sábado, 8 de agosto de 2015

Livros para Viajar


Adágio com Brio e Allegro Vivace, da Fernanda Pittella


Por: Adriana Aguiar Ribeiro


 A escritora em noite de autógrafos - foto  divulgação

Descobri por acaso os livros da escritora Fernanda Pittella: a colega Sirlei Nascimento de Paula, da cidade de Santos Dumont, a Cabangu, em Minas Gerais, comentou sobre um livro que eu deveria gostar, o "Adágio com Brio - uma aventura Toscana". Sirlei contou que quem emprestou o livro foi a Eliana Pires de Queiróz, que também é conterrânea da escritora e nutre grande admiração e afeto por ela. Daí não perdi tempo e pedi o livro emprestado. De imediato fui seduzida pela sua sinopse, pelas fotos coloridas e suas histórias leves e bem-humoradas. Comecei a sorver as páginas de um só gole, para ao cabo de três dias concluir que a leitura é deliciosa! Fui transportada da Cabangu para a Itália, com os relatos de uma viagem em família pela Toscana, com boas pinceladas de história da cultura e da arte.


Ao saber que Eliana iria a Santos Dumont em um fim de semana, encomendei uma edição do Adágio com Brio para a minha biblioteca e outra para presentear. No retorno da Eliana fui surpreendida, além da minha encomenda, com o segundo livro da escritora: Allegro Vivace – da Província à Provence. Seguindo a mesma linha do primeiro livro, este trata de uma aventura também em família, pela Provence, na França. O livro faz uma gostosa correlação da formosa Provence, com sua amada província do coração, a Cabangu.


Os livros da Fernanda Pittella agradarão aos amantes de boa literatura, poesia, gastronomia, arquitetura e viagens. Além de divertir e instruir, o livro ainda traz boas dicas de lugares para visitar.

 
Podem ser adquiridos na Livraria Asabeça.

Confira abaixo e anote as boas recomendações deste blog!

Livro: Adágio com Brio – uma aventura Toscana

Autora: Fernanda Pittella

Sinopse: Uma família. Uma viagem. Gastronomia. Arquitetura. Poesia. Lindas paisagens. Adágio com Brio — Uma Aventura Toscana é um pouco disso tudo. Escrito num estilo coloquial, divertido, leve e criativo, transporta o leitor para uma viagem com passagens fantásticas, em companhia de uma família espirituosa e barulhenta, que está resolvida a celebrar a vida num dos lugares mais belos da Europa.
"Adágio com Brio — Uma Aventura Toscana está muito além de uma mera narrativa de uma viagem por esse e outros lugares. Esse livro nos apresenta a um novo gênero de literatura, onde a palavra aventura do subtítulo diz muito e diz pouco. É muito mais uma aventura intelectual, artística e memorialística, com destaque evidente para muitas informações gastronômicas. E está entremeada de ficção e muita imaginação. Fazer um texto onde tudo isso seja dosado com equilíbrio é um grande desafio. E a autora conseguiu. A leitura desperta interesse e não se restringe meramente a informações ou pessoais ou cronológicas. Tudo é muito vivaz, sem correrias, adágio, mas com muito brio, com muita alegria, tanto em relação ao que se relata dos lugares, quanto ao que se refere à convivência familiar. Há no texto uma referência dupla muito importante, a da terra — a inexistente Cabangu — e a da memória familiar, seja no Brasil, seja na distante Itália. Memória sempre foi o traço mais forte de toda cultura, porque diz respeito à disputa do ser humano com a perda da memória, a morte. Memória, portanto, é vida, é genos. E é a memória que percorre este aliciante texto." Manuel Antônio de Castro - Professor Titular de Poética da Faculdade de Letras, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
 
Livro: Allegro Vivace – da Província à Provence

Autora: Fernanda Pittella

Sinopse: é o segundo livro da escritora mineira Fernanda Pittella, que retoma os personagens do livro Adagio com Brio – Uma Aventura Toscana. Nessa nova aventura, Papamufle, Coccinella e sua barulhenta trupe embarcam rumo à Provence, na França. Embalados pelo aroma da lavanda, a família mineira de Cabangu vai explorar as delícias da culinária francesa, degustando os pratos típicos da região e se encantando com a descoberta das pequenas e antigas cidades provençais. O texto, bem-humorado, é entremeado de passagens divertidas com as quais o leitor facilmente se identificará.
Cabangu se encontra perdida nas montanhas da Mantiqueira, um lugar imaginário onde as tradições mineiras são vividas com o fervor de antigamente, a culinária é a do tempo das avós, o bom-mocismo permanece na província. Em Cabangu a memória se eterniza no não passar do tempo, o real e o fantástico se fundem e se confundem. Apesar de Cabangu, a família de Papamufle esteve sempre disposta a desbravar outros horizontes. Desta vez, o lugar escolhido entre ruidosas tertúlias e almoços de domingo foi uma região muito especial e perfumada ao sul da França: a Provence, um museu galo-romano a céu aberto, circundado por uma natureza ora dramática, ora serena. Allegro Vivace é um andamento musical vivo e acelerado, que traduz com precisão o tom da narrativa que se desenrola entre a província e a Provence.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Rio das Ostras Jazz & Blues Festival

Palco Tartaruga - Foto: Cezar Fernandes - Artphoto

Uma boa dica para quem gosta de música é o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, que acontece de 20 a 23 de agosto, na cidade fluminense. Já tive o prazer de trabalhar como repórter durante o festival, como assessora de imprensa, pela Prefeitura de Rio das Ostras, produtora do primeiro making of do evento, expectadora (morei lá durante nove anos) e posso garantir que não é à toa que ele é considerado um dos maiores do gênero na América Latina. Quem vai ao evento fica contagiado pelo clima que toma a cidade durante os dias do festival: muitos especialistas já o compararam ao de Nova Orleans, nos Estados Unidos. Exagero, certamente, mas é fato que o festival de Rio das Ostras cresceu e tomou uma forma não esperada pelos idealizadores. Hoje pessoas de todo país e do exterior se programam para ir ao evento até mesmo um ano antes, lotando a rede hoteleira do município.
Cidade do Jazz - Foto: Roberta Vitorino

Um dos grandes diferenciais, além do cast que é criteriosamente selecionado pelo produtor Stenio Mattos, são os três palcos distribuídos em vários pontos turísticos da cidade – Praça São Pedro (Centro), Lagoa de Iriry e Costazul. Não sei ao certo o que aconteceu este ano, mas vai fazer falta o Palco da Tartaruga, o mais lindo que já vi durante o festival: ele abrigava os shows geralmente às 17h, e ali era possível ao som do jazz ou do blues (mesclado a vários ritmos) assistir o pôr do sol.
Mas o palco da Lagoa do Iriry não deixa a desejar. O preferido do público, especialmente de blues, tem uma vibração única. Nesse espaço, depois dos shows é possível interagir com os músicos, que vendem e autografam seus CDs pessoalmente.
Poppa Chubby - Foto: Cezar Fernandes - Artphoto

O cenário do camping de Costazul, que recebe os principais shows também é maravilhoso. Há restaurantes na chamada Cidade do Jazz e Blues, exposições sobre o assunto, vendas de material relacionado. Muita gente leva sua própria cadeira para assistir ao show sentado. É nesse clima de paz que o festival acontece há 13 anos. Vem crescendo, mas não perde a essência e o charme. Espero poder prestigiar, como espectadora, durante o fim de semana, para recarregar minhas energias. Muitos de nós que morávamos lá chamávamos o festival de “nosso carnaval”. E foi assim que aprendi a apreciar jazz e blues (mais jazz do que blues). Mesmo sendo do samba (quem me conhece sabe), hoje tenho máximo respeito por esse evento e por esse som de qualidade, que tem muita história e deu origem a muita coisa boa que temos hoje. Quem puder ir, não vai se arrepender! De quebra, ainda vai curtir um clima de praia, um visual bacana, um pôr do sol ao som de música boa. E vai ter muita história pra contar depois.
Palco Tartaruga - Foto: Cezar Fernandes - Artphoto

ATRAÇÕES 2015 - O line-up internacional é formado por Robben Ford, considerado um dos maiores guitarristas do século XX; Roy Hargrove Quintet, Omar Hakim, Incognito Band, Matt Schofield, Carolyn Wonderland e Dwayne Dopsie. O Brasil será representado pelo guitarrista Artur Menezes, o gaitista Gabriel Grossi e por Cristiano Crochemore, acompanhado pela banda Blues Groovers e com a participação especial de Luiza Casé. Durante os intervalos dos shows do palco Costa Azul, o público também poderá curtir e se divertir ao som da Orleans Street Jazz Band street band de jazz tradicional e dixieland.
Para mais informações acesse o site www.riodasostrasjazzeblues.com

terça-feira, 4 de agosto de 2015

47ª Festa da Cerejeira em Flor, Campos do Jordão

A amiga Luê Yamamoto, que sempre tem boas dicas de viagem, retornou do fim de semana em Campos do Jordão, SP, maravilhada com a Festa da Cerejeira em Flor e recomenda que quem tiver oportunidade não deve perder este programa!

O Parque das Cerejeiras, do Sakura Home, em Campos do Jordão está realizando a 47ª Festa da Cerejeira em Flor. A festa teve início em 25 de julho e vai até o dia 16 de agosto.

Luê conta que além das barracas com comidas típicas japonesas, há apresentações culturais como danças, taiko e outras manifestações artísticas. E também dá para fazer pic-nic no local.

O parque tem mais de 500 pés de cerejeira, que começaram ser plantadas em 1936. A festa é filantrópica e objetiva arrecadar fundos para a Casa de Repouso Sakura Home.

Evento: 47ª Festa da Cerejeira em Flor de Campos do Jordão
Quando: sábados e domingos, de 25 de julho a 16 de agosto, das 9h às 16h                
Preço: R$10,00 adultos – Idosos e crianças: entrada gratuita – Estacionamento grátis
Endereço: Parque das Cerejeiras – Sakura Home
Rua Tassaburo Yamagushi, 2173 – Vila Albertina. Campos do Jordão – SP

sábado, 1 de agosto de 2015

Praia, cultura e gastronomia: o dolce far niente de Salvador

Por: Adriana Aguiar Ribeiro


Bairro do Rio Vermelho
Salvador é sempre uma boa opção de viagem. Seja para curtir a cidade com sua história, gastronomia e as suas praias, ou como porta de entrada para uma escapada por via terrestre até a Praia do Forte. Ou ainda como base para início de uma viagem de navio pelo nordeste...  Ou, como foi nosso caso, para pegar um catamarã, que sai do porto ao lado do Elevador Lacerda, para Morro de São Paulo. Importa que indo para, ou passando por Salvador, há sempre inúmeros motivos para se permanecer alguns dias pela cidade.
Desta vez, dormimos em Salvador uma noite antes de embarcarmos para Morro de São Paulo. E na volta, com reservas feitas previamente, passamos cinco noites na cidade nos refestelando com as deliciosas comidas baianas e vivendo o dolce far niente – descobrindo a agradável ociosidade, que nos levou ao entendimento do “o que é que a baiana tem”. Por isso, dispensamos os programas históricos tradicionais, preferindo as caminhadas pelo bairro, as degustações preguiçosas regadas ao dendê, as idas a praia e o lagartear na piscina do hotel, aprendendo assim, como saborear muitas delícias oferecidas pela Bahia.

Baseados em experiências positivas das últimas viagens, escolhemos nos hospedar novamente no bairro do Rio Vermelho. Nas redondezas há alguns bons restaurantes, um pequeno comércio que inclui souvenires, farmácia, mercado e a deliciosa sorveteria Primavera, com variedades de sabores de frutas típicas do nordeste como cajá, graviola, mangaba... Ponto alto no bairro também é a Barraca da Cira, que faz o melhor acarajé do mundo! Experimentamos também o Abará, que é feito com a massa cozida do Acarajé. E o Bolinho de Estudante, que é doce e feito com tapioca e leite de coco. Uma delícia para tomar com café!

Boas opções de hotéis de rede em Rio Vermelho são o IBIS e o Mercure. Ficam na beira da praia, um ao lado do outro, na Rua Fonte do Boi e perto da praça, em Rio Vermelho. Já experimentamos os dois. Se você preferir um pouco mais de conforto, vá de Mercure, que tem piscina e mais infraestrutura hoteleira. Se você nem sempre tem apetite para tanto café da manhã, tem a alternativa de hospedar-se no Mercure e variar algum dia tomando café no IBIS, o que sai mais barato. Ou se quiser um café mais requintado, mas não quer gastar muito com hospedagem, pode fazer o contrário e desfrutar do glamour do café do Mercure.

Próximo aos hotéis há uma filial do delicioso restaurante Café do Solar – o mesmo do museu do Solar do Unhão. O cardápio é variado e tudo, desde as entradas às sobremesas, é muito gostoso!

Dentre as atrações culturais, recomendamos fortemente uma visita a Casa do Rio Vermelho, nosso objetivo principal nesta viagem. Casa dos escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, recentemente foi transformada em museu interativo e moderno. A visita vale a pena, principalmente para os aficionados por literatura! Também fomos conhecer o Solar do Unhão, que abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia. Em março estava em obras. Mas mesmo assim, na parte interna do Solar, havia uma exposição itinerante do fotógrafo Pierre Verger. E aproveitamos ainda o fim de tarde com um maravilhoso almoço no Café do Solar, que funciona na antiga senzala e tem uma linda vista para o mar.
É bom saber que nem todas as praias da cidade de Salvador são próprias para o banho. Por isso é preciso saber escolher. Optamos por retornar a Praia do Flamengo, que já conhecíamos e é limpa. Desde o Rio Vermelho até lá são aproximadamente vinte e três quilômetros, que podem ser percorridos com um carro alugado, ou de táxi (uns 40 minutos) ou de ônibus (aproximadamente 1h20min). Depende de quanto se está disposto a gastar. A Praia do Flamengo tem extensa faixa de areia, com água morna e ondas médias. Dispõe de algumas barracas, que de barraca não tem nada. São espaços com infraestrutura para o banhista como restaurante, música, chuveiros, guarda-sóis, cadeiras e banheiros – tudo incluído na degustação. As barracas mais famosas e badaladas são a do Loro e a Barraca da Pipa. Mas se você prefere tranquilidade, como a gente, poderá optar pelas diversas cadeiras com guarda-sóis oferecidas na beira da praia, pelos ambulantes locais.
Dica de Transfer: Chegando a Salvador por via aérea, no Aeroporto Internacional de Salvador, uma opção de transporte, que pode ser mais econômica que táxi, é o First Class. São ônibus de categoria turística, com ar condicionado, que fazem o roteiro desde o aeroporto até os principais hotéis da cidade, situados em bairros turísticos. Há um roteiro de ida e volta. Atenção aos pontos de parada da ida, que são diferentes dos pontos da volta. O preço, em março deste ano, estava a R$30,00. Compramos diretamente no guichê do aeroporto.