quarta-feira, 29 de maio de 2013

Carmel e Monterey, pérolas da costa da Califórnia



Se você vai a Los Angeles, repito que uma visita a São Francisco é imperdível. E imperdível também é uma passada por Carmel e Monterey. Estes dois destinos ficam no caminho entre Los Angeles e São Francisco. Mas você terá que viajar pela lenta avenida costeira US-101, por aproximadamente 490 milhas de mão e contra-mão, o que torna a viagem bem mais longa que a I-5, que corta o deserto da Califórnia em uma veloz Highway. Mas garanto que valerá a pena. Pois as maravilhas que a natureza oferece a visão humana, nesta costa Pacífica recortada por rochedos e múltiplos tons de azul marinho, são de tirar o fôlego. E outra recompensa é poder fazer parada nas cidades de Carmel e Monterey, delicadas pérolas a beira-mar:

Monterey

Monterey fica a beira do Pacífico e tem uma população de aproximadamente 30.000 habitantes, que pode dobrar no período da alta temporada. É conhecida como a cidade mais histórica da Califórnia, um lugar para curtir e relaxar. Passear pela área de Cannery Row, com seus grandes hotéis, lojas de marca, restaurantes e o famoso
Aquário da Baía de Monterey, é um programa muito divertido.  Ir a praia e praticar esportes aquáticos, pedalar uma bike, fazer passeios de barco para ver baleias, faz parte da programação de Cannery Row. Outro programa delicioso é visitar o píer The Fisherman’s Wharf, para degustar saborosos pratos de frutos do mar entre outras atrações típicas dos píeres, como casas de jogos, guloseimas e shows ao vivo.

Carmel



Carmel, logo ao lado, é a prima chique de Monterey. A cidade é dotada de glamour, principalmente por já ter sido destino preferido de grandes estrelas do cinema. Hoje em dia mantém o charme e se firma como grande fabricante de vinhos. Os vinhos do Vale Central estão ganhando importância no mercado internacional. Por isso, você encontrará Carmel com restaurantes requintados, bistrôs e lojas de queijos e vinhos. Atual recanto preferido de muitos artistas plásticos, Carmel abriga também muitas galerias de artes e outras lojas com delicadezas para o lar.


Hospedagem no vale

Aconselho que se fique pelo menos uma noite na região e prossiga viagem para seu destino no dia seguinte. Se você optar por uma boa hospedagem, porém econômica, pode escolher entre alguns hotéis da rede Best Western, na área de Monterey. Porém, se você quer uma acolhida personalizada, gastando um pouco mais, vale a pena optar por hospedagens em Carmel, como o Carmel Valley Ranch, que passou por uma reforma de 12 milhões de dólares, conta com quartos espaçosos, equipados com lareira, terraços com vista para o campo de golfe, entre outros ou você pode se hospedar no Cypress Inn, pousada da atriz Doris Day, amante de animais e moradora de Carmel. Os hóspedes podem pagar uma taxa pela diária de seu animal de estimação.

Leia outras matérias relacionadas a Califórnia clicando aqui.

sábado, 4 de maio de 2013

Despesas em viagens ao exterior - para brasileiros


Divulgação internet
Por mais controlados que sejamos financeiramente, acabamos sempre seduzidos pelo consumo quando estamos em viagem no exterior. Seja para experimentar as delícias gastronômicas locais, ou visitar museus, ir a teatros, fazer passeios fantásticos, ou ainda se entregar loucamente ao delírio do consumo das "famosas compras".
Por isso, antes de fazer sua viagem, é importante planejar seus gastos com antecedência, baseado no lugar a ser visitado, a moeda a utilizar, a quantidade de dias e o que foi pré-pago ou não (ex: hotéis, passagens de trem, passagens aéreas, passeios, entradas para atrações, etc).
O ideal é elaborar um orçamento prévio das despesas, contemplando  uma conta para alimentação, que será dividida em número de estadias. Outra para pequenas despesas com transporte (táxi, metrô, bonde, ônibus...), entradas de atrações a serem pagas no local, etc. E, finalmente, uma conta estabelecendo o valor que se dispõe para as compras. Isso evitará surpresas desagradáveis no seu retorno para casa.

Sobre a moeda utilizada

É importante levar em consideração a moeda que vai ser utilizada durante a viagem. Atualmente, na Argentina por exemplo, o Real tem sido aceito para pagamento com uma certa facilidade. O Dólar Americano é uma moeda de fácil aceitação por quase todo mundo, porém, na maioria dos países, necessita ser trocado em uma casa de câmbio. Abaixo você verá pequenas dicas financeiras para o pagamento de despesas em alguns países do mundo:

Moedas x Países

Ao viajar pela Europa, primeiro você deve avaliar se o país que você visitará adotou o Euro como moeda corrente. Se positivo, considere que a melhor forma de gastar será com Euros. Se você vai visitar a Inglaterra, a forma mais econômica de gastar poderá ser com Libras, porém, se você tiver apenas Dólar ou Euro, faça a troca em uma casa de câmbio. Para países nórdicos que, apesar de pertencerem a União Européia, continuam utilizando a moeda local (ex: coroa-sueca, coroa-dinamarquesa, etc), você pode levar tanto o Dólar Americano quanto o Euro e fazer o câmbio no país. Para viajar a América do Sul, cheque antes se o Real será bem aceito. Em caso de dúvidas, leve o Dólar ou Euro. Para gastar nos Estados Unidos, a opção mais rentável e prática é o Dólar mesmo. Ao fazer câmbio de moeda na Rússia, não se esqueça de reconverter os Rublos adquiridos para a moeda que utilizou. Sair da Rússia com Rublos é crime!
O importante é saber que quanto menos conversões você tiver que fazer, menos dinheiro perderá. Mas, nem sempre é possível adquirir a moeda utilizada no país para onde viajará. Então, a solução é adquirir uma moeda forte (ex: Dólar ou Euro) e bem aceita no mercado internacional.

Formas de pagamentos

Divulgação internet
Outra grande dúvida é a forma de pagamento das despesas em viagens ao exterior. Por isso, considere as formas de pagamentos listadas abaixo:
Hoje em dia, o cartão de crédito, apesar de sua praticidade, tornou-se uma forma de pagamento muito cara! Pois, além dos valores gastos sofrerem a incidência de 6,38% de IOF (imposto sobre operações financeiras), são também convertidos à taxa da operadora do cartão, que é superior ao câmbio oficial do Banco Central do Brasil. E, como as operações são feitas em Dólar, se você estiver comprando em qualquer outra moeda, seja em Euros, Libras, Dólar-canadense, etc, saiba que o valor será convertido da moeda utilizada para o Dólar Americano (à taxa utilizada pelo cartão) e finalmente para o Real. Enfim, às vezes o extra pago em taxas custa bem caro.

  • Para sofrer o mínimo de perdas com taxas e conversões o ideal é levar dinheiro vivo (chamado de "cash", "efectivo", etc.). A desvantagem desta modalidade é a insegurança oferecida, pois se você perder ou for roubado, não haverá garantia para o seu dinheiro. Por isso, evite apostar todas as fichas em dinheiro vivo. Considere adotar outra(s) forma(s) de pagamento em sua viagem.
  • Cartão de débito pré-pago é uma forma de pagamento muito simpática e bem utilizada atualmente. Não está livre de custos, porém, bem inferiores aos dos cartões de crédito. Do Master Card, existe o Multi Moeda - Cash Passport, que pode ser carregado com mais de uma moeda. Há também o Cash Passport, disponível para utilização em uma das três moedas: Libras Esterlinas, Euros ou Dólares Americanos. Este tipo de cartão tem a facilidade de ser encontrado em casas de câmbio e agências de viagem. Já o Banco do Brasil oferece aos seus correntistas o Ouro Visa Travel Money (para ser carregado com Euro ou Dólar) com a melhor taxa de conversão do mercado. Porém a emissão deste cartão só pode ser feita nas agências que trabalham com câmbio de moeda exterior. De qualquer modo, o cartão de débito parece ser a maneira mais segura e conveniente de pagar despesas no exterior, atualmente. Já que é protegido por chip e senha, não é vinculado a conta corrente, dá assistência global ao favorecido, oferece um cartão adicional extra para ser levado e utilizado em caso de perda ou roubo e, além de outras vantagens, é bem aceito em milhões de estabelecimentos por todo o mundo.
  • Cheques de viagem (traveller's check) também podem ser uma boa opção, com vantagens de segurança mencionadas para os cartões de débito. A desvantagem é que não é aceito na maioria dos estabelecimentos, sendo necessário seu portador dirigir-se a uma operadora do cheque ou casa de câmbio habilitada e fazer sua conversão. Porém, nos Estados Unidos, cheques de viagem emitidos em Dólares Americanos são muito bem aceitos por praticamente todos os estabelecimentos. Por isso, uma opção muito segura e econômica, para quem viaja para lá. 
Essas são ideias básicas para quem vai viajar para fora. Outras recomendações acerca do seu dinheiro e documentos incluem cuidar muito bem dos seus pertences em viagens ao exterior. Procure fazer uma cópia colorida, reduzida e plastificada de seu passaporte, levando-a em seus passeios. Às vezes é mais tranquilo deixar o passaporte no cofre do hotel. Sobre o dinheiro vivo, leve sempre alguma quantidade com você, para as pequenas despesas.

Como as informações têm sofrido alterações em velocidade surpreendente, nos últimos tempos, dificilmente estamos atualizados, como gostaríamos. Por isso, considere a data desta postagem e cheque se não há novidades ou mudanças mais recentes no mercado.

E faça uma boa viagem!!

Adriana Aguiar Ribeiro é graduada em Turismo, Administração de empresas, Docência Superior e escreveu o livro de finanças pessoais Vivendo Bem com o que Você tem.