quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Bento Gonçalves e suas rotas


Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Igreja: arquitetura inspirada em um tonel de vinho
Um lugar tão diferente do resto do Brasil! Pois comemos como se estivéssemos na Itália. Verdade! Nunca estive em um lugar no Brasil com tantas pizzarias e casas de massa por metro quadrado, como em Bento Gonçalves (não venha falar de São Paulo). Mas em termos de organização, educação e limpeza... Parecia a Alemanha! E os vinhos? Ah, os vinhos são realmente de tirar do sério. Literalmente! São tantas degustações pelos caminhos que a gente fica sempre alegre. E há tantas coisas que reportam ao vinho: imagine, o portal da cidade é representado por um tonel, assim como a arquitetura de uma igreja!

Em dois dias visitando a cidade aproveitamos para percorrer o Caminho de Pedras, pois interessava-nos conhecer um pouco mais da história dos imigrantes italianos no Brasil. E ali, os descendentes abrem as portas da sua casa, vendem produtos deliciosos cultivados nas propriedades e ainda nos dão
Igreja Matriz Cristo Rei
aulas de história. Não espere encontrar por lá o retrato do produtor rural humilde e simples. São todos cultos, extrovertidos e desembaraçados. Foi um dia inteiro curtindo o Caminho de Pedras e provando guloseimas, em um dia fresco e ensolarado. À noite experimentamos a típica sopa de queijo no pão, seguida de deliciosas  tortas.

No dia seguinte fomos à Igreja Matriz Cristo Rei e admiramos muito a praça com um sem fim de roseiras, de todas as cores. Uma coisa linda! A igreja não fica atrás, com uma bonita arquitetura. Optamos por fazer a Rota dos Vinhedos que fica a poucos quilômetros de Bento, bem perto de Garibaldi. Não poderíamos deixar de aproveitar para conhecer a cidade vizinha. A Rota dos Vinhedos é bem legal. Ali ficam vinícolas conhecidas como a Salton e ainda tem a fábrica de geleias e sucos de uva Casa Madeira. Mas o mais emocionante mesmo é ver todo o caminho verde, repleto de videiras. E há casas maravilhosas ao longo da estrada. Outra opção seria fazer a Rota das Cantinas Históricas ou o passeio de Maria Fumaça. Dizem que este último é bem bacana. Mas preferimos ver um pouco de vida real. Pois o passeio é um programa bem turístico, com músicas, danças e fantasias. Não tínhamos muito tempo, apenas dois dias, por isso optamos por fazer programas com personagens verdadeiros!

Bento é uma graça! Tranquila e aconchegante. Toda região passa a ideia de muita segurança. Para ter ideia, um jornal de um mercado local trazia uma manchete: “Viticultores em alerta contra as formigas!”. Parece que a maior ameaça no local são os insetos. Moraria em Bento também!

Foto ao lado é de residência na Rota dos Vinhedos.



Leia mais sobre cidades na região:

sábado, 30 de novembro de 2013

Letônia, pérola do Báltico!

Parte de Three Brothers
Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Minha vizinha Agnese, da Letônia (Lativia), não acreditou quando eu disse que ia visitar Riga, a capital do seu país. Ela disse: “Mas ninguém vai à Letônia!”. Muito menos acreditou que eu estava estudando o idioma local, para ser simpática com os nativos.

Pois fui. Não era um sonho ou algo programado. Acontece que a Letônia, assim como a Estônia, estava no meu roteiro de navio pelo mar Báltico. Por isso, tive que pesquisar para aproveitar ao máximo meu dia na cidade. Não foi difícil encontrar informações. E a localização do porto onde atracam os navios de cruzeiros facilitou tudo. Fica a poucos passos do centro histórico – Old Riga -, que é a parte mais bonita da cidade.
Blackheads House

Chegamos muito cedo. Sete horas da manhã foi o horário aproximado do nosso desembarque. A ansiedade por conhecer os lugares nos fazia encontrar cidades desertas, com as portas do comércio ainda fechadas. Mas isso adicionava certa graça e encantamento ao passeio. A falta do movimento de gente permitia apreciar a beleza inerte dos locais por onde passávamos.

Começamos nossa visita passando pelo Castelo de Riga, pela praça, por Three Brothers, três casas da idade média, e seguindo em direção a Catedral Dome. A arquitetura dos edifícios é rica, com estilos variados como o neogótico e o classicismo. A Igreja de St. Petters é digna de visita. É um dos monumentos medievais  mais antigos da região Báltica e em                                         
Riqueza nos detalhes arquitetônicos
1997 tornou-se patrimônio da UNESCO. Mas o que mais me impressionou pela beleza e ornamentação do prédio foi Blackheads House, com estrutura original construída no século XIV.

Passear pelas ruas de Riga repletas de flores e detalhes arquitetônicos foi um encantamento. Visitamos um supermercado e provamos os deliciosos e famosos pães locais. Riga é famosa também pelo âmbar, extraído do fundo do mar báltico. Comprei para a minha sobrinha de meses um colarzinho, pois li que o âmbar tem poderes analgésicos e calmantes para os bebês, na fase da primeira dentição. Não conseguimos tempo para visitar o Museu de Ocupação Latívia. Ficará para outra viagem, quem sabe? Pois Riga é um desses lugares onde a gente quer poder voltar um dia!


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Warnemünde, uma linda praia alemã!

Voley na Praia
Farol na cidade
Desembarcar em Warnemünde, na Alemanha foi uma experiência gratificante. O clima de praia da cidade destoa do frio citadino do norte da Europa. Warnemünde tem tudo de lindo que as mais belas cidades praianas têm: farol, cais de porto, gaivotas, lojinhas de bugigangas, gente descolada andando de sandália pela rua... Tudo isso somado a uma arquitetura delicada, com casinhas de veraneio encantadoras.
Chegamos lá em um dia morno da primavera e encontramos as ruas lotadas de gente queimada de sol, casais tomando cerveja nas mesas dos bares a beira do canal, jovens jogando na praia, enfim, muita vida nesta praia alemã. Surpreendente! Não fosse pelo clima mais ameno, poderia comparar perfeitamente com a maravilhosa praia de Búzios, no Brazil. Apesar de a cidade ser pequenina, ficamos com gosto de quero mais. Apenas um dia foi pouco para batermos perna pelo lugar. Mas desejávamos visitar Rostóck, cidade medieval bem próxima, que também é um programa imperdível.
Warnemünde fica no mar Báltico e está localizada a aproximadamente duas horas de viagem de Berlim. Por isso, se tiver tempo, não deixe de visitar esta cidade linda!
Sobre o que visitar na cidade: descubra por você mesmo, andando do cais a praia e curtindo a beleza do lugar. Não há o que perder, está tudo ali!
Para saber como ir de Warnemünde a Rostock, clique aqui.


sábado, 9 de novembro de 2013

Uma semana em Gramado, RS


Relógio no centro da cidade
Por mais que ouça elogios sobre um lugar, preciso conferir com o meu olhar, para saber se realmente gosto! E com Gramado foi assim: não me decepcionei!
Após dias surpreendentes em Bento Gonçalves, Garibaldi e Nova Petrópolis, chegamos a Gramado, para passar uma semana. Hospedamo-nos na pousada Jardim Secreto, uma simpática pousada bem perto do centro da cidade. Conferimos que Gramado é tudo aquilo que falam: bonita, limpa, organizada e com um povo educado.  Passamos dias bem descansados, românticos e, acima de tudo, gastronômicos. Já tinha acabado o festival de cinema e ainda não tinha começado o Natal Luz, pois fomos em outubro.
No centro da cidade visitamos a Igreja Matriz São Pedro Apóstolo – que tem um pátio de entrada bem bonito, com estátuas dos apóstolos – que fica ao lado da Praça Major Nicolleti. Bem perto fica a Igreja do Relógio. Tem que subir um pequeno morro para acessá-la, mas vale a pena. Nessa parte do centro fica também a rua coberta, que é repleta de lojas com artigos para casa, roupas em malha e linha, lojas de chocolate – as mais famosas com os melhores chocolates são a Lugano e Floryball, sendo este último bem mais barato. Há filiais dessas bombonieres por toda cidade. Creio que as maiores e com mais variedades estão localizadas na estrada que liga Gramado a Canela.

Entrada da loja de chocolate Lugano
Mas não se prenda apenas ao grande centro. Aventure-se para as bandas da Rodoviária, onde existem ótimas lojas, restaurantes e, aos Sábados e Domingos, a feira da Casa do Colono. Ali você vai saborear cucas frescas e pães com linguiça, tudo saído fresquinho do forno. E vendem no armazém ao lado uma infinidade de embutidos, geleias e biscoitos caseiros deliciosos, além de uma gama de outros produtos levados pelos produtores rurais da região.
No Domingo aproveitamos para relaxar no parque. Fizemos uma saudável caminhada até o Lago Negro onde passamos uma manhã maravilhosa. Depois seguimos para uma orgia gastronômica na hora do almoço: um Café Colonial no Café Bela Vista (uma recomendação de Emanuele Campelo, Gaúcha Chê!) – o que é um Café Colonial?  Não necessariamente uma refeição para ser tomada pela manhã. É uma refeição para qualquer hora. Basta você ter muita fome! Você será acomodado em uma mesa grande, trarão um jarro de suco de uva, um de vinho tinto e outro de vinho branco. Daí, chegará uma romaria de pratinhos contendo bolos, polenta frita (ai que delícia!) torta salgada, mini pizzas, salgadinhos, linguiça cozida, frango a parmegiana e etc. Uma cesta de pães, uma tábua de frios, geleias... Tudo depositado em sua mesa! Logo, um rodízio de grelhados com linguiça, frango, porco... E depois disso tudo, você tem a disposição umas vitrines geladas com uma variedade de tortas de tirar o fôlego. E ao lado um freezer com uns trinta sabores de sorvete. Como diz o amigo Diego, de Fortaleza, é comida para sair com o “bucho cheio”!
Falando de comidas, outras dicas de Emanuele Campelo: o Galeto ao Primo Canto no restaurante Mamma Mia. Este fica também no caminho para Canela e ao lado do Café  Bela Vista. Também é um rodízio de comidas, com sopa de capeletti de entrada, seguido de salada, mais polenta frita,  galeto, e uma variedade de massas a escolher. No final, um Buffet de sobremesas fantástico. E o rodízio de fondue na pedra (fondue de carnes, pão e frutas com chocolate – aqui também servem polenta frita!!). Fomos ao Carlitos, mas Emanuele disse que todos os rodízios de fondue costumam ser bons. Acho que ela está certa. Provamos tudo isso e aprovamos.
Fizemos também passeios básicos como à cidade de Canela,  o Mundo a Vapor, no caminho para Canela e o Mini Mundo – perto do centro de Gramado. Mas, se você buscar informações sobre turismo na cidade, descobrirá uma infinidade de atrações. Seus critérios de escolha devem se basear no seu perfil de turista. Pois existem atrações para todas as idades, para casais com crianças, passeio romântico, amigos viajando juntos, etc. Ter alugado um carro foi útil, pois pudemos nos locomover com facilidade até Canela e nos dias de chuva na cidade. Mas não quer dizer que seja necessário alugar ou ir de carro para Gramado. A cidade é pequena, fácil de caminhar e a maioria dos restaurantes pega e leva o cliente na pousada, como cortesia. E existem as agências de viagem que vendem ingressos com transporte incluído para as atrações mais distantes.
Como programa cultural, fomos ao teatro assistir  Korvatunturi (atração de Gramado número 1 no Trip Advisor), a Origem do Natal. Trata-se de uma peça com uma mensagem muito bonita, acerca da importância de se cultivar valores morais e evitar o apego ao material: procurar ver as coisas boas e simples que a vida tem a oferecer! Além disso, Korvatunturi tem um cenário bonito, roupas caprichadas e um toque Cirque D'Soleil, com trapezistas, malabares, entre outros. Soubemos que está em cartaz há mais de oito meses e não se sabe quando sairá. É um espetáculo que agradará a adultos e crianças. Realmente uma atração que vale a pena em Gramado! Ingressos por adulto custaram R$60,00 e valeram o preço pago.

Leia mais sobre outras cidades da região:


Lago Negro, em Gramado

Quando pesquisei as atrações de Gramado selecionei o Lago Negro como um dos locais que gostaria de visitar, mas sem grande empolgação, já que não via muita exaltação nos comentários sobre o lugar.
Numa manhã ensolarada de um Domingo preguiçoso saímos a pé da pousada para uma caminhada até o Lago Negro. O dia estava realmente bonito e acho que isso contribuiu para a magia do lugar. O Lago Negro fica em um grande parque cercado por uma linda floresta de coníferas e vegetação típica de lugares frios. Conta a história que na década de 40 um grande incêndio destruiu a floresta nativa da área. Leopoldo Rosenfeld, responsável pela manutenção do lugar, abriu uma grande vala na intenção de conter as chamas. Esta vala transformou-se em lago. Com intenção de reconstruir o local, Rosefeld trouxe mudas nativas da floresta Negra, na Europa.
História a parte, toda a área no entorno do Lago Negro é belíssima, muito bem cuidada e repleta de tranquilidade, com boa música, ideal para passear com crianças, cães, ou simplesmente relaxar e observar os turistas. E o lago ainda dispõe de pedalinhos e réplicas de miniaturas de naus portuguesas. Não deve nada aos parques europeus. Vale a visita!
Endereço: Rua A. J. Renner
Horário de funcionamento: aberto 24h.
Pedalinhos: 8:30h às 19h

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Mini Mundo, em Gramado



Ainda criança ouvi falar do surgimento do Mini Mundo. E sonhava conhecê-lo. Mas com o tempo vieram programas maiores como a Disneyland, o Disneyworld, os parques do Universal, etc. E este sonho de criança apagou-se do meu imaginário. Mas recentemente tive a oportunidade de conhecer Gramado e finalmente matar a curiosidade acerca do Mini Mundo.



É curiosa a história de como tudo começou: o Sr. Otto, um imigrante alemão no Brasil e avô dedicado, junto ao seu filho, construiu ao lado do hotel da família uma pequena área de lazer, com casa de bonecas para a neta e uma maquete de casinhas com ferrovia e trem para o neto. (Imagine como foi rica a infância dessas crianças!) Pai e filho tomaram gosto pelas construções e mais tarde o hotel já não comportava tantos brinquedos. Transferiram as maquetes para um terreno próximo, nascendo então o Mini Mundo.

















Atualmente o Mini Mundo é gerenciado pelo neto do Sr. Otto e tem suas peças fabricadas de modo artesanal. Encantou-me pela riqueza de detalhes e pela delicadeza com que os jardins são inseridos em meio às cidadezinhas, a maioria alemã. Tem uma réplica do Museu do Ipiranga, em São Paulo e da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. É uma atração para adultos e crianças, apesar de não ser um grande parque temático.   Não espere algo grandioso ou cheio de adrenalina. Pode ser visto em pouco mais de meia hora. Mas vale a pena pela arte, por ser um entretenimento feito no Brasil, por uma empresa pequena. Não é suportado por uma multinacional. Se você for a Gramado, recomendo a visita.
Endereço: Rua Horácio Cardoso, 291 - Gramado/RS - Fone: (54) 3286.4055
Horário de funcionamento do parque é diariamente das 10hs até às 17hs.
Preço do ingresso por adulto em outubro: R$16,00
Maiores informações em minimundo@minimundo.com.br

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

De Warnemünde para Rostock, viagem pela Alemanha

Centro de informação turística em Warnemünde

Este post tem objetivo de auxiliar quem busca informação sobre como ir de Warnemünde para Rostock. Quando fizemos um cruzeiro marítimo, desembarcando em Warnemünde, na Alemanha, tivemos dificuldade em encontrar informações precisas na internet. Falava-se mais sobre o transporte de barco, mas este demoraria cerca de uma hora para ir e uma hora para voltar. E as informações do transporte de trem eram um pouco confusas.
Chegando lá descobrimos que a coisa é bem simples. Para quem desembarca de navio, ao lado do porto de atracação há uma grande loja (tipo mercado) de souvenires. Dentro desta loja há um ponto de informação turística. E melhor ainda: ali mesmo vendem tickets para o trem que sai a cada vinte minutos da estação de trem de Warnemünde (que fica a poucos minutos a pé do centro de informação turística), em direção a “Rostock Hbf”. Então você terá que caminhar pouco até o Tram Station (onde pegará o trem urbano no. 5 ou 6 – tipo bonde) até o centro de Rostock. O legal é que o preço do ingresso de dia inteiro inclui o trem de Warnemünde para Rostock, o bonde dentro da cidade e o percurso de volta até Warnemünde. E essa praticidade toda ainda custa pouco. Confira os preços abaixo (tabela datada de junho):

Ticket individual para dia inteiro ......................................................4,60 euros
Ticket para grupo (até 5 pessoas) para dia inteiro............................13,80 euros

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Caminhos de Pedra, em Bento Gonçalves


Patrimônio histórico do estado do Rio Grande do Sul, desde 2009, Caminhos de Pedra é um resgate histórico arquitetônico das casas construídas pelos primeiros imigrantes italianos no Rio Grande do Sul. 
Il Cantuccio - Del Pomodoro e Della Gasosa

Quando comecei a pesquisar acerca deste atrativo, para realizar a visita, formei uma imagem bucólica de um caminho que seria próximo ao hotel e facilmente coberto em uma caminhada. Mas não foi bem assim. Os Caminhos de Pedra são uma zona rural de Bento Gonçalves, onde o meio de transporte ideal para o passeio é o carro. Percorre-se alguns quilômetros de estrada bem asfaltada, muito bem cuidada, com lindas propriedades e paisagens de tirar o fôlego. Os descendentes dos imigrantes abrem as portas de suas casas para os turistas ensinando sobre a história, arquitetura, gastronomia e cultura locais. São mais de dezesseis paradas, permeadas de verdes campos, salpicadas de flores. Nossa visita aconteceu na primavera, mas acredito que em qualquer época do ano na região desabrocha a beleza própria da estação. Quisera eu ver as videiras pesadas de frutos, no verão. Ou as folhas secas caindo preguiçosamente no outono e quiçá, os campos salpicados da geada no inverno! 
Não é visita rápida: gastamos cerca de cinco horas e fizemos apenas seis paradas.
Casa da Ovelha
Primeiro visitamos a Casa do Tomate, onde aprendemos muito sobre a saga dos imigrantes em sua chegada ao Brasil. E sobre os molhos, pestos, desidratação dos tomates, maças, abacaxis entre outros. A propriedade chamada de Il Cantuccio - Del Pomodoro e Della Gasosa vende produtos naturais como o tomate desidratado, molhos, extrato de tomate, frutas desidratadas, geleias, sucos, entre outros. Tudo delicioso!
Em seguida visitamos a Casa da Ovelha, que também é linda. Além da lojinha, que vende queijos de ovelha, pelúcias de lã e outros souvenires, há um tour guiado para conhecer o dia-a-dia da criação de ovelhas. O programa é ideal para crianças.
Na Casa das Massas e do Artesanato também admiramos jardins muito floridos e um bonito moinho antigo. A loja vende massas, tortas, doces e biscoitos deliciosos dentre outros. Recomendo o biscoito de nozes com chocolate.
Na Vinícola Salvati & Sirena tivemos uma excelente aula sobre a viticultura e a vinícola, aprendendo sobre a influência das madeiras utilizadas nos tóneis, no sabor dos vinhos e sobre diferentes uvas cultivadas na região. A degustação é ótima! Não dá para sair de mãos vazias.
Casa das Massas
Visitamos também a Casa da Confecção que vende lãs, bonecas e outros. E, curiosamente, tem seu ponto de vendas abrigado dentro de uma enorme barrica de vinho onde fomos carinhosamente recebidos pela proprietária que, como todos os outros nos enriqueceu com preciosas informações sobre a história fantástica da saga dos imigrantes italianos no Brasil.
Nossa última parada aconteceu no Espaço Gastronômico - Casa Vani, onde nos deliciamos com massas frescas caseiras, feitas ao modo da nona, em um ambiente muito aprazível. Um almoço no campo, próximo a natureza só pode fazer muito bem ao corpo e a alma! 


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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Portugal doce

Em junho deste ano, em comemoração ao Dia de Portugal, feriado nacional português que refere a morte do grande poeta Luís Vaz de Camões, em 10 de junho de 1854, o aeroporto de Lisboa acolheu várias iniciativas. Uma delas foi a exposição de esculturas em açúcar – Patrimônio Doce – Portugal em Açúcar realizada pelo Centro Profissional para o Setor Alimentar, um projeto Ver, Ouvir e Degustar no Aeroporto. Passando pelo aeroporto tive a sorte de conferir a exposição. Fiquei impressionada com a perfeição dos trabalhos. É realmente inacreditável que se faça obras tão detalhadas em açúcar. Confiram as fotos!
Patrimônio Doce - Portugal em Açúcar


As esculturas são impressionantes pela perfeição dos seus detalhes.


Fica difícil acreditar que a miniatura da Torre de Belém foi esculpidas em açúcar.


De perto se percebe a riqueza dos detalhes na escultura que representa o Padrão dos Descobridores

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Ushuaia, la ciudad del fin del mundo

Do idioma indígena yagan, ush (ao fundo) e wuaia (baía), Ushuaia significa baía profunda. Foi ali que nosso navio atracou. Chegamos a capital da Província da Terra do fogo pela água, em um dia cinzento de janeiro, verão no hemisfério sul. A paisagem no entorno, composta por montanhas salpicadas de neve. Os termômetros marcavam 0°C e o povo local usava trajes leves como suéteres ou camisas de malha de algodão em manga comprida.

Logo na chegada o que mais chamou minha atenção foram as flores dos jardins da praça, em frente ao porto. Flores nunca antes vistas por mim. Raras, típicas de um clima superfrio como o da cidade mais austral do planeta. Logo adiante, o Museu del fin del mundo.

Esta cidade que nasceu como base de um presídio extinto em meados do século XX, logo assumiu sua vocação turística, devido a sua localização na extremidade do polo sul e a sua proximidade da Antártida, do canal de Beagle e do Cabo Horn.

Passamos apenas um dia em Ushuaia, por isso não pudemos explorar os arredores da região, as trilhas selvagens, as florestas nativas e atrativos aquáticos, como as ilhas de pinguins e leões marinhos. Mas nosso objetivo neste destino era puramente gastronômico: nossa ida a Ushuaia visava consumir in loco as centollas (os caranguejos gigantes)!
Por isso, passamos o dia explorando o charmoso centro comercial representado pela avenida San Martin. O comércio estende-se pelos arredores com diversas lojas vendendo guloseimas como geleias, chocolates, souvenires e o artesanato típico local representado por esculturas pintadas em madeira do zorro (lobo nativo vermelho), pinguins, entre muitas novidades encantadoras. Percorremos os pubs, restaurantes e apreciamos muito os prédios com arquitetura típica, a maioria em estilo chalé. Típico também do local são as lojas de grifes, no estilo Argentino, vendendo perfumes e marcas famosas a preços de free shop.

Após degustar a desejada centolla, paramos em uma lanchonete que oferecia café, guloseimas e internet wi-fi. Nos fundos, no ambiente interno (pois ninguém é doido de sentar em mesas externas naquele frio), mesas com guarda-sóis, ao estilo praia brasileira, compunham o ambiente. Indagado sobre a novidade, o dono da lanchonete, jovem de uns 30 anos, explicou que morou em Copacabana, no Rio de Janeiro. Por isso se inspirou em representar a praia, em sua lanchonete, em plena Ushuaia. Enfim, curiosidades de viagens! Infelizmente, não anotei o nome do lugar para recomendá-lo.
Você poderá gostar também de ler sobre Cabo Horn, Fiordes Chilenos, navegação pelo sul do planeta.

Leia mais sobre a Argentina clicando aqui.

Clique aqui para conhecer um pouquinho de Bariloche.

domingo, 22 de setembro de 2013

Copenhagen é divina!

Roteiro detalhado para três dias em Copenhagen, na Dinamarca

Nossa viagem pelo Norte da Europa, em junho e julho de 2013 – início do verão europeu, teve início na cidade de Copenhagen, na Dinamarca. Voamos até lá pela TAP, saindo do Rio de Janeiro, fazendo uma escala em Lisboa, para logo seguir viagem para nosso destino final.

1º dia - Chegamos exaustos ao Aeroporto Katrup, em Copenhagen, após quase dezessete horas de viagem, incluindo o tempo de espera da conexão. Quando o tempo é farto, vale fazer uma parada onde quer que se faça stop para conexão. Mas nem sempre há tempo, quando as férias são curtas.
Já no aeroporto tiramos proveito de nosso roteiro minuciosamente planejado, que instruía a compra de um Klippekort, que é um bilhete para dez viagens que vale em ônibus, trens, metrô e barco. Torna o preço da passagem muito mais barato. Diante das primeiras dificuldades, ficamos tentados a pegar um táxi. Mas valeram os esforços, pois graças a educação e gentileza dos locais, aprendemos o sistema de transporte e o trem nos levou com todo conforto diretamente a Central Station Hovedbanegarden (Kobenhavn H), perto do nosso hotel – Best Western Hebron – com um café da manhã maravilhoso, todo elaborado com produtos orgânicos. Nesta tarde saímos brevemente pelos arredores do hotel, para observar que Copenhagen é diferente de tudo. As bicicletas se amontoam nos estacionamentos. Bem mais que em Amsterdam ou em qualquer outro lugar que tenha visitado. E são simplesmente largadas pela rua, sem cadeados ou tranca. O ciclismo é mais sério que qualquer coisa. Antes de carros, pedestres, trens ou metrô, estão as bicicletas. As faixas de ciclistas são cuidadosamente desenhadas nas ruas, indicando faixas para pedestres e placas de sinalização. Pedestres devem prestar atenção. Pedala-se com orgulho em Copenhagen. A cidade é segura, limpa e parece que todos sabem exatamente o que deve ser feito para a vida transcorrer de forma harmoniosa.
Neste dia pretendíamos ir ao museu NY Carlsberg Nyptotek , mas ninguém é de ferro e fizemos uma ceia no jardim de inverno do hotel. Comemoramos o sucesso da chegada à cidade e fomos dormir.

2º dia – Acordamos cedo para o café da manhã e saímos ávidos pela cidade. Superada a primeira dificuldade de descobrirmos onde ficava o ponto (atrás do Tivoli – atravesse a rua), tomamos o ônibus 2A (ou 9A) para Christiania. Usamos o Klippekort. Com ajuda do aplicativo City Maps 2go no celular e descemos no ponto certo. Encontramos uma barreira de pedra colocada bem na entrada que dá acesso a Christiania, comunidade alternativa formada pelos hippies nos anos 70. Transposta a barreira, entramos no lugar e nos surpreendemos com outra Copenhagen, de paredes pichadas, com vendas de artesanatos e outros produtos. Não é recomendável fotografar no local, ordem de traficantes!! Não visite o local a noite. Dali, saímos a pé e caminhamos até Copenhagen Opera Hall, que é um dos símbolos da cidade. Bem em frente há um pequeno porto de atracação. Com o seu Klippekort pegue o 991 ou 993 para Nyhavn. Sim, é um barco e atravessa para o outro lado do canal. A primeira parada é o seu destino. Se tiver mais tempo na cidade, de Nyhavn poderá fazer um Canal tour (apr.USD15.00). Se já tiver fome, aproveite para comer em um dos charmosos restaurantes a beira do canal. Ou tomar um delicioso sorvete dinamarquês. Comer é bom e saudável, em Copenhagen, já que eles têm uma preocupação constante com a qualidade e procedência de seus produtos.
Bem próximo dali fica Amalienborg, o palácio de inverno da realeza. Não perca a troca da guarda que acontece às 11:30h. Após assistirmos a troca da  guarda, nosso roteiro continuou a pé. Verifiquei que não vale a pena pegar nenhum transporte até a Pequena Sereia, que é o símbolo máximo de Copenhagen. Na volta circulamos Kastellet indo até Osterport (1km) e lá pegamos o trem B até Kobehavn (6 min. 3ª parada). Daria para ir a pé! Mas preferimos poupar energias. A noite não deixe de ir ao pai dos parques temáticos, que é o Tivoli Park. Fica ao lado da Central Station (Kobenhavn H).

3º dia – Mesma rotina de sempre! Pegamos um ônibus, o 1A, que de acordo com pesquisa prévia, passava por todas as atrações turísticas da cidade. Não foi exatamente assim: primeiro não descemos onde supostamente deveríamos. Mas sabendo ser um ônibus circular, decidimos descer na volta. Um pouco de diversão, conhecendo os arredores de Copenhagen. Um pouco de tensão também, pois não sabíamos se nosso bilhete Klipekort cobriria toda a zona percorrida pelo ônibus! Na volta descemos nos arredores de Rosenborg Slot Quebramos cabeça com mapas para chegar lá. Mas em viagem é tudo divertido e sem esses percalços, não teríamos graças para contar. Após um longo período explorando os jardins de Rosenborg Slot, o palácio de verão da realeza, nos dirigimos pela Krystalgade até Rundetarn. Fizemos uma parada estratégica na praça, comprando frutas, tomando
sucos frescos e nos refrescando. Optamos por não subir na torre. Muitas vezes é melhor poder se misturar ao povo local e imitar seu modo de vida, do que ficar cumprindo roteiro turístico como uma obrigação. Dali, seguimos pelas ruas de Stroget com seus calçadões apinhados, suas vitrines maravilhosas e seus transeuntes sequiosos pelo consumo. Longa caminhada de retorno. Um membro de nosso grupo pediu baixa e tomou um táxicleta para o hotel. Passamos ainda por Christianborg, as casas do parlamento dinamarquês e quase chegando a Centraal, arredores do hotel, paramos para uma justa cerveja Carlsberg. Aproveitamos para participar de uma manifestação de brasileiros, em apoio as manifestações que estavam ocorrendo no Brasil.


No dia seguinte fizemos o check-out no hotel e pegamos um táxi que nos levou direto para o porto de Langelinie, onde embarcamos em um navio da Royal Caribbean para onze dias de navegação pelo mar Báltico.

Vale muito a pena ir a Copenhagen: o povo é gentil, muito educado, a comida é boa, o transporte é fácil, o comércio é bacana e as flores são lindas. Parece que tudo é perfeito por ali. Um lugar diferente de tudo, onde gostaria de voltar com certeza!



Gastronomia: Não deixe de provar uma Calrsberg, a cerveja local. Smorrebrod é um sanduíche aberto. Frutos do mar (salmão e bacalhau), Kold Bord (Buffet frio para almoço), Frikadeller (almondêgas), Hakkebof (torta de carne deliciosa), aebleskiver (tortinha doce frita), bolos com frutas e nozes, codfishball (bolinho de bacalhau), sopas, torta de maça, Fark Pottatissalad (salada batata), panquecas, waffles, cookies, bolchers (balas lindas)... Come-se bem no reino da Escandinávia!



Dicas úteis em Copenhagen:
  • Ficar no centro da cidade, perto de Central Station Hovedbanegarden (Kobenhavn H);
  • Comprar um Klippekort para se locomover na cidade;
  • Você pode pegar bicicletas grátis com a inserção de uma moeda (20 DKK) que é devolvida;
  • Comer cachorro-quente das carrocinhas. Bom e barato!;
  • Comprar nhá-benta (flodeboller). São as legítimas de Copenhagen. Comprar geleia e biscoitos dinamarqueses. Tudo no mercado; 
  • Vá no fim da primavera ou início do verão;
  • Visitar a fábrica de balas (bolcher sodoms) Norregade Factory, em Norreport. Comércio da região é mais barato. Trem para Norreport Station.
  • Outras sugestões: The David Collection (grande coleção arte islâmica) Kronprinsessegade, 30 – entrada grátis. Helligandskirken, igreja convertida em galeria de arte. Caminhar pela Krystalgade até Rundetarn, torre redonda.
  • Atenção ao ticket de transporte que é válido por 1 hora a partir do início de seu uso, em qualquer meio de transporte – às vezes não aparece fiscal, mas quando aparece, a lei é dura tanto para cidadão como para turista.
Se gostou desta matéria, poderá se interessar também por Pelo Norte da Europa, Kastellet, Langelinie e arredores, Nyhavn, encanto em Copenhagen, Rosenborg Slot e Amalienborg e Tivoli Park.

Nyhavn - encanto em Copenhagen, Dinamarca!

Nyhavn e arredores

Não sei se você já brincou com aquelas casinhas de bloquinhos de madeira, na infância. Pois aquilo me reporta as casas coloridas de Nyhavn, em Copenhagen. Nyhavn é um dos tantos canais da cidade, onde atracam barcos e alguns iates maravilhosos. De onde saem embarcações para o Canal Tour (aproximadamente 15 dólares), onde onde se encontram maravilhosos restaurantes, sorveterias e cafés e onde se vê mais gente bonita!


A vida em Nyhavn passa leve e divertida!

Do outro lado do rio fica a Opera Hall, onde se chega facilmente de barco!

Você poderá gostar também de visitar Copenhagen aqui.


sábado, 21 de setembro de 2013

Rosenborg Slot e Amalienborg, em Copenhagen

Rosenborg Slot, castelo de verão da realeza dinamarquesa 

Rosenborg Slot
Rosenborg Slot é o castelo de verão da realeza dinamarquesa. Sua construção aconteceu entre 1606 até 1624, sendo utilizado pela família real até 1710. Atualmente está aberto a visitação turística, abrigando em seu museu um acervo de objetos da família real, inclusive a coroa, datado do século XV ao século XIX.
Ao lado do castelo há uma lojinha com livros, cadernos e outros souvenirs referentes aos jardins e a realeza. Para maiores informações visite o site oficial de Rosenborg Slot clicando aqui.
Além do castelo, a grande atração fica por conta dos jardins e suas flores. O local é utilizado para diversão das crianças, jovens e adultos. O banho de sol é imprescindível no verão.

Amalienborg, palácio de inverno da realeza dinamarquesa

O palácio de Amalienborg fica no centro da cidade, perto de Nyhavn. É a residência oficial da família real dinamarquesa, composta por quatro edifícios simétricos em estilo rococó. A família real reside no edifício Christian IX. A troca da guarda acontece diariamente das 11:30h ao meio-dia. Mas se a rainha está em casa a marcha da troca da guarda não pode prescindir da guarda, batalhões e padrões reais que incluem a banda real que troca tradicionais marchas militares. 


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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Tivoli park em Copenhagen

Gosto de dizer que o Tivoli Park em Copenhagen é o pai dos parques temáticos. Não é a toa, já que foi fundado em 1834. Apesar de Wikipédia informar que é o segundo parque mais antigo do mundo,   não dei muita confiança, pois é difícil acreditar que no século IXX já existia um parque como o Tívoli. Ainda mais dois...

Com certeza inspirou fortemente o Epcot Center, da Disney, com suas representações de diversos países pelo mundo.


E todos parques temáticos com a recriação dos ambientes naturais, a construção de brinquedos, shows e comércio em um só lugar...


...baseados nos contos infantis.
Agrada a  adultos e crianças!


Tudo isso somado a 45 restaurantes, 14 lojas de doces e sorvetes, 9 atrações de entretenimento, 28 brinquedos radicais (ou quase), 16 lojinhas... Sem falar no charme do parque, incomparável.
Vale consultar a agenda do Tívoli para saber se tem shows musicais nos dia de sua visita. Acesse
http://www.tivoli.dk/ . No verão o parque funciona das 17h até às 23h e o ingresso custa aproximadamente 17 dólares. Ao lado da entrada do Tívoli tem um Hard Rock Café. 
Com certeza, se você vai a Copenhagen, é um passeio imperdível!

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Lima, Huaraz e Cusco: destinos certos no Peru

Por: Luciana Reis da Silva

Lima:

Primeiro nos hospedamos em Miraflores e concentramos nossas andanças na orla (a graça é que a gente vê o mar do alto!). Aproveitamos para visitar o Shopping Larcomar, o Parque del Amor (giga escultura "El Beso" e muros com frases românticas de poetas peruanos) e o Parque Maria Reiche -  "linhas de Nazca" em forma de jardins.
Após ter percorrido as cidades de Huaraz e Cusco, na 2ª parte da viagem, retornamos a Lima e conhecemos o Centro Histórico. A polícia turística oferece mapinhas e destaca com marca texto os lugares mais próximos a Plaza de Armas. Então aproveitamos para visitar o Museo de La Inquisición, o Museo del Convento de San Francisco, o Museo das Catacumbas e o Santuário de Santa Rosa de Lima. Um pouco mais afastado, fica o Parque de la Reserva, onde contemplamos o Circuito Mágico del Agua (13 fontes que oferecem um espetáculo de água, luz e cor!)

Huaraz:

Huaraz fica a uns de 400 km de Lima e a cerca de 3000m de altitude. Pode-se ir de avião (sendo que o fator limitante é sua bagagem, pois os aviões são bem pequenos, coisa de 40 passageiros), mas quase todo mundo vai de ônibus mesmo. São 8 horas de viagem e há várias empresas que fazem o trajeto.
Huaraz é ponto de partida para quem quer escalar as montanhas da Cordilheira Branca e também para fazer trekkings (alguns tem até 12 dias de duração!). É quase consenso mundial que o circuito de Huayhuash é o segundo ou terceiro melhor trekking do mundo, perdendo apenas para um trekking na Nova Zelândia e talvez, para o circuito "W" na Patagônia.

Para nós que não estamos acostumados a tanto esforço físico, há day trips relativamente próximas à cidade: uma possibilidade é o Nacional de Huascarán e o Hatun Machay, um bosque de pedras utilizado como centro de escalada. Mas vale a pena só caminhar mesmo. É lindo!

 

 

 

 


Cusco:

Patrimônio Histórico da Humanidade, a quase 3.400m de altitude, a cidade ainda preserva várias construções coloniais erguidas sobre restos de edificações incas, como é o caso do Korikancha, ou Templo do Sol: o Templo de Santo Domingo foi erguido sobre suas bases, sendo destruído duas vezes por terremotos. Somente as bases construídas pelos incas resistiram.
Em seu entorno encontramos mais exemplos da arquitetura inca: os sítios arqueológicos de Ollantaytambo e Sacsayhuaman e as ruínas Puka Pukara e Tambomachay.
Num circuito conhecido como Valle Sur, pode-se conhecer os centros arqueológicos de Tipon e Pikillaqta e a simpática vila de Andahuaylillas, que abriga a Igreja de São Pedro de Andahuaylillas, considerada a Capela Sistina da América Latina.


Juntamente com a Compañía de Jesus em Cusco, a Igreja de San Juan Batista em Huaro e a Capela de la Virgen de la Candelaria em Canincunca, a igreja de San Pedro de Andahuaylillas compõe a Rota Barroca Andina, cujo objetivo é preservar através dos séculos a herança cultural dos  povos pré hispânicos.
Cusco é porta de saída para quem vai à Machu Picchu. Há diversas teorias sobre sua fundação e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e, secretamente, abrigar o Inca no caso de um ataque.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Kastellet, Langelinie e arredores - Copenhagen, Dinamarca



Passear por Kastellet, seguindo para Langelinie, onde está a estátua da Pequena Sereia, símbolo maior de Copenhagen, é um programa imperdível para quem visita a cidade.


Kastellet é um dos mais bem preservados fortes estrelas do norte da Europa. A fortaleza é guardada por dois portões, um que dá para o sul e outro para  o norte.



A fortaleza é construída em estilo barroco holandês e abriga alguns prédios em seu interior, incluindo uma igreja e um moinho de vento.




A área além de abrigar atividades militares é um parque público muito agradável para todos.


E caminhando por estes lindos jardins, chega-se ao símbolo máximo de Copenhagen.


Langelinie, onde está a estátua da Pequena Sereia, personagem de contos de fadas do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.
Não espere uma grande estátua sobre a pedra. Trata-se de uma pequena estátua em bronze. Mas é linda!

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