terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Alpenzoo e outras atrações em Innsbruck, Aústria

Impressões de uma brasileira sobre Innsbruck
Diário de uma viagem que aconteceu em maio de 1995

Roteiro: Amsterdam (Holanda), Frankfurt (Alemanha), Zurique (Suíça), Innsbruck (Áustria), Veneza, Florença e Roma (Itália).
Centro da cidade
"O dia hoje foi intenso! Acordamos cedo e tomamos um delicioso desjejum incluindo café, chocolate, leite, tudo quentinho. E uma profusão de geleias, patês, frios e queijos, acompanhamentos para um gostoso pão austríaco.

Ao sair do hotel, tivemos que retornar. Os agasalhos não foram suficientes para o tamanho do frio de -5°C. Apesar do sol brilhante, só havia neve por todos os lados. Rumamos para o Tourist Information, onde compramos um bonito postal do Alpenzoo, que serve também de ingresso de entrada para o zoológico e dá direito ao transporte de ida e volta até lá (incluídos o trem, ônibus e cable car que sobe ao zoo).

Tomamos um trem até o Cable Car. De lá subimos pelos trilhos e tivemos uma vista maravilhosa da cidade e dos Alpes. Seguimos por um caminho de terra molhada, cercado de árvores salpicadas
Subida para Alpenzoo
de neve. Encontramos uma senhora com uma dúzia de cachorros trazidos da Itália. Paramos para um bate-papo:

- Os pobres cachorrinhos estavam abandonados. Recolhi todos na Itália. Uma situação muito triste. Soube que no Brasil também existe isso. Alguém tem que tomar uma providência! – ela disse.

Senhora interessante! Seguimos rumo ao Zoo. Um programa bem legal! Cabritos montanheses, falcões, ursos, coelhos... E muita neve a nossa volta. Nunca vi tanta neve. É de arder as bochechas. Vimos também aquários. Tudo com espécies alpinas.
Vista do alto
Do Alpenzoo subimos até a parada final do Cable Car. O público repleto de jovens alegres com suas pranchas de esqui e roupas coloridas. Paramos onde o teleférico subia até o alto da montanha. Hora do almoço, aproveitamos para comer em um dos simpáticos restaurantes locais. Quem pediu linguiça com fritas, se deu bem. Mas os que pediram um prato com aparência de macarrão, mas que nada tinha de semelhante no sabor, se deu mal. Um cheiro estranho de pum, um tempero forte... Que decepção! E ninguém quis fazer trocas. Tivemos que empurrar a comida goela abaixo, diante dos 82 schillings austríacos pagos. Se arrependimento matasse...
Neve intensa

Rumamos ao centro da cidade para visitar os museus, mas acabamos nos abrigando em um shopping no meio do caminho. A neve estava tão forte que o jeito foi voltar ao hotel.

O hotel onde estamos, apesar de simples, não é dos piores! Tirando a janela que treme toda vez que passa um carro na estreita rua ao lado, tudo bem. O café compensa tudo!"

Nota: hoje em dia o Innsbruck Card é mais vantajoso, incluindo entradas para museus e atrações da cidade, uma subida e descida no Cable Car, Funicular e Elevadores da região, transporte grátis no Ônibus Panorâmico e nos trens urbanos, desconto em diversos eventos,  cinco horas grátis nas bicicletas de aluguel e wi-fi pela cidade, entre outras vantagens. Saiba mais acessando www.innsbruck.info .
Foto divulgação: www.austria.info

Leia sobre a viagem completa clicando aqui.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Navegando pelo Canadá: Saint John, New Brunswick

 
Arquitetura eclética
Nossa primeira impressão sobre o Canadá foi baseada em visita a Saint John, charmosa cidadezinha portuária localizada na costa leste do país. Chegamos de navio e, desde o porto, uma caminhada por dois quarteirões nos conduziu ao centro da cidade. No caminho já observamos uma arquitetura harmoniosa, composta por prédios novos e modernos e pelos antigos e elegantes, em estilo vitoriano.
Tudo muito conservado, limpo e convivendo em harmonia. E para completar, os jardins floridos e a área revitalizada do cais do porto confirmam a beleza do lugar.

Saint John foi fundada pelos não-separatistas que escaparam da Guerra da Independência dos Estados Unidos, em 1785, e não difere muito das cidadezinhas americanas, do norte do continente.
Market Square

Saindo do porto em direção a King Street, encontramos o Market Square, um pequeno shopping que abriga o Museu de New Brunswick e uma bonita Public Library (biblioteca pública). O shopping tem banco eletrônico, uma necessidade para quem chega dos Estados Unidos contando apenas com dólares americanos no bolso.

Seguindo por King Street, no fim da rua, fica a Praça de King’s Square. Se você tiver chance de visitar a cidade tente descobrir como se faz para subir no coreto! Não vimos sombra de escada, elevador, nada que permitisse a subida.  A direita
Praça de King Square e teatro
de King’s Square fica o Imperial Theater e Old Country Courthouse, construído em pedra, datado de 1900. Seguindo pela Charlotte Street, a poucos metros da praça, está a igreja Anglicana Trinity, datada de 1877.

Retornando a King’s Square não deixe de visitar o que para nós foi o ponto alto: o Saint John City Market, um mercado com uma estrutura que imita um navio e tem o interior repleto de borboletas coloridas. Tem ótimas barracas de iguarias, frutos do mar, hortaliças, frutas e verduras. Um deleite para os olhos e para o paladar. O mercado é um bom lugar para refeições rápidas. Servem camarões e peixes empanados, sanduíches de lagosta, caranguejos, salgados canadenses, doces, etc. Não servem bebida alcoólica
no interior do mercado. Então não dá para degustar as delícias acompanhadas de uma cervejinha... Encontra-se também no mercado tudo quanto é produto relacionado ao Maple Syrup, substância retirada das árvores de Maple, que é transformado em um delicioso xarope de sabor peculiar, perfeito para servir com panquecas. Lá descobrimos balas, biscoitos, o próprio xarope, entre outras coisas, sabor maple.
Saint John City Market

Uma das grandes atrações de Saint John são as corredeiras Reversing Falls. Dizem que “duas vezes ao dia a maré forte da Baía de Fundy sobe mais rápido do que o fluxo do rio. Quando isso acontece, a maré tenta empurrar a correnteza rio acima, então as águas refluem e o rio parece ser invertido, correndo sobre as rochas e criando o efeito de uma cascata invertida.” Não fomos lá conferir. Preferimos explorar a cidade, suas igrejas e o encantador City Market. Gastronomia é o nosso forte!
 
Cidade florida

Dica: desde o porto até o centro da cidade, tudo se percorre facilmente a pé em St. John.


Outras atrações:

• “A praia e as cavernas marítimas de St. Martin, onde você verá grutas esculpidas pela forte batida das ondas, bem como a praia coberta de rochas;”
• As pontes-gêmeas cobertas de St. Martins;
• “O Fort Howe, construído em 1777 para proteger o porto e servir como prisão. Atualmente o prédio está fechado, mas o promontório rochoso em que está situado oferece uma vista panorâmica excelente da cidade e do porto.”

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Curtindo a neve no Chile




Frio intenso
Em uma de nossas viagens a Santiago do Chile, fomos ver neve nas montanhas. Escolhemos a cidade de El Colorado, pela proximidade da cidade e por ser uma das primeiras que já tinha neve no mês de maio. Contratamos uma van, que levava mais um punhado de esquiadores para a montanha. Nosso objetivo, na verdade, não era esquiar. Já tentamos de outras vezes e chegamos à conclusão de que se perde muito tempo com aulas, se gasta muito dinheiro alugando os equipamentos e, como brasileiros, não temos uma grande vocação para o negócio. Então, se vamos às montanhas geladas, dedicamo-nos no máximo a tomar bebidas quentes, experimentar a gastronomia local e brincar com a neve, arriscando-nos no máximo a praticar um skibunda.

As vans que subiriam a Cordilheira dos Andes saíam pela manhã de uma agência localizada próximo ao grande shopping Parque Arauco. A viagem durou aproximadamente uma hora. Descobrimos que a estrada que leva a montanha fica aberta para a subida pela parte da manhã e para a descida pela parte da tarde. Tão íngreme e sinuosa que é! A estrada é de difícil acesso e muitos carros utilizam correntes nos pneus. Por isso, se você não curte aventura em

Diversão garantida
nível avançado, procure contratar um transporte. Melhor que alugar um carro e ser responsável por toda a subida. O caminho até lá é bonito. A emoção começa quando pequenas partes de terra negra estão salpicadas pelo branco da neve. E à medida que se sobe tem-se uma bonita visão das paisagens brancas que vão ficando para trás.

Chegando em El Colorado encontramos uma profusão de esquiadores subindo pelo teleférico ou tomando aulas nas pistas para iniciantes. O prédio do centro de esquis fica lotado de gente buscando o calor do ambiente aquecido. Nossas atividades incluíram passear pela neve, fotografar muito a paisagem branca, fazer uma guerra de
Pose para foto
bolas de neve, admirar os esquiadores experientes, observar os tombos dos aprendizes e, por fim, descer um pequeno morro gelado sentados em sacos plásticos improvisados. Skibunda é diversão na certa! Mais tarde cedemos ao frio e ao cansaço e fomos buscar uma refeição quente em um restaurante próximo. Passamos o resto da tarde degustando alguns cappuccinos, pois tivemos que esperar até às dezessete horas para tomar nossa van até Santiago.

O programa de um dia é muito legal, principalmente para nós que não esquiamos. Depois de nos divertirmos muito na neve foi reconfortante poder voltar para a cidade mais aquecida!

Leia outras matérias sobre o Chile:
- Santiago do Chile;
- Cachagüa: natureza selvagem no Chile;
- A magia do deserto do Atacama;
- Mistérios dos Fiordes Chilenos.


Leia sobre diversos outros destinos no Chile clicando aqui.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

London Again!

Big Ben com London Eye
Novamente falamos de Londres. Esta cidade cosmopolita com gente do mundo inteiro é uma profusão de cores, sabores e aromas. Mas mantém um quê de britânico que dá ares sofisticados ao lugar. Gosto da educação londrina. Confesso que me apraz mais do que o glamour parisiense. No tumulto da cidade grande, Londres consegue manter-se impassível, serena, organizada. Sente-se seguro nesta cidade. Por isso voltamos sempre.

Uma semana é tempo para deixar o visitante com água na boca... Para retornar mais vezes! Foi este o tempo que passamos em Londres. Chegamos numa quinta-feira à tarde, provenientes de Lisboa. Desembarcamos no aeroporto de Heathrow e após fazer câmbio de moedas, adquirindo algumas libras, tratamos de comprar um 7 days travel card, o que representou grande economia para rodar de ônibus e metrô pela cidade, durante uma semana.  Pegamos o metrô regular para o nosso destino. Atenção, pois existe um metrô Express que custa dezenas de vezes o preço da linha de metrô regular!  Esses são os benefícios de viajar leve. Com apenas uma mala pequena para cada um, não ficamos reféns de táxi ou transfers especiais.
Croissants do Carluccio's em Shepherds Bush

Desta vez ficamos hospedados no bairro de Shepherds Bush, o que foi uma excelente escolha.  O bairro foi revitalizado e tem praça, comércio variado, estação de metrô, ônibus e um shopping Westfield que é um grande quebra galho para tudo. Pois além de ter excelentes restaurantes, cafeteria, lanchonetes, ainda tem dois supermercados no interior, que facilitam a compra de água, pequenos lanches e utilidades. Fora que o shopping é novo, bonito e o comércio em si é sedutor! Surpreendemo-nos também com o nosso hotel IBIS! Novo, bem localizado, com bom café da manhã, por uma tarifa bem razoável.

Brindamos nossa chegada em um pub do bairro, com alguns chopes (pints) e o tradicional fish and ships (peixe com batatas)!
No British Museum

No dia seguinte tratamos de sair para o British Museum. Queríamos checar a estátua da Ilha de Páscoa. A maioria dos museus londrinos faz um favor enorme à humanidade não cobrando entrada dos seus visitantes. Fantástico, não? O British Museum segue esta linha. E está entre os melhores museus do mundo. Muito mais estruturado do que o grandioso Hermitage de St. Pettersburgo, na Rússia, que cobra algumas dezenas de dólares para entrar. E não tem aquela fila quilométrica do Louvre, em Paris... E tem um acervo riquíssimo. Grande parte provém de um gesto nobre de grandes filantropos, que doam peças ou coleções de valor inestimável.  Do museu esticamos até St. Paul Cathedral e ficamos lagarteando ao sol na praça.
St. Paul Cathedral

Estava em nosso roteiro conhecer Camden Town e talvez almoçar por lá. Dizem que é uma das atrações turísticas mais visitadas de Londres. Por isso resolvemos checar. Fomos, mas não almoçamos. Estava cheio demais e não vimos oportunidades interessantes para comer ali. O bairro tem feiras ao ar livre, uma gama enorme de lojinhas de quinquilharias, artigos grunges, punks, rock’n’roll, souveniers, enfim, uma miscelânea de artigos e de gente de todo o tipo. Malucos, curiosos, turistas, vendedores... Uma confusão armada. Resolvemos ir comer em Earl’s Court, bairro mais tradicional onde já nos hospedamos com sucesso. Jantamos no The Little French, um restaurante de comida francesa que serve refeições gostosas a um preço honesto (entrada, prato principal e sobremesa).
Camden Town

Em nosso terceiro dia na cidade fomos visitar o Emirates Stadium, sede do Arsenal. Tiramos algumas fotos e visitamos a lojinha. Fomos almoçar em Chinatown. Desde nossa última visita estávamos sonhando retornar a um restaurante de Buffet oriental que não recordo o nome. E valeu a pena! Em Londres come-se muito bem, comida do mundo inteiro, principalmente asiática e do oriente médio. Aproveitamos que estávamos em Picadilly para comprar ingressos de teatro para ver o Thriller Live, do Michael Jackson. Dali, seguimos caminhando por Oxford Street, olhando vitrines, reparando na gente diferente, entrando em uma livraria ou outra, até optar por entrar em um buraco de metrô e seguir de volta para nosso hotel. 
Hyde Park

O dia seguinte foi um Domingo. Dia perfeito para ir ao Hyde Park. O dia estava ensolarado e Londres inteira parecia estar ali. Jovens cavalgando, ciclistas pedalando, esportistas se exercitando, casais com crianças, bebês, cachorros, famílias felizes e patos. Muitos patos e cisnes nadando no imenso lago. As flores lindas de sempre e a alegria de um dia de sol estampada no rosto de todos. Isso é Hyde Park em um Domingo de sol. 

Quem já está no Hyde Park não pode deixar de dar uma passada na Harrod’s, para checar as últimas novidades. E foi isso que fizemos. Fica bem perto, dá para ir a pé.

Nunca espero encontrar coisas potenciais para comprar na Harrod’s. Às vezes até damos sorte com umas promoções, como uma vez no setor de esportes. Ou dá para levar uma geleia ou outra guloseima, ou um souvenir. O que é bom mesmo é olhar a loja. Sempre linda, chique, cheia de novidades. É um glamour!

Em Londres tem coisas que sempre vamos fazer: andar de metro e andar de ônibus, ir a um mercado de comidas de rua – adoramos o Borought Market e andar a toa por Embakment, apreciando o Tâmisa, London Eye, passando por The Aquarium caminhando até Tower Bridge. Desta vez fizemos uma parada maior no Tate Modern para checar uma instalação (irrelevante). E na National Gallery (em frente a Trafalgar Square) fomos checar também The Bathers at Asnieres, de Seurat.  Ambas as obras foram mencionadas nas primeiras páginas de A Civilização do Espetáculo de Mário Vargas Llosa. A curiosidade para entender a passagem nos levou a conferi-las in loco.
Westminster

Ir a Westminster, a catedral onde acontecem os grandes eventos da família real, andar pela área das Casas do Parlamento, Big Ben e Palácio de Buckingham, é sempre uma boa pedida. A região é sempre lotada de turistas. Qualquer dia da semana.

Lá pelo quinto dia, pegamos um trem até Brighton, para matar saudades do cheiro do mar. A viagem é ótima. Na medida para tomar um café, botar assuntos em dia e apreciar a paisagem. Em pouco tempo chegamos à cidade. O trem sai de Victoria Station. A viagem dura aproximadamente 49 minutos.

Visitamos desta vez também o Wembley Stadium. Em Wembley, para os interessados em compras, tem um ótimo Outlet com marcas diversas.

O espetáculo do Michael Jackson, Thriller, foi ótimo, como todas as boas produções.
Em nosso último dia tomamos um táxi para London Int’l St. Pancras. Nosso trem sairia às 13h31min com destino a Paris Gare Du Nord, nosso próximo destino.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Nova Petrópolis, RS, Cidade da Flores

Praça da República
Nova Petrópolis não estava em nosso roteiro. Passamos lá por acaso ao viajar de Bento Gonçalves para Gramado. E foi inevitável fazer uma parada, pois a Praça da República, conhecida como Praça das Flores, estava tão florida que dava vontade de chorar de emoção. Estava acontecendo um dos muitos eventos que acontecem todos os anos na cidade: o Festival da Primavera. O evento mais florido que já vimos em nossas vidas!

Conhecida como o Jardim da Serra Gaúcha a cidade convida “ao encanto da profusão de cores e recantos floridos”. Fomos seduzidos por tamanha variedade de espécies colorindo a praça central, tudo milimetricamente planejado para encantar o visitante. Assim também eram os canteiros da avenida, com charmosas bicicletas com
cestinhas repletas de flores. Ainda na praça há uma feirinha com alimentos e artesanatos produzidos pelos imigrantes alemães, que rende uma boa visita. E o Labirinto Verde, uma atração à parte para se perder com as crianças, é formado por vegetação bem cuidada e aparada. 

Aos poucos fomos descobrindo outras atrações como o Parque Aldeia do Imigrante, temático, localizado no centro da cidade. Foi criado para resgatar o passado histórico dos imigrantes alemães que colonizaram a região. A aldeia é formada por antigos prédios históricos, com a intenção de representar o funcionamento e estrutura de uma aldeia de imigrantes entre os anos 1870 e 1910. Este parque funciona diariamente das 8h às 17h30min. 
Feiras e exposições na praça

O pórtico da cidade também não fica atrás: com uma torre em estilo medieval o local é um centro de informações ao turista, que pode também aproveitar para subir na torre e apreciar a vista da cidade. Espaço aberto diariamente das 9h às 18h com entrada franca.

Além disso, há outras boas atrações como o Ninho das Águias, perfeito para os amantes do voo livre, o Moinho Rasche, o Morro Mallakoff, o Panelão de São Roque, o Portal Jardim da Serra Gaúcha, entre outras. E a gastronomia alemã local é rica e saborosa.
Leia abaixo sobre outros destinos na região:


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Estreito de Magalhães - para grandes navegadores!

Lazer a bordo para passar o tempo
Uma viagem que nos causou grande frisson, pois incluía a travessia do Oceano Pacífico para o Oceano Atlântico. Isto seria permitido com a navegação através do estreito de Magalhães, a maior e mais importante passagem natural entre estes oceanos. O estreito compreende aproximadamente 600 km de águas navegáveis. Fica localizado no extremo sul da América do Sul e permite que se evite a navegação pelo Cabo Horn, famoso pelas suas águas revoltas. Mas não pense que navegar pelo estreito de Magalhães é um mar de rosas... Devido ao clima hostil e à sua pequena largura o estreito de Magalhães também oferece pitadas de aventura.
Rota no mapa (fonte internet)
Durante nossa travessia desde o Pacífico, em águas chilenas, até o Atlântico, na Argentina, viajamos por praticamente um dia e uma noite. Acordamos já no estreito e passamos um dia de navegação cercados por montanhas escuras, pobres em vegetação, entrando por canais apertados, caminhos diminutos e desconhecidos. Esperávamos encontrar abundante vida marinha e selvagem. Mas o clima frio e chuvoso tornou a viagem pacata, quase tediosa, não fosse a surpresa pela beleza de cada cume coberto de neve, em pleno verão no hemisfério sul. Algumas poucas aves arriscavam voos remotos, mas por mais que esticássemos a vista em nosso binóculo, não encontramos uma só baleia ou bicho selvagem nas margens.

Passamos as horas arriscando entre a friagem no convés ou bebericando taças de vinho e aproveitando uma boa leitura. Tão longo o dia, que apelamos até para jogos de carta, como forma de transpor o tempo.

Momento perfeito para a reflexão sobre a vida, sobre o homem, ao imaginar como, no passado, navegadores desprovidos de toda tecnologia que dispomos atualmente, desbravaram estes caminhos desconhecidos, traçaram seus mapas e conquistaram novas rotas. 

Experiência única que recomendamos!

Outras viagens relacionadas:

- Cabo Horn: navegação severa!
- Mistérios dos Fiordes Chilenos
- Ushuaia, la ciudad del fin del mundo

Leia sobre diversos outros destinos no Chile clicando aqui.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Estocolmo, capital da Suécia

Residências a beira d´água

Chegar a capital da Suécia, de navio, foi uma grande surpresa. Pois não imaginávamos tamanha vida aquática com tantas belezas naturais em uma grande cidade. Foi então que descobrimos que 14 ilhas da costa da Suécia, na foz do Lago Mälaren, formam o arquipélago de Estocolmo e do mar Báltico.

À medida que o navio entrava pelos estreitos canais, podíamos observar os casarões construídos à beira d’água, a maioria deles com seus barcos ancorados na porta. O tráfego aquático era intenso, com grandes, médias e pequenas embarcações seguindo para destinos diversos. Ancoramos no porto de Frihamnspiren.


Gamla Stan
Viajávamos pela companhia de navegação Royal Caribbean e chegamos durante o verão, por isso encontramos temperaturas amenas, bastante agradáveis. No balcão de informações turísticas do porto descobrimos que um ônibus de linha nos levaria a Gamla Stan, a parte histórica da cidade.

Nossos principais destinos em Estocolmo eram Kungliga Slottet e Stadshuset. Mas Gamla Stan é surpreendente! Sua orla é repleta de barcos ancorados e gente bonita passeando. Uma vez que se adentra pelas ruas de pedra encanta-se com as construções elegantes, datadas dos séculos XVI ao XIX.  A grande variedade de restaurantes serve desde a culinária internacional até a comida típica da Escandinávia. O Smörgasbord também é servido aqui. Trata-se de uma refeição em
Stadshuset
estilo Buffet e conta com vários pratos quentes e frios, com alimentos tipicamente nórdicos, com ênfase para os frutos do mar. O salmão é o arroz com feijão local. Vem nos pratos quentes, nas saladas e nos sanduíches abertos, bem típicos.  As cafeterias são aconchegantes e dispõem de uma gama de guloseimas próprias para o clima frio. Vale experimentar os maravilhosos waffles servidos com geleia.
Para chegar a Kungliga Slottet, que é o Palácio Real, cortamos algumas ruelas de Gamla Stan cruzando igrejas e prédio históricos. E valeu a pena chegar à residência oficial de Sua Majestade, confirmação do regime monárquico da Suécia. Tivemos sorte, pois chegamos bem no momento da troca da guarda. O palácio, em estilo barroco, tem mais de 600 quartos espalhados por seus sete andares. A lojinha de souvenires é rica em artigos que reportam a realeza e seus finos hábitos. Por isso espere encontrar coroas e suas miniaturas e tudo relacionado ao hábito de tomar chá.
Restaurante subterrâneo

Por fim visitamos Stadshuset, que é um dos principais pontos turísticos de Estocolmo. Stadshuset além de abrigar diversos escritórios, incluindo a prefeitura, é o local onde é realizado o cerimonial de entrega do Prêmio Nobel, todo dia 10 de Dezembro. O imponente prédio fica na ilha Kungsholmen, bem no centro da cidade. Apesar de ficar em outra ilha é fácil chegar lá atravessando uma ponte e caminhando, desde Gamla Stam. 

Dicas:
• A cidade de Estocolmo é fácil de ser visitada em ônibus e metrôs.
• Nos Domingos fique atento ao horário dos ônibus, que não circulam com tanta frequência.
• Visite as cafeterias e boutiques localizadas no subsolo. É algo interessante!
• Se você gosta de salmão, este é o seu lugar!




Kungliga Slottet e arredores

 Visite outras cidades de países nórdicos clicando abaixo:

- Copenhagen é divina!
- I love Helsinki, Finland
- Visby, capital da ilha sueca de Gotland

domingo, 4 de janeiro de 2015

Volta Redonda, RJ – Cidade da Música

Divulgação: internet
Este blog enaltece as coisas boas e é a favor das causas sociais. Por isso hoje vamos falar de um  projeto que merece ser destacado, na cidade de Volta Redonda, RJ:  é o “Cidade da Música” que é desenvolvido em 26 escolas municipais da cidade. O objetivo do projeto é ensinar música. Atualmente atinge mais de 4000 alunos da pré-escola ao ensino médio, dando a eles oportunidades de profissionalização como instrumentistas ou professores de música, através da graduação na faculdade de música. É um projeto mantido pela Prefeitura Municipal de Volta Redonda.

O trabalho de musicalização inicia-se desde a pré-escola até o 5º ano de escolaridade, com desenvolvimento do canto em conjunto. A partir daí há opções de prosseguir com instrumentos de percussão (Banda Mini), ensino de pífaro, ensino de violino, ensino de violoncelo e contra baixo.
Apresentação Orquestra de Cordas

Adiante se pode optar também pelo aprendizado dos instrumentos de metais e percussão, ou de instrumentos de madeira, ou pela prática constante do canto coral ou a continuidade do ensino dos instrumentos de cordas e arcos.

Resultado de todo este trabalho, tendo se apresentado em renomadas salas de espetáculo como a Sala Cecília Meireles, o Theatro Municipal e a Igreja da Candelária no Rio de Janeiro, entre salas renomadas de outras cidades, estão os seguintes grupos:
Divulgação internet: Sarah Higino




• Banda de Metais
• Banda de Concerto
• Orquestra de Violinos
• Orquestra de Violoncelos e Contrabaixos
• Orquestra de Cordas
• Coro Infanto-Juvenil
• Coro do Projeto “Volta Redonda Cidade da Música” (Coro Misto)



Divulgação internet: Maestro Nicolau Martins Oliveira
Tivemos a oportunidade de assistir a uma apresentação da Orquestra de Cordas, em uma indústria da região Sul-Fluminense, e observamos que o grupo de crianças e adolescentes não deve nada, em competência e disciplina, às grandes orquestras que assistimos pelo mundo. Por isso, parabenizamos ao maestro idealizador e responsável pelo projeto, Nicolau Martins de Oliveira e também a pianista, regente da orquestra e do coro, Sarah Higino, pela louvável iniciativa.