segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Bar Harbor, Maine


Às vezes a gente vê uns programas na TV que não saem da cabeça. Como os do estado do Maine, nos Estados Unidos, que sempre povoaram minha mente com fantasias de alces bravos atacando as pessoas na rua, plantações de blueberry, a frutinha azul rica em antioxidantes e  pratos deliciosos a base de lagosta. Fiquei muito feliz ao saber que nosso cruzeiro visitaria cidades do Maine. Mas não tinha ideia do tamanho da beleza que encontraria em Bar Harbor (fala-se Bárrabã)!

A chegada à enseada foi de navio. Respeitando a sustentabilidade local, o navio não atraca e fica ancorado no mar. Os hóspedes são transportados a terra em catamarãs locais. As águas azuis escuras
causam deslumbramento, somadas ao verde forte no limite água e terra, representado pela vegetação do Parque Nacional de Acadia.

O que há para se fazer em Bar Harbor, além de deslumbrar-se com a beleza da sua natureza, é passear pela cidade, com suas várias igrejas, bons restaurantes, lojas de chás, sabonetes e muitos outros produtos locais, grande parte relacionada ao blueberry. As ruas principais são a Desert, a Cottage St. e a Main St. onde estão localizados muitos restaurantes bem cotados como Coffe Hound Coffe, para um sanduíche de lagosta, The Travellin Lobster, Mach Bistro, 2 Cats, Side Street Cafe e The Chocolate Moose (loja de chocolate). A cidade é pequenina e facilmente
se visita a pé. Não encontramos nenhum alce bravo pelo caminho, mas seguramente provamos mais um delicioso sanduíche de lagosta e tivemos como sobremesa a melhor torta de blueberry que já comemos na vida!

Na cidade também visitamos o  Abbe Museum que conta a história dos índios do Maine, mas para nós brasileiros, ricos em história indígena, o museu deixa muito a desejar.

Para quem tem tempo no lugar o grande lance é poder explorar o Acadia National Park, visitando o centro de visitantes, a Montanha Cadillac e as formações rochosas naturais de Thunder Hole. Outros passeios interessantes, um pouco mais longe
do centro, é o Asticou Gardens, riquíssimo em flores e o Somes Sound, que é o único fiorde na Costa Leste.

Agora entendo e confirmo o texto extraído da propaganda da companhia de navegação: “Bar Harbor oferece alguns dos mais espetaculares cenários naturais do Litoral Leste. O litoral com rochas abundantes, penhascos de granito de grande altura, montanhas majestosas e águas azuis atraiu os Rockefellers, Astors e Vanderbilts por mais de 200 anos e continua a encantar os visitantes atuais.”


Para ler mais sobre o Maine, clique nos links abaixo:

Portland no Maine é a terra da lagosta.

Sugestão de roteiro nos Estados Unidos e Canadá.

 

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Lisboa sempre deixa saudades!

Interior da Igreja de São Roque
É claro que conhecer novos destinos é sempre maravilhoso. Mas se tem coisa boa, é poder retornar aos lugares prediletos. É confortável, pois a surpresa da novidade cede lugar ao conhecido. E cada vez que se repete uma viagem, se absorve melhor a cultura, a gastronomia e os pontos de interesse do local. É assim a cada nova viagem que repetimos a Lisboa, quando não cansamos de bater pernas pelos bairros do Chiado, Rossio, Alto... Por isso, se você voar com TAP, aproveite para fazer um stop na conexão, se seu destino for outro país da Europa. Pois Lisboa é sempre imperdível!

Na última vez, gastamos três noites na cidade. Aproveitamos para olhar as vitrines chiques da Av. Liberdade e fomos mais uma vez pelo elevador de Santa Justa até o Bairro Alto. Ali é sempre um deleite apreciar o casario antigo, as lojinhas e restaurantes dos tempos de Fernando Pessoa. Desta vez fizemos uma visita a Igreja de São Roque, no Largo Trindade Coelho, que por fora é simplesinha, mas por dentro é deslumbrante, cheia de ouro, em arquitetura barroca. Data do século XVI e foi um dos únicos prédios que, milagrosamente,
Elétrico
ficaram em pé, após o terremoto de 1755.  No Largo do Carmo visitamos as ruínas do Convento da Ordem do Carmo, que construído em 1389, não teve tanta sorte e foi destruído pelo terremoto. O museu arqueológico do convento é uma verdadeira volta no tempo, quando arqueologia e história se misturam de forma harmoniosa, conduzindo o visitante a um passeio instigante.

Ultrapassamos o Arco Triunfal da Rua Augusta, para ir ao Terreiro do Paço (Praça do Comércio), onde a visita deve ser sempre refeita.  A vista para o Tejo e a praça onde já foi o local dos palácios dos reis de Portugal é sempre esplendorosa.

Desta vez pegamos o elétrico nº 28 e subimos até o Castelo de São Jorge. A visita vale a pena. A região é muito tranquila e cheia de bons restaurantes no entorno. O castelo nunca serviu de moradia, mas era uma base militar e servia de refúgio para civis no caso de ataques à cidade. Tem uma área verde muito bonita e a vista da cidade e do rio Tejo é magnífica. O entorno do castelo é um bom lugar para tomar umas taças de vinho em homenagem a esta cidade que respira vida. Pois Lisboa, lugar do fado, da gente alegre e da boa
Castelo de São Jorge
comida, deve ser celebrada diariamente.
Confeitaria Nacional: mesa posta

Outras dicas:


• Por falar em comida, mais uma vez recomendo a Confeitaria Nacional (Pç. da Figueira, 18b – aberta diariamente de 8h às 20h. Serve almoço a la carte e tem um Buffet com comida caseira), datada de 1829, no Rossio, bem no centro de Lisboa. Os salgadinhos são divinos, com gosto de infância, para quem nasceu na década de 60. Os doces são sempre maravilhosos. E o ambiente reporta ao passado, com toda sua mobília  original;

• Mais uma vez lembro que chegando a Lisboa pelo Aeroporto Internacional, um táxi para a cidade tem um preço razoável, justo e geralmente em um Mercedez;

• Desta vez no hospedamos no IBIS Lisboa Liberdade, Rua Barata Salgueiro, 53. A localização é excelente, perto da Av. Liberdade, as acomodações confortáveis, o café da manhã é gostoso e o preço é camarada;

• Ir ao Shopping Colombo, que fica em frente ao Estádio da Luz (Benfica), de metrô.

Leia outras matérias sobre Lisboa e seus pontos interessantes clicando aqui.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Buenos Aires não é só Caminito! - Zoo Lujan

Desvendando os segredos do Zoo de Lujan

Por: Neide Aparecida da Rocha

“Minha opção de viagem para Buenos Aires tinha como objetivo maior levar minha filha num zoológico interativo, localizado a cerca de uma hora da capital, num local chamado Lujan. Nesse zoológico você pode entrar nas jaulas dos animais.

Fomos numa segunda-feira de manhã, que me disseram que era mais calmo, pois nos finais de semana o local fica muito cheio, por isso vale a pena visitá-lo durante a semana.

O Zoo Lujan é um local bem rústico, com estrutura simples, que mais parece uma grande fazenda. No local há uma pequena lanchonete,
banheiros e espaço para acampar. A maioria dos animais vive solto, exceto os tigres, leões e ursos, devidamente enjaulados. Para entrar na jaula dos tigres e leões há dois portões, formando uma espécie de gaiola, por questões de segurança, para evitar que o bicho fuja caso alguém deixe a grade aberta. Todas as entradas são sempre acompanhadas pelos treinadores do zoológico, que cuidam dos bichos. Optei por ir com uma agência de viagens e acho que foi mais seguro, pois o guia foi dando as instruções de segurança durante o trajeto até o local e nos ajudou a tirar fotos.

Um aviso importante para pais e mães: crianças abaixo de 16 anos não podem entrar nas jaulas!

Tiramos fotos também com o elefante.  Pode-se dar comida a ele, com os braços esticados para cima. Com a tromba ele vem e pega o alimento. Depois o treinador pede para ele agradecer, ele faz pose, e neste momento tiramos a foto.

Um local interessante também para se conhecer é o bairro chamado Caminito – que foi estilizado para ficar mais atraente – com bastante colorido nas árvores e nas lojas, onde se encontram lembrancinhas para comprar.

Fizemos também o passeio pelo Delta do Rio Tigre, que é feito num barco com vários lugares, feito um ônibus, navegando por diversas ilhas sedimentadas.  Nas casas dessas ilhas só se consegue chegar de barco – sem água encanada e sem acesso a qualquer veículo terrestre. O abastecimento dos moradores dessas ilhas é feito pelo Barco Armazém, que circula regularmente.  Dentre os serviços oferecidos por lá, existe também o barco Ambulância, o barco Lixeiro e por aí vai.

Outros pontos turísticos para visitar:  Plaza de Mayo, Casa Rosada, Catedral Metropolitana, Rua Florida e bairro Recoleta.

Para fechar o passeio a Buenos Aires, é lei assistir a um show de Tango!

Super recomendo!!!”


Para ler mais sobre Buenos Aires clique aqui.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Portland, Maine – terra da lagosta


Visitamos Portland, nos Estados Unidos, por um dia. Chegamos pelo porto, onde o navio atracou, ávidos por conhecer a terra das lagostas e dos alces. A cidade é pequena e o local de desembarque fica a poucos passos do centro. Logo na chegada encontramos diversos artesãos oferecendo seus trabalhos ao longo da rua. Todo artesanato reporta a rica história, as paisagens e a cultura do estado do Maine.

É fácil visitar todas as principais atrações da cidade caminhando, já que é tudo muito perto. Por isso, apesar da oferta de ônibus de turismo e até um caminhão de bombeiros adaptado ao transporte de turistas, decidimos percorrer a cidade a pé. Primeiro caminhamos até Exchange St. e chegamos a Old Port, que é um conjunto de prédios de tijolos, datados do século XIX, construídos originalmente para servir aos setores industriais de exportação e pesca. Atualmente é uma
Centrinho turístico
área pitoresca, revitalizada, e abriga lojas diversas, restaurantes e pubs.  Depois seguimos pela Midlle St. até chegarmos a Victoria Mansion (Park St.), considerada uma das mais tradicionais casas vitorianas, datada de 1858. Se paga aproximadamente 15 dólares para visitar o interior que é todo original, com mobílias, cerâmicas, decorações de parede e tapetes antigos. Abre às 10h. Fizemos o caminho de volta pela High St. até Congress, onde fica  a Wadsworth-Longfellow House, casa onde o poeta Henry Wadsworth Longfellow cresceu, no século XIX.
 
Na High St. passamos pelo Portland Museum of Art, que tem uma interessante coleção de artefatos históricos do Maine. Daqui vale retornar ao centrinho, onde o comércio é bem animado. A cidade é verde, com bonitas praças, muitas flores e cafés  aconchegantes.

Para comer uma boa lagosta vá até a Comercial Street, que fica a beira-mar. A área é bonita e enfeitada pelos barcos
coloridos. As lagostas tem preços acessíveis na maioria dos restaurantes. Dentre a pesquisa de restaurantes escolhemos, pelo ambiente e localização, o Gilberts Chowder House. Não nos arrependemos. O local é descontraído, tem uma área interna e outra externa. Escolhemos a externa, onde faz um friozinho, por isso é bom estar agasalhado. A lagosta é
Comercial Street
maravilhosa. Escolhemos um combo com milho cozido e batata frita. Portland é famosa também pela sua quantidade de cervejarias. Optamos por provar a Shipyard. Se quiser visitar a Cervejaria, vá até a Newbury St. esquina com Hancock e visite a Shipyard Brewing para uma degustação de cerveja.
 
Outra atração bacana na cidade:
• Portland Head Light (farol) - George Washington determinou sua construção em 1787. Atualmente ele é o farol mais fotografado da América do Norte.
 
 
Para comer lagosta qualquer um destes é bem cotado e fica perto do porto:
• Gilberts Chowder House - 92, Comercial St.
• Portland Lobster Co. – 180, Comercial St.
• Dmillos on the Water (este fica em um barco) - 25, Long Wharf (esquina com comercial)

Leia também Sugestão de roteiro incluindo Estados Unidos e Canadá.
 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Dicas para viajar e economizar na Europa

 Por: Adriana Aguiar Ribeiro
 
Passes para transportes
Hoje abro este espaço com algumas dicas para quem vai viajar pela Europa. Mas sei que existem inúmeras recomendações e experiências de viagens de tantos viajantes que se aventuram pelo mundo, que também podem ser aplicadas neste post. Por isso, se você tem alguma dica para compartilhar, deixe aqui seu comentário!

1 – Cheque sempre no país que está visitando se a água da torneira pode ser consumida. É comum, na maioria dos países europeus, água potável nas torneiras.  Isso significa uma grande economia em água.

2 – Leve sua bolsa de pano para as compras. Além de ser uma atitude simpática e eco-consciente, significará economia em alguns mercados, onde cobram as sacolas plásticas.

3 – Na maioria das capitais, adquirir passes para mais de um dia, ou mais de uma utilização, ou para um grupo viajando junto, poderá significar uma grande economia em
Pontualidade nas estações de trem
transporte. Por isso, antes de viajar verifique se na cidade que visitará existe algum tipo de passe, de acordo com as suas necessidades.

4 – Ao adquirir suas passagens de avião, se houver voos internos comprados separados do trecho internacional, fique atento a franquia do peso das bagagens destes voos. Pois muitas vezes os voos domésticos têm limites de pesos inferiores aos dos voos internacionais, obrigando o passageiro a pagar caro pelo excesso de bagagens.

5 – Esteja na plataforma do seu trem alguns minutos antes do previsto e tenha em mente que na maioria das vezes ele será pontual. Se o
Lanchinhos: compre nos mercados e supermercados
trem estiver vindo de outro destino, vai parar por poucos minutos na estação. Tempo exato para os passageiros entrarem com suas bagagens. Por isso, modere na quantidade e peso de suas malas. Isso facilitará sua vida.

6 – Se vai viajar no inverno, leve um bom casaco. Nada de levar diversas blusas grossas. Pouca roupa irá fazer diferença no peso da sua bagagem. Viaje leve!

7 – Quando necessário, compre água e outros alimentos no supermercado. Algumas vezes bate vontade de comer coisas mais leves, como frutas, sanduíches, sucos... Daí vale a pena os lanchinhos feitos no quarto do hotel. A mesma recomendação também para comprar bons vinhos por
Final de tênis em Roland Garros
preços econômicos.

8 – Antes de viajar, pesquise na internet se os museus que você deseja visitar têm algum dia da semana com entrada gratuita. Isso é muito comum na Europa. Em Londres, grande parte dos museus tem entrada franca diariamente. Como dizem os britânicos, “uma cortesia para a humanidade”!

9 – Com antecedência, verifique se na sua cidade de destino não acontecerá um grande evento durante a sua estadia. Se você gosta de esportes, quem sabe o mundial de tênis em Roland Garros, em Paris, ou em Wimbledom em Londres. Ou quem sabe visitar os estádios
Respeite as regras
de futebol dos seus times europeus favoritos. As peças que você não consegue ver no Brasil podem ser uma boa pedida em grandes capitais no hemisfério norte. Ou você pode encontrar seu cantor ou banda favorita fazendo uma turnê por onde você vai passar.

10 – Mesmo que você fale fluentemente o inglês, aprenda algumas palavras básicas no idioma dos países que visitará. Isso poderá abrir portas! E observe bem as regras de cada lugar, evitando o desrespeito ao outro. Afinal, seremos visitantes na casa deles!
 
 

Agora vamos lá! Se você tem alguma dica legal, deixe aqui para que outros leitores possam se beneficiar das suas recomendações.

sábado, 11 de outubro de 2014

Uma escapada até Brighton, Inglaterra

Interior de Royal Pavillion
                                                        Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Quando se passa alguns dias em uma capital, vale a pena pesquisar cidades vizinhas para uma possível visita. Sempre fazemos isso, pois dá para conhecer novos lugares, sem aquele estresse de arrumar mala, fazer novo check-in, enfim, basta acordar, viajar e voltar, para o mesmo hotel. Em Londres já recomendei uma viagem bate e volta para Moreton-in-Marsh. Hoje recomendo uma visita a Brighton. A cidade fica na costa da Inglaterra e é pequena o suficiente para se conhecer em apenas um dia. A viagem de trem dura arproximadamente 49 minutos e sai de Victoria Station em diversos horários. Recomendo comprar a passagem direto na internet, pois consegue-se sempre boas promoções. Adquirimos nossos bilhetes ida e volta, com
Ruelas
horário aberto na Southern. www.southernrailway.com Funcionou tudo como esperado.

Saímos cedo de Londres e chegamos na cidade praiana de Brighton, numa manhã fresca da primavera inglesa. Da estação ao centro pegamos um ônibus. Mas logo percebemos que é tudo tão perto que poderíamos ter ido a pé. 

A primeira atração do nosso roteiro foi a visita a Royal Pavilion, construída em 1787, como  residência de George IV, o príncipe de Gales. Por tudo que vimos, concluímos que o príncipe tinha gostos finos e extravagantes. Gastava
Praia
com festas, gastronomia, espetáculos e mulheres. Investiu uma fortuna na construção de seu palácio, que hoje é uma grande atração turística. A arquitetura é originária da Índia, do século IX. Os jardins, muito bem cuidados, tentam preservar o paisagismo original.

Desde a Royal Pavilion caminhamos até King’s Road, cruzando ruelas simpáticas, em estilo medieval. Chegando a praia percorremos todo o calçadão, admirando o movimento de turistas. Há uma passarela baixa, que corta toda a beira mar, repleta de restaurantes oferecendo frutos do mar,
Brighton Pier
lojinhas de souvenires, cafés e muita animação.

O ponto alto da cidade é o Brighton Pier, que fica no fim da praia. Ótimo lugar para apreciar o mar, fazer uma boa refeição, comer guloseimas e se divertir. Optamos por comer fish and chips, muito popular também por lá.

Ao entardecer caminhamos de volta até a estação de trem, de onde fizemos uma rápida viagem até Londres, retornando ao conforto do nosso hotel.