segunda-feira, 13 de julho de 2015

Parque Nacional do Itatiaia, Brasil

Por: Adriana Aguiar Ribeiro
Hoje vamos abordar um pouco sobre a parte baixa do Parque Nacional de Itatiaia. É onde fica localizada a sede deste parque criado em 1937, no governo de Getúlio Vargas. Foi a primeira unidade de conservação de proteção integral à natureza criada no Brasil. No seu interior encontram-se os picos mais altos do país, com quase 2.800 metros de altitude. Com tantas diferenças de altitude, o Parque Nacional do Itatiaia reúne uma fauna e flora bastante diversificada.
A parte baixa do parque pode ser acessada pela cidade de Itatiaia, no estado do Rio de Janeiro. Ali há um Centro de Visitantes com um museu que oferece informações básicas sobre a fauna e a flora da região. No local, além de bichos empalhados, o visitante encontrará também uma pequena biblioteca. 
Devido a sua temperatura mais amena, a parte baixa do parque conta com uma fauna e flora mais rica. Por isso, além de encontrar variedades de mamíferos, há também grande diversidade de pássaros, tornando o local um paraíso para os Birdwatchers. O museu do parque registra animais como pacas, quatis, porcos-do-mato, além de aves como beija-flores, jacus, tucanos, guaxes, saíras, tiês, entre muitos outros.

Devido a conter muitas nascentes que compõem duas importantes bacias hidrográficas, encontram-se aqui muitos rios de águas cristalinas, que formam lindas piscinas naturais e cachoeiras. Nos meses de junho, julho e agosto vá preparado para pegar um friozinho.
Na parte alta do parque, que tem sua entrada em Itamonte, estado de Minas Gerais, pode até ocorrer geadas e os rios muitas vezes congelam. Sobre esta parte falaremos em outra postagem.

Acesso à parte baixa: é pago e moradores de Resende e Itaiaia, de posse de um comprovante de residência, têm desconto na entrada.

Informações do parque: (24) 3352-1292 / 2288

domingo, 12 de julho de 2015

Praia de Pajuçara, em Maceió, AL

Por: Adriana Aguiar Ribeiro
Post dedicado à leitora Giselda Aguiar, com viagem marcada para Maceió em breve!

Foto gentilmente cedida pelo amigo jornalista Diego Silveira
A parada de um dia, de navio, serviu apenas para colocar água na boca! Nossa visita foi direto para a Praia de Pajuçara, onde curtimos uma manhã maravilhosa, com um mar de Caribe, de águas claras e tranquilas. Era verão e estava bastante movimentado. Pajuçara é bem frequentada por jovens e famílias com crianças. Provavelmente devido aos arrecifes que  protegem a praia.
A infraestrutura é boa: há chuveiros, um calçadão costeia a orla permitindo caminhadas apreciando a bela vista da beira-mar. E ali há uma feirinha nordestina, com artesanatos bonitos, muitos souvenires e artigos para decoração.
Por Diego Silveira
Os restaurantes da orla convidam a tomar uma cerveja acompanhada de pratos deliciosos, preparados com camarões e peixes muito frescos.
Devido ao curto tempo, ficou uma vontade doida de fazer o passeio nas rústicas jangadas, que saíam de Pajuçara para os arrecifes.
Devido a primeira impressão de nossa visita, ficou uma certeza: precisamos voltar a Maceió com tempo para ter chance de curtir, explorar e provar as comidas e as belezas de lá.
Sabendo que Maceió é muito mais do que o descrito neste post, peço aos amigos leitores que deixem aqui dicas e impressões, que poderão ajudar quem está buscando informações sobre o lugar.

sábado, 11 de julho de 2015

Histórias de minhas viagens

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Viaja muito quem gosta de viajar! Tem gente que gosta de comprar carros, outros gostam de gastar com tecnologia, há aqueles que empatam todo o dinheiro que têm no salão de beleza e nas butiques... E tem gente que trabalha para viajar. Sou uma dessas!
Hotel fazenda na infância - Raposo, Brasil
Quando era criança já adorava o fato de meus pais, mesmo com recursos parcos, estarem sempre inventando viagenzinhas pelas cidades vizinhas, quando nos hospedávamos em hotéis fazenda, pousadinhas ou pensões familiares. Estar fora de casa, em outra cidade, conhecendo lugares desconhecidos, para mim era o máximo! Viver climas frios, diversos do meu, subir montanhas, cheirar a lenha de fogão, comer comida mineira, beber leite morno recém tirado da vaca, observar o povo, visitar as feirinhas, andar por parques verdes, parques nacionais, comer doces típicos, manteigas em bolinhas, comida de hotel... Sempre me apeteceu! 



Curitiba, PR, no Brasil
A primeira viagem internacional foi na adolescência, uma excursão para Foz do Iguaçu, que ia até o Paraguai e a Argentina. Foi um presente dos avós para mim e para o irmão. Naquela época isso foi o máximo! Estava pisando fora do Brasil pela primeira vez! Ouvindo idioma e sotaques diferentes. Foi uma viagem longa, de ônibus, que parou em Curitiba. Uma chance de conhecer a encantadora cidade. Até índios encontrei pelo caminho! Mas não podia parar por aí. Tinha aguçado a vontade de conhecer mais.

Depois disso e de muitas viagens malucas feitas pelo Brasil, acompanhada da família, ou com amigos, de ônibus, de moto, de carro, finalmente parti para uma viagem mais longa. O plano era ao
Na Califórnia dos anos 80, USA
concluir a universidade realizar um sonho grandioso: tinha que conhecer os Estados Unidos de qualquer jeito. Naquela época, 1988, o grande tabu era o visto. Muita gente tinha o seu negado. E com apenas vinte e três anos, sem grandes expectativas na vida, não tinha certeza de que conseguiria. Mas tive sorte! E com o ex-marido parti na primeira viagem para a  Califórnia, onde fiquei por seis meses exatos, o prazo dado como visto de permanência. Foi uma experiência única, que abriu meus horizontes e introduziu de vez o gosto pelo estudo de línguas. Uma viagem deste tipo transforma qualquer pessoa. Cresci anos em poucos meses. Mudei totalmente minha visão de mundo e aumentei ainda mais minha curiosidade por conhecer outras culturas.
Voltando ao Brasil, comecei a trabalhar com turismo. E em pouco tempo gerenciava uma pequena pousada. O ambiente mais propício para conhecer gente de tudo quanto é lugar. Um dos melhores trabalhos que tive. Ganhava pouco, mas vivia muito.
Patio Bellavista: revendo amigos em Santiago, Chile
Foi quando aceitei o convite de uns chilenos e resolvi colocar o pé na estrada para seguir em direção ao Chile, em uma grande aventura. Fui de ônibus com destino a cidade de Santiago. Isso mesmo! E o grande desafio seria a travessia da Cordilheira dos Andes. Era maio e com dois dias de viagem, já próximo a Mendonza, veio a notícia de que uma avalanche tinha coberto a estrada que ligava a Argentina ao Chile. Por isso, o ônibus teve que alterar o percurso, descendo bem ao sul, passando por Bariloche. Nevava sem parar,  flocos pesados caiam dos galhos dos pinheiros para o chão e a calefação do ônibus não dava conta. Os vidros das janelas congelavam e os passageiros também.  Ganhamos mais um dia de viagem, o que resultou em quatro dias na estrada, compartilhando um ônibus com estranhos. Apesar disso, foi uma viagem linda! Com algumas das paisagens nevadas mais encantadoras que já vi.
A viagem teve início  em Amsterdam, Holanda
Depois, em 1994, um hóspede italiano na pousada fez outro convite. Já estávamos com planos de ir para a Europa. E passar pela Itália e conhecer a família de amigos, era uma proposta tentadora. Esta foi uma longa viagem que ainda venho contando no blog em Viajando de Trem - de Amsterdan a Roma. Passamos pela Holanda, Alemanha, Suíça, Áustria, Itália e voamos para Portugal. De lá ainda atravessamos o Atlântico para conhecer Nova York e matar as saudades dos Estados Unidos.
Depois comecei a trabalhar elaborando as excursões. Para a América do Sul, do Norte e Europa. Em um ano, no intervalo de menos de um mês cheguei a fazer duas viagens levando turistas para a Flórida. Para visitar a Disney! Por isso, conto hoje com quase vinte visitas a terra do tio Sam. E não consigo enjoar!
Inúmeras visitas a Flórida, USA
A coisa estava ficando séria, por isso decidi cursar uma faculdade de Turismo. E logo já estava trabalhando na extinta companhia aérea Vasp e depois veio o trabalho na espanhola Iberia. E como uma coisa puxa a outra, tinha que viajar mais ainda a estudo ou trabalho. E nas férias ainda contava com os bilhetes frees, um direito concedido  pelas companhias aéreas aos seus empregados. Isso permitia conhecer mais ainda deste mundo.  Mas a vontade de viajar não diminuía. Parece que a medida que se conhece lugares, quem gosta de viajar quer conhecer mais e mais. E ainda tem que matar a vontade que dá de voltar. Rever as cidades, os amigos, as comidas e tudo o que deixa saudades!
Meio perdidos em Estocolmo, na Suécia
Apesar das décadas passadas, o gosto pelas viagens continua intenso, jovem e atrevido! A cada nova oportunidade me pego montando roteiros, planejando e pesquisando novas formas de viajar. Seja de avião, carro, navio, ônibus, contei hoje vinte e oito países carimbados no passaporte, já ansiando por conhecer outros. São muitas cidades estrangeiras das quais perdi a conta das visitas. E muitas viagens lindas feitas pelo meu querido Brasil. Algumas a dois, outras a três e outras com amigos, família... Todas maravilhosas!

Idiomas foram aprendidos,  novos trabalhos e diplomas conquistados, um outro casamento, livros publicados e já são inúmeras viagens realizadas, que vão sendo recordadas aos poucos neste blog. E se você se pergunta como viajar tanto, primeiro digo que tem que amar muito isso. E com economia e muita pesquisa, dá para fazer passeios incríveis ao longo deste maravilhoso planeta!