacana
O turismo de Bonito consiste em passeios que são um pouco distantes da cidade, o que te faz utilizar o transporte compartilhado para os locais (a não ser que você alugue um carro ou tenha disposição de ir de bike). Esse foi mais um motivo pelo qual não fiquei sozinha. No transporte entrava muita família, viajantes sozinhos, casais... E nesse momento eu fazia amizades também. Conversávamos a caminho do passeio e chegando ao local eu sempre ficava junto de alguém. (Só para se ter uma ideia, eu fiz seis passeios e em três deles encontrei duas meninas coincidentemente – já que os passeios são fechados, geralmente, antes da viagem. Acabamos ficando juntas e como no hostel fizemos um churrasco com a galera elas foram também. É muita sorte, né?)

Enfim, viajar sozinha foi uma experiência única e aprovada por mim. Conhecer um lugar o qual eu nunca imaginaria conhecer, e acabar com o medo de não curtir foi ótimo, perfeito! Digo isso porque só depois dessa viagem comecei a ter espírito aventureiro, esse negócio de "se joga". E eu me joguei muito. Antes eu tinha receio e não cogitava ficar em hostel. Conheci muitas pessoas lá, saíamos juntos sempre, nos preocupávamos uns com os outros e compartilhamos várias histórias. Nos passeios idem.
 
A dica que dou para você, que tem medo, mas quer viajar sem ninguém (seja por escolha ou falta de cia), é: não pense e vá. O famoso ditado diz para não deixar para amanhã o que podemos fazer hoje, não é? Então é isso. Planeje sua viagem, leia textos incentivadores como esse (espero que tenha sido, rs), pesquise bastante sobre o local, veja o que há para fazer e compre o pacote. Não tenha medo. Como eu disse no começo do texto: só vai. E boa sorte!


domingo, 10 de julho de 2016

Razões para ir ao Jardim Botânico, Rio de Janeiro

Texto e Fotos: Vitória Paiva

Palmeiras Imperiais
540 mil metros quadrados. Mais de oito mil espécies de flores e plantas. Palmeiras tão altas quanto um prédio de quinze andares. Essa é a essência do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, mais uma prova de que a Zona Sul, bem como a cidade carioca, tem excelentes pontos turísticos. O local abriga espécies raras da flora brasileira e do mundo desde 1808 (é o mais antigo do Brasil), quando também começou a acolher especiarias vindas do oriente. O jardim é enorme, então é bom reservar uma manhã ou tarde exclusivamente para o passeio, que custa apenas R$10 (inteira) ou R$5 (meia). 

Criado por João VI, o Jardim Botânico tem como charme principal as palmeiras imperiais. Mas também tem atrativos como lago de vitórias-régias, orquidário, roseiral, parquinho para crianças, estufas, chafariz e tantos outros... Ufa! Haja espaço para tanta beleza natural. Deixar de visitar esse belo jardim é dar mole. Há muitos cariocas que não conhecem o local e nem todos os turistas sabem da existência. Mas ir ao Rio e não ir lá é a mesma coisa que ir a SP e não ir ao Parque Ibirapuera. Prepare seu roteiro e inclua o jardim. Você irá se surpreender com certeza. Saiba como nos próximos parágrafos.

Micos
O Jardim Botânico abriga o Museu do Meio Ambiente, o Espaço Tom Jobim, o Centro de Visitantes, uma loja que é dirigida pela Associação de Amigos do bairro. São tantas opções diferentes que a gente se perde. Sim. Perder-se lá pode ser normal. Uma hora você se localiza. Uma dica que dou é: baixe o aplicativo do local, o Jardim Virtual (disponível para android e IOS). O app mostra os principais pontos e sugere caminhos. Não deixe de baixar.

Em meio às arvores e aos atrativos, macacos e micos podem ser avistados (fofura!). E eles circulam livremente pelo jardim. Não se espante ao ‘trombar’ com um. Mas atenção: não é permitido alimentá-los já que eles podem desconfiar e ‘agredir’ (informação do guarda florestal). Mas admirá-los caminhando pelo chão é algo muito fofo e que chama nossa atenção.

Além de admirar os macacos e plantas, o Jardim Botânico é uma boa opção para caminhadas, passeios com crianças (falei que tem parquinho, né?), piquenique com amigos e família e... para um book fotográfico! Sim. Muita – eu disse muita – gente escolhe o local para ser fundo do book de casamento, aniversário ou book pessoal justamente por conta da beleza que o cerca.

Vitórias Régias
Não é só o turismo que faz o jardim funcionar. Atualmente ele funciona como um instituto de pesquisa, sendo considerado patrimônio nacional pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e reserva da biosfera da Mata Atlântica pela Unesco. Interessante, né?

Enfim, o local é tão grande, tem tantas opções do que conhecer, que se eu fosse falar tudo aqui sairia como uma bíblia do turismo, rs. Então a recomendação que dou para você, que leu o post e se interessou em ir, é ler mais no site . Nada mais completo, né?


Dica: este passeio pode ser combinado com a Vista Chinesa.

Voluntariado


Ah! Sabia que você pode ser voluntário no parque? A ideia é que comece já nas Olimpíadas, mas posteriormente os voluntários serão escalados para monitorar visitas em períodos de alta temporada, feriados e finais de semana. A jornada é de 4h diárias e você pode ter acesso (para você e um acompanhante) ao local para uma visita fora do expediente. 



Serviço (extraído do site):


- Segundas-feiras: das 12h às 17h*
- Terça a domingo: das 8h às 17h*
* Durante o Horário de Verão, as bilheterias ficam abertas até as 18h.

O valor é de R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia). Somente em dinheiro. Cartões não são aceitos para entrada. Crianças até 5 anos não pagam.

Como chegar


O Jardim Botânico não possui estacionamento. É bom usar ônibus ou táxi. Há bicicletários e estacionamento exclusivo para pessoas com severas deficiências de locomoção (veículos adesivados); permitida entrada de carros para embarque e desembarque de pessoas com dificuldades de locomoção (deficientes, idosos, grávidas).

Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Lago Todos Los Santos e Saltos de Petrohue


Um dos passeios mais lindos no Sul do Chile



Saímos de Puerto Varas em uma manhã morna de verão para conhecer mais uma atração da região dos lagos e dos vulcões. Conjugamos o passeio com a ida ao vulcão Osorno, passeio que conto aqui. Pois o vulcão, o lago Todos Los Santos e os Saltos de Petrohue, ficam na mesma direção, perto de Enseñada. Procuramos aglomerar pontos turísticos que sejam próximos. Raramente programamos grandes quilometragens ou muitas atrações para um mesmo dia. 
Lago com vulcão Osorno ao fundo

Partimos de Puerto Varas, costeando o lago Llanquihue, dirigindo aproximadamente 60 quilômetros através da Ruta 225, uma estrada de mão dupla bem asfaltada, tranquila e costeada por ciclovias. O caminho é bonito e ornamentado pelas bem-cuidadas propriedades rurais da região. Perto de Enseñada há uma bifurcação: para a esquerda, continuando pela estrada de asfalto, fica o caminho para o vulcão Osorno. Seguindo à direita, por uma estrada de terra pedregosa, chega-se aos Saltos de Petrohue e ao Lago todos Los Santos. Desde a bifurcação, dirigimos uns quatro quilômetros até chegar ao o lago.
Passeio: opção de barcos diversos
Tiramos a manhã para a parte do lago. Foi uma experiência muito positiva, já que neste horário o vulcão costuma ainda estar coberto por uma névoa. Já o lago, costuma estar ensolarado e propício para a navegação.

Quando nos aproximamos do lago foi inevitável a abordagem dos muitos barqueiros oferecendo passeios. Escolhemos o nosso pela sua honestidade informando na chegada que não precisávamos parar o carro no estacionamento pago. Pois havia um grande estacionamento público mais adiante, a uma caminhada de poucos metros até o lago.

A primeira vista percebemos que o lago é lindo e deslumbrante. Após decidirmos qual a modalidade de passeio e barco que tomaríamos, seguimos com nosso barqueiro e mais um casal de venezuelanos navegando pelas águas cristalinas e turquesas, que encantam qualquer um. O passeio custou $4.000 pesos por pessoa (aproximadamente 6 dólares).  
Casa de bonecas no lago
O barqueiro, de origem indígena, contou que morava na outra margem do lago, onde praticamente toda a família também habitava há diversas gerações. Informou-nos que passaria por lá para pegar seu filho de seis anos, que estava de folga da escola. Na parada, descobrimos que é possível acampar na outra margem.
O guia, o barqueiro e a equipe do Viajando com Puny
A partir de então, navegamos serenamente pelas águas ouvindo um menino esperto contar, quase melhor que seu pai, as lindas histórias e lendas sobre o lago. E a magia foi escutá-las enquanto admirávamos o entorno extasiante, com paisagens de tirar o fôlego.
Transparência da água
O barqueiro navegou pelo centro, depois foi às margens do lago para mostrar alguns locais onde se via a profundidade e a transparência cristalina das águas. Passamos ainda por duas residências tradicionais às margens do lago. Uma delas tinha uma casa de bonecas no meio do lago. Mas não há muito feito pelo homem no lugar. O que encanta mesmo é a natureza deslumbrante por todo lado.

Optamos pelo passeio pelo lago, mas quem tem mais tempo, pode ir até Peulla, a parada do outro lado do lago, que leva ao caminho para Buenos Aires. Em Peulla, há hotéis, caso a pessoa queira se hospedar por lá.

Saltos de Petrohue

Saindo do lago Todos Los Santos, fomos em direção aos Saltos de Petrohue, que ficam a uns dois quilômetros da volta do lago. Há estacionamento pago dos dois lados da estrada. E a entrada para ir ver os Saltos é paga. Pagamos 1.500 pesos por pessoa em fevereiro deste ano. (aproximadamente USD2.25).
Saltos de Petrohue
Os Saltos não estavam com volume de água muito grande, mas mesmo assim estavam bonitos de se ver. Há pontilhões de madeira por todo o caminho, com saídas secretas que levam a diversos recantos. É uma boa atração.

Dos Saltos de Petrohue, seguimos para o Vulcão Osorno, em uma viagem que conto aqui.

Explico que os superlativos usados no texto não são um exagero. Pois este passeio não pode ser expresso de outro modo. Belíssimo!

Destaco que, se você tiver possibilidade,programe-se para visitar dois pontos que não pudemos usufruir no caminho:

1 - Lavandas de Ensenada: localizada no Km 36 da Ruta 225.  Não tinha lido nada sobre este lugar, mas passando na estrada, vi uma placa sobre a propriedade. Mas já era tarde, estávamos com fome e  por isso seguimos adiante.
Onces Bellavista: café variado
2 – Café Onces Bellavista: fica no Km 34,2 da Ruta 225. Estava em nosso roteiro, mas como terminamos o vulcão mais cedo do que esperado, preferimos ir almoçar em Puerto Varas. Pois o Onces Bellavista serve um grande e delicioso café - onces são cafés no estilo chá das cinco inglês, cheio de gostosuras, bolinhos, sanduíches, geleias, etc. E naquele dia queríamos uma refeição proteica e quente. De qualquer modo, paramos para conhecer e tirar umas fotos. É uma bonita propriedade, tem lhamas e é boa também para casais com crianças. 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Dicas de hospedagem em Santiago do Chile

E por falar em Las Condes... 


Sou uma apaixonada confessa pelo Chile. E ao longo dos anos já retornamos algumas vezes ao país. Você deve ter percebido que gostamos de repetir os destinos visitados... Não é um desperdício. Penso que só assim se aprende realmente a vida de um lugar. Por isso, me sinto à vontade para abordar o assunto hospedagem na cidade de Santiago do Chile, já que vivi essa experiência no centro, no bairro de Providência e em Las Condes.

O centro de Santiago reúne vantagens como boas tarifas, estar perto da parte histórica da cidade e do Barrio Bellavista. Já o bairro de Providência é bem central, estando perto do Barrio Bella Vista, do Sky, Costanera e do centro da cidade. É o queridinho dos turistas, pelo seu comércio movimentado com lojas diversas, pelos bons restaurantes e pela badalação.  Mas em nossas duas últimas visitas à cidade, descobrimos como é estar hospedado em Las Condes.

Já tínhamos visitado o bairro em outras viagens, para fins gastronômicos, saídas noturnas e para ir ao Shopping Parque Arauco, vizinho quase colado ao bairro de Las Condes. Daí, quando tivemos a oportunidade de nos hospedar no bairro, não pensamos duas vezes.
Vista do bairro de Las Condes desde o Parque Juan Pablo II

Cinco vantagens de hospedar-se em Las Condes:


1 – Se você gosta de tranquilidade, este é o seu bairro;

2 – Se você curte ruas charmosas, arquitetura de vanguarda ou restaurantes bucólicos, aqui é o seu lugar. Las Condes tem prédios modernos e bonitos, ruas largas, mercados, centros comerciais e bons restaurantes;
Um pouco do Parque Juan Pablo

3 – O parque Juan Pablo é um grande parque verde, com jardins superfloridos. Lugar ideal para crianças, desportistas, jovens e pessoas que curtem estar ao ar livre, perto da natureza. Lembrando que é bom para o verão! No inverno o Chile é muito frio e os parques ficam mais tristes;

4 – O metrô serve bem o bairro e liga a toda cidade. Os ônibus também. Além disso, qualquer um pode contar com os táxis, que não são muito caros no Chile. Ademais, para badalar por Las Condes, ir a pé é uma das melhores opções.
Bikes na saída do Parque Juan Pablo II

5 – O shopping Parque Arauco (leia aqui vantagens para o turista no Parque Arauco) fica ao lado do bairro e dependendo do seu local de hospedagem, dá para ir caminhando.
Quem não conhece o Parque Arauco: trata-se de um dos maiores shoppings de Santiago, reúne com charme boas lojas e praças de alimentação. Ótima opção gastronômica, para quem se hospeda nas redondezas.

A desvantagem para turistas é estar um pouco mais longe de alguns pontos interessantes. Mas se você tiver tempo para visitar a cidade, ou estiver retornando e já conhece os principais atrativos, ou não liga para badalar de metrô, vale a pena se hospedar aqui!
Rodando pelo Shopping Parque Arauco

Recomendação de hospedagem:


Em nossa última visita a Santiago fizemos uma opção econômica que surpreendeu: hospedamo-nos no IBIS Santiago Manquehue Norte. O hotel é novo, moderno, com quartos padrão IBIS (pequenos, mas confortáveis). O atendimento é rápido e amável. A Wi-fi funciona super bem. O ambiente é jovem e alegre. O café da manhã é pago a parte, tem preço aproximado de 5 dólares, padrão standart, com variedade de pães, croissant, alguns frios, frutas locais, cereais, café, leite, chá, etc., o que considero atender muito bem às necessidades de um turista. O estacionamento também é pago a parte. Perto tem metrô, ponto de ônibus, restaurantes, mercado, casa de câmbio, centro comercial, farmácia, e dá para caminhar de forma segura e confortável até o shopping Parque Arauco.
Frente do Ibis

Leia todas as matérias relacionadas ao Chile clicando aqui.


terça-feira, 7 de junho de 2016

O melhor portal chinês fora da China está no Brasil


Texto e Fotos: Vitória Paiva

Sim! Essa é a Vista Chinesa, localizada no Parque Nacional da Tijuca, no bairro Alto da Boa Vista. Uma ida à vista não fica de fora dos passeios obrigatórios no Rio, que vai muito além de Pão de Açúcar ou Cristo Redentor. Ao contrário das atrações já conhecidas mundialmente, a Vista Chinesa tem acesso gratuito. Viu como você pode sim se divertir e conhecer o Rio sem muito investimento financeiro? A estadia na cidade é cara? Sim – ainda mais em anos de Copa do Mundo e Olimpíadas. Mas há pontos turísticos, além das praias, que podem ser visitados gratuitamente ou a preço baixo, como o Museu do Amanhã .

Da Vista Chinesa (apenas uma vista com uma mesa), que fica num mirante a 380 metros de altura, tem-se uma vista privilegiada e panorâmica para a cidade. Apesar da subida íngreme, chegar até lá não é nada difícil. De carro, basta seguir pela Rua Pacheco Leão, no Jardim Botânico, e acompanhar as placas para o Parque Nacional da Tijuca. Não há transportes coletivos que chegam até lá, mas você pode descer no bairro Jardim Botânico e pegar um táxi até a vista. 

Há também como chegar a pé ou de bike. O local é muito – mas muito mesmo – utilizado por atletas, que não medem esforços para pedalar, caminhar ou correr até o topo. A pé a subida deve durar umas três horas. De bike um pouco menos. Mas haja disposição!

Se você não está acostumado a fazer passeios dessa maneira, carro é a melhor opção. A subida, de carro, dura apenas 10 ou 15 minutos. A estrada é pavimentada e muito boa, onde se pode ter um bom contato com a natureza, já que ela é toda cercada pelas árvores do parque da tijuca.

Logo no começo da subida para a vista há duas cachoeiras abertas ao público: a cachoeira da Gruta e a dos Macacos. Mas o ruim é lugar para estacionar. Na vista há espaço para estacionar durante a subida.

O mais interessante no lugar é ver os pontos turísticos cariocas – como Lagoa Rodrigo de Freitas, Cristo Redentor, Morro Dois Irmãos, Pão de Açúcar e, até mesmo, as praias de Ipanema, Leblon e Arpoador – de outro ângulo, com uma visão privilegiada (tipo camarote mesmo). Por isso, um dia limpo – sem nuvens, chuva – é mais aconselhável para uma visita nota 10. Mas fomos em um dia nublado, como podem ver nas fotos, e encontramos o lugar cheio de turistas. Só a visão que pode ser diferente da de um dia aberto.

Subindo mais um pouco depois da Vista, chega-se à Mesa do Imperador, um local de repouso, hoje utilizado para piqueniques, da Família Real em passeios na cidade.  “Foi nessa mesa que D. Pedro I, quando desejava uma refeição em meio a uma das mais belas vistas, saía de sua residência na Quinta da Boa Vista e, com sua charrete, seguia em direção à Estrada da Vista Chinesa” (Fonte Posto Zero).

Origem


Mas por que uma Vista Chinesa no Rio de Janeiro ou no Brasil? Simples. O local foi construído em 1903 para homenagear chineses que trouxeram cultivo do chá para o Brasil (amantes de chá, agradeçam aos chineses!). Toda a projeção imita bambus e para lembrar a construção chinesa há o formato hexagonal e dragões no topo do “teto”. É uma obra muito bonita e diferente das que vemos pelo Brasil. Está aí o motivo para tanta popularidade dessa maravilhosa vista!




sábado, 4 de junho de 2016

Programas de Fidelidade e Vantagens para Turistas



Quem viaja muito está sempre procurando formas de economizar dinheiro ou ganhar vantagens para poder viajar ainda mais. Por isso, vamos compartilhar aqui no Viajando com Puny algumas recomendações e dicas que apendemos com os anos de experiência em viagens.

Programas de Fidelidade


Está ficando cada vez mais evidente que vale a pena procurar ser fiel aos programas das empresas que oferecem serviços de viagens como os hotéis, companhias aéreas, companhias de navegação, locadoras de carro... pois na maioria das vezes obtemos vantagens e, algumas, que nem sempre o dinheiro pode comprar! Essas vantagens podem ser representadas por descontos, bônus, passagens aéreas, vouchers para hotéis, vales presentes, cartões de débito ou mesmo pequenos mimos que nos fazem sentir importantes. 

Redes de hotéis


Ser fiel aos hotéis pode significar boas vantagens. Aqui no Viajando com Puny procuramos utilizar, na medida das vantagens oferecidas, hotéis de três grandes redes. A AccorHotels, a IHG e o Best Western. Essas redes têm uma variedade de hotéis bem grande e são poucos lugares onde não encontramos algum hotel representante. Dependendo do destino para onde vamos será mais interessante optar por uma ou outra rede. Confiamos em todas, por isso nos guiamos pela localização, preço e pelos comentários do Trip Advisor, para o estabelecimento alvo.

E quais vantagens obtemos com isso?


1 – Ao se fidelizar em alguma dessas três redes, o associado ao programa acumula pontos, à medida que se hospeda nos hotéis;

2 – Quanto mais noites se hospeda, o associado ao programa pode aceder às categorias superiores;

3 – Ser um associado ao programa pode proporcionar bons descontos nas tarifas dos hotéis.

Para que servem essas vantagens?


1 – Os pontos geralmente geram boas vantagens, como vales-presentes, representados por diárias nos hotéis ou outros prêmios como alguns que já adquirimos: cartões de débito com valores que podem ser gastos em qualquer lugar que aceite cartão de bandeira como Visa, Master Card, etc. Os valores variam de acordo com os pontos que o associado tem. Pode ser um cartão no valor de 50, 100,...em euros, reais, dólares.... Já tiramos Gift cards para o Best Buy, para o Target, para o Apple Bees, esses para os Estados Unidos. Na Europa os cartões de débito servem para comprinhas. A última vantagem que tiramos, para aproveitar um resto de pontos do IHG, valia R$100,00, um Gift Card para o Outback, no Brasil. Os programas do IHG e Best Western são os que concedem os melhores prêmios em gifts cards. Já o AccorHotels, oferece vouchers de 40 euros que são utilizados para pagar as tarifas e despesas nos hotéis da rede;

2 – A categoria do associado determinará melhores vantagens, como maior obtenção de pontos, melhores descontos nos hotéis, facilidades de up-grades, mimos para os associados, vouchers, etc.;

3 – Quanto mais se hospeda, mais chances de subir de categoria tem o associado. E quanto melhor a categoria, melhores descontos, mimos (ex. welcome drinks, roupões e chinelos para utilização, cápsulas especiais de cafés, brindes da rede, frutas de boas vindas, etc. ), up-grades, entre outros, poderão ser oferecidos ao associado.


Companhias de navegação



Vale a pena ser fiel também às companhias de cruzeiros. A equipe do Viajando com Puny há anos tem sido fiel aos cruzeiros da RoyalCaribbean Cruises. Até já fizemos alguns cruzeiros em outras companhias e isso só comprovou que estamos no caminho certo em nossa preferência pela qualidade da Royal. Isso baseado em nossas experiências prévias. Além disso, a Royal pratica preços honestos, conta com uma grande frota de navios, fazendo roteiros por todos os continentes, e é a proprietária dos maiores navios do mundo. Não bastassem tantas vantagens, a Royal ainda é parceira da Azamara e da Celebrity Cruises, companhias com bons navios de luxo.

Ser fiel ao programa Crown & Anchor, da Royal, permite ao navegante subir de categoria à medida que realiza os cruzeiros. Cada viagem tem uma pontuação baseada no número de noites e na categoria da sua cabine.


E o que ganhamos com isso?


Mimos, descontos na aquisição de viagens, participação em festas exclusivas para membros, cupons para utilização no navio com descontos ou vales. Ser um associado do Crown & Anchor faz com que você se sinta um passageiro muito especial para a companhia.

Companhias Aéreas


Fizemos uma matéria que pode ser lida aqui, tratando exclusivamente sobre os programas de milhagens das companhias aéreas.

Ficamos sempre atentos para não perder nada, nem um ponto ou milha sequer. Afinal, são recompensas que temos, em troca de nossa fidelidade. Recentemente tiramos um benefício com o programa da American Airlines. Restava-nos uma quantidade de milhas insuficiente para tirar um bilhete aéreo. E como estavam para vencer, pesquisamos no programa e descobrimos que daria para tirar duas noites de hospedagem em um hotel onde já estivemos em Orlando. Exatamente o número de noites que programamos ficar lá. Cancelamos a reserva do outro hotel, que nos custaria um total de USD 164.00 (para as duas noites), e optamos por tirar os vouchers com as milhas restantes da American, em um hotel de mesma categoria.

Vantagens para Turistas


Mesmo que você não seja tão aficionado em compras, é natural que em algum momento da sua viagem resolva checar o que o comércio local tem a oferecer. Por isso, é bom ficar atento às vantagens que podem ser dadas aos turistas. Principalmente nos shoppings, que costumam surpreender com boas oportunidades.

Ao visitar um shopping, tanto no exterior como em um estado do Brasil, diverso do seu, procure o centro de informações ou de atendimento ao consumidor e pergunte se eles têm alguma promoção para o turista.

Alguns exemplos de benefícios obtidos em viagens:


  • Volusia Mall, em Daytona Beach, na Flórida, Estados Unidos: houve uma época em que o centro de atendimento do shopping dava um cadeado de mala moderno para o turista que apresentasse a chave do quarto do hotel onde estava hospedado;
  • Já os shoppings do Premium Outlets (tem um muito legal em Orlando, Flórida, no final da International Drive) tem um cartão VIP, que a pessoa pode adquirir através de inscrição pela internet. Ser um VIP do Premium Outlets permite a obtenção de descontos incríveis na maioria das lojas. Mas lembre-se de inscrever-se antes e de imprimir as promoções para usufruir na hora das suas compras;
  • Em nossa última viagem a Santiago do Chile, já atentos a essas oportunidades, nós pesquisamos sobre os shoppings locais. Encontramos nos dois maiores shoppings da cidade boas oportunidades para os turistas: o Costanera Center, que é o shopping onde fica a torre Sky Costanera (que explicarei em outra matéria), oferece o On Tour, que é um guia de descontos exclusivos para turistas. Para retirar o livro de cupons de descontos o turista (estrangeiro) deve apresentar o passaporte ou RG no On
    Tour, localizado no piso 2 do Costanera Center. Já no Parque Arauco, que é outro shopping que merece uma visita, há o Travellers, que também é um programa de descontos para turistas. Neste, os benefícios foram além do livreto de descontos. Recebemos  também um imã muito bonitinho do Chile e uma bolsinha preta, em nylon (estilo biker), que nos serviu como bolsa ecológica ao longo da viagem.  Ambos os livretos de descontos traziam promoções para lojas de artigos gerais, assim como para o setor de gastronomia. 

Esses são exemplos das tantas economias e vantagens que podemos obter através da fidelidade ou apenas por ser um turista. Por isso é bom ficar atento a tudo, para não perder nada e, assim, poder viajar cada vez mais!

Se você tem interesse em aprender a economizar e poder planejar melhor a vida, leia o livro de minha autoria, o Vivendo Bem com o Que Você Tem. Para saber mais, clique aqui.

Leia aqui outras dicas úteis para quem ama viajar!




quinta-feira, 2 de junho de 2016

Museu do amanhã: um orgulho brasileiro





Texto e Fotos: Vitória Paiva

É um engano pensar que temos que ir longe e pagar caro para visitar museus. Temos no Brasil um novo padrão de museu, que pode ser exemplo para outros países, a preço popular (o ingresso inteiro custa R$10,00) e entrada gratuita (às terças-feiras). Uma tarde reservada para este passeio é necessária. O porquê do “orgulho brasileiro” é justificado ao longo do texto.

Inaugurado em 19 de dezembro de 2015, o Museu do Amanhã já foi pauta nos mais diversos meios de comunicação e blogs. Chegou a hora do Viajando com Puny contar detalhes sobre este museu que dá show em arquitetura, sustentabilidade e tecnologia, além de passar consciência sobre o nosso futuro.
Museu do Amanhã: arquitetura moderna e futurista

Toda a construção do museu foi feita pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava. Um protótipo de se admirar de longe (quem passa pela ponte Rio-Niterói logo vê o museu) e de perto (já que está localizado no Pier Mauá, centro e zona portuária do Rio de Janeiro). Conhecido também por suas filas, o museu tem atraído turistas de toda parte do mundo. Por isso já vai uma dica: compre o ingresso pela internet*. Esse pode ser comprado com a marcação de data e horário da visita (ufa!). Há opção de comprar na hora, mas a fila é de desanimar – principalmente aos finais de semana e feriados – e os ingressos podem se esgotar.

Um pouco sobre o museu


Globo 
Entrando no museu logo se vê o famoso globo, que chama a atenção de todos para fotos e gira, mostrando todos os continentes. Subindo para o segundo piso, há a exposição principal que mostra uma viagem à galáxia. Essa área é conhecida como Cosmos. Fila grande nessa atração, o que desmotivou a visita. Por outro lado o museu apresenta uma gama de informações, dividas em cinco áreas: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós. Não dá para falar de todas – e estragar o prazer da visita – mas comentamos aqui o que chamou mais a atenção.

O Antropoceno (período mais recente da história) é um verdadeiro choque de realidade. São exibidos vídeos sobre como os seres humanos mudaram o planeta, a quantidade de carne e água consumidas diariamente, entre outros. Também mostra um estudo que diz que em 2060 haverá 10 bilhões de pessoas no mundo. É de arrepiar.

Antropoceno 
Ao longo dos 15 mil m² de área o museu exibe, em paredes ou telões, mensagens de conscientização sobre o amanhã, mostra informações sobre água, desmatamento, florestas, etc. Não somente pessoas ligadas ao meio ambiente são atraídas pela visita. Há crianças, jovens, adultos, idosos, professores, empresários, comerciantes... Enfim, todos os públicos devem visitar o museu e refletir sobre o nosso amanhã. Ao final da visita, uma ampla janela para mostrar o hoje, a parte ‘Nós’ do museu: a vista sobre a Baía de Guanabara.

No museu há, também, uma loja de lembrancinhas e um café, além te ter atividades interativas para os visitantes. Se você tiver oportunidade, visite esse museu. Vale muito a pena!
Atrações no interior do museu 

Exposição


Quando você pensa que acabou, na hora de ir embora, uma exposição temporária sobre Santos Dumont, o poeta voador, surpreende o público. É aí que você entende a presença do 14 bis exposto à frente do museu. A exposição é completa: há vídeos sobre a vida de Dumont, um mini-cinema mostrando um documentário, protótipos de aviões feitos por ele e dá até para “voar” num simulador de avião. Há também um espaço para fazer aviões de papel e jogá-los sob uma pista. Atrativo para as crianças. Em cartaz até o dia 30/10/2016.

Sustentabilidade


A arquitetura sustentável é um ponto forte do inovador Museu do Amanhã. A água da Baía da Guanabara, que rodeia o museu, abastece os espelhos de água em volta. Essa água é utilizada também no sistema de refrigeração. Depois de reaproveitada, a água é devolvida – mais limpa – ao mar.
A água da chuva também é captada para molhar os jardins e ser utilizada nas descargas e lavagens de pisos. Outra forma de sustentabilidade é o uso de energia solar – a cobertura do museu se movimenta durante o dia acompanhando o sol. Um exemplo admirável de sustentabilidade e preocupação com o meio ambiente.
Arquitetura Sustentável

Serviço


Valores (checados em maio de 2016): R$10,00 (inteira), R$5,00 (meia), ingresso gratuito para servidores públicos, professores e vizinhos do museu.
Funcionamento: Terça a domingo
Endereço: Praça Mauá, 1, Centro – Rio de Janeiro
Telefone: (21) 3812-1800


sábado, 21 de maio de 2016

Como chegar ao vulcão Osorno, Chile


Um dos melhores passeios que fizemos nos últimos anos foi a subida ao vulcão Osorno, no Sul do Chile. Estava apreensiva, pois tenho um problema sério na coluna, que me impõe muitas limitações. Daí, quase chegar ao topo do Osorno, foi um desafio vencido.

Durante o planejamento desta viagem ao Sul do Chile pesquisei sobre como chegar ao vulcão Osorno, para saber que existem duas opções: uma é contratar um passeio. Desde Puerto Varas há muitas vans levando turistas com destino ao vulcão. Ou subir de carro. Deste modo teríamos que descobrir tudo por conta própria. Como optamos por alugar um carro para todo o período, foi assim que fomos. A viagem aconteceu em janeiro, em pleno verão. Por isso havia neve apenas no topo do vulcão. No inverno há mais opções de atividades na montanha, como aulas de esqui e opção de Tubing (descer a montanha em boias). Mas, ir durante o verão é muito divertido e as temperaturas são mais confortáveis, apesar do friozinho.

Primeiro planejamos o passeio do dia inteiro, escolhendo as atrações que estariam mais próximas do Osorno, para aproveitar a viagem: descobrimos que o Lago Todos Los Santos e os saltos de Petrohue ficam na mesma região.

Saímos pela manhã de Puerto Varas. Uma dica é não sair cedo demais, pois o vulcão Osorno fica coberto por uma névoa que costuma se dissipar mais tarde, permitindo uma vista mais bonita. Viajamos aproximadamente 60 quilômetros até o Lago Todos Los Santos e na volta (é tudo caminho) fizemos uma parada para ver os saltos de Petrohue, antes de seguir para o Osorno. Contarei este passeio com detalhes em outro post.
Subida para o Osorno: estrada bem pavimentada
O que mais chamou nossa atenção foi a quantidade de cinzas vulcânicas (uma espécie de areia cinza) acumulada na beira da estrada. Restos ainda da última erupção do vulcão Cabulco, que ocorreu em abril de 2015. Examinando de perto, esta areia acumula pedras de diversos tamanhos, de rocha vulcânica. Vendo isso dá para imaginar o desespero de uma erupção, para os moradores do entorno de um vulcão.

Como chegar ao topo do vulcão Osorno:


Saindo de Puerto Varas, costeando o lago Llanquihue, siga em direção a Ensenada dirigindo aproximadamente 60 quilômetros. Perto do vulcão há uma bifurcação: seguindo a direita, vai para Lago todos Los Santos. Indo para a esquerda, é a direção para o vulcão Osorno.  Alguns quilômetros adiante, a direita, fica a entrada para o caminho que leva ao vulcão. Há placas no local sinalizando. A partir daí sobe-se 12 quilômetros por uma estrada sinuosa, asfaltada e bem sinalizada, até o estacionamento. O caminho tem vistas de tirar o fôlego, já que abaixo fica o lago Llanquihue, o vulcão Cabulco e o Lago Todos Los Santos. E acima está o vulcão Osorno, cada vez mais próximo.
Área de estacionamento: base com restaurantes e ponto de subida no teleférico
No estacionamento há dois restaurantes – sendo um com deck –  e ambos com aquecimento e lareira, o que torna os ambientes bem aconchegantes. Do lado de fora há uma área para lazer infantil, lojinha e o acesso para os teleféricos que levam até o topo do vulcão. Lá em cima faz frio, mesmo no verão. Por isso, não deixe de levar agasalho.

Compramos os tickets para subir no vulcão (10.000 pesos, aproximadamente 15 dólares) apenas para o primeiro plano, já que devido as condições climáticas no dia, a subida ao segundo nível estava fechada.

Estava apreensiva com a subida no teleférico, pois a cadeirinha passa direto, exigindo agilidade do viajante. Mas o pessoal foi super gentil e compreensivo e pediram para diminuir a velocidade do teleférico, o que facilitou muito.

A subida é bem alta, fria e com uma vista deslumbrante, tanto na ida – quando se tem o topo do vulcão coberto de neve adiante – quanto da volta, quando se avista toda a região dos lagos e vulcões. No primeiro plano, até onde fomos, há tirolesa e trilhas pela montanha.

No retorno, vale a pena parar para se aquecer no restaurante antes de começar a descida da montanha.

A volta é tranquila. As estradas são boas, bem sinalizadas e ainda são providas por ciclovias. No caminho há, na altura do quilômetro 34, o Onces Bellavista, que é uma bonita propriedade, no alto de um morro, com bonita vista, lhamas e um café elegante (chamam de onces) que é uma verdadeira refeição! Falarei mais no post para o Lago Todos Los Santos.

Enfim, se você for a Região dos Lagos e Vulcões, este é um passeio imperdível!
Vulcão Cabulco: erupção em 1962 e 2015
Curiosidades: apesar da beleza deslumbrante do Vulcão Osorno, que pode ser visto de praticamente todos lugares na região, a história do Vulcão Cabulco também impressionou. Antes de 2015 este vulcão entrou em erupção em 1962. O proprietário e o empregado do hotel Weisser Haus, onde ficamos, contaram que viram ambas as erupções. A última aconteceu à noitinha. Eles estavam trabalhando quando saíram e avistaram o céu, todo vermelho, em fogo. Foi quando deram conta do que estava acontecendo. Estivemos na região em janeiro de 2016. O vulcão Cabulco continuava com uma fumacinha branca saindo do seu cume. Ninguém vai lá perto, já que agora ele é considerado perigoso. A olho nu dá para ver a destruição da montanha.  Fomos informados que este vulcão é monitorado a todo momento por uma equipe de especialistas. Quem visita a região observa nas estradas as placas informando as rotas de fuga, para o caso de erupção.

Para saber mais sobre este roteiro, clique aqui.

Para ler todas as postagens relacionadas ao Chile, clique aqui.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Circuito das Cervejas – Destaque Gastronômico em São Lourenço, MG


É certo que para tornar-se um Destaque Gastronômico no Viajando com Puny o estabelecimento deve fazer por onde merecer. Frisamos uma vez mais que o blog não recebe nenhum tipo cortesia para este tipo de publicação. Para ser publicado aqui, precisamos realmente ser surpreendidos!

Surpreenda-se então com o que temos a divulgar sobre o Circuito das Cervejas! A equipe do Viajando com Puny foi verificar se mereciam o título de 1° Lugar em Gastronomia de São Lourenço, no Trip Advisor! Estivemos lá mais de uma vez e comprovamos que tudo que prometem cumprem.
O ambiente tem um ligeiro toque de refinamento aliado a uma total descontração! A seleção de músicas é impecável e no volume certo. O atendimento é caloroso e cordial feito por uma profissional equipe de sommeliers que, além de servir sua bebida nos copos certos e do modo mais adequado, está sempre pronta a informar sobre a procedência das cervejas. Dão ainda dicas sobre os pratos indicados para harmonização com as bebidas e tudo mais que você desejar saber sobre o tema.  Dizem ter mais de 250 rótulos de cervejas, o que acreditamos. O ambiente expõe as garrafas de modo organizado, que funciona como uma decoração de muito bom gosto.   O ponto alto do Circuito das Cervejas é o cardápio de comidinhas! O que há de melhor e com uma variedade que agrada a vários paladares: saladas, pratos quentes, petiscos, etc. Para devorar com os olhos e com o paladar! O Vetorazzi Picanha, por exemplo, é um hambúrguer de picanha feito com 250 gramas (de pura suculência, como dizem eles) de carne e “envolvido em um pão artesanal, queijo prato, molho a base de lúpulo e... fatias de bacon. Acompanham batatas rústicas...” . É para deixar qualquer um maluco ou no mínimo com muita água na boca! Amamos o Bolinho de Trutas e o filé mignon chic a Silvinha! Tudo saboroso, feito com capricho.  Para quem deseja apenas beliscar acompanhado da boa cerveja, há porções de diversos tipos de queijos para uma degustação básica, com o selo da qualidade emitida por Minas Gerais, o estado produtor dos melhores queijos no Brasil. Os preços praticados são justos para o que se oferece no lugar.
O Viajando com Puny teve motivos de sobra para recomendar aos leitores, com segurança, esta casa de cervejas especiais.

E você? Já teve a oportunidade de visitar o Circuito das Cervejas? Se sim, deixe aqui no blog seus comentários para que sejam úteis para outros leitores. Se não, vale visitar São Lourenço e aproveitar para dar uma esticada até lá.

Circuito das Cervejas
Av. Comendador Costa, 603 - no centro, em frente ao Parque das Águas, São Lourenço, MG
Tel. (35) 3331-7286

Entre aqui  para saber mais.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Caxambu – o que esperar da cidade


Aproveitando a estadia na cidade mineira de São Lourenço, nossa equipe deu uma esticada para conhecer a cidade de Caxambu, distante apenas 32 quilômetros por estrada asfaltada e em boas condições.
Trenzinho e fachada do Parque das Águas
Caxambu é famosa pelo seu Parque das Águas e sempre ouvimos bons comentários sobre o glamour vivido no lugar.

Além disso, pesquisamos sobre outras atrações que desejávamos conhecer:

  •  Matriz N. Sra. Dos Remédio
  •  Igreja de Sta. Isabel de Hungria
  •  Teleférico para o mirante
  •  Balneário Hidroterápico que fica dentro do parque
Matriz N. Sra. dos Remédios e prédio histórico
Ao chegar a Caxambu voltamos no tempo. Os prédios são antigos, alguns bem bonitos, e suas ruas tranquilas. A cidade tem potencial turístico, mas esperávamos encontrá-la mais atraente, devido a sua fama e glamour propagandeado. Porém nesta visita, que aconteceu em abril de 2016, Caxambu decepcionou.  A cidade vazia mostrava ares de decadência. Seu comércio não tem atrativos para o turista. Faltam opções de restaurantes, cafeterias e a própria arquitetura local não está preparada para receber visitantes: o coreto do parque parece já ter vivido melhores momentos. Seus beirais em madeira pendiam soltos do telhado. A pintura, descascada, não estava em melhores condições que as estruturas de ferro enferrujadas. As áreas de jardins poderiam ser mais bem cuidadas. No entorno do parque há uma feirinha de artesanato, trenzinho e charretes.
Hotel Glória: dependências antigas, bem conservadas e elegantes
Almoçamos no restaurante do hotel Glória, localizado em frente ao parque. O salão do restaurante é antigo e elegante. O cardápio do dia foi feijoada. Boa, mas nada demais para o preço cobrado, se comparado aos praticados na região. Mas não havia outras opções de restaurante que conhecêssemos ou tivéssemos visto por onde caminhamos.

Acabamos desistindo de checar o teleférico e a Igreja de Sta. Isabel de Hungria.

Enfim, ficou a sensação de que é necessário que o poder público invista e incentive mais o turismo na cidade, valorizando assim o seu potencial.

Leia mais sobre o estado de Minas Gerais clicando aqui.