quarta-feira, 24 de junho de 2015

Mais um dia de passeio por Paris, França




Montmartre - Sacre Coeur - Moulin Rouge


Comparando a Paris de minha primeira visita, em 2001, com a Paris encontrada em 2014, lamentei certa decadência em algumas partes da cidade. Tomar um café em Montmartre, treze anos atrás, era como entrar em um túnel do tempo e voltar a Belle Époque na virada do Século XIX. O bairro no entorno da Sacre Coeur respirava arte, com seus inúmeros pintores expondo seus maravilhosos quadros, no interior de uma praça verde e segura. A própria Igreja do Sagrado Coração era marcada pela tranquilidade sacra, traduzida pelos sussurros respeitosos em seu interior.

Sem dúvida a área mantém seu esplendor e belezas inconfundíveis. A vista do alto mantém-se a mesma, mostrando o infinito das belezas de Paris. Mas agora, como em quase todos os pontos de interesse no mundo, Sacre Coeur e Montmartre têm um burburinho intenso, resultado dos grandes aglomerados humanos. Na praça encontramos algumas tendas armadas com comércio, mesas, cadeiras e, por mais que procurássemos, não encontramos as obras de arte e seus autores pintando sob a sombra das árvores. As escadas que levam ao topo da igreja estavam lotadas e inseguras, com alguns sujeitos achacando os turistas. A única vantagem prática no lugar foi a construção de um funicular, que permite o transporte de pessoas até o topo de Sacre Coeur, facilitando a vida de quem tem mobilidade limitada.
Enfim, perdeu-se o romantismo do bairro. Mas isto é detalhe! Afinal você está em Paris e não pode deixar de conhecer cada recanto. Saindo da colina desça pela Rue Lepic, que leva ao Moulin Rouge e tem uma variedade enorme de bons restaurantes.  Ali também fica o Café des Deux Moulins (Dois Moinhos), famoso por ser o local onde trabalhava Amelie Poulain, do filme “O fabuloso destino de Amelie Poulain”.
Apesar da sensação de uma busca pelo que não existe mais, não vale o saudosismo. A visita sempre vale a pena! Precisamos conhecer todo lugar, para poder comentar.

Para conhecer outros roteiros em Paris, clique aqui.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Rostock, a pérola do Báltico Alemão


Fomos para Rostock de trem, provenientes do Balneário de Warnemunde. Uma cidade fica praticamente ao lado da outra. A viagem é curta e vale muito a pena. Entrar em Rostock é como viajar no tempo. A cidade é uma graça: toda sua arquitetura é preservada e os prédios coloridos parecem de brinquedo.
Na Idade Média, Rostock era protegida por uma grande muralha com vinte e duas torres, construídas como entradas. A maioria delas em estilo gótico. Atualmente sete torres continuam de pé. No interior da muralha fica o centro histórico, com o prédio da prefeitura, o Rostock’s Rathaus, que tem sido a sede administrativa da cidade por mais de setecentos anos e fica localizado na praça principal, chamada de Mercado Novo. A estrutura original da prefeitura era formada por três casas burguesas medievais, que recebeu uma parede gótica, com sete torres construídas no topo, formando um único prédio. A fachada cor de rosa, em estilo barroco, foi adicionada no Século XVIII. No Mercado Novo é onde tudo acontece. Há muitos restaurantes simpáticos, com mesinhas na calçada. Lugar ideal para tomar umas cervejas alemãs, acompanhadas de petiscos típicos, em um dia ensolarado. No entorno há também lanchonetes, confeitarias com guloseimas e no centro acontece uma feira de produtos diversos e orgânicos.

Um passeio pela cidade revela preciosidades históricas: a Universitätsplatz, datada de 1419, é a universidade mais antiga do Báltico. A igreja Marienkirche (de Santa Maria) tem como maior atração o relógio astrológico de Maria. As igrejas Petrikirche (de São Pedro) e Nikolaikirche (de São Nicolau) também são boas opções para visitar. Não deixe de ir ao Museu Rostock Kulturhistroisches, que tem entrada franca e abriga uma vasta coleção sobre o Mar Báltico. O bonito prédio de Standehaus, com grande riqueza arquitetônica, e o prédio da biblioteca, que é o mais antigo da cidade, são outras atrações imperdíveis.
Fora isso Rostock tem uma infraestrutura moderna e o transporte conta com trens urbanos pontuais. O povo é simpático e receptivo aos turistas. A gastronomia típica alemã, com seus salsichões, doces de marzipã, torrones, amêndoas carameladas, pretzels e cervejas é um ponto forte na cidade. E a cervejaria Rostock, no centro histórico, pode ser uma boa pedida para relaxar ao fim do passeio.

Clique aqui e saiba como viajar de Warnemunde para Rostock.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Eataly - Destaque gastronômico em São Paulo

A nova moda em São Paulo é ir ao Eataly. Estivemos lá no último feriado de Corpus Cristi e ainda encontramos fila nos restaurantes e um movimento intenso pelos corredores da casa. Pois todo mundo quer conhecer esta novidade!

Com o lema de que o “Eataly cozinha tudo o que vende e vende tudo o que cozinha”, esta é uma nova versão dos antigos mercados de hortifrutigranjeiros. Um moderninho centro gastronômico italiano, que caiu no gosto dos consumidores do mundo inteiro. Com seu primeiro estabelecimento aberto na Itália, na cidade de Turin, em 2007, a rede teve um “boom” de crescimento: contando com a unidade inaugurada na cidade de São Paulo, são 32 Eatalys abertos até hoje. Outras unidades da rede estão espalhadas pelo mundo, por cidades como Chicago, Nova York, Dubai, Tokyo, Osaka, Yokohama, Istambul e muitas unidades na própria Itália. Em dezembro do ano passado o grupo anunciou a abertura de sua próxima loja em Munique, na Alemanha. Mas já há planos de construir novos Eatalys em outras capitais, como o Rio de Janeiro, Boston, Los Angeles, Moscou, Toronto...

O conceito deste mercado reúne uma gama de bons produtos italianos mesclados com produtos selecionados produzidos na região onde o Eataly estiver estabelecido, para venda. Aqui, bons artigos regionais brasileiros. Permite também o consumo no local, através dos pontos de vendas, como os restaurantes e demais lojas. Há também cursos disponíveis, com a possibilidade aprendizado sobre culinária e segredos da gastronomia, ministrados por chefes de cozinha famosos.

A estrutura da construção na unidade localizada no Itaim, em São Paulo, compreende três andares: no térreo ficam as gôndolas com uma diversidade enorme de artigos para decoração, para cozinha, utilidades do lar, eletrodomésticos, livros, guloseimas, artigos para chá e café, as massas e seus subprodutos, condimentos, doces, biscoitos, chocolates, etc. E no centro, a parte de hortifrutis tem uma variedade de produtos frescos como tomates, couves-flores, pimentas, gengibres, tudo quanto é qualidade de cogumelos, frutas diversas, hortaliças... Todo o visual é lindo, de dar água na boca! Outra especialidade da casa são os queijos e embutidos, para acompanhar os bons vinhos provenientes de regiões diversas, dispostos para a venda ou consumo. Não bastasse esta quantidade de artigos que enchem os olhos, ao redor do primeiro piso há padaria, peixaria, açougue, confeitaria, uma Nutelleria, restaurante e lanchonete. No segundo piso também há produtos expostos para a venda, com destaque para massas e vinhos, e outros bons restaurantes, pizzaria e cafeteria. Há ainda no terceiro piso uma unidade de restaurante-bar, o Brace Bar e Griglia (brace de fogo e griglia de grelha, em italiano).
 Enfim, não esgotariam as palavras para contar esta grande novidade gastronômica. Por isso, se tiver chance de ir a São Paulo, não perca a oportunidade de ir conhecer o Eataly!

Onde fica: Avenida Presidente Juscelino Kubitschek 1489 – Itaim, São Paulo

Funcionamento: de Segunda a Segunda das 8h às 23h. Restaurantes das 12h às 23h (sexta e sábado até meia noite) com intervalos entre almoço e jantar, durante a semana. Outros estabelecimentos (padaria, cafeteria, etc.) normalmente das 10h às 23h.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Halifax, no Canadá

Estava devendo este post para o blog. É tanto lugar bonito que às vezes não dá para manter as notícias em dia. Mas hoje vamos atualizar as novidades sobre nossa ida a Halifax, no Canadá, em setembro do ano passado.

A visita a Halifax veio incluída em um roteiro de navio. Não era um sonho acalentado, inclusive porque é uma cidade localizada no alto do Hemisfério Norte, no Canadá, um pouco depois da fronteira com os Estados Unidos. Mas foi uma surpresa que valeu a pena!

Com uma população de aproximadamente 390.000 habitantes, Halifax é um mix da alegria e movimento das cidades grandes, com a simpatia e educação natural das cidades do interior. Apesar do frio local, os cidadãos de Halifax são calorosos na recepção aos visitantes. Logo na chegada, ao lado do porto, há uma feira com artigos para turistas – coisas bem diferentes e com bom gosto, como uma mochila de alce que comprei para minhas sobrinhas - , assim como produtos alternativos e opções de lanchonetes e cafeterias, com refeições rápidas e saborosas.  Você poderá ser surpreendido também com um tocador de gaita de foles, logo ao chegar nesta cidade, que é a capital da Nova Escócia.

Em um dia de caminhada conseguimos visitar vários pontos bacanas na cidade: começamos pela Barrington Street, seguindo até a Basílica de Saint Mary, que é a sede da arquidiocese da igreja católica em Halifax. Com primeira construção em 1784, quando era chamada de Igreja Saint Peter, a basílica foi reconstruída em 1820, tornando-se uma grande catedral, para receber um número maior de fiéis. Nesta época teve seu nome trocado para Saint Mary. Desde então a igreja passou por outras renovações, apresentando hoje um estilo neo-gótico.

Mais uma caminhada nos levou para o que considerei o parque mais lindo visitado em toda a viagem: o Halifax Public Gardens, que data de 1887. Ultrapassar seus portões de ferro é adentrar num mundo de fantasias floridas. Os caminhos surpreendem pelo capricho dos mais esmerados jardineiros. O centro do parque conta com um bonito coreto em estilo vitoriano. O jardim das dálias é imperdível pela quantidade de espécimes que consegue agrupar em um espaço de poucos metros quadrados. Há uma sorveteria legal no interior deste parque que fica localizado na Southpark St. esquina com Spring Gardens Road. Para saber mais sobre o parque e suas programações, clique aqui.

A uma pequena distância chegamos a outra grande atração: o Halifax Citadel, o quarto forte de uma série de fortes Britânicos construídos no lugar.  Sua obra foi concluída em 1856 e tem formato de estrela. Fica localizado no alto de um monte, o que proporciona uma bonita vista da cidade. Com sorte você poderá ver a troca da guarda que acontece em alguns horários determinados. No interior do forte o visitante pode ver o museu que conta a história do Halifax Citadel e é rico em artefatos militares. Para saber mais sobre o Halifax Citadel clique aqui.

Descendo a colina, em direção à beira mar, chegamos ao Historic Properties, que fica ao longo da orla, também conhecida como Waterfront Boardwalk, na Upper Water St. São diversos armazéns que começaram a ser construídos no período das guerras napoleônicas, muitos deles para armazenar pilhagens e contrabandos feitos por navios corsários no início do século XIX.  Atualmente estes charmosos prédios de pedra e madeira foram completamente restaurados, mas as ruas de paralelepípedos foram mantidas e o local abriga um glamouroso conjunto de boutiques, cafés e bares.

Seguindo pela Upper Water St., a mesma se transforma em Lower Water St. já a beira mar. Caminhar por aqui também pode ser um programa muito agradável e é garantia de belas paisagens marítimas. A área, totalmente revitalizada, abriga lojinhas e restaurantes. Ali também fica o Museu Marítimo do Atlântico com uma área reservada só para a grande tragédia do Titanic, que aconteceu perto da costa de Halifax, cidade fundamental no socorro às vítimas. Grande parte dos mortos neste acidente foi enterrada na cidade, no cemitério Fairview Lawn.

Outras atrações: Peggy’s Cove com o farol, que fica mais afastado da cidade e o Discovery Centre (Centro de Ciências), na Barrington St.