domingo, 6 de dezembro de 2015

Ilha de São Francisco do Sul, SC

Você que procura lugares desconhecidos para desbravar pelo Brasil, poderá gostar da Ilha de São Francisco do Sul.

Por: Adriana Aguiar Ribeiro
Em outra matéria contamos como, devido ao mau tempo, uma programação prévia em navio de cruzeiro pode ser alterada. Quando isso acontece vemos a oportunidade de conhecer novos lugares. Foi assim que descobrimos a ilha de São Francisco do Sul.

Chegamos à ilha navegando pela baía de Babitonga e atracamos no porto de São Francisco do Sul. A recepção ao navio foi bastante calorosa, com música e personalidades. Desembarcamos direto no centro da cidade, onde fica a sede do município.

Descobrimos que São Francisco do Sul é a cidade mais antiga do estado de Santa Catarina e a terceira mais antiga do Brasil. Encantamos-nos de cara com o casario histórico do centro, com destaque para o Santuário Nossa Senhora da Graça.

Após uma volta pela cidade fotografando os prédios coloridos e a bela baía de Babitonga, pegamos um ônibus fretado pela companhia de cruzeiros, que nos levou direto para as praias oceânicas. Fomos parar na Praia de Ubatuba, mais precisamente na Av. Brasília (com simpáticos bares e restaurantes), que tem um calçadão que dá para uma extensa faixa de areia. A praia é de mar aberto, com ondas deliciosas. Trouxe-nos a nostalgia das praias semidesertas de antigamente, com crianças brincando tranquilas e vendedores de picolé indo de guarda-sol em guarda-sol. As casas locais, com sua arquitetura sulina, despertaram a vontade de ir passar ali uns dias preguiçosos de férias. Anotamos São Francisco do Sul, em nossa agenda, como um dos lugares onde queremos voltar.

Dicas de Praias: há dezenas de ilhas na Baía de Babitonga. Perto do centro há praias como De Paula, Inglês, Figueira, Salão e Calixto. As praias oceânicas são Praia Grande, Praia do Forte, Enseada, Ubatuba, Itaguaçu e Prainha (esta propícia ao surf).
Outras atrações: Museu Nacional do Mar e Museu Histórico de São Francisco do Sul.

Como chegar: descrevemos acima nossa chegada de navio. Mas é fácil chegar à ilha por terra, já que há uma ponte ligando-a ao continente. São Francisco do Sul fica distante de Florianópolis 190 quilômetros (pela BR-101) e a 175 quilômetros de Curitiba, no estado do Paraná (pela BR-376 e BR-101).

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Marché Rue Cler – Mercados de Paris

Por: Adriana Aguiar Ribeiro


Andar pelas ruas, moradas de outros povos, é um dos mais sedutores passeios em nossas viagens. Sentar em um café e apreciar a rotina estrangeira é um deleite. Mas se você curte esta doce rotina de observar e ser observado e ainda adora um mercado, com certeza vai amar o Marché Rue Cler. Minha vontade era ser parisiense para, em uma manhã de Domingo, quando as lojas também estão abertas, poder fazer minhas compras de frutas, verduras, carnes, peixes, queijos, massas frescas e doces, por ali. O Marché Rue Cler é um lugar ideal para passear, olhar itens gourmet e fazer comprinhas para a culinária.

Chegamos lá, pela estação de metrô École Militar. Fica no 7eme arrondissement, que é um bairro simpático e elegante, da região das embaixadas. Do mercado fomos caminhando para a Torre Eiffel. Além da Torre é fácil ir a pé até Trocadero e Les Invalides (onde está o túmulo de Napoleão Bonaparte).

Dicas gastronômicas: há bons restaurantes de comida francesa pela área. Para um frango assado o Darius Rotisserie é recomendado. Famille Mary é famosa pelo seu pão de mel.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Saint Maarten é muito mais que um aeroporto!

 

Conheça um pouco de Phillipsburg, em Saint Maarten

Por: Adriana Aguiar Ribeiro
 
Roteiros de navio costumam trazer a descoberta de novos destinos. Em geral, quando estamos pesquisando as opções, procuramos embarcar em uma viagem que atraque em países e cidades que ainda não conhecemos. Desbravadores dos sete mares! Após escolhido um cruzeiro aprazível, com boas paradas e bom preço, começamos pouco a pouco a traçar o roteiro.

Sobre San Maarten, a única coisa que sabia de fato, era tratar-se daquela ilha que tem um aeroporto na beira-mar, grande atração para os turistas. Mas o que nos interessava, de verdade, era a possibilidade de curtir as praias caribenhas.

Partindo para a pesquisa, descobri o seguinte: trata-se de uma ilha caribenha, com aproximadamente 87 quilômetros quadrados divididos entre dois países. O lado francês, que se chama Saint Martin. E o lado holandês, que se chama Saint Maarten. Em menos de 2 horas de viagem, de carro, dá para dar uma volta inteira pela ilha. A menor ilha do mundo contendo dois países!

Desembarcamos em Phillipsburg, no lado holandês, em St. Maarten. Parte da família foi em uma corrida de táxi percorrer pontos turísticos e conhecer St. Martin, o lado francês.

Decidi curtir um dia de praia. Pegamos um táxi do porto de desembarque até Little Bay, que tem um resort com boa infraestrutura. A praia, caribenha, dispensa recomendações. Passamos uma manhã bem tranquila. Perto da hora do almoço buscamos um táxi no ponto que fica no Little Bay Resort (em frente a praia). Negociamos o preço e combinamos que ele nos levasse para fazer um breve tour até Simpson Bay, com retorno para o Boardwalk, em Great Bay.

Simpson Bay fica ao lado do Aeroporto Internacional Princess Juliana. Aquele onde os voos decolam praticamente sobre a praia. Na verdade, fui lá pelo interesse em conhecer e registrar aqui no blog. Mas não vejo muita graça nisso. Constatei que a praia de Simpson Bay é uma pequena faixa de areia, ladeada por pedras. Tem um barzinho onde há uma placa que anuncia o horário do próximo voo. O taxista contou que as turbinas dos aviões passam tão baixo sobre a praia, que muitos banhistas sofrem acidentes graves. Muitos agarram-se às grades que separam pista de pouso e decolagem, da beira-mar. Alguns não aguentam a força das turbinas, se soltam e vão cair direto sobre as pedras.

Esse pequeno tour me encantou, pois pude perceber como são caprichosos os Saint Martinhos locais. A cidade é arrumadinha, limpa e com arquitetura delicada. Praiana mesmo. O motorista do táxi esmerou-se para explicar todos os pontos interessantes.

Chegando em Great Bay, que é o centro da cidade, fomos direto para o Boardwalk – um calçadão a beira-mar. Ali, procuramos o restaurante Lazy Lizard Beach Bar, muito bem recomendado no Trip Advisor. É um bar-restaurante, praiano, simples, com bom atendimento, petiscos saborosos, drinques, cerveja gelada, preços razoáveis e uma vista esplêndida para o Mar do Caribe.

Refeitos com uma boa refeição que incluiu drinques, a cerveja local, alguns camarões gigantes e um pouco de comida creoule, fomos conhecer Old Street, que é uma ruazinha com prédios antigos e coloridos. Fica localizada em uma vila na rua de trás, paralela ao Boardwalk.

À tardinha, pegamos outro táxi que nos levou direto ao porto, que fica bem próximo de Great Bay.
De praticamente todas as ilhas que conhecemos no Caribe, St. Marteen é uma das mais bem preparadas para receber os turistas. Os táxis são arrumados, o povo é educado, a cidade é limpa, as praias maravilhosas e o turista é respeitado. Muito simpática a ilha!

Dicas gastronômicas: Licor de Guavaberry, tipo jaboticaba (fruto nativo da ilha), caldo de Callaloo (feita com vagens de ervilha e carne de caranguejo), caranguejo, panquecas de abóbora com canela, bolo de coco e toda variação de sobremesas com coco. Comida caribenha em geral. Peixe fresco e frutos do mar.