sábado, 22 de dezembro de 2012

Tailândia: a terra dos Sorrisos

Por: Clarissa Aguiar Ribeiro
 
 “Barganhe sempre.” Era essa a regra em todos os guias turísticos que eu lia a respeito da Tailândia. É verdade, eles estarão prontos a barganhar. E bem dispostos a isso. Mas, sinceramente, deixamos de lado esta dica no segundo dia de viagem. Quando vimos em muita gente a boa vontade em servir, em sorrir, o interesse em conhecer a gente, perguntando de onde eu vinha e onde ficava o Brasil. E quantas daquelas pessoas poderão visitar o Brasil?


Templo em Chiang May
Templo em Chiang May Foto:Rafael Costa
Achei injusto pedir mais descontos para um povo que nos saudava com um sorriso contagiante, que se desdobrava para entender e se fazer entender com frases simples em inglês carregado num sotaque gracioso. Barganhamos em alguns mercados, mais para rir e fazer rir. Mas quando percebi que tinha alguém mais trabalhando para fazer tudo aquilo acontecer para a gente, ofereci o que mandava meu coração. Além de dividir a pizza com uma mãe de família, oferecer água gelada para o motorista do tuk-tuk, deixar a havaiana original como lembrança do meu país… Se é para ganhar com eles, que eles ganhem com a gente também! E toda contribuição foi muito bem vinda.
 
Leia matéria na íntegra clicando aqui.
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dando uma volta em torno da Ilha de Cozumel, México

Cozumel: Ai, que rico!!
 


Um pouco de praia
Apenas um dia para conhecer Cozumel. Foi o tempo que tivemos, após desembarcar do navio aproximadamente às oito horas da manhã de um dia quente de agosto. Mas foi o suficiente para curtir muito suas lindas praias, paisagens, história e o seu  povo, de origem Maia e super amistoso. Cozumel deixou saudades. Falar do Caribe é sempre um encanto!
 

Parada em San Francisco
Logo na saída do porto alugamos um pequeno carro automático. Partimos em aventura para o lado costeiro direito da ilha, considerando que você está de frente para ela. Após uns vinte minutos percorrendo paisagens deslumbrantes, com uma cor de água azul cristalino inacreditável, decidimos fazer a primeira parada em um ponto chamado San Francisco. Uma infra-estrutura grátis com bares, banheiros, brinquedos infláveis no mar e piscina. Mas quem vai olhar para a piscina diante de uma paisagem maravilhosa como as águas de Cozumel? Em qualquer ponto de Cozumel a praia é maravilhosa.

Igreja Católica em El Cedral
Desfrutamos uma manhã de praia perfeita. Com direito a iscas de frutos do mar a moda mexicana, com muito sol e diversão na água. Após umas duas horas decidimos continuar nossa saga. Tomamos uma ducha de água doce, nos secamos e pegamos o mini-carro.

Em Freedom in Paradise
Continuamos no sentido a direita, desta vez com destino a El Cedral, um povoado mexicano onde se tem notícia do primeiro assentamento Maia, com ruínas de um templo de adoração a deusa da fertilidade, Ixchel. O mais incrível é que convivem lado a lado as ruínas do templo e uma igreja católica, no estilo mexicano, decorada com flores coloridas de plástico.

Após um breve reconhecimento de El Cedral, onde batemos papos animados com alguns locais, seguimos nosso caminho percorrendo a costa e seu inesquecível mar azul. Fizemos mais uma parada a beira-mar, em Freedom in Paradise. Um reduto do Bob Marley! Após saciar nossa sede por água e bela vista seguimos, sempre na mesma direção. Em uma ilha, seguir na mesma direção pela costa resulta em um contorno da mesma.  Este foi o nosso objetivo!


Sítio arquológico de Sán Gervásio

Fomos em direção ao sítio arqueológico de San Gervásio (foto acima), que fica do outro lado da ilha. Um sitio histórico riquíssimo com uma grande quantidade de ruínas Maias, com várias estruturas, algumas muito bem preservadas. O lugar é surpreendente pela sua dimensão e quantidade de edificações, templos de adoração a deusa Ixchel e... iguanas! Isso mesmo. Os iguanas parecem os guardiõe do local. Sempre espreitando os turistas e posando para as fotos. Não deixe de levar repelente de insetos pois, além de quente, o sítio arqueológico tem muitos mosquitos. Paga-se uma entrada de aproximadamente oito dólares para o acesso ao sítio. 

Iguana
 Enfim, estava entardecendo e tínhamos que retornar ao navio... Aliás, seguir em frente! Estávamos em uma ilha e, em uma volta, chegaríamos ao nosso ponto de partida. Novamente na cidade onde estava atracado o navio, abastecemos o mini-carro para devolvê-lo a locadora. Foi um dia incrível e recomendamos este programa com certeza!



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Duas noites em Frankfurt, Alemanha

Roteiro: Amsterdam (Holanda), Frankfurt (Alemanha), Zurique (Suíça), Innsbruck(Áustria), VenezaFlorença e Roma (Itália).

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Frankfurt não é uma cidade com vocação turística. Mas por ser uma grande capital no meio do caminho do nosso roteiro de trem, não houve motivo para não parar lá.  Constatamos que apesar de ser um centro financeiro, Frankfurt tem história em meio aos arranha-céus. Por isso, se estiver para visitar a capital, inclua em seu roteiro o seguinte:
• Começar a programação pelo Romër, com a fonte da Justiça e Old Nikolai Church. É o que tem de mais alemão na cidade. Em meio aos prédios modernos está uma Alemanha antiga e típica;
• Seguir a pé para a Catedral (Dom), que é datada de antes de 850;
• Ao lado da Catedral está o Jardim Arqueológico, que consta nos guias e tivemos que visitar. No local existem vestígios de um assentamento Romano, no passado. Cumprimos a visita, mas não é nada demais;
• Saindo da Catedral, vale a pena caminhar pelo calçadão – que inspirou o centro de Curitiba e posteriormente, outras cidades pelo Brasil e pelo mundo. Carrocinhas vendem amêndoas carameladas deliciosas e legítimos salsichões e cachorros quentes alemães. No local há um comércio interessante com boutiques e lojas de departamentos;
• Vale a pena atravessar a ponte de aço (Eiserner Steg).

Em nossa visita, apesar de ser primavera, o tempo estava muito frio, com pequena neve caindo constantemente. O tempo desestimulou maiores explorações pela cidade. Apesar de não termos reclamações sobre o lugar, também não temos grandes exaltações. Talvez, se passássemos mais tempo, tivéssemos oportunidade de conhecer melhor a alma da cidade.
Hospedagem: para tornar as coisas mais práticas, fizemos a reserva de nosso hotel nas cercanias da estação de trem central, a Hauptbahnhof, como é comum na Europa. Pois, estando próximos à estação, é meio caminho andado para transportar bagagem de hotel para o trem e vice-versa. Não sei se fizemos a escolha acertada já que a Hauptbahnhof tem um movimento incrível de passageiros e os arredores não são dos mais aconchegantes.

Postagem relacionada: Viajando de trem de Amsterdam a Frankfurt

sábado, 22 de setembro de 2012

Roteiro fácil para visitar a Flórida por conta própria

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Classificação: econômico, para primavera e verão

Fizemos este roteiro para você que quer conhecer algo mais na Flórida, além do batido pacote Miami com praias ou Orlando com Disney.

É necessário apenas uma boa noção de inglês e um espírito aventureiro para cumprir este roteiro. O resto é muita diversão em duas semanas de praia, parques, história, gastronomia e compras!
Na International Drive

1º diaSábado – voo com destino a Miami International Airport (MIA).

2º diaDomingoMiami - chegada a Miami pela manhã. Chegando ao aeroporto internacional de Miami, pegue um shuttle que levará você até o terminal de locação de carros. Com um voucher de carro (com GPS) alugado para duas semanas, previamente no seu país de origem, dirija-se a sua locadora e retire seu carro. Não há necessidade de carteira internacional para dirigir nos USA. Basta a carteira do DETRAN (para o caso de brasileiros).
Tenha em mãos o voucher e endereço da reserva previamente feita para um hotel em Miami Beach ou South Miami, que também é legal. Dirija para o hotel que estará a aproximadamente 30 minutos do aeroporto de Miami.
Neste primeiro dia você provavelmente estará um pouco cansado da viagem, por isso, aproveitar uma praia é sempre um programa relax.

Piratas do Caribe na Disney
3º diaSegunda-feira Miami - Aproveite para fazer qualquer coisa que te dê prazer, como ir à praia, às compras, ao Zoo de Miami (bom programa para quem viaja com crianças) ou andar pela orla em Miami Beach, curtindo o visual da arquitetura Art Deco do local.

4º diaTerça-feiraMiami/Orlando - pós o café da manhã arrume as malas e prepare-se para pegar a estrada. O destino é Orlando. Para chegar lá, recomendo pegar a Turnpike, que é uma via expressa paga, com pedágio, e a forma mais prática e confortável de chegar a Orlando. São aproximadamente 400 km de viagem com providenciais paradas espalhadas pela estrada, que reúnem posto de gasolina, uns quatro restaurantes de comidas diversas e banheiros limpos em cada ponto.   

Loja de tênis na International Drive
Se você optar por almoçar em Orlando, após fazer check-in no hotel (recomendo hospedagem nas  proximidades da International Drive, que é bem central) saia de carro para reconhecimento da Internacional Drive, com almoço no Sizzler (buffet de comida livre – all’u’can eat). Faça um passeio a pé nos arredores do restaurante. A Intl’drive é uma avenida com múltiplas atrações como o Ripley’s, uma casa de cabeça para baixo, lojas malucas, etc.
A noite vale passear no Old Town, rua de lojinhas ao ar livre, localizada em Kissimee (5770 W Irlo Bronson Memorial – route 192), que apresenta muitas atrações, como bump-jump, cart, shows ao vivo e muita diversão.


Haloween no Target
5º diaQuarta-feira Orlando - Hoje é dia de acordar cedo, tomar café da manhã, que pode ser em restaurante de café próximo ao hotel (com o tempo se enjoa do café típico americano – sugiro, com mais variedades e qualidade, o IHOP ou então se pode optar por comprar pão, manteiga, leite, queijo, frutas em um Wal-Mart e fazer o café na cozinha do quarto do hotel, a la brasileira). Saia para um dos parques da Disney – definido previamente. Gosto muito do Epcot Center e do Magic Kingdom – legal para adultos e crianças. Será um programa de dia inteiro. E se sobrar energias, à noite visitem o Premium Outlet da International Drive – shopping ao ar livre com ponta de estoque das melhores lojas americanas. Atenção que tem que verificar o horário dos shoppings que não costumam fechar muito tarde. Se o consumismo bater muito forte na madrugada, optem pelo Wal-Mart que não fecha nunca.

Loja Lego
6º diaQuinta-feira - Orlando - Hoje é um dia bom para ir a um dos parques do Universal Studios. Que tal muita adrenalina no Island of Adventure?  Se sobrar energia, que tal ir ao Pleasure Island para curtir a noite, no Downtown Disney Area?

7º diaSexta-feiraOrlando - Apesar das consecutivas idas aos parques recomendo que hoje ainda seja um dia destinado a eles, já que nos fins de semana, as filas ficam homéricas. Vale a pena visitar um dos parques da Seaworld Entertainment, como o Discovery Cove, o Seaworld ou o Bush Garden.


Nadando golfinhos:Discovery Cove
8º diaSábadoOrlando - Como ninguém é de ferro, hoje é um bom dia para relaxar na piscina do hotel, ou se você tem energia de sobra, ir para um parque aquático divertir-se na água. A tarde vale a pena ir aos shoppings outlet, ou mesmo as lojas de departamentos como o Target, o Best-Buy, ou farmácias da rede Walgreens, etc. Outra boa pedida é ir ao Downtown Disney  Market Place, um aglomerado de lojas também no Downtown Disney Area. Programa grátis, livre de entradas com lojinhas divertidas que reportam ao universo Disney. Aqui tem um Hard Rock Café. Está localizado dentro do complexo Disney.


Parada em Winter Park
9º diaDomingoOrlando/Winter Park/Daytona Beach - Se você deseja continuar conhecendo a Florida, hoje é dia de fazer check-out no hotel e pegar a highway 4-East, em direção a Daytona Beach, costa leste da Flórida. Recomendo almoço no caminho, fazendo uma parada em Winter Park em um dos diversos restaurantes especializados em comida italiana, chinesa, japonesa, tailandesa, entre várias outras. A cidade é uma graça, bem arborizada e encantadora. É um dos destinos favoritos das celebridades americanas. Após o almoço, retome a estrada em direção a Daytona. Feito o check-in no hotel (recomendo hotel a beira-mar, na 1A. Gosto do Sunviking Lodge.), aproveite o entardecer para curtir o por do sol nos arredores do Boardwalk, onde fica o Pier, com teleférico e elevador panorâmico.  Existem muitas lojinhas, cinemas e restaurantes nos arredores do Ocean Walk.
Daytona Beacha
 10º diaSegunda-feira Daytona Beach -  Como este é o primeiro dia em Daytona, vale a pena curtir a praia, pela manhã.  A tarde visite o Ponce Inlet Lighhouse, farol e museu e tenha uma vista espetacular de toda a região.  Não deixe de explorar a área de reserva natural ao redor e o Sea Turtle Rehabilitation, que cuida das tartarugas doentes, seja por ataque de tubarões, ou por engolir um saco plástico, ou embolar-se nas redes dos pescadores.

11º diaTerça-feira Daytona Beach - Daytona combina com praia, todos os dias. E a tarde, com exploração. Que tal conhecer de perto o Daytona International Speedway, uma verdadeira pista de corrida Nascar? Você pode comprar ingressos para o passeio no interior da pista. A lojinha da Nascar é bem legal. Estando por aqui, na W International Speedway Boulevard, não deixe de ir ao comércio nos arredores, que tem Target, Best Buy, K-Mart, Old Navy...  E vale visitar também o Volusia Mall (Aeropostale, Cajun & Café Grill, Dillard’s, JCPenney, Payless Shoes, Sbarro Italian Food, Sears, Victoria Secrets, etc.), também na International Speedway Boulevard.
Nascar Speedway - Daytona

12º diaQuarta-feira Daytona Beach/St. Augustine -Estando em Daytona Beach, uma boa pedida é fazer um passeio de um dia a Saint Augustine. Para chegar lá tome a I-95 North.

13º dia Quinta-feiraDaytona Beach - Um dia mais descansado pede muita praia pela manhã e uma visita ao Flea Market de Daytona Beach, pela parte da tarde. Se você não sabe, um flea market (Mercado de Pulgas) tradicional americano reúne fazendeiros e comerciantes de quinquilharias diversas. É divertido, bom para comprar camisetas, souvenires, malas extras, se você se excedeu nas compras, e ver uma série de coisas diferentes. O Flea Market está localizado saindo da W International Speedway Boulevard, próximo ao viaduto.

14º diaSexta-feira Daytona Beach - Se você é um bom madrugador, pode aproveitar o dia de hoje para aproveitar um pouco mais de Daytona. Pois amanhã será dia de retornar e pegar o voo de volta. Como os voos para a América do Sul costumam sair no entardecer ou à noite, dá para acordar cedo e fazer a viagem de volta para Miami no Sábado. Ou, se você preferir um retorno mais tranquilo, pode viajar até Fort Lauderdale, ou mesmo Miami Beach e pernoitar até o Sábado, dia de sua viagem de retorno.
Banheiros públicos rest area

15º diaSábadoDaytona/Miami - Hoje é dia de voar de volta para casa. Se você optou pela madrugada, saindo de Daytona Beach, tome a rodovia I-95 South, em direção a Miami. A rodovia I-95, ao contrário da Turnpike, é pública, isto é, não é paga. Para parar para banheiro, procure os Rest Areas, áreas de descanso, seguras, que oferecem banheiros e máquinas de bebidas e snacks, ao longo da rodovia. Para restaurantes ou postos de combustível, opte pelas saídas para cidades vizinhas. Na estrada disponibilizam placas informando os restaurantes que serão encontrados nestas saídas. Seu destino é o aeroporto internacional de Miami. Muita atenção ao caminho e uma boa viagem de regresso!

Outros toques:
• Em praticamente todas as cidades nos USA você encontra lojas de departamentos, restaurantes ou farmácias de redes como Walgreens, Target, Wal-Mart, Best Buy, I-Hop, Burger King, Dunkin Donuts, etc. Basta buscar a localização através dos sites.
Entrada do rest area
• Você pode optar por voltar ao seu país através do aeroporto de Orlando, que fica bem mais perto de Daytona do que Miami.
• Para evitar transtornos em sua viagem, obedeça rigorosamente toda a sinalização de trânsito e  respeite sempre o pedestre.
• Em Daytona tem uma loja do Krispy Kreme Doughnuts, que considero os melhores donuts do mundo!

A Florida é muito mais do que tudo isso. Por isso, programe-se para voltar e conhecer muito mais em outra oportunidade!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Segóvia - Patrimônio da humanidade pela Unesco na Espanha

Alcazar de Segóvia

Na última vez que visitamos Madri decidimos conhecer Segóvia, uma das cidades da comunidade da região da Castilla. A comunidade de Segóvia foi  declarada patrimônio da humanidade pela Unesco. Um título bem merecido.

Saímos bem cedo do hotel e pegamos um trem na estação Madrid – Chamartín.  A viagem durou quase duas horas. Depois descobrimos que poderia ter sido mais rápida, cerca de uma hora, se pegássemos o trem bala, pagando um pouco mais. Mas valeu a pena assim mesmo, pois o trajeto até Segóvia tem paisagens lindas e permite conhecer um pouco do interior da Espanha.

Chegando na estação de Segóvia, tomamos um ônibus até a entrada da Cidade Velha. Entrar nesta parte da cidade é algo encantado, que remonta o período medieval. As construções de pedra datam de aproximadamente 1.400 d.c. ou menos. É tudo muito bem conservado, com jardins floridos e praças arborizadas. As construções intactas.
Catedral de Segóvia

Nosso objetivo era conhecer:
• O Alcázar de Segóvia,  um palácio fortificado em pedra, localizado na Cidade Velha. Descobrimos um monumento impressionantemente erguido sobre um penhasco, com fosso, ponte elevadiça e tudo que o imaginário dos contos de fadas permite. De acordo com informações no Castelo, o Alcázar foi inicialmente construído como uma fortaleza, mas serviu, desde então, como palácio Real,  depois como prisão do Estado, como Colégio Real de Artilharia e posteriormente, como academia militar. Atualmente está aberto a visitação pública;
• A catedral de Segóvia, uma catedral gótica construída entre 1525 e 1577, no período do Renascimento.  Os detalhes bordados em suas torres são lindos.
• O Aqueduto também era um de nossos objetivos. Mas este ficou para outra viagem. Não deu tempo...

Pois Segóvia é envolvente. Uma vez lá, a gente anda devagarzinho, contemplando e admirando cada prédio, cada cantinho, cada jardim. E tem que fazer paradas para o café, para os lanches deliciosos. E assim um dia voou. De uma forma deliciosa! Na volta, tínhamos pouco tempo para tomar o trem, então pegamos um táxi  que nos levou de volta até a estação.

Por: Adriana Aguiar Ribeiro
Se você gostou desta matéria, com certeza gostará também de Madri e seus encanto , A Barcelona de Gaudí e Roteiro Portugal e Espanha.

sábado, 15 de setembro de 2012

Aplicativos para Viagem

 
 
Com contribuições preciosas de Gillian Márcia da Silva e Emanuele Lazzaretti Campelo
 
City maps2go
Hoje em dia programar uma viagem ficou cada vez mais fácil. Isso devido a toda a ajuda oferecida pela internet. Antigamente, tínhamos que estudar as viagens nos livros e guias, escassamente oferecidos no mercado. Quem, da década de 80 para baixo, não se lembra dos guias Frommer’s impressos? E do gasto em mapas que fazíamos ao chegar a cada destino?
Voos Online

Com o surgimento dos primeiros sites de viagens na internet, as coisas começaram a ficar mais fáceis. E hoje em dia está tudo a mão, virtualmente. E melhor ainda, em equipamentos portáteis como os tablets, telefones celulares e gadgets em geral, que permitem um sem fim de acesso a aplicativos (app) incríveis, onde os passageiros encontram uma infinidade de informações como: conversão de moedas, mapas, informações sobre hotéis, restaurantes, museus, parques... Tudo isso com detalhes tão precisos como localização, hora de abertura e encerramento das atrações, preços, história, etc. E você viaja com essas informações eletrônicas na mala, podendo acessá-las a qualquer momento, já que a maioria dos aplicativos, uma vez baixados, funciona off-line. Por isso, o Viajando com Puny de hoje traz alguns aplicativos muito úteis para viagens. Confira abaixo:

Os preferidos do editorial são:
• City Maps 2 go – tem mapas muito completos da maioria das cidades do mundo, com outras informações a respeito dos atrativos turísticos, gastronomia e hospedagem dos destinos – funciona bem na Apple e Android. Não testamos em outros sistemas;
• Triposo - tem mapas da maioria das cidades do mundo, com informações muito detalhadas a respeito dos atrativos turísticos, gastronomia e hospedagem dos destinos – funciona bem na Apple e Android. Não testamos em outros sistemas;
 Voo+ - Informa horários de partida e chegada e rota de voos de aproximadamente 16.200 aeroportos ao redor do mundo – Apple
E uma infinidade de outros apps, muito legais, incluem estes que mencionamos:
• Tourist Language – um tradutor prático de palavras e frases básicas utilizadas em situações do dia-a-dia, em trens, ônibus, hotéis, restaurantes, etc. – funciona no Android;
• Voos online – é da Infraero, tem os voos que saem e chegam aos aeroportos brasileiros. É simples, mas funciona legal. – testado no sistema Apple;
• Trip Advisor – para checar a classificação dos restaurantes, meios de hospedagem e atrações turísticas. – popular na maioria dos sistemas;
• Currency – para converter moedas é bem pratico;
• Lista de viagem – é simples: você adiciona os itens da mala, coloca o roteiro e ele lança direto na sua agenda;
• Trip Advisor City guides – É bem pártico, tem mapas, restaurantes, atrações. Parecido com o citymaps2go e o triposo;

Alguns apps com recomendações pela internet, mas ainda não conferidos:
• Cashpointer – dizem que traz o banco ou casa de câmbio mais próxima de onde você está;
• All subway, My trains, Metr0 – mapas de metro;
• The Weather Channel – Previsão do tempo;
• Wi-Fi Finder – Informações sobre pontos com Wi-Fi disponíveis.
 
 Agora é só baixar e testar as novidades oferecidas. Se você tiver mais sugestões, envie-nos.
Um abraço,
Do editorial de Viajando com Puny

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Mistérios dos Fiordes Chilenos

Vinho para entender
Ao meio-dia

Muitas vezes não sabemos exatamente o que encontraremos pela frente antes de partirmos para um destino. Isso aconteceu quando decidimos conhecer os Fiordes Chilenos. Imaginávamos uma profusão de fauna, já que passaríamos por lá em pleno verão. Mas, durante um dia e meio de navegação atravessando uma região repleta de ilhas, canais, baías e estreitos, pouco vimos sinais de vida. Uma ave aqui, outra ali. Buscávamos ávidos, com os binóculos, sinais de baleias, golfinhos e outros seres aquáticos. Encontramos apenas um silêncio profundo no meio de paisagens maravilhosas, algumas vezes soturnas. Em alguns trechos o frio, a neve e a escuridão combinavam com uma boa taça de vinho a bordo. Visões que calaram profundo a alma. Belezas intrínsecas ao fim do mundo.  E isso foi em pleno verão! Sem palavras, posto aqui as fotos. 


Sem palavras

Informações práticas: Os fiordes estendem-se para o sul da América do Sul, em Tierra Del Fuego, pertencendo algumas vezes ao território chileno, outras vezes ao argentino. A viagem aos fiordes chilenos deve ser feita de navio e no período de verão, quando o tempo está mais propício à navegação, para aquelas bandas do Pacífico. Navios saem de Valparaíso em roteiros que passam pelos fiordes. Durante a viagem chegamos a pegar tempestades com ondas de até 12 metros, mas no fim, valeu muito a pena!
Leia sobre diversos outros destinos no Chile clicando aqui.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Viajar para Mangaratiba para ver o Minotauros Campeão!


Fotógrafo: Danillo Tinoco
Sábado (01) e Domingo (02) passado foram dias de disputa de futebol americano em Mangaratiba. A cidade foi palco do Torneio de Futebol Americano de areia, que aconteceu na Praia do Saco. Os jogos, que tiveram início no Sábado pela manhã, contaram com a participação de quatro times, sendo que a final foi disputada no Domingo à tarde entre o time da casa, o Mangaratiba Megalodons e o RJ Minotauros, equipe de futebol americano de praia da capital fluminense, que treina na praia do Flamengo. O Head Coach Felipe Fernandes (Lipe) conduziu o time as finais, quando a equipe do Minotauros não teve dificuldade em sagrar-se campeã levando o troféu, após uma vitória de 21 x 0 no jogo final, em cima do Megalodons. O jogador JP (João Paulo Nascimento) destacou-se como safety no terceiro quarto do jogo.  Mesmo estando contundido, fez 3 interceptações em cima do adversário. Estrearam neste torneio os jogadores Rocha (Léo Siqueira) e Mano (Vitor Goia). Parabéns ao Minotauros por mais esta vitória!


Praia de Mangaratiba

O que existe de turístico em Mangaratiba é apenas a paisagem. A cidade tem bonitas praias, cercadas de verde, mas não vai além disso. A maioria das praias é imprópria para banho. A infraestrutura turística na cidade deixa a desejar. A oferta de hotéis e restaurantes é escassa e precária. A cidade não está preparada adequadamente para receber turistas.

A grande atração é o portão de entrada para Ilha Grande, que é o porto de catamarãs, que saem às 8h da manhã, diariamente, em uma viagem de aproximadamente 2h com destino a ilha. Em Mangaratiba existem estacionamentos pagos, para abrigar o carro dos turistas que se dirigem a ilha por alguns dias.  A Pousada da Vovó Corina é um lugar bem aconchegante, porém raramente se consegue vaga, devido à alta ocupação pelas empresas que trabalham na região. Um bom negócio é utilizar o estacionamento deles para deixar o carro e ir a Ilha Grande. Negócio honesto. Telefone: (21) 2789-1064 – Sra. Nelma Lopes.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Viajando de trem pela Europa, de Amsterdam a Roma


Parte I - De Amsterdam a Frankfurt de Trem

Roteiro: Amsterdam (Holanda), Frankfurt (Alemanha), Zurique (Suíça), Innsbruck(Áustria), VenezaFlorença e Roma (Itália).


Viajar de trem pela Europa é uma opção de viagem muito confortável, econômica, além de permitir que se conheça, de passagem, um pouco do interior, das fazendas com seus  campos plantados e floridos.  As paisagens são realmente maravilhosas!

Há alguns anos, de posse de um bilhete Europass, com direito a 5 dias de viagem de trem em  um mês,  voamos  do Brasil para a Holanda, decididos a iniciar uma aventura partindo de Amsterdam . Era minha primeira viagem pela Europa. Lembrando que naquela época não existia internet e ligações internacionais eram caríssimas. Era comum viajar e procurar o meio de hospedagem no destino. Portanto era tudo uma verdadeira aventura!

Após um par de dias hospedados em Amsterdam, pegamos um trem na estação central (Amsterdam Centraal - CS), com destino a Frankfurt, na vizinha Alemanha.
Tudo era novidade e a primeira boa surpresa foi o fato do bilhete Europass, comprado no Brasil, permitir o uso do vagão de primeira classe. O que proporcionou um conforto extra, já que as cabines são maiores com assentos mais confortáveis. Isso não quer dizer que uma cabine de primeira classe seja individual por usuários. Havendo assentos disponíveis será permitido o acesso de qualquer passageiro daquele vagão, às cabines. Por isso, você tem a chance de conhecer e interagir com muitos outros viajantes, indo para diversos destinos. Sim, pois um trem que vai de um ponto a outro na Europa, permite uma infinidade de conexões. Uma infinidade de gente entrando e saindo em diferentes paradas.

Apreciar os subúrbios de Amsterdam à medida que o trem deixava a cidade, me fez observar o quanto o europeu valoriza cada cantinho disponível de terra em um pequeno quintal, ou mesmo nos vasos nas varandinhas, para plantar não só flores, assim como ervas, tomates, temperos, etc.
A entrada do fiscal na cabine para verificar os bilhetes aconteceu logo no início da viagem. Importante: ao viajar com um bilhete aberto, não deixe de marcar a data que está viajando, a caneta (ou "queimá-lo" em algum sensor), antes de entrar no trem. Os fiscais podem até não aparecer, mas uma falta sua, se identificada, será imperdoável!

Ao cruzar a fronteira entre Holanda e Alemanha, não houve checagem de passaportes. A parada em Colônia foi incrível para apreciar a Catedral de Colònia (Kölner Dom). Se você viaja com um passe, por dia de viagem, quantas vezes entrar e sair dos trens naquele dia, não será cobrado. É um direito do passageiro.

Após algumas horas de viagem, ao fim do dia, estávamos chegando a Frankfurt. Uma nova cidade a ser explorada.

Leiam a seguir a continuação desta viagem que vai de Frankfurt a Zurique.

 

Parte II - De Frankfurt a Zurique

Diário de uma viagem que ocorreu em maio de 1995

“ Ontem comi um delicioso cachorro quente. Salsichas são deliciosas na Alemanha. Agora estamos em um trem com destino a Zurique, na Suíça. Fiz minha última despedida a estação de Frankfurt - Haupbanhof, andando por entre as lojinhas locais. Não sei quando voltarei por aqui.
Da janela do meu vagão começo a ver os campos ficando brancos. Aos primeiros sinais achei que fosse algum tipo de fertilizante misturado a terra, mas agora começo a notar, com mais nitidez, que se trata de neve. Acabo de ver um trem transportando carros, todos com o topo branco, coberto de neve grossa. Acho que verei muita neve pela frente. Maravilha!  (...)
Agora os campos não estão mais cobertos de neve. Em compensação vejo casas lindas, cada uma com seu amarrado de lenha no quintal. Ao contrário da Alemanha oriental, onde passamos por residências pobres e pequenas favelas juntas aos trilhos, esta parte ocidental  tem casas bem mais modernas e ricas. As paisagens estão se tornando cada vez mais pitorescas e temos passado por encantadoras cidadezinhas organizadas!
O movimento de casas está aumentando. Pressinto nossa chegada à cidade de Zurique. Ansiosa por saber o que nos espera! ”

Parte III - De Zurique a Innsbruck

Diário de uma viagem que ocorreu em maio de 1995

Por: Adriana Aguiar Ribeiro
"Como contei, fizemos uma mudança para lá de radical nos planos: ao invés de tomarmos o voo planejado para Viena, decidimos seguir de trem até Innsbruck, também na Áustria. Afinal, é muito mais cômodo ir até a estação e aguardar o trem na plataforma, entrar e se acomodar com as malas, que ter que passar por todo o estresse de deslocamento até o aeroporto, de fazer o check-in e imigração, que um voo internacional exige.
Embarcamos na estação de Zurique, Suíça. O clima dos viajantes que aguardavam o trem na plataforma fria era pura descontração. Grupos de mochileiros de todas as idades vestindo roupas coloridas levavam seus esquis e demais equipamentos para prática de esportes no gelo. Todos atraídos pela notícia de que neva muito pelos Alpes Austríacos.
Pela janela do trem observo que lá fora está tudo completamente branco. Neva sem parar! A paisagem está linda! Percorri quase todo o trem, atravessando cada porta automática, para chegar ao último vagão e me deleitar com a estrada branca ficando para trás, com seus lagos e a incrível vista proporcionada pelas maravilhosas montanhas dos Alpes. Ao retornar a minha cabine não resisti ao delicioso aroma da cafeteria. Parei no vagão restaurante e acomodei-me em uma pequena poltrona para bebericar um encorpado chocolate quente. É daqui que escrevo estas notas de viagem que algum dia, talvez, serão lidas por alguém."

 

Parte IV - De Innsbruck a Veneza

Impressões de uma brasileira em diário de uma viagem que aconteceu em maio de 1995

Roteiro: Amsterdam (Holanda), Frankfurt (Alemanha), Zurique (Suíça), Innsbruck(Áustria), VenezaFlorença e Roma (Itália).


Ontem a neve caiu de modo insistente, dificultando os deslocamentos. A cidade estava linda, completamente branca. Por isso ficamos um dia a mais em Innsbruck, aproveitando para descansar. E agora, finalmente, estamos seguindo viagem para Veneza. Os trens lotados estão muito concorridos, devido a tanta neve que caiu nos últimos dias.

Neste trem conseguimos uma cabine vazia na primeira classe. Achei estranha tanta facilidade, pois o trem está cheio. Decepção total ao descobrir que a tal cabine estava reservada, com o nome da italiana marcado do lado de fora. O que não vimos. Tivemos que engolir a troca de cabine, depois de uma curta argumentação, em meu italiano recém-aprendido. Acabamos em uma cabine para fumantes.

Temos visto muitos cachorros viajantes, que viajam sem a mínima cerimônia, na primeira classe e sentados nas poltronas.

Em nossa cabine viaja um casal de americanos. Contaram dos filhos, com 22, 26 e 28 anos, da vida e do trabalho. Ela tem uma loja de roupas. Ele disse que trabalha fazendo bomba atômica. Perguntei se ele trouxe uma bomba nesta viagem. Estou aliviada... Pois, ele disse que deixou no último trem!!!
Já não neva lá fora. Cruzamos a fronteira com a Áustria e passamos pelo rigor da imigração. Nesta parada duas senhoras fizeram uma rápida descida e trouxeram para dentro do trem uma bola de neve. Imagino que queiram levar de recordação para casa. Aff! Pelo caminho percebo que vai diminuindo o branco intenso da neve, sendo substituído pelo gosmento e lamacento derreter do gelo.

O alto-falante anuncia: “Signora i Signori...” Meus ouvidos não acreditam! Parece que estamos em casa! Depois de dias e dias com tanto Hof, Ger, Ein, estamos ouvindo um idioma latino, finalmente. O alto-falante anuncia que o almoço está sendo servido na “carroza ristorante”. Vamos ficar por aqui e lanchar o que trouxemos da Áustria: pretzel, refrigerante e chocolates. Estamos finalmente na Itália. Aqui o trem não tem sistema de esgoto próprio e me parece, vai deixando os dejetos sanitários, trilhos mais atrás...

Parando em Bolzano me lembrei de uns hóspedes que conheci na pousada em Farol de São Tomé, no começo deste ano.  E me pergunto: o que faz pessoas saírem de um lugar escondido como este e irem parar no Brasil, especificamente no Farol de São Tomé, um ponto tão distante no planeta?

A paisagem lá fora começa a ficar mais colorida e quente, com certa magia e encanto. Já me livrei do primeiro casaco pesado. Agora tiro o pulôver de lã. Uso apenas um suéter leve no momento. Tenho impressão de que vou gostar muito da Itália!” 


Clique aqui e leia sobre este roteiro na íntegra.

Para ler mais sobre a Itália clique aqui.

 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Key West: por terra e por mar!

Área portuária, no centro

Os Keys sempre me fascinaram. São formados por um conjunto de ilhas localizadas no sudeste da Flórida, USA. Compõem o Key West, mesmo nome dado também a cidade e última ilha do arquipélago. Os Keys separam o Oceano Atlântico do Golfo do México e isso é perfeitamente visível ao longo do caminho, se você vai de carro até Key West. A distância entre Miami e Key West é de pouco mais que 200 km, atravessando uma série de ilhas que são interligadas por muitos quilômetros de pontes através da “overseas highway”. De um lado o viajante vê o Oceano Atlântico, do outro o mar do Golfo do México, através de uma paisagem deslumbrante. Uma viagem surrealista!

Outra forma de se chegar a Key West, também muito usual, é de navio. Pois existem diversas rotas que percorrem o Caribe e fazem paradas de um dia na cidade. Não dá para dizer que uma forma de viajar até Key West seja melhor que a outra. Mas dá para afirmar que Key West é um dos melhores destinos para se viajar!

Conhecendo a cidade:
Key West é uma cidade pequena, com pouco mais de 30.000 habitantes, cercada de praias. Lá você pode optar por banhar-se no mar do Oceano Atlântico, que fica a esquerda de quem chega por terra, ou ir para a direita, para o Golfo do México, onde as praias são mais verdes, de águas mais tranquilas, por isso, com uma profusão de marinas utilizadas para abrigar os barcos dos diversos condomínios à beira d’água, de onde se tem visuais magníficos.
Atrações:
• Um passeio pela cidade em si já é uma grande atração, quando se pode apreciar inúmeras casas e mansões em estilo predominantemente vitorianos, dos séculos XVIII e XIX.

• O centro da cidade, nos arredores da Duval Street e Mallory Square, abrange ótimas atrações em Key West, muito variadas. Caso você não esteja curtindo as praias, você pode escolher entre um passeio de trenzinho, um cinema maravilhoso, feirinhas, lojas de mergulho, lojas de souvenires, cabeleireiros, restaurantes, pubs, entre várias opções. O porto que recebe navios de cruzeiros fica perfeitamente integrado ao centro, o que permite aos passageiros entrarem e sairem do navio para o centro, quantas vezes quiserem ao dia.
 • A casa e museu de Ernest Hemingway tem endereço em Key West. Uma boa opção para quem gosta de literatura. Existem tours guiados por um preço módico.

• Praias: entre algumas praias destaco a Harry Harris Park, pela limpeza, mar aberto e extensão de areia. Oceano Atlântico. E do lado do Golfo, perto do centro, Higgs Beach. Essas praias tem uma cor de água maravilhosa, porém, alguns dias têm muitas algas.

• Southernmost point: pedra que marca a distância de 90 milhas de distância dos USA para Cuba – um memorial aos bravos cubanos que morreram afogados tentando atravessar de Cuba para os Estados Unidos. O lugar não tem nada demais, mas vale a visita. Um ponto de reflexão!


Shouternmost
 • Há um grande número de praias, museus e outras atrações interessantes em Key West, mas o tempo de um turista nunca é suficiente para realizar tudo que se deseja. Por isso, se você tem outras sugestões para dar para aos leitores deste blog, utilize o espaço reservado para suas dicas.

Furacões: localizada na rota dos furacões é comum encontrar a cidade “despenteada”. Foi assim em nossa última visita, quando chegamos por mar. A cidade se arrumava após a passagem do Katrina no dia anterior, o que realmente bagunçou o lugar. Árvores caídas, fios e postes derrubados, terra pela rua, etc. Mas o povo parece já estar acostumado ao evento. Não desanima e logo está arrumando a cidade para a chegada dos turistas. E pela parte da tarde, aparentemente, estava tudo limpo e organizado, como se nada de errado tivesse acontecido.

Curiosidade: em nossa última visita a ilha encontramos uma profusão de galinhas soltas, ciscando com seus pintinhos, pelos bairros da cidade. A princípio, imaginei que se tratava de um hábito dos moradores de uma cidade interiorana, de criarem galinhas. Mas vencida pelo excesso de galináceos e pela minha natureza curiosa, perguntei a agente dos correios, qual o motivo de tantas galinhas. Ela respondeu:“ – Ah, filha! Isso é uma praga na cidade! Alguns anos atrás um caminhão que transportava pintos virou e os bichos se espalharam por tudo quanto é canto. Cresceram, procriaram e agora é isso que você vê por aí. Aparecem por todo lugar!”

Clique aqui e visite outros destinos na Flórida.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A Barcelona de Gaudí


Postar Madri e não revelar Barcelona logo em seguida, foi uma falha. Atendendo ao pedido de uma leitora, reporto-me a cidade de Antoni Gaudí, que emprestou o modernismo catalão a arquitetura de Barcelona. 
Barcelona é uma cidade fácil de se gostar.

O que mais gosto na cidade...




Barceloneta
• Gastar algumas horas curtindo Barceloneta. Seja em dia de praia quente, ou em dia mais fresco, só para apreciar o mar do Mediterrâneo e seus típicos frequentadores.
Barceloneta foi completamente revitalizada para os jogos Olímpicos de 1992, quando a antiga área portuária foi transformada em um incrível bairro repleto de palmeiras, com calçadões extensos e uma praia com areia e águas limpas. É comum o topless em Barceloneta. Para todas as idades sem restrições. Desde a mais tenra juventude, até a idade mais avançada das senhoras.
• Andar a toa por La Rambla, apreciando os shows ao ar livre, e pelas ruas estreitas da Ciudad Vieja (barrio Gótic) um bairro verdadeiramente medieval, com seu comércio variado, é um programa muito prazeroso.


Sagrada família: obra eterna
Atrações turísticas:

As principais atrações turísticas de Barcelona levam sempre ao arquiteto Gaudí. Por isso, enumero abaixo, primeiro as obras do artista:

 Catedral Sagrada Família: um catalão extremamente nacionalista e católico, Gaudí planejou a Sagrada Família como sua mais profunda expressão de religiosidade. A complexidade da obra é fruto da obcessão de Gaudí em fazer uma catedral magnífica. O artista morreu em 1926 e até hoje a Sagrada Família está em construção. Visitantes podem constatar a obra em andamento. O acesso à nave e ao elevador, para a torre da Catedral, é pago. Metrô: Sagrada Família.
Curiosidade: na praça em frente à Catedral existe um espaço cercado onde os donos podem soltar seus cães para se divertirem. Permitido o acesso de cachorros e donos de graça.
• Parque Güell: localizado numa área fora do centro da cidade – dá para ir de metrô, mas tem que fazer uma caminhada de uns 15 minutos mais - , o parque é uma forma de entrar em outra órbita. A órbita psicodélica de Gaudí, expressa através do colorido e ondulado dado aos mosaicos do artista. A princípio, tendo entrado pelos fundos, a impressão que tive do parque foi de mais uma área verde conservada para uso da população e com uma vista estupenda da cidade. Mas aos poucos fui sendo surpreendida e o ponto máximo foi descobrir que o parque terminava em um gigantesco terraço, sobre pilares cobertos por mosaicos. Sem comentários!
• Casa Battló: descendo na parada de metrô Passeig de Gràcia, você poderá contemplar esta casa que é a máxima representação do estilo arquitetônico de Gaudí.
Outras atrações imperdíveis:

• Plaza de España: onde fica localizado o Museu de Artes da Catalunha. A Plaza de España em si, pela grandiosidade de suas colunas e construções, merece uma visita. Faz parte do cartão postal de Barcelona. Direção: Plaza Catalunya.
• Catedral de Barcelona: a catedral gótica de Barcelona, localizada no Bairro Gótico, é grandiosa com um interior impactante. No intuito de impor respeito e medo aos fiéis, a Igreja Católica da Idade Média construiu seus templos altos, grandes e escuros.

Gastronomia: vinhos, tapas – porções típicas preparadas utilizando ingredientes da cozinha mediterrânea -, azeites, peixes e frutos do mar, pão com tomate, hum, dá água na boca só de pensar! Em Barcelona também é típico as refeições serem antecedidas pela cesta de pão, água ou vinho. Perceba que os pães, feitos com trigo puro, são maravilhosos.

Compras: Ir a Barcelona e não trazer um souvenir que reporte a Gaudí é como se você não tivesse ido lá. Por isso, não deixe de trazer um postal ou qualquer outra lembrança que reporte ao artista, pois emprestará a decoração de sua casa uma lembrança eterna de Barcelona.
E mais uma vez, não se esqueça das lojas de El Corte Inglés.

Chegando lá: Se o seu roteiro inclui Madri, sugiro que você viaje para Barcelona no trem bala, pela RENFE, que é um jeito bastante rápido e confortável para se chegar à cidade. E, dependendo da época do ano, as paisagens salpicadas de neve no caminho, surpreendem quem viaja pela Espanha.  Mas tanto faz se você chegar lá de trem ou de avião. O importante é que você chegue lá. Pois Barcelona recompensa seu visitante, tanto pelo povo, pelo idioma catalão – que só é falado na região da Catalunha - e pela fantástica gastronomia regional.

Hospedagem: hospedar-se no centro de Barcelona é o ideal. Mas se preferir um hotel de bandeira, mais espaçoso, existe a opção de ficar em Vila de Cans, a 20 minutos de ônibus do centro, em hotéis da rede Accor.

Você pode se interessar também por conhecer informações acerca da cidade de Madri e roteiro para Portugal e Espanha.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Curitiba tem qualidade de vida!

Jardim Botânico

Estive em Curitiba ainda na adolescência e as recordações dos parques, restaurantes e adegas, que visitamos, foram marcantes. Ficou a curiosidade de rever, com um olhar adulto, mais crítico e detalhista, aquela cidade que me pareceu tão formosa. Desejando rever um amigo que mora na cidade, decidimos ir durante um feriado de quatro dias. Esse tempo foi suficiente para constatar que Curitiba é uma cidade limpa, bonita e moderna. Por isso serve de modelo para diversos municípios do Brasil.
Atrações principais:
• Rua das Flores, no centro da cidade;
• Paço da Liberdade, no centro da cidade;
• Centro histórico de Curitiba, concorrendo com o Jardim Botânico, um dos meus pontos favoritos. Na área do Largo da Ordem as ruas foram calçadas e abertas apenas aos pedestres. A arquitetura do entorno reúne prédios construídos nos séculos XVIII e XIX, bem conservados e de beleza única. Não tive oportunidade de estar lá no Domingo, mas ouvi falar que a feira do Largo da Ordem é bem legal!
• Ópera de Arame: bonita. Tem que visitar. Vale tomar um café no local;
• Jardim Botânico: muito bem cuidado, bonito e grandioso. Uma visita imperdível
• Museu do Olho, projetado por Oscar Nemeyer, mais uma bela obra deste maravilhoso arquiteto.


Gastronomia:
Um passeio pelo bairro de Santa Felicidade, onde estão localizadas algumas lojas de vinho de fabricação local, pode ser bastante interessante para degustação e compra de produtos relacionados, para os amantes do vinho. Destaco a loja de vinhos da vinícola Duringan, pela sua beleza e variedade de produtos.
Passeios nos arredores: Morretes, via estrada da Graciosa, ou de trem.