domingo, 29 de novembro de 2015

Dá para fazer aventura aos 75 anos? Confira esta incrível viagem para Fernando de Noronha, Brasil

Dizem que o turismo é uma cachaça. Quando trabalhava na área, era o que mais escutava dos colegas. Mas se você já tem esse traço no DNA, a coisa fica ainda mais séria. E tenho a quem puxar. A minha mãe, segundo diz minha prima, já nasceu com rodinhas. Devido a minha insistência, ela aceitou enviar um relato de sua última aventura. Espero que ela continue nos contemplando com suas histórias e acho que vocês vão gostar de conhecer a bela ilha de Noronha, através do olhar de Ignez Aguiar Ribeiro, a aventureira da vez. ( Adriana Aguiar Ribeiro )

Roteiro de cinco dias em Fernando de Noronha


Por: Ignez Aguiar Ribeiro
Fotos: cedidas por Wanda, companheira nesta viagem
Sempre tive vontade de conhecer Fernando de Noronha, mas me faltava oportunidade. Então uma amiga me convidou. Pensei: Agora, com quase 76 anos seria viável? Como sou meio aventureira resolvi aceitar. E fiz bem! Um passeio realmente maravilhoso!
Programamos passar cinco dias na ilha. Fomos pela Gol, em um voo até recife. De lá pegamos um avião um pouco menor (da Gol também) até a ilha.
Do alto me pareceu pequena mas, na realidade, Fernando de Noronha tem uma extensão de 26 km2 (vinte e seis quilômetros quadrados. De origem vulcânica, a ilha brota do oceano atlântico, com regiões de rochas negras, mas formando também praias de águas cristalinas e beleza incalculável.
Chegando a ilha, após pagarmos, ainda no aeroporto, a taxa de permanência no valor de R$51,00 por cada dia que passamos, fomos para a pousada do Bita, já reservada por telefone. A pousada é simples, mas acolhedora, limpa e com um honesto café da manhã. De modo geral as pousadas são deste nível, como pude observar depois.
Logo na chegada agendamos dois passeios que consideramos interessantes para se ter um ideia geral de tudo: o Ilha Tour e o Passeio de Escuna, a  Trovão dos Mares.
Pelo Ilha Tour pagamos R$110,00 por pessoa e percorremos praias belíssimas numa espécie de caminhonete fechada atrás. Visitamos a praia do Sancho e a Cacimba do Padre. São praias mais tranquilas do mar de dentro, como chamam o lado da ilha voltado para o continente. A cor do mar é de uma tonalidade que realmente nunca vi. Um azul meio turquesa, meio esmeralda, meio céu. Indescritível! Dali se avista também o Morro Dois Irmãos, que são duas ilhas pequenas, próximas e semelhantes, de formação rochosa. O por do sol por trás destas ilhas, desenhando suas silhuetas, é uma explosão de fogo e de cores.
Continuando o passeio visitamos muitas outras praias, agora já no mar de fora, voltado para a África. As praias tem nomes estranhos como a do Buraco da Rachel, do Leão, do Sancho, do Boldro, da Conceição do Cachorro, sempre se referindo a alguma peculiaridade local. Em uma das praias comemos, numa barraca, um delicioso peixe na folha de bananeira. Come-se muito peixe em Noronha. Fresco e pescado lá mesmo.
O outro passeio, o de escuna custou R$190,00 e foi emocionante. Pude nadar em águas mais profundas, perto da escuna. Vi tartarugas, arraias, peixes enormes, lindos e coloridos. Os golfinhos se exibem pulando e fazendo cabriolas. Chorei de emoção! Agradeci por ter a oportunidade de ver uma coisa tão linda. Almoçamos a bordo, uma comida gostosa, sempre à base de peixe. Voltamos à tardinha para o hotel.

Gosto muito, quando viajo, de conversar com a população local, além de observar o estilo de vida deles.

Fiquei sabendo que na ilha não há desemprego, analfabetismo ou miséria (não há mendigos). A escola, que vai do pré ao Ensino Básico, é considerada muito boa e, se necessário, prepara os jovens que querem fazer um curso técnico ou faculdade no continente. O hospital é bem estruturado, mas os exames mais sofisticados, quando necessário, são feitos no continente. O paciente vai de avião ou helicóptero, conforme a  emergência. Lembrei-me um pouco de Cuba, onde passei 10 dias há tempos atrás. Porém com a diferença que Fernando de Noronha é Brasil, com toda a liberdade de que desfrutamos.
A noção de proteção ao meio ambiente é muito forte entre os moradores. Vi um deles pegar um palito de fósforo, que um turista atirou ao chão, e colocar na lixeira. Há muitas espalhadas por todo lado, bem como mensagens carinhosas sobre o assunto.
A água da ilha é dessalinizada. Não há fonte de água doce. Visitei a estação, vi as bombas enormes o os toneis onde se realiza o processo. Informaram-me que é muito caro. Percebi que todos respeitam e economizam a água incentivando os turistas a fazerem o mesmo.
O governo da ilha fica a cargo de um administrador indicado pelo Governador de Pernambuco, mas os moradores elegem oito conselheiros. Há muito engajamento da população na política local. Os conselheiros são ativos, se interessam, sabem dos problemas e lutam para solucioná-los pressionando o administrador. À noite, às 20 horas, eu sempre comparecia às palestras (diárias) do projeto Tamar. Este é muito bem estruturado com museu, salão de conferência e lojinha, cuja renda reverte para a manutenção do mesmo. Numa das palestras fui convidada para assistir a soltura de tartarugas filhotes no dia seguinte, mas não tive oportunidade de ir.
Minha amiga, à noite, ia para os "sambas" nos diversos bares da região e voltava tarde contando da animação dos mesmos. Não sou muito destes “agitos” e ficava mesmo no Tamar.
A segurança na ilha é total e podíamos circular até altas horas sem perigo. No último dia fui sozinha à praia do Boldró. O ônibus que percorre toda a ilha nos leva até próximo à praia. Depois temos que fazer  um trajeto a pé por um caminho meio acidentado. Consegui chegar bem. Valeu a pena! Acho que foi a praia mais linda de todas. As tartarugas, as arraias e os peixes nadavam tranquilos ao meu lado enquanto eu me banhava nas águas cristalinas. Ali tomei uma água de coco geladinha e retornei a  pousada  para os preparativos da volta.
Não vou esquecer nunca esta experiência e agradeço por ter conseguido participar e curtir tudo -  mesmo com a idade que tenho. Minha amiga, bem mais jovem (quase quinze anos menos que eu ) também adorou e também a ela agradeci a oportunidade que me proporcionou.
Se você tiver alguma dúvida ou comentário sobre este relato, pode deixar aqui no blog, que eu serei contatada e terei o maior prazer em responder.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Estações de esqui chilenas – Valle Nevado e Farellones


Para quem vai às estações de ski no Chile no período de neve, que começa em julho, a dica que dou, partindo de Santiago, é: vá ao Valle Nevado! Vale lembrar que NÃO neva na cidade. Somente na montanha onde ficam as estações de ski. Comprei o pacote na agência do hotel e ficou em torno de R$120,00 por pessoa. Este valor, que varia pouco nas agências, se refere ao transporte utilizado até as estações de ski.

Saímos do hotel bem cedo, por volta de 7h, e seguimos para a montanha. A subida é incrível, porém, cheia de curvas. Cheia mesmo! Até o Valle Nevado são cerca de noventa curvas. Então, para quem tem estômago fraco, aconselho um remédio antienjoo, para dormir no caminho. Um passageiro que estava na van em que fui passou mal durante a subida. Já na descida eu fiquei um pouco zonza, mas nada que atrapalhasse.
Foto cedida pelo jornalista Mário Moura, adquirida em ida recente ao Valle Nevado, de fotógrafa chilena que estamos buscando o nome para dar os créditos

Enfim, o instrutor do nosso passeio deu a seguinte sugestão: “quem quiser esquiar fique em Farellones” (primeira estação que paramos), “quem quiser ver neve boa e limpa, vá para o Valle Nevado”. Foi o que eu fiz. Subi para o Valle na van, já que, na volta, ficaríamos um pouco em Farellones.

No Valle Nevado não dá para esquiar, o ski é só para quem está no hotel, pelo que entendi. Mas a neve é fofa e limpa, o que garante uns bons momentos de lazer e belíssimas fotos. Para chegar até a neve, a estação disponibiliza um transporte – gratuito – até lá em cima, onde as pessoas ficam esquiando.
Farellones

Depois de ficarmos duas horas no Valle, descemos e fomos para Farellones: tive certa decepção! Esta estação é boa para quem está com crianças, já que é menor e tem atividades mais “recreativas”, como skibunda (que esgotou quando fui comprar). Lá você pode esquiar, andar no teleférico, etc... Mas a neve não é tão agradável. Como já sabia e tinha lido antes de viajar, era um pouco suja e feia.

Chegando o horário de almoço, fomos para o restaurante do Hotel Farellones. Se você pretende almoçar lá, prepare o bolso. Eu e minha mãe encontramos outras duas brasileiras e o almoço para nós quatro saiu por R$400,00 (aproximadamente 100 dólares) com quatro pratos prontos e uma garrafa de vinho (preço do mercado: R$15,00 e no restaurante: R$90,00). O prato tinha arroz, o tal do pollo e batatas fritas.

Pela parte da tarde retornamos a Santiago na mesma van. As estradas pela manhã são abertas para a subida e pela parte da tarde, para a descida.

Você que tem experiências em estações de esqui no Chile, compartilhe aqui no blog, deixando seus comentários!

Leia sobre diversos outros destinos no Chile clicando aqui.

sábado, 14 de novembro de 2015

Partiu Buenos Aires!


Malas prontas. Pé na estrada. Partiu conhecer um pouco do que a nossa belíssima América do Sul tem a nos mostrar. Nesta viagem foram feitas duas “paradas”: a primeira foi em Santiago do Chile, a maior cidade do país, com direito a uma esticada até as estações de esqui; e a segunda foi em Buenos Aires, a segunda maior área metropolitana da América do Sul. Dois países que cativam facilmente: seja pela população bem família, arquitetura clássica ou pelos atrativos turísticos.

Na postagem de hoje vou falar um pouco da continuação de nossa trip, com destino para Buenos Aires.

Hora de dar bye bye para Santiago e partir rumo a Buenos Aires. Foram duas horas de voo. Como minha mãe havia visitado Buenos Aires há pouco tempo, fizemos um city tour por conta própria.
Fiquei admirada com a arquitetura sensacional que a cidade tem e preserva até hoje. Por outro lado, fiquei incomodada com os “câmbios ambulantes” que ficam na rua anunciando troca de moeda. “Troco dólar, peso, real”. É incrível como eles sabem que somos brasileiros. Não aconselho trocar dinheiro com esses ambulantes, já que esta prática é ilegal no país. Vá até as casas de câmbio ou veja no hotel se fazem o câmbio.

Visitamos a Casa Rosada, sede da presidência Argentina, a Plaza de Mayo, o Obelisco e Puerto Madero (com bons restaurantes e bares). Tudo isso de metrô também (como fizemos em Santiago).
Passamos bons momentos também nos Bosques de Palermo, que fica no bairro de mesmo nome. Ali há um roseiral, el rosedal, mas infelizmente fomos no inverno e a maioria das roseiras estavam podadas. Minha mãe foi no verão e contou que estava tudo lindo. Há também um Planetário, o Jardim Botânico e o Jardim Japonês. Este último tem entrada paga. Para chegar até aqui de metrô é possível (Estação Scalibrini Ortiz), mas tivemos que andar oito quarteirões ainda. Bem cansativo!

Outra parada obrigatória foi o Cemitério de Recoleta. Sim, um cemitério! Pode parecer estranho, mas é um dos pontos turísticos mais visitados da cidade. Neste cemitério somente personalidades são enterradas, como por exemplo Evita Perón, primeira dama argentina, General Alvear e Nicolas Avellaneda, ex-presidente da Argentina. A fama do cemitério veio por conta dos seus belíssimos túmulos, alguns que são considerados monumentos nacionais.

Ainda no bairro Recoleta, existe uma feirinha de artesanato maravilhosa, que ocorre nos finais de semana e feriados. Lá os feirantes vendem roupas, quadros, bijuterias e muitas outras coisas criativas.
Outra feirinha famosa é a de San Telmo, que vende cristais de famílias ricas da cidade, lembrancinhas, roupas, bolsas. Lá você também pode encontrar a estátua da Mafalda e sua turma para uma foto.

Quando o assunto é alimentação... As empanadas e alfajores são itens de degustação que não podem faltar numa visita à Argentina. Como amante do chocolate Milka, vi que a marca tem uma presença muito forte nas lojas de Buenos Aires: há barras de chocolates de diversos sabores e alfajores também. Além disso, não deixe de comer o chorizo com papas fritas (um bife grande, macio e bem grosso com batatas fritas), prato típico e delicioso.

Analisando o tratamento que recebi em Santiago, a população de Buenos Aires é bem mais fechada. Mas levo desses dois países lembranças de culturas tão próximas, mas bem diferentes de nós brasileiros.

A viagem valeu muito a pena!

Se você tiver dicas ou dúvidas sobre Buenos Aires, compartilhe aqui no blog com os outros leitores.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Pier e Boardwalk em Daytona Beach

Por: Adriana Aguiar Ribeiro 

Voltando a falar de Daytona Beach, lugar queridinho em viagens à Florida: o lugar onde tudo acontece na cidade, de dia e de noite, é na área ao redor da Main Street e do Boardwalk Pier. A área é movimentada pela manhã, com a chegada dos banhistas que querem um pouco mais de badalação. A tarde é frequentada pelas famílias que buscam diversão nas atrações do Boardwalk. E à noite a diversão continua, tanto para aqueles que buscam lazer nos brinquedos, como os que buscam restaurantes e casas noturnas para a balada.

O Boardwalk Pier une a diversão de um Boardwalk (um calçadão largo a beira mar) com o romantismo de um píer, com uma vista maravilhosa para o Oceano Atlântico. Um está conectado ao outro.

No passado o píer tinha um teleférico que ia do seu início ao fim e um elevador panorâmico. Como estava tudo muito antigo, por motivos de segurança, acabaram com a atração. Mas o píer mantém seu charme e continua bem legal.

Já o Boardwalk tem muita diversão, principalmente para jovens e crianças. Além de pizzaria, sorveteria, casas de doces, lojas de souvenires, o calçadão reúne algumas casas de jogos e atrações, com games bem legais como os tradicionais Pac Man, Galaga e Skeeball e os mais modernos como Transformer Deluxe, Super Alpine Racer, Super Cars 2, Deadstorm Pirates Deluxe, entre muitos outros, inclusive o tradicional pinball! As atrações externas ficam por conta do Kart, da roda-gigante e do elástico, que joga as pessoas nas alturas. Sabe aqueles elásticos que os pequenininhos aproveitam, voando nos shoppings? Pois a versão lá é muito mais alta e é feita para marmanjões.

Na Main Street, logo na saída do píer, fica localizada uma tradicional loja de caramelos e marshmallows, onde os doces são fabricados aos olhos do freguês. Atravessando a rua da praia, ainda na Main, ficam casas noturnas e restaurantes. Ali também é o ponto de encontro principal dos grandiosos eventos de motociclismo que acontecem em Daytona Beach. Como o Bike Week (em 2016 acontecerá em março) e o Biketoberfest (que sempre acontece em outubro).

Ao lado do píer está localizada a Daytona Band Shell (Concha Acústica de Daytona) onde acontecem bons shows grátis, durante o verão.

Ainda perto da área fica localizado o Ocean Walk Shoppes que reúne umas poucas lojas e alguns bons restaurantes como Bubba Gump, Johnny Rockets e Mai Tar Bar. Mas o melhor do Ocean Walk são os cinemas, onde sempre dá para pegar uma sessão legal depois da praia.

Clique aqui e veja todos os roteiros para a Flórida. 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Santiago do Chile, um caso de amor

A Vitorinha (Vitória Paiva), jornalista que trabalha comigo, voltou do Chile recentemente de uma viagem que fez junto com sua mãe. Como sou apaixonada por este país andino, encomendei logo uma matéria com as novidades para os leitores do Viajando com Puny.
Os posts escritos pela Vitória, aqui no blog, são sempre um sucesso! Por isso confira as experiências dela em Santiago do Chile na matéria abaixo: 

Por: Vitória Paiva

Posso dizer que depois dessa viagem voltei apaixonada, ou viciada, por Santiago. Enquanto a população chilena tem inveja das nossas belezas naturais, podemos admitir um pouco ou muita inveja boa da Cordilheira dos Andes, uma enorme cadeia montanhosa com aproximadamente oito mil quilômetros de extensão. Chegando ao território, podemos enxergar facilmente a Cordilheira. É uma emoção sem fim. Algo muito bonito de apreciar em meio à “tensão” que alguns sofrem dentro do avião.

Uma dica que eu dou para quem visitará Santiago é participar do grupo “Santiago do Chile para turistas brasileiros” no Facebook. Neste grupo, turistas, moradores e guias de turismo dão sugestões do que fazer, informações sobre a situação das estações de ski, entre outras coisas, diariamente. É uma troca de experiências que ajuda bastante durante o planejamento e estadia na cidade.

Aeroporto – Hotel

Chegando ao Chile, no Aeroporto Internacional Comodoro Arturo Merino Benítez, uma pequena passada pelo Duty Free (preços parecidos com os do Brasil) e, depois, hora de pegar as malas na esteira. Em seguida, um transfer para o hotel nos aguardava na saída do terminal. O transfer comprei aqui na agência no Brasil mesmo, com a empresa Seasons Travel. Eles atrasaram um pouco para chegar, mas deu tudo certo, tanto na chegada quanto na hora de pegar o voo de volta.

Mas, uma dica que dou para quem prefere traslado, é o Transvip, um transfer compartilhado, que te deixa na porta do hotel. Outra opção que encontrei, na internet, foi o Turbus ou Centropuerto. O ponto do ônibus é logo na saída e o valor é pago ao próprio motorista. Ambos passam por algumas estações do metrô, como Los Héroes e Pajaritos.

O caminho do aeroporto até o centro é meio feio. Quando eu vi fiquei desanimada pensando “poxa, será que a cidade é feia assim? O que eu vim fazer aqui, meu Deus?”. Ia perguntar ao rapaz do transfer, mas fiquei sem graça. Chegando mais no centro, próximo ao hotel em que fiquei, o Hotel Majestic, vi que a cidade era melhor, bem bonita por sinal. Um alívio, Ufa!

Hotel Majestic

Sobre o hotel que fiquei, segue minha avaliação feita para o Tripadvisor:
“Fiquei no hotel em julho e gostei da experiência. É tudo bonitinho e arrumado. TV tem vários canais. O café da manhã tem muitas opções, entre pão sírio, rocambole, bolo, frutas (adorei!)... É muito gostoso.

Mas poderiam trocar a cortina dos quartos e do banheiro*, que já estão feias e isso desvaloriza o ambiente. Não gostei do chuveiro do banheiro, que saía pouca água.

O wi-fi também precisa de um upgrade, já que não funciona em todos os quartos. Tive que pegar sinal no corredor muitas vezes...

O hotel possui um restaurante indiano, mas não fui lá. Disseram-me que é bom.

No geral, o melhor do hotel é a localização. O Majestic fica no centro da cidade, próximo de uma estação de metrô, a Sant'Ana, o que facilita para visitar os lugares”. No mais, considerei a equipe do hotel beeem atenciosa e prestativa. Eles nos ajudaram com as malas e dicas do que fazer na cidade. Neste hotel também tinha uma agência que nos ajudou a fazer os passeios.

*O pior do hotel para mim foi o fato de o chuveiro não ter um vidro em volta e sim uma cortina de plástico, daquelas que se deixar grudam no corpo. Mas acho que isso é comum lá pelo que vi de outros hotéis.

Transporte no Chile

Metrô - Consegui me locomover durante toda a minha estadia de metrô. É bem fácil vendo o mapa. Além disso, como o povo do Chile é bem receptivo, os trabalhadores do metrô estão sempre prontos para ajudar. No site do metrô você pode fazer uma simulação de viagem, o que também pode facilitar bastante.

Não usei ônibus nem táxi. Por isso, não posso opinar.

Curiosidade sobre os Ônibus – uma curiosidade bem legal que um cidadão me contou foi que parte dos ônibus de Santiago foram feitos/são oriundos de Curitiba.

Alimentação

Não sou fresca para comida. Em casa como de tudo um pouco. Claro que há coisas que não gosto de comer. Como sou fã de um arrozinho e feijão, já sabia que viajar para o exterior significaria nostalgia da boa comida brasileira.

Para mim a comida do Chile é estranha, cá entre nós. Além da centolla, tipo um caranguejo grande, que você encontra no Mercado Municipal (não comi porque não sou fã), há o pollo com purê/papas fritas. Pollo significa frango. Mas não é só o peito do frango como vemos aqui, eles pegam uma parte cheia de nervos. O que me deixou com os nervos a flor da pele! Além disso, o tempero não ajuda muito. Há também empanadas nos estabelecimentos, mas comi uma e não achei tão boa comparada às espanadas argentinas.

Mas para quem é tradicional e não gosta mesmo de nada, há opções como redes de fastfoods. Mas não se prenda a isso, arrisque novos sabores. Quem sabe você não gosta?

Atrações turísticas

Santiago é cercado de belas atrações que atraem inúmeros turistas. Selecionei algumas que fui e valem a pena.

City tour (também feito pela Seasons Travel): o passeio foi entre pontos turísticos como Plaza de Armas, Cerro Santa Lucia, Museu Nacional de Belas Artes, Biblioteca Nacional, Palácio de La Moneda (onde acontece a troca da guarda, quase diariamente), Igreja de San Francisco... Passando pelo bairro nobre Las Condes e o boêmio Bellavista, que tem um pátio com restaurantes e barzinhos ótimos para uma noite – o Patio Bellavista. O bom do city tour é que você conhece um pouco da história dos lugares.

• visitar o Cerro San Cristóbal é parada obrigatória. Na parte baixa você pega um bondinho, o funicular, e sobe até o cerro, podendo parar no Zoológico Nacional do Chile, onde tem o urso polar, lhama, hipopótamo, etc. Vá bem cedo, principalmente em alta temporada. As filas ficam enormes. Abre às 10h, se não me falha a memória, e cheguei por volta desse horário, já que era julho (além dos turistas na fila, havia os habitantes que têm o costume de sair com toda a família). Não demorei dez minutos e subi para o cerro, que tem 880 metros de altura.

• No cerro há a imagem da Virgen de la Inmaculada Concepción e o Santuário de la Inmaculada Concepción. É um lugar bem religioso, no geral. De lá se tem uma vista ampla e maravilhosa para as Cordilheiras e para toda a cidade de Santiago.

• Fomos também ao “Parque de las esculturas”, que fica na Providencia, às margens do rio Mapocho (um rio que quando tem neve fica vazio, mas quando ela derrete, se enche com as águas da neve. Abastece a cidade com suas águas. Muito interessante). Neste parque há cerca de 30 obras de vários formatos, tamanhos e texturas de artistas chilenos consagrados. É um bom local para reunir a família e relaxar.

Compras

O Shopping Costanera também é legal para quem gosta de compras. Lá existem lojas como H&M, Adidas e grifes como Ellus e Armani Xchange. Além de contar com redes de fast foods como Domino’s Pizza, Mc Donald’s, Bob’s, Burger King.

Outras Informações:

• O sol no inverno nasce bem mais tarde, por volta das 7h e pouca.
• O comércio só abre a partir das 10h.
• Os chilenos são pessoas muito família. Eles estão sempre em passeios juntos e têm mais de dois filhos, no mínimo. (Não generalizando, mas a maioria que vi tinha mais de dois filhos).
• A menor nota do Chile é a de $1.000,00 pesos, que equivale a cerca de R$6,00. Não ache que é muita coisa.

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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Hollywood Beach na Flórida

Por: Adriana Aguiar Ribeiro 

Quando falamos em Hollywood, logo pensamos na Califórnia. Mas a Hollywood para onde fomos nas últimas férias, fica localizada na Flórida, Estados Unidos, e acho que pouca gente já ouviu falar.

Com uma população de aproximadamente 146.000 habitantes, a cidade de Hollywood foi fundada em 1925. Está situada entre Miami e Fort Lauderdale e é uma cidade praiana bem aconchegante. A prefeitura local faz um esforço bem sucedido na conquista dos turistas: indo na contramão das cidades americanas, Hollywood dispõe de um transporte público acessível, que consiste no Hollywood Trolley. Trata-se de três linhas de ônibus-jardineiras que percorrem todo o entorno turístico da cidade. A Beach Line (lilás) percorre a beira-mar, pela Ocean Drive, de norte a sul. Já a linha verde e a marrom (Downtown/Beach – South e Downtown/Beach – North) levam os passageiros ao norte ou sul das praias e ao centro da cidade. Todas as linhas custam apenas um dólar por viagem e crianças com menos de cinco anos não pagam.

Ao longo da praia fica Hollywood Beach Broadwalk, que é um extenso calçadão de pedestres, perfeito para a prática de esportes como ciclismo, caminhadas, skating e corridas. Bike-trolleys são alugadas para grupos. A faixa de areia em frente ao calçadão é bem extensa permitindo outros divertimentos. Há aluguel de cadeiras e cabanas à beira-mar. E aluguel de Jet-ski e serviços de parasailing. No Broadwalk encontram-se lojinhas de souvenires, sorveterias, bares e alguns restaurantes. As águas da praia são cristalinas e bem frequentadas por enormes cardumes de peixes, seguidos de gaivotas gulosas. Os dias que estivemos ali foram dedicados mais a praia e piscina, que qualquer outra coisa.

Em Downtown Hollywood, como grande parte dos centrinhos das cidades americanas, concentra-se um comércio mais vintage, com lojas antigas, restaurantes, cinemas e bares noturnos. Nada espetacular, mas que merece uma visita.

À noite a atração fica por conta dos shows ao vivo que acontecem quase que diariamente no Hollywood Beach Theater, na Johnson Street (localizada entre a Sherman St. e Monroe Street).
Outro fator interessante foi descobrir que a cidade é cortada por canais e por ali circulam os Water Taxi, que além de fazerem o típico passeio pelos canais, ainda levam os passageiros até a cidade vizinha de Fort Lauderdale.

Ademais, a cidade tem diversos parques com trilhas para bicicletas e caminhadas, caiaque a luz da lua, excursões noturnas guiadas para ver tartarugas, observação de pássaros, entre outras atividades alternativas. Não tivemos tempo de fazer tudo em apenas três dias, mas anotamos para outras oportunidades.

Dica de hotel: desta vez nos hospedamos no Crowne Plaza Hollywood Beach, da rede IHG. O hotel é excelente e o diferencial fica por conta da enorme piscina com bar e o ponto para o Water-Taxi, no canal que passa nos fundos do hotel. Bem perto ao Crowne Plaza tem um Wal-Mart, onde dá para ir a pé. Na mesma rua há pequenos shoppings com lojas americanas como Ross, Walgreens e muitos bons restaurantes. O café da manhã, pago a parte, é caro e não vale muito a pena. O Starbucks localizado dentro do hotel dá mais alegria.

Diferencial da praia: oferece acesso à beira mar para cadeiras de rodas, através de um Mobi-Mat, rampas de acesso especiais até a água. As Mobi-Mats estão localizadas na Carolina Street, Connecticut Street (Charnow Park), Johnson Street, New York Street, Harrison Street, Oregon Street e Magnolia Terrace.

Informações adicionais:

Operação do Hollywood Trolley
• Funciona todas as quartas, quintas e Domingos das 10h às 22h. Sextas e Sábados, das 10h às 23h;
• Passa aproximadamente a cada 40 minutos nos pontos espalhados pela cidade;
• Valor de U$1.00 por viagem. Crianças com cinco anos ou menos viajam de graça.

Operação do Water Taxi:
• Valor de bilhete para dia inteiro para adultos: U$26.00;
• Valor de bilhete para dia inteiro para crianças de 5 a 11 anos: U$12.00;
• Valor de bilhete para dia inteiro para sênior (65+): U$21.00;
• Bilhetes após 17 horas (para todos): U$16.00

Como chegar a Hollywood:
• Vindo do norte ou sul, pela interestadual I-95, pegue a saída 20 e siga até a Hollywood Boulevard.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Viña del Mar nas quatro estações

Mais uma vez no Chile

 Por: Adriana Aguiar Ribeiro 
Uma amiga que sabe o quanto gostamos do Chile nos cobrou esta postagem, que estávamos devendo para o blog. Já que Santiago do Chile sem Viña del Mar não está completo, é claro! Se você tiver a oportunidade de visitar Santiago do Chile, deve aproveitar para esticar até Viña. Afinal são menos que duas horas de viagem até lá.

Lembro-me que em minha primeira visita ao Chile fui direto com uns amigos para sua casa de praia em Cachagua. Depois do feriado, não sabia exatamente como gastar o tempo no país. Então nos sugeriram passar uns dias conhecendo Viña. Foi amor à primeira vista. A cidade praiana é encantadora e nos cativou imediatamente. Naquela época não costumava fazer roteiros tão detalhados e nem existia internet (não aconselho ninguém a viajar sem um roteiro nos dias atuais!) e a solução foi comprar um guia turístico na primeira banca de jornal que encontrei.

Dali para cá foram quatro visitas a esta linda cidade situada à beira do Pacífico. A localização já é um ponto que enaltece o destino. Acostumados ao Atlântico, estar à beira de outro oceano é uma grande novidade. Na costa chilena o Oceano Pacífico é típico por suas águas geladas de um azul escuro, costas escarpadas e praias pequenas, com uma fauna local muito diversa. Em Viña é possível ver leões marinhos (lobos mariños), pelicanos e com sorte, muitas outras espécies típicas das regiões frias. Mais ao norte, em Cachagua, há uma ilha de pinguins onde, na primeira vez que ali estivemos, estava repleta das aves.

Destaco aqui o que mais nos encantou em nossas visitas à cidade de Viña:

1 – A Costanera com o píer Muelle Vergara: o calçadão a beira do Pacífico é ideal para caminhadas, corridas e fotografias. Não deixe de visitar o píer que proporciona bonitas vistas e, com sorte, você pode avistar leões marinhos;
2 – Avenida Peru: fica localizada em frente ao Casino de Viña. É uma importante avenida, onde ficam algumas moradias mais antigas. Caminhando por ela, chega-se a Costanera, que é uma área mais nova;
3 – Viña Del Mar Casino (Avenida San Martin, 199): mesmo que você não goste de jogos de azar, vale a pena entrar para conhecer o cassino. O prédio situado de frente para o mar, em estilo greco-romano, mantém suas características desde 1930. Tem três andares, sendo dividido em salas de jogos, restaurante e hotel. Os jardins do cassino, outra atração, estavam  sempre bem cuidados, em todas as nossas visitas;
4 – Quinta Vergara: antiga propriedade da família Vergara, o parque mantém os jardins cuidadosamente elaborados pela família, em suas viagens pelo exterior. Hoje, aberto ao público com entrada franca, a grande área verde do parque serve de local de lazer para muitas famílias chilenas e turistas. A casa original abriga o Museu de Belas Artes e o anfiteatro é palco para muitos shows importantes que acontecem na cidade;
5 – Castelo Wulff: fica localizado à beira mar, do outro lado do canal, se você partir do Cassino. Sua construção foi encomendada por Mr. Wulff em 1917. Posteriormente seus herdeiros fizeram outras modificações na arquitetura. Em 1956 o município comprou o castelo. Em 1995 o castelo foi declarado Patrimônio Nacional Histórico do Chile.  Hoje em dia ele abriga um museu em seu interior, que nem sempre está aberto para visitas. Mas vale a pena fazer uma foto no local.
6 – O’Higgins Hotel: outro exemplo de beleza em arquitetura é o Hotel O’Higgins. Com aproximadamente 60 anos, tem um estilo clássico europeu. Em minha primeira visita ao Chile, em 1993, o hotel conservava o glamour. Porém, em nossa última visita a cidade, em 2011, achamos o lugar um pouco decadente;

7 – Relógio de Flores: localizado em frente à praia, quase ao lado da Av. España, este relógio de flores é símbolo da cidade. Como todos os relógios de flores de cidades de clima frio, vale pela apreciação da beleza dos seus jardins coloridos!
8 – Iglesia Las Carmelitas: se você gosta de visitar igrejas, vai gostar de conhecer a Iglesia Las Carmelitas. Sua arquitetura externa é bonita e o interior vale para um momento de reflexão. Fica localizada em uma região central, na Av. Liberdad, esquina com a 5 Norte.

Sei que existem outras atrações e belezas na cidade, mas quando a gente está viajando a turismo tem que selecionar as preferências, devido ao curto tempo. Além das atrações aqui citadas, Viña Del Mar encanta pelo seu clima sempre fresco, seus jardins, as construções, seu povo gentil e a eterna beleza do azul forte do Oceano Pacífico. Estivemos na cidade em todas as estações. No inverno o frio é cruel. Acho que nem recomendaria a cidade nesta estação. A primavera encanta pela beleza de suas flores. O outono cumpre com o amarelado das folhas. E seu verão é fresco. O horário de ir a praia é a partir do meio dia, quando começa a fazer um calorzinho. A água do mar é gelada e muita gente vai à praia de roupa mesmo!
Onde ficar: hospedei-me a primeira e segunda vez em uma pousadinha aconchegante próxima ao cassino, porém não tenho certeza se os proprietários são os mesmos, para recomendá-la. Em outra viagem a experiência não foi tão boa. Ficamos na Av. España e esqueci-me de anotar o nome do hotel. Mas se você está disposto a dar um up em sua hospedagem, recomendamos seguramente o Sheraton Miramar. O café da manhã é excelente. A localização é legal, em frente ao relógio das flores. Mas o melhor mesmo é a vista dos apartamentos para o Pacífico: estonteante. Vale a pena cada centavo pago!

Leões marinhos: para ver os leões marinhos, recomendo procurar um táxi que saiba onde eles estão no momento. Leões marinhos mudam de pedras, de lugares... Não são como um museu que tem endereço fixo. E não somos nós que vamos saber onde eles estão!  Pergunte a um local.

Compras: os leitores do blog já devem ter percebido que não sou uma expert em consumo. Mas recomendaria, em Viña, o Mall Marina Arauco (Av. Liberdad, 1348), que é moderno e reúne algumas das lojas chilenas que mais gosto como a Casa ideas, especializada em decoração com muito charme e bom gosto e a loja de departamentos Paris (antiga Almacenes Paris). Entre várias outras estrangeiras queridinhas como a Calvin Klein, Cannon Home, Gap, Lego Store, Lacoste, Laura Ashley, Mac, Mango, Nikon, Nine West, Quick Silver, Reebok, The North Face e Zara.

Passeios pelos arredores: Valparaíso, Cachagua, Marbella, Zapallar, Reñaca... Dá para alugar um carro e sair pela costa explorando as belezas rústicas locais.

Comidas: frutos do mar, frutas locais e empanadas
Outras atrações: o porto de Valparaíso é local de partida de maravilhosos cruzeiros com destino ao Sul ou ao Norte do continente americano, saindo pelo Oceano Pacífico.

Como chegar: de Santiago até Viña del Mar são aproximadamente 120km de estrada. Há ônibus saindo em diversos horários, com destino a Viña del Mar, do Terminal Estación Central, em Santiago. É fácil também sair de Santiago de carro alugado ou pegar outros transportes privados (transfers), oferecidos por agências de viagens.

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