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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Honduras - Desembarcando em Roatán


Roatán está entre os destinos mais bonitos que visitamos nas últimas férias, a bordo do navio Freedom of the Seas, da Royal Caribbean. Seu povo é hospitaleiro, simpático e animado. Descobrimos que a ilha pertence a Honduras, país da América Central. Abrigou várias culturas indígenas importantes, principalmente os Maias. Fica localizada no mar do Caribe e a maior parte da sua população veio das vizinhas ilhas Cayman. A pesca comercial é uma das principais atividades econômicas da ilha. E o que mais nos atraiu foi descobrir que a ilha é destino certo dos mergulhadores. Como usual, fizemos pesquisas para saber um pouco sobre a ilha e traçamos um roteiro detalhado para aproveitar ao máximo o pouco tempo que teríamos desembarcados. Valeu a pena. Aproveitamos ao máximo cada recanto deste lugar incrível!

Nosso navio atracou às 12h30min com horário para zarpar às 19h. O tempo foi curto. Poderíamos ter cedido a tentação de ir a Mahogany Bay, que é bonita e fica ao lado do porto. Mas soubemos que se trata de uma praia artificial e preferimos explorar as belezas naturais da ilha. Saimos do porto para pegar um táxi logo em frente. Esta foi a forma mais rápida e prática de ir aos nossos destinos: West Bay e West End.

West End


Localizada a aproximadamente 20 quilômetros do porto. Através de estradinha tranquila, bem verde, que corta várias comunidades, chega-se nesta praia de águas cristalinas. É repleta de charme e confirma o que lemos nas pesquisas, que indicam a praia pela sua variedade de restaurantes e lojinhas coloridas a beira-mar. Parece uma praia descolada, estilo Morro de São Paulo, no Brasil. Mas é uma praia pública, o que em certos lugares no Caribe, significa pouca segurança para o turista. Não foi nosso destino final. Negociamos com o motorista do táxi para nos levar até West End para conhecer e comentar aqui no blog, antes de seguir para West Bay.

West Bay – perfeito para Snorkeling


Escolhemos West Bay como destino praia, já que as pesquisas indicavam que ali estava a melhor barreira de corais de Roatán.  O objetivo era ir para o Infinity Bay Resort, mas o motorista do táxi nos convenceu a ir a um resort ao lado pois estava com melhor preço. Não temos certeza se ele estava sendo sincero, já que muitas vezes os motoristas de táxi podem levar alguma comissão em suas indicações. Mas chegando lá confirmamos que o Infinity Bay Resort era vizinho ao nosso, ganhando um pouco em elegância. Mas o que queríamos era aluguel de cadeira, guarda-sol e uma estrutura de bar para uma provar a salva-vida (cerveja local), ducha, banheiro, etc. E o Bananarama Dive & Beach Resort tinha tudo isso arrumado, limpo e com uma boa piscina, para quem curte.

Snorkeling

O importante é que ficamos a poucos metros da barreira de corais!! A praia de West Bay é linda. Além das águas cristalinas, dos coqueiros, dos barcos de pescas ancorados e das águas mornas, os peixes valem tudo para quem gosta de mergulhar. Quem precisa snorkeling quando uma quantidade incrível de peixes vem ao seu encontro na superfície das águas? Ficamos fascinados e recomendamos  muito o lugar!

Onde fica a barreira de corais: desde o Bananarama ou Infinity Bay Resort, de frente para a praia dirija-se para a esquerda e caminhe até o canto da orla.

Preço do Bananarama Resort: 10 dólares por pessoa dando direito a cadeira de praia, guarda-sol, wi-fi e utilização da infra-estrutura do local.

Quando fomos: agosto de 2016

Curiosidade: notamos que West Bay é uma praia com acesso através dos resorts, o que a torna uma praia paga. Toda a faixa de areia é vigiada por seguranças armados. Daí ficou a dúvida se a falta de seguranças de West End a torna uma praia insegura.

Outras dicas


  • Ouvimos falar que seria bom levar dólares trocados, já que o dólar americano (US$) normalmente é aceito em toda a ilha, mas o troco geralmente é dado em Lempiras hondurenhas.
  • Pagamos 20 dólares por passageiro pela viagem de ida e volta até West End e West Bay. Me pareceu também que os motoristas são confiáveis. O nosso nos levou até o Bananarama e marcou hora para nos buscar. Só cobrou a viagem no final, quando nos deixou no porto.
  • Uma opção interessante para quem tem mais tempo na ilha é pegar um water-taxi até West End. O preço aproximado é 3 dólares. 
  • Sobre o porto: tem uma infraestrutura simples e a wifi não é boa. A vantagem é que o navio pode atracar, o que faz o passageiro ganhar tempo, sem ter que usar os barcos auxiliares.

 O que comer em Roatán: banana frita nas refeições, bolo de rum, rum, caranguejo azul, iguana (se você não tem amor ao meio-ambiente e quer infrigir a lei local – Iguanas são protegidas!). A cerveja local se chama salva vida e o drink local é o monkey lala.

Restaurantes bem cotados: em West End - The Landing (local bonito, mas porções chiquezinhas, não muito fartas), Splash Inn Restaurant (gostei especialmente das fotos dos pratos, de dar água na boca, e do local a beira mar). Em West Bay -  Beachers. Todos servem frutos do mar.

O que comprar: oferecem artesanato característico da América Central, cerâmica com cores vivas, esculturas em madeira, joias personalizadas, camisetas, charutos e roupas. Artes têxteis, artigos de vime, bordados e objetos de couro. Nada que mereça destaque.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O turismo nas Olimpíadas Rio 2016

Texto e Fotos: Vitória Paiva

Saiba mais também sobre as Paralimpíadas...


Depois de muita confusão e polêmica chegou a hora do Brasil sediar as Olimpíadas Rio 2016. Os destaques ficam não só para os jogos, as delegações, as medalhas, conquistas e derrotas, a interação entre ‘gringos’ e brasileiros... Fica destaque, também, para o magnífico Boulevard Olímpico, que juntou o Porto Maravilha, a pira olímpica e a Orla Conde (calçadão entre a Praça Mauá e Praça XV), tudo isso tendo como ‘companheiros’ o Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio e todo o charme que o Rio antigo reserva.
Bandeiras dos países em frente às Arenas Cariocas
As casas das delegações também acolheram milhares de turistas e moradores. Quanto charme e quanto país diferente mostrando um pouco de sua cultura nas terras cariocas. O Parque Olímpico, instalado na Barra da Tijuca, foi o foco e também mereceu uma visita. Se você não pode marcar presença nos jogos uma pena, mas não acabaram ainda. Aconselho que você vá e sinta um pouco desse espírito nas Paralimpíadas, que começaram no dia 7 de setembro. 

Boulevard Olímpico


A pira do povo, na Candelária: dificuldade em fotografar
Não só de pira olímpica, que ficou instalada na região da Candelária, se resumiram os jogos (até porque tirar foto dela era quase impossível devido à quantidade de gente). As Olímpiadas deixaram outros legados para a cidade carioca, como, por exemplo, o aumento na frota de BRT (aquele ônibus sanfonado que tem uma pista exclusiva), a implantação do VLT (espécie de bondinho que circula no centro do Rio, podendo, até mesmo, levar passageiros da rodoviária ao aeroporto) e o famoso mural das etnias, assinado pelo célebre e criativo Kobra, e cotado para entrar no guiness book como maior arte de rua do mundo (uau!).

Enfim, o Boulevard Olímpico deu um charme, foi ponto de encontro para assistir aos jogos (ponto para quem não comprou ingresso) e ficou lotado em todos os dias de competição. Uma caminhada lá vale como exercício físico porque é chão para andar, hein, rs.

A surpresa para muitos foi encontrar um aquário, que deve ser inaugurado em novembro. É o AquaRio, o maior aquário da América do Sul que abrigará mais de mil animais marinhos. Serão utilizados 4,5 milhões de litros d’água para o funcionamento do aquário. Vamos aguardar!

Nos armazéns próximos à Parada dos Navios (estação de desembarque de VLT) você encontrava a NBA House, que contava um pouco da história da liga americana de basquete. Infelizmente não funcionará nos jogos paraolímpicos (calma que outras casas ainda estarão abertas). A Casa Brasil é uma delas. A Casa Portugal fica no veleiro Sagres, ancorado na Ilha das Cobras. Um charme.

O Palco Encontros transmitiu vários jogos e fica exatamente em frente ao Museu de Arte. Além disso, tem vários shows. No dia em que fui estava tendo show da banda Jamz e o clima estava bem gostoso (afinal o Brasil encerrava as Olimpíadas com ouro no vôlei masculino). Mas teve shows de Erasmo Carlos, Elba Ramalho, Preta Gil, Paralamas do Sucesso e vários outros...
Arena de Tênis
Dá até para agendar um passeio panorâmico no balão da Skol e fazer bungee jump com a Nissan. E o melhor: tudo isso de graça. Enfim, são muitas atrações. Para saber todas, visite o site http://www.boulevard-olimpico.com/atracoes.

Parque Olímpico


Que charme ficou. Uma pena que o dia em que fui o tempo estava bem fechado, dia atípico no Rio, com chuvas e muitas nuvens. A área do parque é de 1,18 milhões de metros quadrados. Então um dia completo para ficar no local é necessário. Mas nada de muito esforço já que foi inaugurada a Linha 4 do metrô, o que deixa a Barra da Tijuca um pouco mais perto de outros bairros (sonho de muitos foi realizado. 15 minutos de Ipanema – Estação General Osório - à Barra – Estação Jardim Oceânico). Junto com o metrô era necessário pegar um BRT especial para o Parque. E para a surpresa de muitos, o sistema funcionou muito bem durante os jogos.

A crítica vai para o sistema de alimentação,  que foi precário nos primeiros dias. Os preços seguiram o padrão em todos os jogos: preços altos. Copo de cerveja a R$13, água por R$8 e coca R$10.

Ao longo do parque as patrocinadoras dos jogos montaram stands para propaganda. Todos os stands tinham atrações e, alguns, brindes. Como o da Coca Cola, que distribuía uma garrafa de coca para cada visitante. O destaque ficou na Delegação Skol. Uma espécie de boate montada pela marca. Tocava músicas, tinha dj, muitos gringos e fãs de uma boa música.
Jogo de handebol: Arena do Futuro
Ah é... As arenas também estavam lindas. Pelas minhas contas havia seis no Parque: Arena do Futuro (handebol), Centro Olímpico de Tênis, Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, Arenas Cariocas 1, 2 e 3. Tudo estava bem sinalizado graças aos voluntários que estavam à disposição no caminho instruindo os visitantes. Outro ponto de encontro no Parque foi o “estúdio” da Globo/Sportv, onde muitos repórteres faziam filmagens e entrevistas com o público.
Studio da Globo Sportv
Curiosidade: após os jogos, o parque não ficará lá como um elefante branco. As piscinas, por exemplo, serão desmontadas e levadas para outras cidades do Brasil. O parque funcionará como um complexo esportivo e educacional. Serão construídas escolas (desmontando a Arena do Futuro construirão quatro escolas municipais). O espaço será aberto à visitação (aproveite caso não possa ir).

Casas das delegações


Churrasco de linguiça suíço
Focados na promoção e visibilidade, os países aproveitaram os jogos para montar espaços de divulgação de sua história, cultura e gastronomia. São as chamadas cada de hospitalidade. Consegui visitar três casas: Dinamarca, Alemanha e Suíça.

A primeira parada foi na casa da Dinamarca, que está no Posto 10 em Ipanema. Sem muitas atrações, a Dinamarca apostou na criação de estruturas com Lego (uma espécie de propaganda da marca), shows ao vivo e painéis sobre o país.

Logo mais à frente, no Posto 11 no Leblon, exatamente na praia, estava a casa Alemanha, que focou na gastronomia, com aquelas salsichas de dar água na boca e copos de cerveja por “simpáticos” R$25. Um telão exibia aos jogos e foi lá onde escolhi assistir à final de futebol masculino Alemanha X Brasil. Havia poucos alemães, que, sem vergonha alguma, torciam pelo seu time, falavam do inesquecível 7x1 na Copa e se jogavam junto com a torcida brasileira. Isso sim é espírito olímpico! A casa continua aberta até o dia 18 de setembro. Caso tenha interesse em visitar, veja a programação aqui.

Área de lazer: Casa da Suíça
A Casa da Suíça, localizada na Lagoa, foca nas atividades ao ar livre: slackline, patinação no gelo, globo gigante de “neve”, áreas para descansar na rede e teve até churrasco suíço. A casa também está aberta nos jogos paraolímpicos e vale a pena visitar.

A frustração ficou quando fui visitar a Casa da Áustria, localizada na sede do Clube Botafogo, no bairro de mesmo nome. Fila enorme. Fiquei 1h30 para entrar e desisti. Tinha compromisso no mesmo dia e não podia esperar. Uma pena. Mas um taxista falou que a casa, junto com a da França, era uma das que mais tinha fila de espera.

Agora a boa nova é que muitas casas ficam abertas durante os jogos paralímpicos: Suíça, Alemanha, Brasil, Grã-Bretanha (Shopping Metropolitano/Barra da Tijuca), Japão (Cidade das Artes/Barra da Tijuca), Pyeong Chang (Quiosques QL03 e 04 na praia de Copacabana), Colômbia (Centro do Rio), México (Museu Histórico Nacional/próximo à casa Colômbia) e Itália (Clube Costa Brava/Recreio).

E você? Como participou dos Jogos Rio 2016? Tem alguma dica? Visitou algum lugar? Conta pra gente nos comentários! Um abraço ansioso para os jogos de Tokyo 2020. #PartiuAcumularMilhas #HajaMilhas 



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Viajando sozinha

Está pensando em viajar sozinha mas está na maior dúvida? Bate um medinho e você se pergunta se vai dar certo... Então o texto abaixo foi escrito para você.

Porque eu decidi me jogar no mundo e viajar sozinha

Texto e Fotos: Vitória Paiva

Quando eu comecei com a ideia de viajar sozinha, não botei fé que faria isso. Afinal eu nunca tinha viajado sem minha mãe ou sem amigos. Mas muitas coisas me motivaram a fazer isso e vou contar para vocês durante o texto. Já começo falando que se você quer fazer algo e não tem com quem ir, faça o seguinte: se joga e só vai.


Você é a sua melhor companhia
Bom, o que mais me motivou a fazer a viagem foi a falta de companhia. Nem todo mundo tem condições, interesse ou gosta de se aventurar por aí. Isso começou a me "incomodar" de certa maneira. Tenho muitos amigos, graças a Deus, mas, como disse, nem todos podem viajar ou, simplesmente, nem gostam. Felizmente ou não, eu amo viajar. Então, cogitei parar com essa dependência de alguém para ir. Sem ninguém te acompanhando você tem maior liberdade em escolher seus horários, passeios, onde ficar, etc... Liberdade é tudo, né?! Depois, li vários relatos de mulheres que viajaram sozinhas e comecei a ter inspiração e criar coragem. Foi então que eu cheguei à conclusão: você é a sua melhor companhia. Comprei a passagem, reservei lugar para ficar e fui. Meu destino foi Bonito, Mato Grosso do Sul, a capital de ecoturismo do Brasil.

Corajosa
Foi nesse momento que comecei a ouvir: "VOCÊ VAI VIAJAR SOZINHA PARA UM LUGAR QUE VOCÊ NÃO CONHECE NADA, NEM NINGUÉM?", "nossa, você é maluca", "vai conversar com quem lá? Sozinha?", "se acontecer alguma coisa, o que você vai fazer?", "que sem graça". Essas foram um pouco das frases que ouvi. Por outro lado um número pequeno de pessoas gostou da ideia. "Que corajosa", "sempre quis fazer isso, não tenho coragem, quando voltar me conta pra ver se eu crio", "que bom, tomara que dê tudo certo" foram alguns votos.

Enfim, agradeci aos bons votos, ignorei quem ficou chocado com a ‘notícia’, rezei bastante, pedi proteção e fui. Já havia pesquisado tudo sobre o local e vi que era bom de viajar sozinha (o), que a cidade era pequena/tranquila e o melhor: tinha hostel. Isso é ótimo para quem viaja sozinho e melhor ainda para quem quer economizar.

Parceiras de quarto
Hostel, para quem não sabe, é tipo albergue. Você divide o quarto com pessoas de qualquer lugar/nacionalidade. E isso me encantou ao escolher onde ficar. Poderia ter ficado em hotel? Sim. Mas pra que se eu ficaria restrita ao meu quarto e às quatro paredes? Aí sim eu iria falar sozinha. Daí vem mais um incentivo: a possibilidade de conhecer pessoas. E assim fiz. Ficando no hostel eu conheci MUITA, mas muita, gente. Compartilhei quarto durante toda minha estadia com uma paulista. Na mesma noite em que cheguei duas holandesas foram para nosso quarto. Saímos, as quatro, juntas e falamos inglês a noite toda. E olha que eu estava cansadíssima, sem pensar nem em português e pratiquei meu inglês. Ponto para minha escolha de ficar em hostel. Depois tivemos uma experiência desagradável com um casal no nosso quarto e pedimos para trocar. O casal não tinha espírito de hostel, ficavam dormindo de conchinha, ligavam o ar-condicionado sem nem saber se a gente estava de acordo. Enfim... só estresse. Mas trocamos de quarto. Foi aí que nos juntamos a outra paulista com quem já havíamos conversado anteriormente e, mais tarde, chegou uma alemã. Enfim, ficar em hostel me fez ter uma grande rede de contatos. E digo a vocês que não fiquei sozinha em momento algum.

Possibilidade de conhecer muita gente bacana
O turismo de Bonito consiste em passeios que são um pouco distantes da cidade, o que te faz utilizar o transporte compartilhado para os locais (a não ser que você alugue um carro ou tenha disposição de ir de bike). Esse foi mais um motivo pelo qual não fiquei sozinha. No transporte entrava muita família, viajantes sozinhos, casais... E nesse momento eu fazia amizades também. Conversávamos a caminho do passeio e chegando ao local eu sempre ficava junto de alguém. (Só para se ter uma ideia, eu fiz seis passeios e em três deles encontrei duas meninas coincidentemente – já que os passeios são fechados, geralmente, antes da viagem. Acabamos ficando juntas e como no hostel fizemos um churrasco com a galera elas foram também. É muita sorte, né?)

Enfim, viajar sozinha foi uma experiência única e aprovada por mim. Conhecer um lugar o qual eu nunca imaginaria conhecer, e acabar com o medo de não curtir foi ótimo, perfeito! Digo isso porque só depois dessa viagem comecei a ter espírito aventureiro, esse negócio de "se joga". E eu me joguei muito. Antes eu tinha receio e não cogitava ficar em hostel. Conheci muitas pessoas lá, saíamos juntos sempre, nos preocupávamos uns com os outros e compartilhamos várias histórias. Nos passeios idem.
 
A dica que dou para você, que tem medo, mas quer viajar sem ninguém (seja por escolha ou falta de cia), é: não pense e vá. O famoso ditado diz para não deixar para amanhã o que podemos fazer hoje, não é? Então é isso. Planeje sua viagem, leia textos incentivadores como esse (espero que tenha sido, rs), pesquise bastante sobre o local, veja o que há para fazer e compre o pacote. Não tenha medo. Como eu disse no começo do texto: só vai. E boa sorte!


domingo, 10 de julho de 2016

Razões para ir ao Jardim Botânico, Rio de Janeiro

Texto e Fotos: Vitória Paiva

Palmeiras Imperiais
540 mil metros quadrados. Mais de oito mil espécies de flores e plantas. Palmeiras tão altas quanto um prédio de quinze andares. Essa é a essência do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, mais uma prova de que a Zona Sul, bem como a cidade carioca, tem excelentes pontos turísticos. O local abriga espécies raras da flora brasileira e do mundo desde 1808 (é o mais antigo do Brasil), quando também começou a acolher especiarias vindas do oriente. O jardim é enorme, então é bom reservar uma manhã ou tarde exclusivamente para o passeio, que custa apenas R$10 (inteira) ou R$5 (meia). 

Criado por João VI, o Jardim Botânico tem como charme principal as palmeiras imperiais. Mas também tem atrativos como lago de vitórias-régias, orquidário, roseiral, parquinho para crianças, estufas, chafariz e tantos outros... Ufa! Haja espaço para tanta beleza natural. Deixar de visitar esse belo jardim é dar mole. Há muitos cariocas que não conhecem o local e nem todos os turistas sabem da existência. Mas ir ao Rio e não ir lá é a mesma coisa que ir a SP e não ir ao Parque Ibirapuera. Prepare seu roteiro e inclua o jardim. Você irá se surpreender com certeza. Saiba como nos próximos parágrafos.

Micos
O Jardim Botânico abriga o Museu do Meio Ambiente, o Espaço Tom Jobim, o Centro de Visitantes, uma loja que é dirigida pela Associação de Amigos do bairro. São tantas opções diferentes que a gente se perde. Sim. Perder-se lá pode ser normal. Uma hora você se localiza. Uma dica que dou é: baixe o aplicativo do local, o Jardim Virtual (disponível para android e IOS). O app mostra os principais pontos e sugere caminhos. Não deixe de baixar.

Em meio às arvores e aos atrativos, macacos e micos podem ser avistados (fofura!). E eles circulam livremente pelo jardim. Não se espante ao ‘trombar’ com um. Mas atenção: não é permitido alimentá-los já que eles podem desconfiar e ‘agredir’ (informação do guarda florestal). Mas admirá-los caminhando pelo chão é algo muito fofo e que chama nossa atenção.

Além de admirar os macacos e plantas, o Jardim Botânico é uma boa opção para caminhadas, passeios com crianças (falei que tem parquinho, né?), piquenique com amigos e família e... para um book fotográfico! Sim. Muita – eu disse muita – gente escolhe o local para ser fundo do book de casamento, aniversário ou book pessoal justamente por conta da beleza que o cerca.

Vitórias Régias
Não é só o turismo que faz o jardim funcionar. Atualmente ele funciona como um instituto de pesquisa, sendo considerado patrimônio nacional pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e reserva da biosfera da Mata Atlântica pela Unesco. Interessante, né?

Enfim, o local é tão grande, tem tantas opções do que conhecer, que se eu fosse falar tudo aqui sairia como uma bíblia do turismo, rs. Então a recomendação que dou para você, que leu o post e se interessou em ir, é ler mais no site . Nada mais completo, né?


Dica: este passeio pode ser combinado com a Vista Chinesa.

Voluntariado


Ah! Sabia que você pode ser voluntário no parque? A ideia é que comece já nas Olimpíadas, mas posteriormente os voluntários serão escalados para monitorar visitas em períodos de alta temporada, feriados e finais de semana. A jornada é de 4h diárias e você pode ter acesso (para você e um acompanhante) ao local para uma visita fora do expediente. 



Serviço (extraído do site):


- Segundas-feiras: das 12h às 17h*
- Terça a domingo: das 8h às 17h*
* Durante o Horário de Verão, as bilheterias ficam abertas até as 18h.

O valor é de R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia). Somente em dinheiro. Cartões não são aceitos para entrada. Crianças até 5 anos não pagam.

Como chegar


O Jardim Botânico não possui estacionamento. É bom usar ônibus ou táxi. Há bicicletários e estacionamento exclusivo para pessoas com severas deficiências de locomoção (veículos adesivados); permitida entrada de carros para embarque e desembarque de pessoas com dificuldades de locomoção (deficientes, idosos, grávidas).

Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Lago Todos Los Santos e Saltos de Petrohue


Um dos passeios mais lindos no Sul do Chile



Saímos de Puerto Varas em uma manhã morna de verão para conhecer mais uma atração da região dos lagos e dos vulcões. Conjugamos o passeio com a ida ao vulcão Osorno, passeio que conto aqui. Pois o vulcão, o lago Todos Los Santos e os Saltos de Petrohue, ficam na mesma direção, perto de Enseñada. Procuramos aglomerar pontos turísticos que sejam próximos. Raramente programamos grandes quilometragens ou muitas atrações para um mesmo dia. 
Lago com vulcão Osorno ao fundo

Partimos de Puerto Varas, costeando o lago Llanquihue, dirigindo aproximadamente 60 quilômetros através da Ruta 225, uma estrada de mão dupla bem asfaltada, tranquila e costeada por ciclovias. O caminho é bonito e ornamentado pelas bem-cuidadas propriedades rurais da região. Perto de Enseñada há uma bifurcação: para a esquerda, continuando pela estrada de asfalto, fica o caminho para o vulcão Osorno. Seguindo à direita, por uma estrada de terra pedregosa, chega-se aos Saltos de Petrohue e ao Lago todos Los Santos. Desde a bifurcação, dirigimos uns quatro quilômetros até chegar ao o lago.
Passeio: opção de barcos diversos
Tiramos a manhã para a parte do lago. Foi uma experiência muito positiva, já que neste horário o vulcão costuma ainda estar coberto por uma névoa. Já o lago, costuma estar ensolarado e propício para a navegação.

Quando nos aproximamos do lago foi inevitável a abordagem dos muitos barqueiros oferecendo passeios. Escolhemos o nosso pela sua honestidade informando na chegada que não precisávamos parar o carro no estacionamento pago. Pois havia um grande estacionamento público mais adiante, a uma caminhada de poucos metros até o lago.

A primeira vista percebemos que o lago é lindo e deslumbrante. Após decidirmos qual a modalidade de passeio e barco que tomaríamos, seguimos com nosso barqueiro e mais um casal de venezuelanos navegando pelas águas cristalinas e turquesas, que encantam qualquer um. O passeio custou $4.000 pesos por pessoa (aproximadamente 6 dólares).  
Casa de bonecas no lago
O barqueiro, de origem indígena, contou que morava na outra margem do lago, onde praticamente toda a família também habitava há diversas gerações. Informou-nos que passaria por lá para pegar seu filho de seis anos, que estava de folga da escola. Na parada, descobrimos que é possível acampar na outra margem.
O guia, o barqueiro e a equipe do Viajando com Puny
A partir de então, navegamos serenamente pelas águas ouvindo um menino esperto contar, quase melhor que seu pai, as lindas histórias e lendas sobre o lago. E a magia foi escutá-las enquanto admirávamos o entorno extasiante, com paisagens de tirar o fôlego.
Transparência da água
O barqueiro navegou pelo centro, depois foi às margens do lago para mostrar alguns locais onde se via a profundidade e a transparência cristalina das águas. Passamos ainda por duas residências tradicionais às margens do lago. Uma delas tinha uma casa de bonecas no meio do lago. Mas não há muito feito pelo homem no lugar. O que encanta mesmo é a natureza deslumbrante por todo lado.

Optamos pelo passeio pelo lago, mas quem tem mais tempo, pode ir até Peulla, a parada do outro lado do lago, que leva ao caminho para Buenos Aires. Em Peulla, há hotéis, caso a pessoa queira se hospedar por lá.

Saltos de Petrohue

Saindo do lago Todos Los Santos, fomos em direção aos Saltos de Petrohue, que ficam a uns dois quilômetros da volta do lago. Há estacionamento pago dos dois lados da estrada. E a entrada para ir ver os Saltos é paga. Pagamos 1.500 pesos por pessoa em fevereiro deste ano. (aproximadamente USD2.25).
Saltos de Petrohue
Os Saltos não estavam com volume de água muito grande, mas mesmo assim estavam bonitos de se ver. Há pontilhões de madeira por todo o caminho, com saídas secretas que levam a diversos recantos. É uma boa atração.

Dos Saltos de Petrohue, seguimos para o Vulcão Osorno, em uma viagem que conto aqui.

Explico que os superlativos usados no texto não são um exagero. Pois este passeio não pode ser expresso de outro modo. Belíssimo!

Destaco que, se você tiver possibilidade,programe-se para visitar dois pontos que não pudemos usufruir no caminho:

1 - Lavandas de Ensenada: localizada no Km 36 da Ruta 225.  Não tinha lido nada sobre este lugar, mas passando na estrada, vi uma placa sobre a propriedade. Mas já era tarde, estávamos com fome e  por isso seguimos adiante.
Onces Bellavista: café variado
2 – Café Onces Bellavista: fica no Km 34,2 da Ruta 225. Estava em nosso roteiro, mas como terminamos o vulcão mais cedo do que esperado, preferimos ir almoçar em Puerto Varas. Pois o Onces Bellavista serve um grande e delicioso café - onces são cafés no estilo chá das cinco inglês, cheio de gostosuras, bolinhos, sanduíches, geleias, etc. E naquele dia queríamos uma refeição proteica e quente. De qualquer modo, paramos para conhecer e tirar umas fotos. É uma bonita propriedade, tem lhamas e é boa também para casais com crianças. 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Dicas de hospedagem em Santiago do Chile

E por falar em Las Condes... 


Sou uma apaixonada confessa pelo Chile. E ao longo dos anos já retornamos algumas vezes ao país. Você deve ter percebido que gostamos de repetir os destinos visitados... Não é um desperdício. Penso que só assim se aprende realmente a vida de um lugar. Por isso, me sinto à vontade para abordar o assunto hospedagem na cidade de Santiago do Chile, já que vivi essa experiência no centro, no bairro de Providência e em Las Condes.

O centro de Santiago reúne vantagens como boas tarifas, estar perto da parte histórica da cidade e do Barrio Bellavista. Já o bairro de Providência é bem central, estando perto do Barrio Bella Vista, do Sky, Costanera e do centro da cidade. É o queridinho dos turistas, pelo seu comércio movimentado com lojas diversas, pelos bons restaurantes e pela badalação.  Mas em nossas duas últimas visitas à cidade, descobrimos como é estar hospedado em Las Condes.

Já tínhamos visitado o bairro em outras viagens, para fins gastronômicos, saídas noturnas e para ir ao Shopping Parque Arauco, vizinho quase colado ao bairro de Las Condes. Daí, quando tivemos a oportunidade de nos hospedar no bairro, não pensamos duas vezes.
Vista do bairro de Las Condes desde o Parque Juan Pablo II

Cinco vantagens de hospedar-se em Las Condes:


1 – Se você gosta de tranquilidade, este é o seu bairro;

2 – Se você curte ruas charmosas, arquitetura de vanguarda ou restaurantes bucólicos, aqui é o seu lugar. Las Condes tem prédios modernos e bonitos, ruas largas, mercados, centros comerciais e bons restaurantes;
Um pouco do Parque Juan Pablo

3 – O parque Juan Pablo é um grande parque verde, com jardins superfloridos. Lugar ideal para crianças, desportistas, jovens e pessoas que curtem estar ao ar livre, perto da natureza. Lembrando que é bom para o verão! No inverno o Chile é muito frio e os parques ficam mais tristes;

4 – O metrô serve bem o bairro e liga a toda cidade. Os ônibus também. Além disso, qualquer um pode contar com os táxis, que não são muito caros no Chile. Ademais, para badalar por Las Condes, ir a pé é uma das melhores opções.
Bikes na saída do Parque Juan Pablo II

5 – O shopping Parque Arauco (leia aqui vantagens para o turista no Parque Arauco) fica ao lado do bairro e dependendo do seu local de hospedagem, dá para ir caminhando.
Quem não conhece o Parque Arauco: trata-se de um dos maiores shoppings de Santiago, reúne com charme boas lojas e praças de alimentação. Ótima opção gastronômica, para quem se hospeda nas redondezas.

A desvantagem para turistas é estar um pouco mais longe de alguns pontos interessantes. Mas se você tiver tempo para visitar a cidade, ou estiver retornando e já conhece os principais atrativos, ou não liga para badalar de metrô, vale a pena se hospedar aqui!
Rodando pelo Shopping Parque Arauco

Recomendação de hospedagem:


Em nossa última visita a Santiago fizemos uma opção econômica que surpreendeu: hospedamo-nos no IBIS Santiago Manquehue Norte. O hotel é novo, moderno, com quartos padrão IBIS (pequenos, mas confortáveis). O atendimento é rápido e amável. A Wi-fi funciona super bem. O ambiente é jovem e alegre. O café da manhã é pago a parte, tem preço aproximado de 5 dólares, padrão standart, com variedade de pães, croissant, alguns frios, frutas locais, cereais, café, leite, chá, etc., o que considero atender muito bem às necessidades de um turista. O estacionamento também é pago a parte. Perto tem metrô, ponto de ônibus, restaurantes, mercado, casa de câmbio, centro comercial, farmácia, e dá para caminhar de forma segura e confortável até o shopping Parque Arauco.
Frente do Ibis

Leia todas as matérias relacionadas ao Chile clicando aqui.


terça-feira, 7 de junho de 2016

O melhor portal chinês fora da China está no Brasil


Texto e Fotos: Vitória Paiva

Sim! Essa é a Vista Chinesa, localizada no Parque Nacional da Tijuca, no bairro Alto da Boa Vista. Uma ida à vista não fica de fora dos passeios obrigatórios no Rio, que vai muito além de Pão de Açúcar ou Cristo Redentor. Ao contrário das atrações já conhecidas mundialmente, a Vista Chinesa tem acesso gratuito. Viu como você pode sim se divertir e conhecer o Rio sem muito investimento financeiro? A estadia na cidade é cara? Sim – ainda mais em anos de Copa do Mundo e Olimpíadas. Mas há pontos turísticos, além das praias, que podem ser visitados gratuitamente ou a preço baixo, como o Museu do Amanhã .

Da Vista Chinesa (apenas uma vista com uma mesa), que fica num mirante a 380 metros de altura, tem-se uma vista privilegiada e panorâmica para a cidade. Apesar da subida íngreme, chegar até lá não é nada difícil. De carro, basta seguir pela Rua Pacheco Leão, no Jardim Botânico, e acompanhar as placas para o Parque Nacional da Tijuca. Não há transportes coletivos que chegam até lá, mas você pode descer no bairro Jardim Botânico e pegar um táxi até a vista. 

Há também como chegar a pé ou de bike. O local é muito – mas muito mesmo – utilizado por atletas, que não medem esforços para pedalar, caminhar ou correr até o topo. A pé a subida deve durar umas três horas. De bike um pouco menos. Mas haja disposição!

Se você não está acostumado a fazer passeios dessa maneira, carro é a melhor opção. A subida, de carro, dura apenas 10 ou 15 minutos. A estrada é pavimentada e muito boa, onde se pode ter um bom contato com a natureza, já que ela é toda cercada pelas árvores do parque da tijuca.

Logo no começo da subida para a vista há duas cachoeiras abertas ao público: a cachoeira da Gruta e a dos Macacos. Mas o ruim é lugar para estacionar. Na vista há espaço para estacionar durante a subida.

O mais interessante no lugar é ver os pontos turísticos cariocas – como Lagoa Rodrigo de Freitas, Cristo Redentor, Morro Dois Irmãos, Pão de Açúcar e, até mesmo, as praias de Ipanema, Leblon e Arpoador – de outro ângulo, com uma visão privilegiada (tipo camarote mesmo). Por isso, um dia limpo – sem nuvens, chuva – é mais aconselhável para uma visita nota 10. Mas fomos em um dia nublado, como podem ver nas fotos, e encontramos o lugar cheio de turistas. Só a visão que pode ser diferente da de um dia aberto.

Subindo mais um pouco depois da Vista, chega-se à Mesa do Imperador, um local de repouso, hoje utilizado para piqueniques, da Família Real em passeios na cidade.  “Foi nessa mesa que D. Pedro I, quando desejava uma refeição em meio a uma das mais belas vistas, saía de sua residência na Quinta da Boa Vista e, com sua charrete, seguia em direção à Estrada da Vista Chinesa” (Fonte Posto Zero).

Origem


Mas por que uma Vista Chinesa no Rio de Janeiro ou no Brasil? Simples. O local foi construído em 1903 para homenagear chineses que trouxeram cultivo do chá para o Brasil (amantes de chá, agradeçam aos chineses!). Toda a projeção imita bambus e para lembrar a construção chinesa há o formato hexagonal e dragões no topo do “teto”. É uma obra muito bonita e diferente das que vemos pelo Brasil. Está aí o motivo para tanta popularidade dessa maravilhosa vista!




sábado, 4 de junho de 2016

Programas de Fidelidade e Vantagens para Turistas



Quem viaja muito está sempre procurando formas de economizar dinheiro ou ganhar vantagens para poder viajar ainda mais. Por isso, vamos compartilhar aqui no Viajando com Puny algumas recomendações e dicas que apendemos com os anos de experiência em viagens.

Programas de Fidelidade


Está ficando cada vez mais evidente que vale a pena procurar ser fiel aos programas das empresas que oferecem serviços de viagens como os hotéis, companhias aéreas, companhias de navegação, locadoras de carro... pois na maioria das vezes obtemos vantagens e, algumas, que nem sempre o dinheiro pode comprar! Essas vantagens podem ser representadas por descontos, bônus, passagens aéreas, vouchers para hotéis, vales presentes, cartões de débito ou mesmo pequenos mimos que nos fazem sentir importantes. 

Redes de hotéis


Ser fiel aos hotéis pode significar boas vantagens. Aqui no Viajando com Puny procuramos utilizar, na medida das vantagens oferecidas, hotéis de três grandes redes. A AccorHotels, a IHG e o Best Western. Essas redes têm uma variedade de hotéis bem grande e são poucos lugares onde não encontramos algum hotel representante. Dependendo do destino para onde vamos será mais interessante optar por uma ou outra rede. Confiamos em todas, por isso nos guiamos pela localização, preço e pelos comentários do Trip Advisor, para o estabelecimento alvo.

E quais vantagens obtemos com isso?


1 – Ao se fidelizar em alguma dessas três redes, o associado ao programa acumula pontos, à medida que se hospeda nos hotéis;

2 – Quanto mais noites se hospeda, o associado ao programa pode aceder às categorias superiores;

3 – Ser um associado ao programa pode proporcionar bons descontos nas tarifas dos hotéis.

Para que servem essas vantagens?


1 – Os pontos geralmente geram boas vantagens, como vales-presentes, representados por diárias nos hotéis ou outros prêmios como alguns que já adquirimos: cartões de débito com valores que podem ser gastos em qualquer lugar que aceite cartão de bandeira como Visa, Master Card, etc. Os valores variam de acordo com os pontos que o associado tem. Pode ser um cartão no valor de 50, 100,...em euros, reais, dólares.... Já tiramos Gift cards para o Best Buy, para o Target, para o Apple Bees, esses para os Estados Unidos. Na Europa os cartões de débito servem para comprinhas. A última vantagem que tiramos, para aproveitar um resto de pontos do IHG, valia R$100,00, um Gift Card para o Outback, no Brasil. Os programas do IHG e Best Western são os que concedem os melhores prêmios em gifts cards. Já o AccorHotels, oferece vouchers de 40 euros que são utilizados para pagar as tarifas e despesas nos hotéis da rede;

2 – A categoria do associado determinará melhores vantagens, como maior obtenção de pontos, melhores descontos nos hotéis, facilidades de up-grades, mimos para os associados, vouchers, etc.;

3 – Quanto mais se hospeda, mais chances de subir de categoria tem o associado. E quanto melhor a categoria, melhores descontos, mimos (ex. welcome drinks, roupões e chinelos para utilização, cápsulas especiais de cafés, brindes da rede, frutas de boas vindas, etc. ), up-grades, entre outros, poderão ser oferecidos ao associado.


Companhias de navegação



Vale a pena ser fiel também às companhias de cruzeiros. A equipe do Viajando com Puny há anos tem sido fiel aos cruzeiros da RoyalCaribbean Cruises. Até já fizemos alguns cruzeiros em outras companhias e isso só comprovou que estamos no caminho certo em nossa preferência pela qualidade da Royal. Isso baseado em nossas experiências prévias. Além disso, a Royal pratica preços honestos, conta com uma grande frota de navios, fazendo roteiros por todos os continentes, e é a proprietária dos maiores navios do mundo. Não bastassem tantas vantagens, a Royal ainda é parceira da Azamara e da Celebrity Cruises, companhias com bons navios de luxo.

Ser fiel ao programa Crown & Anchor, da Royal, permite ao navegante subir de categoria à medida que realiza os cruzeiros. Cada viagem tem uma pontuação baseada no número de noites e na categoria da sua cabine.


E o que ganhamos com isso?


Mimos, descontos na aquisição de viagens, participação em festas exclusivas para membros, cupons para utilização no navio com descontos ou vales. Ser um associado do Crown & Anchor faz com que você se sinta um passageiro muito especial para a companhia.

Companhias Aéreas


Fizemos uma matéria que pode ser lida aqui, tratando exclusivamente sobre os programas de milhagens das companhias aéreas.

Ficamos sempre atentos para não perder nada, nem um ponto ou milha sequer. Afinal, são recompensas que temos, em troca de nossa fidelidade. Recentemente tiramos um benefício com o programa da American Airlines. Restava-nos uma quantidade de milhas insuficiente para tirar um bilhete aéreo. E como estavam para vencer, pesquisamos no programa e descobrimos que daria para tirar duas noites de hospedagem em um hotel onde já estivemos em Orlando. Exatamente o número de noites que programamos ficar lá. Cancelamos a reserva do outro hotel, que nos custaria um total de USD 164.00 (para as duas noites), e optamos por tirar os vouchers com as milhas restantes da American, em um hotel de mesma categoria.

Vantagens para Turistas


Mesmo que você não seja tão aficionado em compras, é natural que em algum momento da sua viagem resolva checar o que o comércio local tem a oferecer. Por isso, é bom ficar atento às vantagens que podem ser dadas aos turistas. Principalmente nos shoppings, que costumam surpreender com boas oportunidades.

Ao visitar um shopping, tanto no exterior como em um estado do Brasil, diverso do seu, procure o centro de informações ou de atendimento ao consumidor e pergunte se eles têm alguma promoção para o turista.

Alguns exemplos de benefícios obtidos em viagens:


  • Volusia Mall, em Daytona Beach, na Flórida, Estados Unidos: houve uma época em que o centro de atendimento do shopping dava um cadeado de mala moderno para o turista que apresentasse a chave do quarto do hotel onde estava hospedado;
  • Já os shoppings do Premium Outlets (tem um muito legal em Orlando, Flórida, no final da International Drive) tem um cartão VIP, que a pessoa pode adquirir através de inscrição pela internet. Ser um VIP do Premium Outlets permite a obtenção de descontos incríveis na maioria das lojas. Mas lembre-se de inscrever-se antes e de imprimir as promoções para usufruir na hora das suas compras;
  • Em nossa última viagem a Santiago do Chile, já atentos a essas oportunidades, nós pesquisamos sobre os shoppings locais. Encontramos nos dois maiores shoppings da cidade boas oportunidades para os turistas: o Costanera Center, que é o shopping onde fica a torre Sky Costanera (que explicarei em outra matéria), oferece o On Tour, que é um guia de descontos exclusivos para turistas. Para retirar o livro de cupons de descontos o turista (estrangeiro) deve apresentar o passaporte ou RG no On
    Tour, localizado no piso 2 do Costanera Center. Já no Parque Arauco, que é outro shopping que merece uma visita, há o Travellers, que também é um programa de descontos para turistas. Neste, os benefícios foram além do livreto de descontos. Recebemos  também um imã muito bonitinho do Chile e uma bolsinha preta, em nylon (estilo biker), que nos serviu como bolsa ecológica ao longo da viagem.  Ambos os livretos de descontos traziam promoções para lojas de artigos gerais, assim como para o setor de gastronomia. 

Esses são exemplos das tantas economias e vantagens que podemos obter através da fidelidade ou apenas por ser um turista. Por isso é bom ficar atento a tudo, para não perder nada e, assim, poder viajar cada vez mais!

Se você tem interesse em aprender a economizar e poder planejar melhor a vida, leia o livro de minha autoria, o Vivendo Bem com o Que Você Tem. Para saber mais, clique aqui.

Leia aqui outras dicas úteis para quem ama viajar!