quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Um dia em Paris


Arco do Triunfo - Champs-Élysées – Place de La Concorde – Jardim de Tulherias – Museu do Louvre – Rue de Rivoli – Place des Vogues – Marché des Enfants Rouges.

Champs Elysées

Este é mais um post da série Paris por Etapas. Pois Paris, como toda grande cidade, merece ser dividida em blocos. Assim, o visitante otimiza sua viagem procurando conhecer as atrações concentradas numa mesma área. Lembrando sempre que o metrô levará você a praticamente qualquer lugar de Paris e que a tarifa nesta data custa aproximadamente 1,70 euros. Cheque também no guichê o valor para 10 bilhetes, que costuma sair mais barato. E o Mobilis que custa em torno de 6,30 euros por um dia de viagens ilimitadas. Este só vale a pena se você fizer várias viagens em um dia.

Começaremos este programa pelo Arco do Triunfo. Para chegar até aqui você deverá pegar um metrô e descer na estação Charles de Gaulle Etoille.

O Arco do Triunfo foi construído a pedido de Napoleão para celebrar as vitórias militares. Mede 50m de altura e 45m de largura. Abriga o túmulo de um soldado desconhecido em homenagem aos mortos da primeira guerra. O visitante pode subir na plataforma panorâmica, de onde há uma bonita vista de Paris.
Place de Concorde
A partir do Arco vale a pena caminhar pela Champs-Élysées. São três quilômetros de beleza repletos de bonitas lojas, cafés, bistrôs e restaurantes. Ao final está a Place de La Concorde. Em Paris, principalmente nas áreas mais turísticas, fique atento aos trombadinhas (jovens adolescentes – franceses ou do leste europeu, que assediam os turistas distraídos).
Ao chegar na Place de La Concorde, com seu Obelisco e chafariz, você estará de frente para o portão de entrada do Jardim das Tulherias (Tulleries), repleto de lindas esculturas, fontes e canteiros. Se for verão ou primavera, melhor ainda, pois tudo estará florido. Observe que do lado direito do portão de entrada há um banheiro público (pago) que é uma relíquia parisiense. Um
Jardins de Tulleries com Louvre ao fundo
dos mais antigos banheiros públicos da cidade. Ali, além de banheiros, você encontrará água mineral à venda. Do lado esquerdo há uma livraria com excelentes edições que abordam o tema de Tulleries e Paris. Esta é uma das áreas mais chiques de Paris e é Patrimônio Mundial das Margens do Sena, eleito pela Unesco.

Por aqui vale a pena fazer uma pausa para o almoço, aproveitando os diversos cafés da redondeza ou mesmo as barraquinhas que vendem crepe na rua.

Atravessando o Jardim de Tulleries o visitante chegará à praça principal de entrada ao Museu do Louvre, com a pirâmide de vidro. O dia de passeio deverá terminar aqui, visitando o Louvre, que requer horas de apreciação.
Rue Rivoli

Se você já visitou o museu e prefere estender o passeio, poderá ir pela rue de Rivoli que fica ao lado do Louvre. É uma rua longa, mas o trecho que tem o comércio mais interessante fica entre o Louvre e o Hôtel de Ville. Na última vez que visitamos Paris tomamos este rumo para ir a pé até o Marché des Enfants Rouges, que é um mercado de rua coberto, dizem que o mais antigo da cidade, e fica no Marais. Tínhamos lido que “o Marché des Enfants Rouges tem boa comida italiana, japonesa, marroquina, além de barracas com frutas, legumes, flores e certa animação nas manhãs de domingo!” Mas acho que chegamos um pouco tarde, pois os restaurantes e barracas já estavam fechando. O endereço é Rue de Bretagne, nº 39. Funciona das terças às quintas, de 8:30 às 13h e de 16h às 19:30h, sextas e sábados funciona de 8:30 às 13h e de 16h às 20h e aos domingo, de 8:30 às 14h. Fecha nas segundas-feiras!
Place des Vogues
Aproveitamos no caminho para entrar na Rue de Turenne esquina com  Rue des Francs-Bourgeois para ir conhecer Place des Vogues, a mais antiga praça planejada de Paris e onde os parisienses vão com as crianças e fazem piqueniques nos dias quentes. Este é também o bairro mais elegante da cidade, com o metro quadrado mais caro. Recomendo a quem vai pela primeira vez parcelar este programa em dois dias. Pois é bastante cansativo e corrido. Mas vale a pena se você estiver com pouco tempo ou se já conhece o Louvre.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Receita de Croque Monsieur

 
Há um mês tentei fazer uma receita de Croque Monsieur, de Olivier Anquier e fiquei frustrada! Pois não ficou nada igual ao Croque original degustado em Paris. Ontem resolvi buscar outra receita e descobri no blog da Bia Freitag  (www.desafiosgastronomicos.blogspot.com) uma receita maravilhosa, que deu supercerto. Ficou idêntico ao Croque Monsieur de Paris, mesmo após algumas pequenas adaptações, como trocar o pão brioche pelo pão de milho e não colocar pimenta no molho. Por isso, resolvi trazer esta receita (com minhas adaptações) para a coluna Viajando na Gastronomia, do Viajando com Puny.
 
De antemão informo que o preparo toma um pouco de tempo, pois temos que fazer o molho Bechamel e ralar o queijo Gruyere. E atenção: tem que ser pão fatiado. Como diz a Bia, o Croque Monsieur é um misto quente com sotaque francês. Mas vale a pena! Seu preparo e degustação são pura curtição!

Esta receita é parte integrante do post A pé por Strasbourg.

Croque Monsieur (rende 2 sanduíches):

 
Ingredientes:
300 ml de molho bechamel (que ensino a fazer abaixo)
4 fatias de presunto ou peito de peru
4 colheres cheias de queijo gruyere ralado
4 fatias de pão de milho da Panco (ou qualquer pão de forma – na receita original deve ser o brioche fatiado – no formato pão de forma.

Montagem:
Em um pirex untado com azeite coloque duas fatias de pão.
Sobre cada fatia espalhe uma colher de sopa generosa do molho.
Espalhe uma colher de sopa do queijo ralado.
Coloque duas fatias de presunto em cada pão.
Cubra com outra fatia de pão.
Repita uma camada de molho e outra de queijo.
Leve ao forno médio por aproximadamente 15 minutos ou até gratinar.
Pode ser comido como lanche, com bebidas geladas, ou como prato principal, acompanhado de uma taça de vinho tinto.
Para fazer o Croque Madame frite um ovo deixando a gema bem mole e acrescente sobre o presunto continuando então as camadas explicadas na receita.

Molho Bechamel:

 
Ingredientes:
300 ml de leite
½ cebola cortada em fatias
½ dente de alho amassado
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de farinha de trigo
Sal a gosto

Preparo
Leve o leite, a cebola, o alho e o sal para ferver. Após levantar fervura deixe pegar o gosto por uns 10 minutos. Coe o leite para separar o alho e a cebola.
Em uma panela leve a manteiga para fritar. Misture o trigo mexendo bem. Acrescente o leite temperado e mexa até engrossar. Se embolar coe o molho.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Banheiros pelo mundo

Comemorativo: jubileu da Rainha Elizabeth
Há anos venho pensando em escrever esta matéria. Acho que todo mundo que gosta de viajar deve ter pelo menos uma história de banheiro para contar. Pois, à medida que mudam as culturas, mudam os costumes, hábitos gastronômicos, arquiteturas enfim, o modus vivendi como um todo.

Hoje em dia já não me surpreendo tanto como no passado, quando as descargas automáticas com sensores ao levantar eram uma grande novidade por aqui. Depois fui descobrindo uma gama de surpresas relacionadas com os tantos banheiros visitados: descargas acionadas por pedais. Protetores para vaso em papel descartável. Protetores para vaso em plástico, que giram automaticamente sendo trocados a cada uso. Secadores de mão de toalhas de tecido
Em Paris: dica de Ines dela Fressange
enroladas em uma grande bobina. Papéis que saem automaticamente pelo sensor. Sabonetes e água idem. Secadores a vapor convencionais. Outros nem tão convencionais assim, exigem que você coloque a mão entre os sopradores. Banheiros e banheiros visitados, cada qual com uma surpresa, fui acostumando-me. Mas volta e meia deparamos com novas surpresas! 

Como na Argentina, banheiros sem vaso, apenas com buracos no chão para as necessidades. Ou em Amsterdam, no aeroporto da década de noventa, quando amarrado em cada vaso havia um vidrinho de desinfetante e toalhas de papel para a higienização do vaso. Ou os tantos "toaletes" de Paris, quase todos no subsolo, exigindo que você desça escadarias. E muitas vezes são semimistos: no lavabo fica também
Banheiro boutique: Champs Elysées
o mictório e uma porta trancada (muitas são abertas a poder de moedas) onde fica o vaso, permitindo uso feminino para xixi e o número dois para ambos os sexos. Por isso, pode acontecer de um homem estar usando o mictório e uma mulher passar para acessar a porta que leva ao vaso sanitário.

Outros banheiros são lindos. Como os banheiros do Palácio Quitandinha, que visitei há muitos anos, quando estava por Petrópolis, RJ. Fiquei tão maravilhada que tirei muitas fotos no interior dos mesmos. Ricos, em mármores caros e detalhes em dourado. Outro banheiro bonito fica em Embakment, bem perto do carrossel. É um banheiro boutique público, pago, que homenageia o jubileu da rainha Elizabeth. Todo decorado com fotos de membros da família real e detalhes com desenhos da bandeira da Inglaterra. Em Paris fui visitar um banheiro que foi dica do livro A Parisiense, de Ines de la Fressange. Este fica na entrada do Jardim de Tulleries. De costas para o Obelisco, logo a direita do portão de entrada, descendo umas escadas. É um banheiro público antiquíssimo e muito gracioso. O acesso é pago, para homens e mulheres. É tudo
Público: no píer de Brighton
limpo e bem decorado. Também em Paris, na Champs Elysées, tive que pagar por um banheiro boutique (isso virou moda na Europa). Muito bonitinho, mas caro! Três euros. Paris é uma lástima em termos de ofertas de banheiros públicos gratuitos. Por isso, prepare o bolso para fazer xixi. Outro que trago a foto para o blog é o banheiro feminino do píer de Brighton, na Inglaterra. Um primor: antiguinho e em estilo Vitoriano. E grátis! O melhor de tudo!

Se você tiver uma boa história de banheiro, compartilhe conosco no blog. Com certeza os leitores gostarão de conhecer a sua história!