quinta-feira, 18 de maio de 2017

Antigua: St. John e Long Bay Beach




Visitamos Antígua de navio, atracando em St. John. Chegamos ao porto de Redcliff Quay às 8h da manhã. Encontramos um porto arrumado, animado com a chegada do navio e algumas lojinhas duty free. Mas o centro da cidade no entorno do porto é muito simples, com esgoto a céu aberto na maioria de suas ruas. É lamentável a pobreza existente no lugar. Por isso não andamos muito por ali, indo direto para a praia. 

Nossa intenção era ir para Galley Bay Beach. Mas, como não se formava um grupo para pegar uma van com este destino e o assédio dos transportadores era muito grande, mudamos de ideia e nos juntamos a um grupo que lotava uma van com destino a Long Bay Beach. O caminho até lá fica distante uns 25 quilômetros do porto, por uma estradinha asfaltada e sinuosa. O caminho corta propriedades com algumas plantações e pastos. Um pouco de cana de açúcar, bananeiras e outras frutas tropicais.


Long Bay Beach fica distante de St. John’s. Do outro lado da ilha. Não dá para avaliar se por este motivo tem águas tão limpas e cristalinas, se não fomos às praias programadas e mais próximas do porto. 

Aqui, no canto direito da praia, deu para fazer um bom snorkel, com uma quantidade de peixes razoável. Neste mesmo lado encontramos um bar com água mineral, cerveja, outras bebidas e algumas porções que não provamos. Para o lado esquerdo da praia, há um comércio de casinhas coloridas com boias, artigos de praia e outros. Fiquei encantada com as cores das casinhas, enfeitadas com os artigos coloridos de praia. 

Este lado da praia não tem muita infraestrutura, como lugar para banho, troca de roupa, etc. Do lado esquerdo, há um condomínio com apartamentos. Mas preferimos ficar do lado com menos infra, devido a ser mais tranquilo. A praia é realmente muito bonita, com mar azul e areia branquinha!

Como preferimos voltar para o porto antes do combinado com o grupo da ida, tivemos um pouco de dificuldade em encontrar um transporte para a volta. Optamos por retornar em uma van que estava deixando passageiros na praia. Mas não era oficial do porto. Parecia pirata. E pagamos o preço de um motorista um pouco afoito, que além de cobrar mais do que o que pagamos na ida, ainda cortou caminho por ruelas pouco seguras e nos deixou a uma distância de umas três quadras do porto, por caminhos desconhecidos.

Não encontramos artesanato especial em Antígua (apenas algumas peças coloridas, como imãs de geladeira em massa – pintados a mão, sem nenhuma arte peculiar), nem comida típica que tivéssemos tempo de provar. 

Praias que desejávamos ter visitado:

Galley Bay Beach (uns 7,5 km de St. John’s)
Dickenson Bay (uns 5,3 km de St. John’s)

Outras atrações:

Antigas usinas de açúcar
Fort Barrington (ruínas históricas)

Mais informações:

  • O dólar do Caribe do Leste é a moeda oficial e o idioma oficial é o inglês. A ilha é independente.  Não fomos bem sucedidos com os transportes. Os transportadores não são muito confiáveis e assediam os turistas. 

Se você já esteve em Antígua que tal deixar aqui sua opinião para ajudar outros visitantes?

Clique aqui para ler muitas outras matérias sobre o Caribe.


domingo, 14 de maio de 2017

Vem Viver São Pedro do Itabapoana

Colaboração do Jornalista Chico de Aguiar

São Pedro de Alcântara do Itabapoana fica a 120 km de Campos dos Goitacazes (indo por Mimoso do Sul) e 23 quilômetros de Mimoso do Sul, por uma estrada que pode fazer a viagem durar uns 40 minutos. Clima de montanha, está a 480 metros acima do nível do mar. É uma antiga cidade cafeeira que perdeu a comarca para Mimoso do Sul, com a Revolução Getulista de 1930.

O projeto Vem Viver está acontecendo nesta cidade aconchegante. Confira as datas abaixo!


Dica de hospedagem:

Pousada Vila Verde - Em Mimoso do Sul
Tel: (28) 3555.8168 / (27) 99981-4977 Whatsapp
Com Glícia Maria
Entre no Facebook para ver detalhes
Imagens do Facebook






quarta-feira, 10 de maio de 2017

Curaçao querido!


Já estou aqui com o coração apertado de saudades de lá!

Não esperava tanto desta ilha do Sul do Caribe! E para contar tudo, terei que dividir esta matéria em pelo menos três posts. E olha que só estivemos em Curaçao por um dia! Imagine se ficássemos por uma semana!

Desembarcamos no porto Willemstad, que fica a uma distância fácil de percorrer a pé até o centro da cidade. Mas o programado era ir à praia pela manhã. Escolhemos a praia de Mambo Beach, por ser uma das praias que ficam perto da cidade. E não nos arrependemos!! Quase sete quilômetros de distância, o que exigiu um transporte até lá e...

...nem tudo na vida são flores! Nesta parte, Curaçao ficou a desejar!

Mas não quero generalizar o lugar pelo ato de um só:

No porto tivemos um pequeno estresse no momento do traslado para a praia, já que um dos representantes dos transportadores (táxi) locais queria cobrar um preço muito mais alto do que o estipulado na tabela local – 5 dólares por pessoa na base de 4 passageiros em van, até a praia de Mambo Beach. Ele queria cobrar 20 dólares por pessoa. Entretanto, atenção! Na hora não valeu discutir. Por isso, o que fizemos foi retornar ao balcão de informações ao turista e relatar o que estava acontecendo. Logo depois constatamos a presença de um oficial portuário, que reestabeleceu a ordem no local de saída dos táxis (vans confortáveis, com ar condicionado). E finalmente tomamos a van, ao preço tabelado!

Continuando... 


Pela manhã, pegamos uma praia espetacular em Mambo Beach, com direito a snorkel e muitos peixes coloridos, que contarei com detalhes em uma próxima postagem.

Após a praia fomos ao navio, onde tomamos banho, almoçamos e saímos novamente para terra firme. 

Desta vez nosso destino foi o centro da cidade, a pé, por um caminho fácil, bonito e seguro, para conhecer a graça de Otrobanda, com a beleza de Forte Rif e seu interior repleto de lojinhas e restaurantes transados. 

Atravessamos a fantástica ponte flutuante Queen Emma, para alcançar Punda, com seu casario colorido e comércio bacana. Parece uma Amsterdam colorida! Foi aí que descobrimos que o centro tem wi-fi pública e grátis!!! 

Ao entardecer paramos em um dos charmosos restaurantes a beira de Anna Bay, para ver o por do sol. Ali apreciamos o movimento da ponte flutuante, abrindo para dar passagem aos navios, e degustamos uns bitterballens acompanhados de cerveja gelada. 

Contarei tudo isso em outra postagem, para a matéria não ficar longa demais. Mas garanto desde já que o lugar é lindo! Em todos os aspectos.

Abaixo algumas informações que surpreenderam sobre este encantador país das Antilhas Holandesas:

  • Situação política: país autônomo, recentemente independente, mas a influência holandesa ainda é bastante visível dando uma graça especial na arquitetura e cultura de Willemstad;
  • Principal economia: turismo e refino de petróleo (refina petróleo bruto da Venezuela);
  • Chegar ao porto de Curação provoca surpresa, pois com toda a beleza do mar e das casas coloridas, diante do local de desembarque está plantada uma enorme refinaria de petróleo!;
  • Moeda: florim das Antilhas Holandesas, o Guilder. Mas o dólar é bem aceito;
  • Wi-fi é pública e grátis no centro da cidade!

  • Curaçao é a pátria mãe do Papiamentu. Dialeto amplamente usado no Caribe, é uma mistura de línguas africanas, holandês, espanhol, francês, português e outras. Mas o idioma oficial é o holandês;
  • Gastronomia típica: ih, ficamos perdidos entre tantas opções! A culinária de Curaçao sofre influências europeia – principalmente a holandesa - e africana, com destaque para a herança dos negros e dos holandeses. Queijos (vale ir a uma queijaria), kibelling (peixe frito), bitterballen (salgadinhos fritos), pataat orloog (a batata frita holandesa servida com maionese), ollieboilen (tipo um bolinho de chuva). Poffertjes (panquequinhas), stamppot (lingüiça com batatas amassadas), pastéis de galinha, carne, queijo, Ayak (carne com banana) Kadushi (sopa de cacto), Kokada (doce com coco – a cocada brasileira), Mondongo (sopa de intestino)... Misturas em profusão. Se for passar mais tempo por lá, vale a pena fazer uma pesquisa detalhada sobre a culinária local.

Em breve, mais posts contando com detalhes a cidade de Willemstad.

Para navegar pelo Caribe, clique aqui!

quinta-feira, 4 de maio de 2017

St. Thomas - Charlotte Amalie e Magens Bay






St. Thomas tem apenas 80.9 km2, faz parte do arquipélago das Ilhas Virgens Americanas e tem uma população de aproximadamente 20.000 habitantes e muitas iguanas! O idioma oficial é o inglês, a moeda o dólar e Charlotte Amalie é sua principal cidade. 

A arquitetura local tem influência dinamarquesa. O comércio é interessante, com muitas joalherias, destilarias de rum e outras lojas com duty free. Há algumas atrações turísticas arquitetadas pelo homem, mas o que deslumbra mesmo nesta ilha são as praias, de tirar o fôlego. 

Me pareceu que Charlotte Amalie é constituída por um grande morro. E a orla é enfeitada pelas lindas praias de cores exuberantes. Por isso, a viagem até Magens Beach foi feita em estradinhas estreitas, sinuosas, subindo e descendo o morro, uma surpresa revelada a cada curva, com um pedacinho do mar cristalino lá embaixo. 

Optamos por ir para Magens Bay (uns 17 minutos do porto onde atracou o navio da Royal Caribbean), após muitas pesquisas a indicarem entre as praias mais bonitas do mundo. O táxi do porto de Crown Bay até Magens Beach custou dez dólares por pessoa e por viagem, em van táxi (confortável e com ar condicionado), aberta para vários passageiros. Aqui o assédio dos taxistas é muito grande. Grande parte dos condutores são mulheres. 

Magens Beach é uma praia paga. A entrada custa cinco dólares por pessoa. Vale a pena, pois a praia tem uma boa infraestrutura, com banheiros para banho e troca de roupa. Tem aluguel de cadeiras e, chegando cedo, o banhista pode encontrar mesas de madeira com bancos, vagos e grátis, embaixo de árvores que proporcionam boa sombra. Além disso, a praia realmente é muito bonita. Suas águas claras e tranquilas fazem a festa em um dia ensolarado. 

No retorno da praia passamos algumas horas explorando o centro da cidade, com seu comércio variado. Estivemos também em Magic Ice, um restaurante gelado. Dizem que o único do Caribe. Não entramos por falta de tempo. Mas é bem cotado. Depois de perambular pela cidade, deu preguiça de ir até Blackbeards Castle (castelo de piratas) e 99 steps, com sua bonita vista e paisagem. Isso estava no roteiro, mas em viagens, a gente nem sempre cumpre o planejado. E seguindo a máxima da amiga Gabriela Procópio, do blog de viagens Sem Rumo com Gabi, “as melhores coisas em uma viagem nunca são planejadas”!

Outras atrações: 

Mountain Top, o ponto mais alto de St. Tomas.
Passear pelo porto com suas lojinhas 
Konges Gade, bairro do centro com história, lojas e destilarias de Rum.

Onde comer (acabamos comendo no navio, mas pesquisas prévias indicavam o seguinte):

Amalia Café. Para uma sangria e frutos do mar. Dizem ser o melhor de Charlotte. Fica quase ao lado do Magic Ice;
O The Green House também é bem cotado. 

Outras praias pesquisadas:

Coral World fica a 9 km de Magens Beach, mais afastada da cidade. 
Emerald Beach. Snorkel aqui fica à esquerda, perto das pedras. 

Clique aqui e leia mais sobre o Caribe.


terça-feira, 25 de abril de 2017

Caribe: navegação e diversão


Deixar programação de viagens para a última hora não é o ideal. É bom planejar tudo com antecedência como forma de aproveitar a viagem ao máximo, através de uma minuciosa pesquisa de preços, roteiros, meios de hospedagem, transportes, restaurantes, atrações... Não menosprezando quem faz de outro modo, cada um com seu estilo! 

Mas nas últimas férias foi decidido tudo na última hora, com pouco mais de trinta dias antes da partida. O programa original era visitar a família, viajando para cidades próximas a nossa. Então surgiu uma oportunidade rara, casando dias certos das férias com um roteiro em um cruzeiro imperdível e com preço ótimo. E para completar, visitando sete países que ainda não conhecíamos. Considerando ainda que sete paradas, em um cruzeiro de dez noites, é algo muito bom! Daí não teve jeito: tivemos que embarcar nessa aventura! 

O roteiro compreendeu doze dias no Caribe - Oito países, oito cidades, muita praia, muito sol e muita luz! 

Os destinos visitados: Porto Rico, Saint Thomas, Antígua, Saint Lucie, Barbados, Bonaire, Curaçao e Aruba.

Pode parecer um daqueles roteiros loucos, onde no fim das contas a gente não conhece nada... Mas deu para absorver muito. A viagem, além de divertida e relaxante, foi proveitosa culturalmente! Viajar de navio pelo Caribe resgata a viagem de Cristóvão Colombo e seus parceiros chegando às Américas em Caravelas e guiados por instrumentos simples como o Astrolábio, a Bússola, o conhecimento das marés, dos ventos e das constelações. Como se navegava naquela época sem os mega computadores atuais?? 

Este tipo de viagem todo o tempo relembra o encontro e o estranhamento dos povos, as conquistas, as guerras, as conciliações e as colonizações no passado. Que, positivas ou negativas, resultaram em culturas riquíssimas! Todas pinceladas com sabores, cores, aromas e influências dos africanos, caribenhos e europeus, na dança, na comida, na economia, nos idiomas... Tudo salpicado pelos turquesas intensos, brilhos azuis, verdes bebês, dourados, esmeraldas, coloridos, das águas, areias, peixes, pássaros e natureza exuberante da vida no Caribe. 

Como nem tudo é perfeito... Desvantagens de ter viajado de última hora:


  • O roteiro foi feito às pressas. Com mais tempo teríamos tido tempo de pesquisar mais detalhes;
  • Apesar de ter adorado ficar no Caleta 64 em Porto Rico (uma experiência nova que vou contar aqui), encontrei muitos hotéis já lotados e os preços um pouco inflacionados;
  • Talvez, com mais antecedência, encontrasse o aéreo com preço melhor.

Aguarde a publicação deste roteiro em detalhes, em nossa próxima postagem.

Clique aqui e leia boas dicas para você que planeja viajar.
Saiba mais sobre destinos no Caribe clicando aqui.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Curiosidades que você talvez não saiba sobre Buenos Aires

Texto e Fotos: Vitória Paiva


Desde fevereiro de 2017 estou fazendo um intercâmbio social aqui em Buenos Aires, Argentina. Essa é minha primeira vivência fora de casa e, claro, do país. Em outro post vou contar tudo sobre como tomei esta decisão. Mas agora quero contar o que tenho visto por aqui que são costumes bem diferentes, comparados a minha experiência de vida e de onde moro no Brasil. Nada que seja bizarro de ruim e que, talvez, nem seja incomum para você que está lendo. Mas vou compartilhar aqui o que para mim é novidade:

  • Para começar... Por que Buenos Aires??  Descobri que o nome pode ser uma homenagem a Nossa Senhora dos Bons Ares, santa venerada pelos marinheiros e navegantes. Pois há uma bonita lenda que conta que em 1570 chegou à praia da cidade uma caixa com uma imagem da virgem Maria com o menino Jesus nos braços e no outro um círio (vela de parafina). Desde então batizaram a cidade com o nome da santa Bonaira, da região da Sardenha na Itália, pela semelhança da santa encontrada na caixa, com ela. Outros dizem, baseados em artigos científicos, que por estar localizada em uma grande planície aberta, os ventos frequentes limpam a atmosfera evitando contaminações, por isso o nome Buenos Aires.  
  • Quem nasce em Buenos Aires é chamado de portenho (ou porteño). Isso quase  todo mundo sabe, mas descobri  que no espanhol, portenhos são aqueles provenientes de uma cidade portuária. O que é o caso de Buenos Aires.
  • Baires/Bs As = Buenos Aires. É assim que eles falam!
  • No metrô da Linha A tem uma estação chamada Rio de Janeiro. Toda vez que passo por ela dá uma saudade doida do Brasil. Ah, e o metrô de Buenos Aires é o mais antigo da América Latina!
  • No ônibus você paga por distância percorrida e não um preço único. Se você anda menos, paga menos, se anda mais, paga mais. Acho justo. Então, quando você entrar em um ônibus aqui sempre diga perto de onde precisa descer. E os preços (cotação de março de 2015) são a partir de mais ou menos R$1,20. 
  • Falando em ônibus: sempre que for pegar algum não deixe de observar se há fila. Na minha cidade, por não ter muito movimento, não é costume ter fila indiana para pegar o transporte. Então não ouse abusar e tentar furar fila em Buenos Aires. 
  • Nos mercados de Buenos Aires, como em muitas cidades ou países pelo mundo, não fornecem a bolsa de plástico. Você tem que levar a sua. A ideia é mega sustentável. Bem que isso poderia virar hábito no mundo inteiro!
  • Os parques e praças são muito bem cuidados e te dão prazer em estar lá. 

  • Devido ao clima frio da Argentina, aliado a falta de praias, o lazer dos portenhos nas estações quentes é passar grande parte do final de semana reunidos em parques/praças da cidade. É comum também vermos pessoas de roupa de banho tomando sol sobre a canga estendida. Eu, por sinal, já estou adepta ao “domingo no parque” com piquenique.
Olha eu aí (centro) com colegas de intercâmbio em Belgrano!

  • Infelizmente aqui em Buenos Aires (não sei se é em toda a Argentina) eles têm o hábito de fumar dentro dos boliches (boates) e bares. Além disso, os portenhos fumam bastante, de um modo geral.  Para quem não fuma isso é bem desagradável!
  • Puerto Madero é, praticamente, um bairro em homenagem às mulheres. Todas as ruas têm nomes femininos. Lindo, né? Inclusive a ponte que é cartão-postal do bairro faz referência às curvas de um casal (no caso da mulher) dançando tango.

  • Existe feriado de Carnaval em Buenos Aires (comum nos países Católicos), mas não lembra nada o Carnaval do Brasil. Preste atenção que é apenas feriado e não comemoração. Diversas pessoas me perguntaram o que eu estava fazendo no carnaval aqui e eu dizia que não estava fazendo nada. É exatamente isso que tem aqui: nada durante os quatro dias de feriado (sábado, domingo, segunda e terça). Mas nada que uma turistada pelo centro e pontos turísticos da cidade não ajude a sair do tédio. Pra quem ama Carnaval do Brasil não aconselho vir para cá. Os brasileiros que vivem aqui até fazem uns bloquinhos, mas não se compara com nosso país. Se você busca sossego pode vir tranquilo passar esse feriado.
  • A gorjeta aqui é chamada de propina. Não tem um valor pré-estabelecido sobre o valor total da conta e nem é obrigatória, mas é de bom tom deixar uma gratificação para o garçom, se você foi bem atendido e ficou satisfeito. 
  • Os portenhos são muito patriotas e militantes. Falo isso porque desde que cheguei aqui tenho visto protesto todos os dias na rua. No Dia Internacional da Mulher, inclusive, um protesto GIGANTE parou a principal avenida da cidade. E foi lindo de se ver! É muito organizado (tem cordinha para separar os “grupos”, gente puxando na frente, controlando as laterais e atrás do grupo). 
Protesto pelo dia internacional da mulher
  • O obelisco marca o local onde foi levantada a primeira bandeira argentina da cidade. Antes de ser construído havia uma igreja chamada San Nicolás (nome do bairro), que foi derrubada para dar lugar ao Obelisco.
  • Estranhei um pouco a comida. O arroz daqui é bem diferente do Brasil. Meio papa, ao contrário do nosso arroz soltinho. Senti falta também do tempero brasileiro, para mim, sem igual. Mas gosto não se discute. Em compensação tem carnes muito gostosas como o chorizzo, as papas (batatas fritas) de acompanhamento, as empanadas, os sorvetes, as medialunas, os alfajores, as massas, ...
  • Os homens aqui se cumprimentam com beijo na bochecha. Ok, entre famílias no Brasil, pais, filhos, irmãos e avós, homens muitas vezes trocam beijos. Mas de um modo geral, entre amigos e conhecidos, o cumprimento é mais "frio", como o aperto de mão, tapinhas nas costas e no máximo um abraço.
  • As baladas aqui começam às 2h e acabam lá pelas 7h/8h. Haja disposição, hein?
  • Visitar o Cemitério da Recoleta, onde estão enterradas grandes personalidades argentinas, é programa comum para turistas. Os Argentinos endinheirados investem muito nos mausoléus e tem cada lápide de cair o queixo de tão bonita. Se você não se sente bem por conta de ser um cemitério talvez a visita não seja tão agradável, mas é tudo lindo. Acho que vale a pena visitar!Legenda: Cemitério da Recoleta é um charme em arquitetura
  • Você sabia que tem como fazer uma visita guiada na Casa Rosada? É fácil. Só entrar aqui no site para saber informações  e se inscrever. Acontece aos sábados, domingos e feriados. Tem visitas guiadas em espanhol e inglês.

  • Buenos Aires tem praia! Nas margens do Rio de La Plata tem uma “espécie” de praia com cadeiras, guarda-sol e tudo. Mas mar mesmo é só a vista. Para se refrescar tem uns brinquedos que saem água e duchas. Bom para crianças. Fica no Parque de Los Niños, um lugar enorme e que pede a visita.
  • Argentinos bebem muito mate, assim como o povo do sul do Brasil. E comem muita massa!
  • Como na maior parte das grandes capitais, com grande comunidade de orientais, Buenos Aires também tem um bairro chinês, repleto de lojinhas onde é fácil encontrar umas lembrancinhas baratas. 
  • A vida cultural em Buenos Aires é muito rica. Aqui existem muitos teatros e casas de shows/peças. Tem ruas só com isso.


Bom, por enquanto é isso. Se eu me lembrar de mais coisas faço outro post. Até eu voltar para o Brasil sei que verei muitas coisas diferentes aqui, afinal estou em outro país e isso é comum, né? Não dá para sair do Brasil e querer comer arroz e feijão temperadinhos (saudades!) todo dia, ter a mesma vida que tenho na minha cidade natal. E você? O que você achou dessas curiosidades? Já viu algo diferente que não está nest post? Compartilhe conosco!

Gracias y hasta lluego!

Para ler outras matérias da Vitória Paiva, entre aqui.
Leia aqui mais posts sobre a Argentina.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Brasileiros precisam de passaporte para viajar pelo Mercosul?


Este é um assunto bem polêmico que suscita dúvidas e não está muito bem esclarecido.  

Primeiro de tudo, vale lembrar quais são os países do Mercosul: 

Membros efetivos: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
Membros associados do Mercosul: Bolívia, Chile, Peru, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname.

De acordo com o Portal Brasil do Governo Federal, “desde junho de 2008, os turistas dos países que compõem o Mercado Comum do Sul, o Mercosul, podem apresentar apenas a cédula de identidade nas viagens realizadas nos locais que formam o bloco. Não é preciso levar passaporte nem visto de entrada.” Ainda: “Os documentos de identidade devem ter fotografia atual e, caso gerem dúvidas, pode ser solicitado outro tipo de identificação, também com foto.”
É um consenso entre todos os países, que integrantes do Mercosul podem fazer entrada no país membro portando um passaporte válido ou uma carteira de identidade nacional (RG). Em todas as experiências viajando para países do Mercosul  sempre utilizei passaporte, já que gosto de ter o carimbo no meu documento. Frescuras pessoais! Sobre a utilização do RG, aprendi que é necessário que o mesmo tenha pelo menos 10 anos de emissão. E não pode ser outro documento como carteira profissional, carteira de motorista, etc. 

Em sites como Voe Gol encontrei as seguintes exigências para brasileiros:  

Documentos para voos internacionais: para viajantes brasileiros com destino aos países membros do Mercosul, ou que possuem acordos de viagem com o Brasil, como Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Venezuela e Bolívia, é necessário apresentar algum dos documentos relacionados abaixo:

Carteira de Identidade (RG) original – o documento deve ter menos de 10 anos de emissão
Registro de Identidade Civil (RIC) original
Cédula de Identidade de Estrangeiro original expedida pela Polícia Federal (RNE)
Passaporte original e dentro da validade

E, por fim, consultando a ANAC, li o seguinte:

Se o passageiro for brasileiro:

Nos voos internacionais para brasileiros, é preciso passaporte brasileiro válido. No caso de viagens para Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela, também é aceita como documento de viagem a Carteira de Identidade Civil (RG), emitida pelas Secretarias de Segurança Pública dos Estados ou do Distrito Federal. Fique atento, pois as carteiras de motorista e carteiras profissionais ou funcionais não são aceitas.
Já para os voos nacionais, as exigências são bem mais brandas: Em voos domésticos o passageiro pode apresentar qualquer documento oficial com foto que permita a sua identificação. São aceitas cópias autenticadas dos documentos.

Agora vamos à prática: 

Há dois meses o marido viajou para realizar trabalho na fronteira da Argentina. Lá, apresentou primeiro uma antiga identidade (RG) com foto de quase quarenta anos atrás. Muito diferente na foto. Não aceitaram e ele imediatamente apresentou o passaporte válido, que foi aceito.

O genro de um colega de trabalho saiu pela fronteira terrestre atravessando a Ponte Internacional para a Argentina. Na saída, imigração Brasil, apresentou sua identidade de militar. No outro lado, fronteira Argentina, apresentou o mesmo documento, pois não tinha nenhum outro. Foi deportado imediatamente de volta para o Brasil. 

E finalmente o caso mais recente, que me estimulou a escrever esta matéria: a colega de trabalho descobriu ter perdido sua identidade atualizada um dia antes de embarcar para a Argentina onde ficaria por alguns dias, seguindo depois para o Uruguai. Depois do grande susto, resolveu ir para Guarulhos com a cara e a coragem. Primeiro parou em um posto Poupa Tempo de São Paulo na tentativa de atualizar a sua antiga identidade, datada de mil novecentos e bolinha. Saiu de lá apenas com um protocolo de identidade. No dia seguinte chegou bem cedo ao Aeroporto de Guarulhos (SP). Fez o check-in com a companhia Aerolíneas Argentinas, onde sua antiga identidade passou normalmente. Fez a imigração e embarcou no voo com destino a Buenos Aires. Chegando lá, aceitaram na imigração sua identidade antiga, que, segundo ela, foi apresentada misturada com os documentos da família. Dias depois pegou o Catamarã com destino a Colonia Del Sacramento, no Uruguai, onde a imigração também ocorreu sem dificuldade. Mas todo o tempo a colega passou momentos de muita tensão e expectativa para saber se tudo sairia bem, o que perturbou muito o início das suas férias. Como ela mesma diz, “uma experiência muito estressante”. Felizmente, no final deu tudo certo, e ela aproveitou bem as férias.

Conclusão: gosto do ditado “seguro morreu de velho” e, principalmente em viagens, prefiro não correr riscos. Por isso, se você vai viajar para países do Mercosul, se não tiver um passaporte válido ou carteira de identidade nova (menos de dez anos – pois assim não corre risco da foto estar muito diferente), procure tirar um destes documentos. Pois há casos de sorte, como o da minha colega. Mas não é garantido. E com uma viagem planejada, tudo comprado, não vale a pena arriscar de colocar tudo a perder ou passar sustos deste tipo. 


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

5 lugares legais para comer no centro de Búzios

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Tem lugar que encanta, seja pelo sabor da comida, pelo atendimento ou pelo ambiente. E a soma disso tudo faz a gente querer voltar sempre. Por isso, para quem é frequentador de Búzios, ou ainda não conheceu a praia, listo abaixo em ordem de preferência, cinco dos estabelecimentos gastronômicos que não deixamos de visitar quando estamos em Búzios. Não tenho boas fotos dos lugares, por isso posto aqui algumas fotos das maravilhosas vistas dos lugares.

1 – Restaurante O Barco: este é o nosso preferido da lista. Um pequeno restaurante, simples, que serve comida caseira acompanhada de peixes e frutos do mar frescos. Segundo os proprietários, pescados no dia. E acredito, pois o restaurante fica de frente para o porto de pesca. Sua varanda permite que os clientes façam as refeições de frente para uma das mais bonitas vistas de Búzios. Somos fãs dos pratos com camarão e os peixes assados. Além disso, há iscas de peixe, lula, moquecas de peixe ou camarão, caldeiradas de frutos do mar, entre outros. Os preços são razoáveis e honestos. 

Endereço: Av. José Bento Ribeiro Dantas, s/n - Orla Bardot
Funcionamento: de segunda a sábado, das 11h às 22h

2 – Empanaderia Real: por conta da invasão de Argentinos em Búzios, temos uma boa empanaderia que serve mais de 20 tipos de empanadas deliciosas. Os sabores variam desde a clássica de carne, até empanadas abrasileiradas de carne seca com catupiry, ou as de frango, de milho, palmito, as doces, como banana, entre muitas outras. Outro lugar que vale a pena principalmente para famílias, já que os preços aqui são bem acessíveis. Fica na Rua do Meio. 

Endereço: R. Manoel Turíbio de Farias, 100 

3 – Café Maré Mansa: na verdade o que me atrai aqui é a Cuca de Banana com Chocolate, que é uma delícia! Mas existem outros sabores de tortas bem atraentes também. É uma cafeteria bem localizada: fica em uma rua transversal entre a Rua das Pedras e a Rua do Meio. Bom sentar ali para um cafezinho, bate-papo e apreciar o vai e vem de gente bonita na rua. Da última vez que fomos tinham começado a servir lanches e pequenas refeições neste café. Não tivemos oportunidade de provar. 

Endereço: Travessa Oscar Campos Lopes, 4 Lj. 

Não está nesta lista de prediletas, mas vale mencionar para os amantes de café esta cafeteria  que também serve Cuca de Banana com Chocolate. É o Maria Maria Café. Se você der sorte de conseguir vaga na varanda, vai tomar seu café apreciando uma vista maravilhosa da praia. 

Endereço: Rua das Pedras, 151

4 – Chez Michou: o Chez Michou, casa especializada em crepes, conquista não só pelo sabor, como pelo seu ambiente descolado. Não é a toa que é Destaque Gastronômico do Viajando com Puny. Clique aqui e confira tudo sobre o lugar. 

5 – Buzzin: é um tradicional restaurante com buffet de comida a quilo, que serve pratos frios e quentes, além de ter um sushi bar. Há opção de massas preparadas na hora e churrasco saindo direto da churrasqueira. O restaurante tem fachada e interior elegantes e conta com adega climatizada. O preço do quilo é um pouco caro mas a comida é saborosa!  Fica na Rua do Meio, mesma rua da empanaderia. 

Endereço: Rua Manoel Turíbio de Farias, 273

Além dos restaurantes citados aqui, Búzios conta com um sem número de bons estabelecimentos tanto no centro, como em outros bairros. Se você tiver sugestões, conte aqui sua experiência para que outros leitores possam aproveitar.

Leia mais sobre gastronomia clicando aqui.

Entre aqui para mais dicas sobre Búzios.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Beira Mar – a melhor padaria de Niterói

Destaque Gastronômico no Viajando com Puny

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Aliás, uma das melhores padarias que conheço! Do mundo inteiro. É verdade! A Beira Mar é tão querida, que sempre que tenho chance estou por lá com família ou amigos. Seja para o café da manhã, almoço, lanche da tarde ou jantar, além das comprinhas que fazemos para levar para casa, os pãezinhos super especiais do tipo ciabatta, focaccia, a bisnaga francesa, o pão caco (português a base de batata doce), entre muitas guloseimas que encontramos ali.

Por isso e mais tudo que conto abaixo, a Beira Mar foi eleita como Destaque Gastronômico aqui no Viajando com Puny. 

No restaurante 


Nos fins de semana é servido um delicioso Buffet self service a quilo no café da manhã com pães, bolos, waffles, tortas, torradas Petrópolis, frutas, geleias, queijos, frios, entre muitas e muitas guloseimas. Até 2016 quem servia do Buffet tinha direito ao café, chá, leite, água e mate como cortesia. Mas este serviço acabou este ano. Uma pena!

Este Buffet é servido também pela parte da tarde. Maravilhoso para quem curte um lanchinho. 

Na hora do almoço o Buffet serve comida brasileira, massas, carnes, saladas, frutos do mar e outros. E à noite, além do jantar, há a opção das deliciosas sopas e cremes, acompanhadas de torradinhas.

Mas se você não quiser comer no Buffet, vale a pena dar uma pesquisada no cardápio deles. Ali você encontrará lanches como pães, croissants, bolos, sanduíches deliciosos, bebidas diversas e, com certeza, itens que agradarão a todos os paladares.

 Já experimentamos um bocado de guloseimas em todos os horários, já que frequentamos a Beira Mar há mais de trinta anos. Gosto de tudo que provo por lá. Além de que o ambiente é super agradável com o diferencial que fica por conta do atendimento do pessoal, que é muito gentil e amistoso.

Horários do Restaurante:


Café da Manhã – finais de semana e feriados, de 7h às 11h
Almoço – diariamente, de 11h às 16h
Chá da tarde – diariamente, de 16h às 20h
Sopas e Cremes – diariamente, de 18h às 22h30min
Jantar – diariamente, de 19h às 22h30min

Na padaria


Sou seduzida pela diversidade de pães doces e salgados, rosquinhas, bolos, biscoitos, entre muito que oferecem.

A parte da confeitaria é um deleite para os olhos e paladar. As vitrines ficam lindas com docinhos, tortas, macarrons, tartelets... Uau! Ainda há a lanchonete com salgados, salgadinhos para viagem, sorvete italiano, sanduíches, cafezinho... É muito extensa a lista de itens que servem por lá. Pense em algo gostoso que você deseja e provavelmente eles terão para oferecer. 

Mas não terminei. Há setores ainda com produtos alimentícios nacionais e importados que a gente sempre está precisando.  As geladeiras sempre têm novidades, como os pãezinhos de queijo recheados com catupiry. E nas épocas festivas a Beira Mar se enfeita de Papais Noéis, Coelhos de Páscoa, Fogueiras de São João, enfim, o que for o tema da data.
Temático de Carnaval


Beira Mar Home


Também adoro as novidades da Beira Mar Home, a lojinha charmosa que fica anexa a padaria. São louças delicadas, adega de vinhos, artigos de decoração, sabonetes importados, etc. Lá encontro utilidades entre diversos itens glamourosos – tudo lindo! Adoro!
Temático de Natal

Bistrô


Para quem quer fazer uma comemoração especial, vale conhecer o Bistrô, que é um espaço para até 50 pessoas, descolado e pronto para fazer uma bonita comemoração. Você pode escolher o pacote para a sua festa, que a Beira Mar prepara. Lá também acontecem cursos e oficinas de gastronomia e degustações de bebidas e alimentos acompanhadas por profissionais. 

Delivery


Não bastasse tudo isso, eles ainda entregam. Você escolhe o que quer, desde pães, docinhos, ou encomendas como sanduíches a metro, tábuas de frios, tortas, além de opções de cestas elaboradas ou chocolates, bons presentes para quem quer agradar.

 Beira Mar no cinema


A novidade é que a Beira Mar foi destaque em várias cenas do filme Minha Mãe é uma Peça 2. Adorei ver as cenas, constatando que a Beira Mar é linda mesmo como aparece na tela.  Se você tiver curiosidade em conhecer esta padaria, não deixe de assistir ao filme, que ainda é divertido e distrai. 

Endereço:
Rua Coronel Moreira César, 149 – Icaraí
Niterói, RJ – Tel. (21) 3602-1070 // 99634-1069

Horário de funcionamento:
Diariamente das 6h às 22h20min
Normalmente não abre nos dias do Natal e Ano Novo.

Para saber mais sobre a Beira Mar clique aqui e visite o site.

Leia mais sobre Niterói clicando aqui.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Outra vez em Saint Augustine, Florida


Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Na maioria das vezes que estivemos hospedados em Daytona Beach, devido a curta distância (aproximadamente 1 hora de viagem de carro), demos uma esticada até Saint Augustine. Nas visitas anteriores fizemos um bate e volta e desta vez não foi diferente. Chegamos pela manhã e saímos à tardinha. Tempo suficiente para almoçar, curtir os cafés, as lojinhas descoladas do centro histórico, o Castillo de San Marcos e o sabor gostoso de cidade de praia no verão. 
Em George Street

A visita aconteceu em agosto passado, fim de férias, quando ainda está bem quente e animado pela Flórida. Retornar a cidade é sempre uma alegria, pois o astral das ruazinhas do seu centro histórico é vibrante, o que deixa sempre vontade de voltar.

Chegamos em Saint Augustine pela hora do almoço para experimentar a comida do Falafel Queen , pequeno restaurante de comida original, nunca sei dizer se árabe ou libanesa. Mas tudo o que comemos lá, garanto, estava delicioso! Homus tahine, pão árabe, baba ganouche, sanduíche com falafel e outros. O restaurante não é charmoso e fica em um bairro um pouco afastado do centro histórico. Mas tinha lido boas recomendações no Trip Advisor e resolvemos checar. E a comida fez jus aos comentários!

 De lá seguimos de carro para o nosso destino. Após estacionar no entorno do centro histórico (vagas por ali são concorridas) fizemos uma caminhada até o Castillo de San Marcos (ingresso: 16 anos ou mais, 10 dólares. 15 anos ou menos, grátis se acompanhado de um adulto) que é um programa que oferece bonitas paisagens, além da história do forte.

Por fim, seguimos para a charmosa George Street, para matar as saudades do seu casario bonito, para  tomar uns cafés acompanhados de tortas e olhar as lojinhas. 

Comento em outra matéria deste blog um pouco da história de Saint Augustine e detalhes de lugares a visitar na cidade. Clique aqui se quiser saber mais.

A novidade desta vez foi encontrar a Oldest School House, a escola de madeira mais antiga dos Estados Unidos, datada de aproximadamente 1700, aberta. Virou um museu lindo com ricas representações em seu interior. Fica localizada no número 14 da George Street, perto do portão da cidade e a visita vale a pena. 

Suas paredes foram construídas em madeira de cipreste e cedro vermelho. O professor e sua família moravam no segundo andar da escola. A cozinha ficava localizada em um prédio separado da casa, para reduzir o calor e o risco de incêndio. As classes eram frequentadas por meninos e meninas. Os jardins do entorno da escola são bem cuidados e, com sorte, você encontrará esquilos por lá. O curioso é que a escola é envolvida por uma larga corrente, colocada lá em 1937, para ajudar a ancorá-la ao chão em caso de furacões. 

Mais informações sobre Saint Augustine você pode ler neste post aqui no blog. Na época não tinha boas fotos, pois antes de começar a escrever para o Viajando com Puny não imaginava que precisaria de imagens dos lugares visitados para compor matérias. Por isso, nesta visita, dediquei um novo olhar à cidade, para atualizar você com boas imagens.