sábado, 30 de novembro de 2013

Letônia, pérola do Báltico!

Parte de Three Brothers
Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Minha vizinha Agnese, da Letônia (Lativia), não acreditou quando eu disse que ia visitar Riga, a capital do seu país. Ela disse: “Mas ninguém vai à Letônia!”. Muito menos acreditou que eu estava estudando o idioma local, para ser simpática com os nativos.

Pois fui. Não era um sonho ou algo programado. Acontece que a Letônia, assim como a Estônia, estava no meu roteiro de navio pelo mar Báltico. Por isso, tive que pesquisar para aproveitar ao máximo meu dia na cidade. Não foi difícil encontrar informações. E a localização do porto onde atracam os navios de cruzeiros facilitou tudo. Fica a poucos passos do centro histórico – Old Riga -, que é a parte mais bonita da cidade.
Blackheads House

Chegamos muito cedo. Sete horas da manhã foi o horário aproximado do nosso desembarque. A ansiedade por conhecer os lugares nos fazia encontrar cidades desertas, com as portas do comércio ainda fechadas. Mas isso adicionava certa graça e encantamento ao passeio. A falta do movimento de gente permitia apreciar a beleza inerte dos locais por onde passávamos.

Começamos nossa visita passando pelo Castelo de Riga, pela praça, por Three Brothers, três casas da idade média, e seguindo em direção a Catedral Dome. A arquitetura dos edifícios é rica, com estilos variados como o neogótico e o classicismo. A Igreja de St. Petters é digna de visita. É um dos monumentos medievais  mais antigos da região Báltica e em                                         
Riqueza nos detalhes arquitetônicos
1997 tornou-se patrimônio da UNESCO. Mas o que mais me impressionou pela beleza e ornamentação do prédio foi Blackheads House, com estrutura original construída no século XIV.

Passear pelas ruas de Riga repletas de flores e detalhes arquitetônicos foi um encantamento. Visitamos um supermercado e provamos os deliciosos e famosos pães locais. Riga é famosa também pelo âmbar, extraído do fundo do mar báltico. Comprei para a minha sobrinha de meses um colarzinho, pois li que o âmbar tem poderes analgésicos e calmantes para os bebês, na fase da primeira dentição. Não conseguimos tempo para visitar o Museu de Ocupação Latívia. Ficará para outra viagem, quem sabe? Pois Riga é um desses lugares onde a gente quer poder voltar um dia!


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Warnemünde, uma linda praia alemã!

Voley na Praia
Farol na cidade
Desembarcar em Warnemünde, na Alemanha foi uma experiência gratificante. O clima de praia da cidade destoa do frio citadino do norte da Europa. Warnemünde tem tudo de lindo que as mais belas cidades praianas têm: farol, cais de porto, gaivotas, lojinhas de bugigangas, gente descolada andando de sandália pela rua... Tudo isso somado a uma arquitetura delicada, com casinhas de veraneio encantadoras.
Chegamos lá em um dia morno da primavera e encontramos as ruas lotadas de gente queimada de sol, casais tomando cerveja nas mesas dos bares a beira do canal, jovens jogando na praia, enfim, muita vida nesta praia alemã. Surpreendente! Não fosse pelo clima mais ameno, poderia comparar perfeitamente com a maravilhosa praia de Búzios, no Brazil. Apesar de a cidade ser pequenina, ficamos com gosto de quero mais. Apenas um dia foi pouco para batermos perna pelo lugar. Mas desejávamos visitar Rostóck, cidade medieval bem próxima, que também é um programa imperdível.
Warnemünde fica no mar Báltico e está localizada a aproximadamente duas horas de viagem de Berlim. Por isso, se tiver tempo, não deixe de visitar esta cidade linda!
Sobre o que visitar na cidade: descubra por você mesmo, andando do cais a praia e curtindo a beleza do lugar. Não há o que perder, está tudo ali!
Para saber como ir de Warnemünde a Rostock, clique aqui.


sábado, 9 de novembro de 2013

Uma semana em Gramado, RS


Relógio no centro da cidade
Por mais que ouça elogios sobre um lugar, preciso conferir com o meu olhar, para saber se realmente gosto! E com Gramado foi assim: não me decepcionei!
Após dias surpreendentes em Bento Gonçalves, Garibaldi e Nova Petrópolis, chegamos a Gramado, para passar uma semana. Hospedamo-nos na pousada Jardim Secreto, uma simpática pousada bem perto do centro da cidade. Conferimos que Gramado é tudo aquilo que falam: bonita, limpa, organizada e com um povo educado.  Passamos dias bem descansados, românticos e, acima de tudo, gastronômicos. Já tinha acabado o festival de cinema e ainda não tinha começado o Natal Luz, pois fomos em outubro.
No centro da cidade visitamos a Igreja Matriz São Pedro Apóstolo – que tem um pátio de entrada bem bonito, com estátuas dos apóstolos – que fica ao lado da Praça Major Nicolleti. Bem perto fica a Igreja do Relógio. Tem que subir um pequeno morro para acessá-la, mas vale a pena. Nessa parte do centro fica também a rua coberta, que é repleta de lojas com artigos para casa, roupas em malha e linha, lojas de chocolate – as mais famosas com os melhores chocolates são a Lugano e Floryball, sendo este último bem mais barato. Há filiais dessas bombonieres por toda cidade. Creio que as maiores e com mais variedades estão localizadas na estrada que liga Gramado a Canela.

Entrada da loja de chocolate Lugano
Mas não se prenda apenas ao grande centro. Aventure-se para as bandas da Rodoviária, onde existem ótimas lojas, restaurantes e, aos Sábados e Domingos, a feira da Casa do Colono. Ali você vai saborear cucas frescas e pães com linguiça, tudo saído fresquinho do forno. E vendem no armazém ao lado uma infinidade de embutidos, geleias e biscoitos caseiros deliciosos, além de uma gama de outros produtos levados pelos produtores rurais da região.
No Domingo aproveitamos para relaxar no parque. Fizemos uma saudável caminhada até o Lago Negro onde passamos uma manhã maravilhosa. Depois seguimos para uma orgia gastronômica na hora do almoço: um Café Colonial no Café Bela Vista (uma recomendação de Emanuele Campelo, Gaúcha Chê!) – o que é um Café Colonial?  Não necessariamente uma refeição para ser tomada pela manhã. É uma refeição para qualquer hora. Basta você ter muita fome! Você será acomodado em uma mesa grande, trarão um jarro de suco de uva, um de vinho tinto e outro de vinho branco. Daí, chegará uma romaria de pratinhos contendo bolos, polenta frita (ai que delícia!) torta salgada, mini pizzas, salgadinhos, linguiça cozida, frango a parmegiana e etc. Uma cesta de pães, uma tábua de frios, geleias... Tudo depositado em sua mesa! Logo, um rodízio de grelhados com linguiça, frango, porco... E depois disso tudo, você tem a disposição umas vitrines geladas com uma variedade de tortas de tirar o fôlego. E ao lado um freezer com uns trinta sabores de sorvete. Como diz o amigo Diego, de Fortaleza, é comida para sair com o “bucho cheio”!
Falando de comidas, outras dicas de Emanuele Campelo: o Galeto ao Primo Canto no restaurante Mamma Mia. Este fica também no caminho para Canela e ao lado do Café  Bela Vista. Também é um rodízio de comidas, com sopa de capeletti de entrada, seguido de salada, mais polenta frita,  galeto, e uma variedade de massas a escolher. No final, um Buffet de sobremesas fantástico. E o rodízio de fondue na pedra (fondue de carnes, pão e frutas com chocolate – aqui também servem polenta frita!!). Fomos ao Carlitos, mas Emanuele disse que todos os rodízios de fondue costumam ser bons. Acho que ela está certa. Provamos tudo isso e aprovamos.
Fizemos também passeios básicos como à cidade de Canela,  o Mundo a Vapor, no caminho para Canela e o Mini Mundo – perto do centro de Gramado. Mas, se você buscar informações sobre turismo na cidade, descobrirá uma infinidade de atrações. Seus critérios de escolha devem se basear no seu perfil de turista. Pois existem atrações para todas as idades, para casais com crianças, passeio romântico, amigos viajando juntos, etc. Ter alugado um carro foi útil, pois pudemos nos locomover com facilidade até Canela e nos dias de chuva na cidade. Mas não quer dizer que seja necessário alugar ou ir de carro para Gramado. A cidade é pequena, fácil de caminhar e a maioria dos restaurantes pega e leva o cliente na pousada, como cortesia. E existem as agências de viagem que vendem ingressos com transporte incluído para as atrações mais distantes.
Como programa cultural, fomos ao teatro assistir  Korvatunturi (atração de Gramado número 1 no Trip Advisor), a Origem do Natal. Trata-se de uma peça com uma mensagem muito bonita, acerca da importância de se cultivar valores morais e evitar o apego ao material: procurar ver as coisas boas e simples que a vida tem a oferecer! Além disso, Korvatunturi tem um cenário bonito, roupas caprichadas e um toque Cirque D'Soleil, com trapezistas, malabares, entre outros. Soubemos que está em cartaz há mais de oito meses e não se sabe quando sairá. É um espetáculo que agradará a adultos e crianças. Realmente uma atração que vale a pena em Gramado! Ingressos por adulto custaram R$60,00 e valeram o preço pago.

Leia mais sobre outras cidades da região:


Lago Negro, em Gramado

Quando pesquisei as atrações de Gramado selecionei o Lago Negro como um dos locais que gostaria de visitar, mas sem grande empolgação, já que não via muita exaltação nos comentários sobre o lugar.
Numa manhã ensolarada de um Domingo preguiçoso saímos a pé da pousada para uma caminhada até o Lago Negro. O dia estava realmente bonito e acho que isso contribuiu para a magia do lugar. O Lago Negro fica em um grande parque cercado por uma linda floresta de coníferas e vegetação típica de lugares frios. Conta a história que na década de 40 um grande incêndio destruiu a floresta nativa da área. Leopoldo Rosenfeld, responsável pela manutenção do lugar, abriu uma grande vala na intenção de conter as chamas. Esta vala transformou-se em lago. Com intenção de reconstruir o local, Rosefeld trouxe mudas nativas da floresta Negra, na Europa.
História a parte, toda a área no entorno do Lago Negro é belíssima, muito bem cuidada e repleta de tranquilidade, com boa música, ideal para passear com crianças, cães, ou simplesmente relaxar e observar os turistas. E o lago ainda dispõe de pedalinhos e réplicas de miniaturas de naus portuguesas. Não deve nada aos parques europeus. Vale a visita!
Endereço: Rua A. J. Renner
Horário de funcionamento: aberto 24h.
Pedalinhos: 8:30h às 19h

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Mini Mundo, em Gramado



Ainda criança ouvi falar do surgimento do Mini Mundo. E sonhava conhecê-lo. Mas com o tempo vieram programas maiores como a Disneyland, o Disneyworld, os parques do Universal, etc. E este sonho de criança apagou-se do meu imaginário. Mas recentemente tive a oportunidade de conhecer Gramado e finalmente matar a curiosidade acerca do Mini Mundo.



É curiosa a história de como tudo começou: o Sr. Otto, um imigrante alemão no Brasil e avô dedicado, junto ao seu filho, construiu ao lado do hotel da família uma pequena área de lazer, com casa de bonecas para a neta e uma maquete de casinhas com ferrovia e trem para o neto. (Imagine como foi rica a infância dessas crianças!) Pai e filho tomaram gosto pelas construções e mais tarde o hotel já não comportava tantos brinquedos. Transferiram as maquetes para um terreno próximo, nascendo então o Mini Mundo.

















Atualmente o Mini Mundo é gerenciado pelo neto do Sr. Otto e tem suas peças fabricadas de modo artesanal. Encantou-me pela riqueza de detalhes e pela delicadeza com que os jardins são inseridos em meio às cidadezinhas, a maioria alemã. Tem uma réplica do Museu do Ipiranga, em São Paulo e da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. É uma atração para adultos e crianças, apesar de não ser um grande parque temático.   Não espere algo grandioso ou cheio de adrenalina. Pode ser visto em pouco mais de meia hora. Mas vale a pena pela arte, por ser um entretenimento feito no Brasil, por uma empresa pequena. Não é suportado por uma multinacional. Se você for a Gramado, recomendo a visita.
Endereço: Rua Horácio Cardoso, 291 - Gramado/RS - Fone: (54) 3286.4055
Horário de funcionamento do parque é diariamente das 10hs até às 17hs.
Preço do ingresso por adulto em outubro: R$16,00
Maiores informações em minimundo@minimundo.com.br

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

De Warnemünde para Rostock, viagem pela Alemanha

Centro de informação turística em Warnemünde

Este post tem objetivo de auxiliar quem busca informação sobre como ir de Warnemünde para Rostock. Quando fizemos um cruzeiro marítimo, desembarcando em Warnemünde, na Alemanha, tivemos dificuldade em encontrar informações precisas na internet. Falava-se mais sobre o transporte de barco, mas este demoraria cerca de uma hora para ir e uma hora para voltar. E as informações do transporte de trem eram um pouco confusas.
Chegando lá descobrimos que a coisa é bem simples. Para quem desembarca de navio, ao lado do porto de atracação há uma grande loja (tipo mercado) de souvenires. Dentro desta loja há um ponto de informação turística. E melhor ainda: ali mesmo vendem tickets para o trem que sai a cada vinte minutos da estação de trem de Warnemünde (que fica a poucos minutos a pé do centro de informação turística), em direção a “Rostock Hbf”. Então você terá que caminhar pouco até o Tram Station (onde pegará o trem urbano no. 5 ou 6 – tipo bonde) até o centro de Rostock. O legal é que o preço do ingresso de dia inteiro inclui o trem de Warnemünde para Rostock, o bonde dentro da cidade e o percurso de volta até Warnemünde. E essa praticidade toda ainda custa pouco. Confira os preços abaixo (tabela datada de junho):

Ticket individual para dia inteiro ......................................................4,60 euros
Ticket para grupo (até 5 pessoas) para dia inteiro............................13,80 euros