domingo, 4 de dezembro de 2016

Florença é vida!


Impressões de uma brasileira em diário de uma viagem que aconteceu em maio de 1995

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Roteiro: Amsterdam (Holanda), Frankfurt (Alemanha), Zurique (Suíça), Innsbruck(Áustria), VenezaFlorença e Roma (Itália).


"A Catedral Duomo, Ponte Vecchio, Museu Uffizi... E milhares de vespas que por pouco não atropelam os passantes! Chegamos a Florença e encontramos uma cidade lotada de jovens turistas, andando em bandos e tomando sol como lagartixas estiradas pelas ruas. 

A grandiosa Duomo - vista maravilhosa do primeiro hotel

Foi difícil encontrar hotel* e acabamos em um quarto bacana, com a vantagem de ser de frente para o Duomo e ter um bom banheiro. Mas custou um pouco caro. Por isso, no segundo dia mudamos para um hotel mais modesto, com quarto amplo e quatro lances de escadas para subir. 

Já no primeiro dia encontramos os amigos italianos Romina e Stefano Orbignizzi, que nos levaram para uma deliciosa pizza acompanhada de um vinho florentino. No segundo dia nos levaram em um ponto alto, um pouco afastado do centro histórico, de onde se tem uma bonita vista de toda a cidade. Chama-se Fiesole. Lá encontramos um teatro e anfiteatro romano e uma torre que data de antes do ano 1000 D.C.

Em seguida nos levaram em uma cantina muito aconchegante, onde o dono tocava violão e cantava músicas italianas. O lugar, deliciosamente decorado, é totalmente iluminado por velas. Em um dos ambientes, de frente para o pequeno palco, há cadeiras de cinema arrumadas com lugar para uma plateia de aproximadamente vinte pessoas. Há também uma escada que leva até uma antiga adega de pedra. Tudo isso bem no centro da cidade, bem pertinho da Duomo.

Stefano nos apresentou ao Mercado Del Porcelino, mais conhecido como o Mercado da Palha. É um simpático e tradicional mercado de souvenires e artigos locais. Nosso amigo domina toda a área e nos conta pequenos segredos locais. Lá encontramos muitas pequenas reproduções de monumentos italianos. E Stefano nos contou que, curiosamente, o que mais se vende por lá como “recuerdo” de Florença é a Torre de Pisa. Outra dica que ele nos deu: quando for comprar uma dessas torres, procure uma de boa qualidade. Pois algumas, chegam a ser completamente retas. Sem nenhuma inclinação. Adoro essas curiosidades! 


Além dos passeios padrão para turistas, do qual destaco a visita a Igreja de Santa Cruz, belíssima, e que abriga em seu interior túmulos de figuras ilustres como Michelangelo, Dante, Galileu e Machiavel, na última noite em que passamos em Florença, nossos amigos nos proporcionaram um verdadeiro almoço típico "fiorentino": fomos recebidos na casa dos pais de Stefano e sua mãe, uma italiana tão falante quanto boa cozinheira, preparou uma boníssima refeição. De entrada foram servidas "crostini", torradas diversas com pastas de cogumelo, atum e outros. O primeiro prato, ravioli ao sugo. O segundo prato, coelho, frango assado e batatas coradas. De sobremesa, uma deliciosa torta com rum e, finalmente, como disse a mãe de Stefano, para "limpar a boca", salada de morango e banana. Tudo delicioso e regado a um gostoso vinho tinto italiano. Por fim, água e café. Foi um jantar muito agradável e divertido. Tive a oportunidade de conhecer uma típica família italiana e sua casa, seus hábitos. Nos receberam com muito carinho. A casa, grande, tem uma horta e adega. Lá vivem três gatos. Não chegamos a conhecer o pai de Stefano, jardineiro, que estava trabalhando na praia. 

Por agora, estamos em um vagão de trem, segunda classe, com destino a Roma. Acabaram-se os flexipasses. Acabou-se a primeira classe!"

* Na época da viagem, 1995, não existia a facilidade das reservas via internet. E fazê-las por telefone nem sempre era fácil devido aos altos preços das ligações internacionais e a necessidade de falar o idiomas diversos. Para ser viajante, tinha que ser um pouco mais aventureiro que nos dias atuais. 

Clique aqui para ler mais sobre a Itália.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Nápoles, Elena Ferrante e outras viagens...

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Todo mundo que lê o blog sabe que adoro viajar. E acho que tem noção também que adoro ler. Às vezes me empolgo de tal maneira com certos livros que acabo por querer conhecer lugares onde são relatadas as histórias. 

No caso de Molching, cidade alemã de “A Menina que Roubava Livros”, descobri que não dá para ir lá. Como conto aqui no blog, é uma cidade fictícia.









Os livros da chilena Isabel Allende são grandes responsáveis pelas muitas idas ao Chile. Em nossa última viagem a Santiago do Chile, fomos ao Museu Histórico Nacional certos de que veríamos o quadro de Inés Suaréz, que retrata uma das poucas mulheres espanholas em batalhas pela conquista da América. Conheci esta pintura, pois ilustra a primeira página do livro "Inês da minha Alma", de Isabel Allende e desde então coloquei em minha agenda visitar a obra exposta no museu. Infelizmente, na semana em que fomos lá, a sala onde fica exposto o quadro estava fechada para reforma. Uma pena! Mas isso virou pretexto para uma próxima viagem à cidade. São de Isabel Allende também livros como "A filha da fortuna", bom para quem tem interesse na cultura do Chile e da Califórnia.  "A ilha sob o Mar", leitura perfeita para quem está indo para o Caribe, e outros como "A Casa dos Espíritos", "O caderno de Maya" e "Paula", são exemplos de livros da escritora que têm boas passagens em regiões diversas do país.





Os escritores estão também representados em importantes museus como La Chascona, a casa de Pablo Neruda, também em Santiago do Chile. Ou a Casa do Rio Vermelho, do casal de escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, que fica em Salvador. Ambos os museus são imperdíveis de se visitar. 


Nosso próximo foco de viagem é a Itália e, por conta da escritora Elena Ferrante, italiana que escreveu a novela napolitana com quatro livros (A Amiga Genial, História do novo sobrenome, História de quem foge e de quem fica e A criança perdida), nos empolgamos em conhecer Nápoles. Os livros da escritora prendem, surpreendem e ensinam. Aprende-se muito acerca da sociedade, da política e geografia local de Nápoles e da Itália. E, resultado da leitura dos livros da Elena Ferrante, já anotei em minha cadernetinha de viagens que precisamos conhecer lugares cenários dos livros: Feltrineli (uma livraria tradicional napolitana), Piazza dei Martiri (praça principal da cidade), Via Caracciolo (avenida à beira mar), Vomero (elegante bairro de Nápoles), ViaTribunali (no centro histórico) e o vulcão Vesúvio... Bem, esses são lugares extraídos de passagens dos livros. Pois, pesquisando na internet, encontrei mais uma quantidade de dicas sobre o que fazer em Nápoles. Inclusive a visita a Pompeia, cidade  brutalmente destruída pela erupção do Vesúvio em 79, D.C.

E você? Já foi a Pompeia? Já leu algum livro que foi inspiração para uma viagem? Envie para a gente seus comentários e compartilhe sua experiência com os leitores do Viajando com Puny.




Clique aqui para ler mais sobre a Itália.
Clique aqui para ler mais sobre o Chile.

sábado, 12 de novembro de 2016

Costa Maya, México - Chegando de Navio


Costa Maya fica no estado Mexicano de Quintana Roo, que é banhado pelo mar do Caribe e está localizado na costa do México, um país da América Central. 

Como todas as cidades do Caribe tem como grande atrativo as praias. Chegar de navio à Costa Maya é um boa experiência, já que o porto fica em uma localização acessível às praias. Como tínhamos apenas um dia para gastar por lá, traçamos nosso roteiro escolhendo apenas uma praia para visitar. Mas existem diversas, uma ao lado da outra, com características bem semelhantes, de acordo com nossas pesquisas.
Piscina  no porto 

O porto de Costa Maya é bem infra-estruturado, com boa wi-fi gratuita, farmácia e lojinhas de souvenir com uma variedade de lojas de pratas e outras com artigos mexicanos que reportam a civilização Maia. Tem até uma grande piscina onde os turistas podem se refrescar na volta da praia. Os locais recebem os turistas de maneira festiva e andar pela cidade transmite segurança. 

Optamos por pegar um táxi para ir até Mahahual Beach, que fica a quatro quilômetros do porto, uns 10 minutos de carro. Andamos para fora do porto e buscamos um táxi, que cobrou oito dólares pela corrida. Os taxistas locais tem fama de ser honestos e isso foi confirmado em nossa experiência. Pesquisas indicavam que também poderíamos pegar um shuttle para nosso destino por três dólares por pessoa. 
Restaurantes a beira-mar
A escolha de Mahahual Beach foi feita baseada na sua proximidade com o porto. É uma praia popular, com bastante gente, mas o que mais nos atraiu foi o anúncio de ter a melhor barreira de corais para mergulhar (bucear, a palavra em espanhol). E realmente o lugar é deslumbrante.

Além disso, a praia é famosa por ser cheia de “mimimi”, com atenções desde camas na praia, redes no mar, massagens pagas, drinques levados na água, etc. Tem também wi-fi nos bares, mas isso é comum nas praias do Caribe. A praia é realmente fascinante, com uma cor de água maravilhosa.


É inegável que as praias são lindas
Mas o tudo feito para agradar ao turista não nos agradou muito. Pois em Costa Maya parece que ainda “exploram o turista e não o turismo”. Isto é gritante nos preços aplicados nos cardápios dos restaurantes. Exemplo: os peixes pescados em frente à praia têm preços exorbitantes. Água de coco colhido na abundância de coqueiros em frente ao mar, custava uns cinco dólares. Conclusão: restaurantes cheios de gringos, mesas com pouco consumo. Principalmente porque eram em sua maioria provenientes do navio, onde sabiam ter boa comida grátis garantida. Ouvimos o taxista falar que quando o navio ia embora os produtos todos baixavam de preço. Uma pena! Estávamos preparados para comer lagosta, mas o preço praticado no local era algo irreal. Deixamos para comer lagosta nos Estados Unidos por um valor aproximado de um terço do cobrado em Costa Maya. E por muito menos, também comemos comida mexicana nos Estados Unidos. 
Peixes bonitos, preços salgados

Optamos por ficar no Restaurante Bar Big Mama, na beira-mar, recomendado no Trip Advisor como comida boa com preço acessível. Checamos que os preços não são acessíveis, mas dentro da média dos preços praticados em Mahahual.  Pedimos uns camarões e pratinhos típicos mexicanos com peixes. Nada que tenha valido muito.  Além disso, os restaurantes locais pecam no quesito higiene. Enfim, deu pena! Pois Mahahual tem um potencial turístico enorme. Poderiam investir melhor nisso.
Comidinhas mexicanas no Big Mama


Outras Informações:


  • A moeda mexicana é o peso, mas aceitam dólares. 
  • Outras praias pesquisadas, mas não visitadas: Maya Chan Beach (9,1 quilômetros do porto) Yaya Beach (3,9 quilômetros do porto) 
  • O que comer: comida mexicana (fajitas, guacamole, etc) e frutos do mar como lagostas e camarões.
  • O que comprar: pratas e souvenires locais, 
Rua de comércio e restaurantes, em frente a praia

  • Leia mais sobre o México AQUI;
  • Leia mais sobre o Caribe AQUI.




domingo, 6 de novembro de 2016

Rondo Frios em Resende, RJ

Destaque Gastronômico no Viajando com Puny




 Se você for a Resende, no sul do estado do Rio de Janeiro, o Viajando com Puny tem uma boa sugestão gastronômica para você levar guloseimas da região e outras seleções especiais do Brasil e do mundo para a sua casa: é o Rondo Frios Delicatessen! Uma mistura de armazém com bistrô que tem tudo que você precisa para incrementar a sua cozinha! Como eles mesmos dizem, são mais de 6000 itens variados, dentre cervejas, vinhos, bebidas finas, conservas, iguarias, embutidos, queijos, doces, etc.

Sendo ou não da região, vai se encantar e surpreender com a variedade de queijos, muitos deles uma seleção dos melhores mineiros e outros importados. As trutas também são um artigo típico regional. Além disso, há especiarias como biscoitos, doces e chocolates de dar muita água na boca.

Recentemente foi incorporado a casa um Café, onde os clientes podem degustar no local enquanto fazem compras. 

Além disso tudo, o ambiente é de extremo bom gosto, com um bonita adega rodeando o alto do estabelecimento. Um deleite para o paladar e para os olhos. 

Para saber maiores detalhes, visite a página do Rondo Frios clicando aqui.

Endereço: Rua João Ferreira Pinto, 141
Bairro Comercial, Resende, RJ
Tel. (24) 3360-0163

Lembramos que para tornar-se um Destaque Gastronômico no Viajando com Puny o estabelecimento deve fazer por onde merecer. Frisamos uma vez mais que o blog não recebe nenhum tipo de cortesia para este tipo de publicação. Para ser publicado aqui, precisamos realmente ser surpreendidos!

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Hallandale / Hollywood Beach – na Flórida

Com hospedagem no Crowne Plaza Hollywood

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Ano passado fiz uma postagem aqui falando das vantagens de visitar Hollywood Beach na Flórida. Procurei abordar ao máximo as delícias locais. Hoje não tenho grandes novidades, mas venho aqui só para contar que este ano voltamos lá. Quando a gente gosta muito de um local,  sempre volta. 

Na verdade o nosso destino principal era a praia de Daytona Beach. Mas como optamos pelo aeroporto de Miami para desembarcar de um voo proveniente do Brasil, utilizamos Hollywood como parada para descansar antes de seguir para Daytona. 

Gostamos de ficar hospedados no mesmo hotel, que fica bem pertinho da praia de Hallandale. Não pergunte o porquê, mas este pedacinho de praia tem uma magia encantadora. Principalmente devido à fauna local – o mar parece uma rota de cardumes que passam em quantidades volumosas e, consequentemente, a praia vive cheia de gaivotas, atobás e pelicanos, em busca de alimentos. Sempre tivemos sorte de pegar dias ensolarados e a praia com águas mornas e tranquilas.

Vou fazer propaganda aqui no blog, mas informo que não ganhamos nada para isso. O Viajando com Puny por enquanto não anuncia, nem tem fins lucrativos. Quando a gente indica um estabelecimento é porque há realmente alguma coisa que nos surpreendeu ali. Neste caso, o Crowne Plaza Hollywood Beach Resort é o nosso queridinho.

Por quê? A localização perto da praia de Hallandale. A piscina maravilhosa. O canal por onde passa o Water Taxi, que faz passeios, levando até Fort Lauderdale. Também pelas dependências bacanas do hotel, assim como seus quartos. O restaurante que serve drinques, refeições e sanduíches esplêndidos. Só não damos destaque para o café da manhã, pois pelo preço cobrado, não merece um Uau! Mas dentro do hotel tem uma lojinha Starbucks que substitui o café do hotel por um preço mais camarada. 

Além disso, no entorno deste hotel tem um Wal-mart e muito comércio prático, como restaurantes diversos e um Walgreens. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Viajando com Puny está no Instagram!

Oi, gente! Finalmente estamos divulgando aqui o Instagram do Viajando com Puny. Lá a gente publica algumas fotos que não foram divulgadas aqui no blog. / Hi, people! Finally we are spreading here Viajando com Puny Instagram’s account. There we publish some photos that we didn’t show here in the blog.

Se vocês observarem, procuramos publicar sempre um trio de fotos de um mesmo lugar. Todas as fotos são de nossa autoria e dos lugares que visitamos. / If you note, we look publish always a group of three photos of a same place. All the photos are ours.

Buscamos publicar fotos alternadas dos vários continentes e com a maior frequência possível. / We try publishing photos from the various continents and with the more frequency possible.

Para ver todas as fotos, apareça por lá! / To see all the photos, go there!

Siga-nos no @viajandocompuny / Follow us @viajandocompuny

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Sky Costanera - Santiago do Chile


A Maior Torre da América Latina


Medindo 300 metros de altura, a maior torre da América Latina está localizada em Santiago do Chile. Inaugurada em 2013 a Sky Costanera é uma atração a ser colocada em seu roteiro de viagem à capital chilena.  Elevadores super-rápidos conduzem os visitantes em menos de um minuto ao topo da torre. A entrada é paga, mas a vista de toda a cidade vale a pena.  


Se você tiver sorte de pegar um tempo limpo, a vista será a melhor. Se você for a noitinha, vale a pena ficar para ver o por do sol. No verão ele acontece por volta das 20 horas. Lembrando que o elevador encerra às 21h. 

A Sky Costanera fica localiza no centro de Santiago, sobre o Costanera Mall, um shopping de tamanho médio e bom para pequenas compras e refeições. 

Se você ficar para visitar o shopping, vale a pena pegar seu On Tour, que é um guia de descontos exclusivos para turistas. Para retirar o livro de cupons de descontos o turista (estrangeiro) deve apresentar o passaporte ou RG no On Tour, que fica localizado no piso 2 do Costanera Mall. Este programa dá muitos bons descontos para lojas e restaurantes.

Horário de funcionamento da torre Sky Costanera:


segunda-feira a Domingo das 10h às 22h

Os preços dos ingressos variam, custando menos de segunda a quinta-feira quando um adulto paga algo em torno de 5.000 pesos (aproximadamente 7.50 dólares). Crianças menores de 4 anos não pagam. Para saber os preços atualizados para todos os dias e idades acesse aqui.

Indo de Metrô:

  • Para chegar lá de metrô você deve descer na estação Tobalaba.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Gran Cayman - Desembarcando em Georgetown



O arquipélago formado pelas Ilhas Cayman (Gran Cayman, Pequena Cayman e Cayman Brac) compõem um território ultramarino britânico (apesar de serem controladas pela coroa britânica, essas ilhas têm seu próprio governo que as administra, ficando o Reino Unido encarregado da sua proteção, dos negócios e das relações externas). Ficam localizadas no Caribe e seus vizinhos mais próximos são a Jamaica e Cuba – aproximadamente 300 quilômetros de distância. 


Em  um cruzeiro com a Royal Caribbean, visitamos esta ilha por um dia, no início de setembro. O navio ancorou e desembarcamos em barcos auxiliares que nos levaram ao porto de Georgetown – a capital das ilhas, localizada em Grand Cayman. 

As pesquisas que fizemos indicavam que poderíamos pegar um táxi no porto para nos deslocar até as praias. Nosso destino, Seven Mile Island – uma bonita praia de águas muito azuis – custaria algo em torno de 5 dólares por pessoa. Mas logo quando saímos para procurar o táxi, encontramos um ônibus, que iria até a de Seven Mile Island, seguindo para outros destinos mais, ao preço de apenas 2 dólares e 50 centavos por pessoa. Um detalhe divertido é que o motorista do ônibus vai acenando em busca de possíveis passageiros provenientes do cruzeiro. Funcionou muito bem este transporte  e recomendamos. 

Apesar do dia nublado, estava quente e nem a chuva tímida que caiu em alguns momentos nos impediu de aproveitar a praia. Em Seven Mile Island alugam cadeiras e guarda-sóis (5 dólares a peça). Há bares, barracas de venda de água de coco, bebidas e comidas típicas na praia. A orla é muito bonita e arriscamos snorkeling para ver uns poucos peixes. Passamos um dia de praia agradável. As praias são públicas e a sensação é de segurança no local. 

Nossos planos eram dali ir até Tiki Beach, para conhecer. Mas com o pouco tempo disponível, preferimos retornar no mesmo ônibus para a cidade, em busca de wi-fi grátis. 

Andamos pelo centrinho e constatamos que Georgetown é semelhante a algumas cidades caribenhas que visitamos, como nas Bahamas e em St. Marteen. Suas ruas são organizadas e limpas. Seu comércio tem lojas de joias, relógios, diamantes e alguns suvenires. Nada especial em termos de compras, artes ou artesanatos.

Utilidades:

Idioma falado: inglês
Moeda oficial: dólar das ilhas Cayman (KYD). Mas dólares americanos e cartão de crédito são amplamente aceitos. 
Gastronomia típica: rum punch e bolo de rum. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Honduras - Desembarcando em Roatán


Roatán está entre os destinos mais bonitos que visitamos nas últimas férias, a bordo do navio Freedom of the Seas, da Royal Caribbean. Seu povo é hospitaleiro, simpático e animado. Descobrimos que a ilha pertence a Honduras, país da América Central. Abrigou várias culturas indígenas importantes, principalmente os Maias. Fica localizada no mar do Caribe e a maior parte da sua população veio das vizinhas ilhas Cayman. A pesca comercial é uma das principais atividades econômicas da ilha. E o que mais nos atraiu foi descobrir que a ilha é destino certo dos mergulhadores. Como usual, fizemos pesquisas para saber um pouco sobre a ilha e traçamos um roteiro detalhado para aproveitar ao máximo o pouco tempo que teríamos desembarcados. Valeu a pena. Aproveitamos ao máximo cada recanto deste lugar incrível!

Nosso navio atracou às 12h30min com horário para zarpar às 19h. O tempo foi curto. Poderíamos ter cedido a tentação de ir a Mahogany Bay, que é bonita e fica ao lado do porto. Mas soubemos que se trata de uma praia artificial e preferimos explorar as belezas naturais da ilha. Saimos do porto para pegar um táxi logo em frente. Esta foi a forma mais rápida e prática de ir aos nossos destinos: West Bay e West End.

West End


Localizada a aproximadamente 20 quilômetros do porto. Através de estradinha tranquila, bem verde, que corta várias comunidades, chega-se nesta praia de águas cristalinas. É repleta de charme e confirma o que lemos nas pesquisas, que indicam a praia pela sua variedade de restaurantes e lojinhas coloridas a beira-mar. Parece uma praia descolada, estilo Morro de São Paulo, no Brasil. Mas é uma praia pública, o que em certos lugares no Caribe, significa pouca segurança para o turista. Não foi nosso destino final. Negociamos com o motorista do táxi para nos levar até West End para conhecer e comentar aqui no blog, antes de seguir para West Bay.

West Bay – perfeito para Snorkeling


Escolhemos West Bay como destino praia, já que as pesquisas indicavam que ali estava a melhor barreira de corais de Roatán.  O objetivo era ir para o Infinity Bay Resort, mas o motorista do táxi nos convenceu a ir a um resort ao lado pois estava com melhor preço. Não temos certeza se ele estava sendo sincero, já que muitas vezes os motoristas de táxi podem levar alguma comissão em suas indicações. Mas chegando lá confirmamos que o Infinity Bay Resort era vizinho ao nosso, ganhando um pouco em elegância. Mas o que queríamos era aluguel de cadeira, guarda-sol e uma estrutura de bar para uma provar a salva-vida (cerveja local), ducha, banheiro, etc. E o Bananarama Dive & Beach Resort tinha tudo isso arrumado, limpo e com uma boa piscina, para quem curte.

Snorkeling

O importante é que ficamos a poucos metros da barreira de corais!! A praia de West Bay é linda. Além das águas cristalinas, dos coqueiros, dos barcos de pescas ancorados e das águas mornas, os peixes valem tudo para quem gosta de mergulhar. Quem precisa snorkeling quando uma quantidade incrível de peixes vem ao seu encontro na superfície das águas? Ficamos fascinados e recomendamos  muito o lugar!

Onde fica a barreira de corais: desde o Bananarama ou Infinity Bay Resort, de frente para a praia dirija-se para a esquerda e caminhe até o canto da orla.

Preço do Bananarama Resort: 10 dólares por pessoa dando direito a cadeira de praia, guarda-sol, wi-fi e utilização da infra-estrutura do local.

Quando fomos: agosto de 2016

Curiosidade: notamos que West Bay é uma praia com acesso através dos resorts, o que a torna uma praia paga. Toda a faixa de areia é vigiada por seguranças armados. Daí ficou a dúvida se a falta de seguranças de West End a torna uma praia insegura.

Outras dicas


  • Ouvimos falar que seria bom levar dólares trocados, já que o dólar americano (US$) normalmente é aceito em toda a ilha, mas o troco geralmente é dado em Lempiras hondurenhas.
  • Pagamos 20 dólares por passageiro pela viagem de ida e volta até West End e West Bay. Me pareceu também que os motoristas são confiáveis. O nosso nos levou até o Bananarama e marcou hora para nos buscar. Só cobrou a viagem no final, quando nos deixou no porto.
  • Uma opção interessante para quem tem mais tempo na ilha é pegar um water-taxi até West End. O preço aproximado é 3 dólares. 
  • Sobre o porto: tem uma infraestrutura simples e a wifi não é boa. A vantagem é que o navio pode atracar, o que faz o passageiro ganhar tempo, sem ter que usar os barcos auxiliares.

 O que comer em Roatán: banana frita nas refeições, bolo de rum, rum, caranguejo azul, iguana (se você não tem amor ao meio-ambiente e quer infrigir a lei local – Iguanas são protegidas!). A cerveja local se chama salva vida e o drink local é o monkey lala.

Restaurantes bem cotados: em West End - The Landing (local bonito, mas porções chiquezinhas, não muito fartas), Splash Inn Restaurant (gostei especialmente das fotos dos pratos, de dar água na boca, e do local a beira mar). Em West Bay -  Beachers. Todos servem frutos do mar.

O que comprar: oferecem artesanato característico da América Central, cerâmica com cores vivas, esculturas em madeira, joias personalizadas, camisetas, charutos e roupas. Artes têxteis, artigos de vime, bordados e objetos de couro. Nada que mereça destaque.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O turismo nas Olimpíadas Rio 2016

Texto e Fotos: Vitória Paiva

Saiba mais também sobre as Paralimpíadas...


Depois de muita confusão e polêmica chegou a hora do Brasil sediar as Olimpíadas Rio 2016. Os destaques ficam não só para os jogos, as delegações, as medalhas, conquistas e derrotas, a interação entre ‘gringos’ e brasileiros... Fica destaque, também, para o magnífico Boulevard Olímpico, que juntou o Porto Maravilha, a pira olímpica e a Orla Conde (calçadão entre a Praça Mauá e Praça XV), tudo isso tendo como ‘companheiros’ o Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio e todo o charme que o Rio antigo reserva.
Bandeiras dos países em frente às Arenas Cariocas
As casas das delegações também acolheram milhares de turistas e moradores. Quanto charme e quanto país diferente mostrando um pouco de sua cultura nas terras cariocas. O Parque Olímpico, instalado na Barra da Tijuca, foi o foco e também mereceu uma visita. Se você não pode marcar presença nos jogos uma pena, mas não acabaram ainda. Aconselho que você vá e sinta um pouco desse espírito nas Paralimpíadas, que começaram no dia 7 de setembro. 

Boulevard Olímpico


A pira do povo, na Candelária: dificuldade em fotografar
Não só de pira olímpica, que ficou instalada na região da Candelária, se resumiram os jogos (até porque tirar foto dela era quase impossível devido à quantidade de gente). As Olímpiadas deixaram outros legados para a cidade carioca, como, por exemplo, o aumento na frota de BRT (aquele ônibus sanfonado que tem uma pista exclusiva), a implantação do VLT (espécie de bondinho que circula no centro do Rio, podendo, até mesmo, levar passageiros da rodoviária ao aeroporto) e o famoso mural das etnias, assinado pelo célebre e criativo Kobra, e cotado para entrar no guiness book como maior arte de rua do mundo (uau!).

Enfim, o Boulevard Olímpico deu um charme, foi ponto de encontro para assistir aos jogos (ponto para quem não comprou ingresso) e ficou lotado em todos os dias de competição. Uma caminhada lá vale como exercício físico porque é chão para andar, hein, rs.

A surpresa para muitos foi encontrar um aquário, que deve ser inaugurado em novembro. É o AquaRio, o maior aquário da América do Sul que abrigará mais de mil animais marinhos. Serão utilizados 4,5 milhões de litros d’água para o funcionamento do aquário. Vamos aguardar!

Nos armazéns próximos à Parada dos Navios (estação de desembarque de VLT) você encontrava a NBA House, que contava um pouco da história da liga americana de basquete. Infelizmente não funcionará nos jogos paraolímpicos (calma que outras casas ainda estarão abertas). A Casa Brasil é uma delas. A Casa Portugal fica no veleiro Sagres, ancorado na Ilha das Cobras. Um charme.

O Palco Encontros transmitiu vários jogos e fica exatamente em frente ao Museu de Arte. Além disso, tem vários shows. No dia em que fui estava tendo show da banda Jamz e o clima estava bem gostoso (afinal o Brasil encerrava as Olimpíadas com ouro no vôlei masculino). Mas teve shows de Erasmo Carlos, Elba Ramalho, Preta Gil, Paralamas do Sucesso e vários outros...
Arena de Tênis
Dá até para agendar um passeio panorâmico no balão da Skol e fazer bungee jump com a Nissan. E o melhor: tudo isso de graça. Enfim, são muitas atrações. Para saber todas, visite o site http://www.boulevard-olimpico.com/atracoes.

Parque Olímpico


Que charme ficou. Uma pena que o dia em que fui o tempo estava bem fechado, dia atípico no Rio, com chuvas e muitas nuvens. A área do parque é de 1,18 milhões de metros quadrados. Então um dia completo para ficar no local é necessário. Mas nada de muito esforço já que foi inaugurada a Linha 4 do metrô, o que deixa a Barra da Tijuca um pouco mais perto de outros bairros (sonho de muitos foi realizado. 15 minutos de Ipanema – Estação General Osório - à Barra – Estação Jardim Oceânico). Junto com o metrô era necessário pegar um BRT especial para o Parque. E para a surpresa de muitos, o sistema funcionou muito bem durante os jogos.

A crítica vai para o sistema de alimentação,  que foi precário nos primeiros dias. Os preços seguiram o padrão em todos os jogos: preços altos. Copo de cerveja a R$13, água por R$8 e coca R$10.

Ao longo do parque as patrocinadoras dos jogos montaram stands para propaganda. Todos os stands tinham atrações e, alguns, brindes. Como o da Coca Cola, que distribuía uma garrafa de coca para cada visitante. O destaque ficou na Delegação Skol. Uma espécie de boate montada pela marca. Tocava músicas, tinha dj, muitos gringos e fãs de uma boa música.
Jogo de handebol: Arena do Futuro
Ah é... As arenas também estavam lindas. Pelas minhas contas havia seis no Parque: Arena do Futuro (handebol), Centro Olímpico de Tênis, Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, Arenas Cariocas 1, 2 e 3. Tudo estava bem sinalizado graças aos voluntários que estavam à disposição no caminho instruindo os visitantes. Outro ponto de encontro no Parque foi o “estúdio” da Globo/Sportv, onde muitos repórteres faziam filmagens e entrevistas com o público.
Studio da Globo Sportv
Curiosidade: após os jogos, o parque não ficará lá como um elefante branco. As piscinas, por exemplo, serão desmontadas e levadas para outras cidades do Brasil. O parque funcionará como um complexo esportivo e educacional. Serão construídas escolas (desmontando a Arena do Futuro construirão quatro escolas municipais). O espaço será aberto à visitação (aproveite caso não possa ir).

Casas das delegações


Churrasco de linguiça suíço
Focados na promoção e visibilidade, os países aproveitaram os jogos para montar espaços de divulgação de sua história, cultura e gastronomia. São as chamadas cada de hospitalidade. Consegui visitar três casas: Dinamarca, Alemanha e Suíça.

A primeira parada foi na casa da Dinamarca, que está no Posto 10 em Ipanema. Sem muitas atrações, a Dinamarca apostou na criação de estruturas com Lego (uma espécie de propaganda da marca), shows ao vivo e painéis sobre o país.

Logo mais à frente, no Posto 11 no Leblon, exatamente na praia, estava a casa Alemanha, que focou na gastronomia, com aquelas salsichas de dar água na boca e copos de cerveja por “simpáticos” R$25. Um telão exibia aos jogos e foi lá onde escolhi assistir à final de futebol masculino Alemanha X Brasil. Havia poucos alemães, que, sem vergonha alguma, torciam pelo seu time, falavam do inesquecível 7x1 na Copa e se jogavam junto com a torcida brasileira. Isso sim é espírito olímpico! A casa continua aberta até o dia 18 de setembro. Caso tenha interesse em visitar, veja a programação aqui.

Área de lazer: Casa da Suíça
A Casa da Suíça, localizada na Lagoa, foca nas atividades ao ar livre: slackline, patinação no gelo, globo gigante de “neve”, áreas para descansar na rede e teve até churrasco suíço. A casa também está aberta nos jogos paraolímpicos e vale a pena visitar.

A frustração ficou quando fui visitar a Casa da Áustria, localizada na sede do Clube Botafogo, no bairro de mesmo nome. Fila enorme. Fiquei 1h30 para entrar e desisti. Tinha compromisso no mesmo dia e não podia esperar. Uma pena. Mas um taxista falou que a casa, junto com a da França, era uma das que mais tinha fila de espera.

Agora a boa nova é que muitas casas ficam abertas durante os jogos paralímpicos: Suíça, Alemanha, Brasil, Grã-Bretanha (Shopping Metropolitano/Barra da Tijuca), Japão (Cidade das Artes/Barra da Tijuca), Pyeong Chang (Quiosques QL03 e 04 na praia de Copacabana), Colômbia (Centro do Rio), México (Museu Histórico Nacional/próximo à casa Colômbia) e Itália (Clube Costa Brava/Recreio).

E você? Como participou dos Jogos Rio 2016? Tem alguma dica? Visitou algum lugar? Conta pra gente nos comentários! Um abraço ansioso para os jogos de Tokyo 2020. #PartiuAcumularMilhas #HajaMilhas 



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Viajando sozinha

Está pensando em viajar sozinha mas está na maior dúvida? Bate um medinho e você se pergunta se vai dar certo... Então o texto abaixo foi escrito para você.

Porque eu decidi me jogar no mundo e viajar sozinha

Texto e Fotos: Vitória Paiva

Quando eu comecei com a ideia de viajar sozinha, não botei fé que faria isso. Afinal eu nunca tinha viajado sem minha mãe ou sem amigos. Mas muitas coisas me motivaram a fazer isso e vou contar para vocês durante o texto. Já começo falando que se você quer fazer algo e não tem com quem ir, faça o seguinte: se joga e só vai.


Você é a sua melhor companhia
Bom, o que mais me motivou a fazer a viagem foi a falta de companhia. Nem todo mundo tem condições, interesse ou gosta de se aventurar por aí. Isso começou a me "incomodar" de certa maneira. Tenho muitos amigos, graças a Deus, mas, como disse, nem todos podem viajar ou, simplesmente, nem gostam. Felizmente ou não, eu amo viajar. Então, cogitei parar com essa dependência de alguém para ir. Sem ninguém te acompanhando você tem maior liberdade em escolher seus horários, passeios, onde ficar, etc... Liberdade é tudo, né?! Depois, li vários relatos de mulheres que viajaram sozinhas e comecei a ter inspiração e criar coragem. Foi então que eu cheguei à conclusão: você é a sua melhor companhia. Comprei a passagem, reservei lugar para ficar e fui. Meu destino foi Bonito, Mato Grosso do Sul, a capital de ecoturismo do Brasil.

Corajosa
Foi nesse momento que comecei a ouvir: "VOCÊ VAI VIAJAR SOZINHA PARA UM LUGAR QUE VOCÊ NÃO CONHECE NADA, NEM NINGUÉM?", "nossa, você é maluca", "vai conversar com quem lá? Sozinha?", "se acontecer alguma coisa, o que você vai fazer?", "que sem graça". Essas foram um pouco das frases que ouvi. Por outro lado um número pequeno de pessoas gostou da ideia. "Que corajosa", "sempre quis fazer isso, não tenho coragem, quando voltar me conta pra ver se eu crio", "que bom, tomara que dê tudo certo" foram alguns votos.

Enfim, agradeci aos bons votos, ignorei quem ficou chocado com a ‘notícia’, rezei bastante, pedi proteção e fui. Já havia pesquisado tudo sobre o local e vi que era bom de viajar sozinha (o), que a cidade era pequena/tranquila e o melhor: tinha hostel. Isso é ótimo para quem viaja sozinho e melhor ainda para quem quer economizar.

Parceiras de quarto
Hostel, para quem não sabe, é tipo albergue. Você divide o quarto com pessoas de qualquer lugar/nacionalidade. E isso me encantou ao escolher onde ficar. Poderia ter ficado em hotel? Sim. Mas pra que se eu ficaria restrita ao meu quarto e às quatro paredes? Aí sim eu iria falar sozinha. Daí vem mais um incentivo: a possibilidade de conhecer pessoas. E assim fiz. Ficando no hostel eu conheci MUITA, mas muita, gente. Compartilhei quarto durante toda minha estadia com uma paulista. Na mesma noite em que cheguei duas holandesas foram para nosso quarto. Saímos, as quatro, juntas e falamos inglês a noite toda. E olha que eu estava cansadíssima, sem pensar nem em português e pratiquei meu inglês. Ponto para minha escolha de ficar em hostel. Depois tivemos uma experiência desagradável com um casal no nosso quarto e pedimos para trocar. O casal não tinha espírito de hostel, ficavam dormindo de conchinha, ligavam o ar-condicionado sem nem saber se a gente estava de acordo. Enfim... só estresse. Mas trocamos de quarto. Foi aí que nos juntamos a outra paulista com quem já havíamos conversado anteriormente e, mais tarde, chegou uma alemã. Enfim, ficar em hostel me fez ter uma grande rede de contatos. E digo a vocês que não fiquei sozinha em momento algum.

Possibilidade de conhecer muita gente bacana
O turismo de Bonito consiste em passeios que são um pouco distantes da cidade, o que te faz utilizar o transporte compartilhado para os locais (a não ser que você alugue um carro ou tenha disposição de ir de bike). Esse foi mais um motivo pelo qual não fiquei sozinha. No transporte entrava muita família, viajantes sozinhos, casais... E nesse momento eu fazia amizades também. Conversávamos a caminho do passeio e chegando ao local eu sempre ficava junto de alguém. (Só para se ter uma ideia, eu fiz seis passeios e em três deles encontrei duas meninas coincidentemente – já que os passeios são fechados, geralmente, antes da viagem. Acabamos ficando juntas e como no hostel fizemos um churrasco com a galera elas foram também. É muita sorte, né?)

Enfim, viajar sozinha foi uma experiência única e aprovada por mim. Conhecer um lugar o qual eu nunca imaginaria conhecer, e acabar com o medo de não curtir foi ótimo, perfeito! Digo isso porque só depois dessa viagem comecei a ter espírito aventureiro, esse negócio de "se joga". E eu me joguei muito. Antes eu tinha receio e não cogitava ficar em hostel. Conheci muitas pessoas lá, saíamos juntos sempre, nos preocupávamos uns com os outros e compartilhamos várias histórias. Nos passeios idem.
 
A dica que dou para você, que tem medo, mas quer viajar sem ninguém (seja por escolha ou falta de cia), é: não pense e vá. O famoso ditado diz para não deixar para amanhã o que podemos fazer hoje, não é? Então é isso. Planeje sua viagem, leia textos incentivadores como esse (espero que tenha sido, rs), pesquise bastante sobre o local, veja o que há para fazer e compre o pacote. Não tenha medo. Como eu disse no começo do texto: só vai. E boa sorte!


domingo, 10 de julho de 2016

Razões para ir ao Jardim Botânico, Rio de Janeiro

Texto e Fotos: Vitória Paiva

Palmeiras Imperiais
540 mil metros quadrados. Mais de oito mil espécies de flores e plantas. Palmeiras tão altas quanto um prédio de quinze andares. Essa é a essência do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, mais uma prova de que a Zona Sul, bem como a cidade carioca, tem excelentes pontos turísticos. O local abriga espécies raras da flora brasileira e do mundo desde 1808 (é o mais antigo do Brasil), quando também começou a acolher especiarias vindas do oriente. O jardim é enorme, então é bom reservar uma manhã ou tarde exclusivamente para o passeio, que custa apenas R$10 (inteira) ou R$5 (meia). 

Criado por João VI, o Jardim Botânico tem como charme principal as palmeiras imperiais. Mas também tem atrativos como lago de vitórias-régias, orquidário, roseiral, parquinho para crianças, estufas, chafariz e tantos outros... Ufa! Haja espaço para tanta beleza natural. Deixar de visitar esse belo jardim é dar mole. Há muitos cariocas que não conhecem o local e nem todos os turistas sabem da existência. Mas ir ao Rio e não ir lá é a mesma coisa que ir a SP e não ir ao Parque Ibirapuera. Prepare seu roteiro e inclua o jardim. Você irá se surpreender com certeza. Saiba como nos próximos parágrafos.

Micos
O Jardim Botânico abriga o Museu do Meio Ambiente, o Espaço Tom Jobim, o Centro de Visitantes, uma loja que é dirigida pela Associação de Amigos do bairro. São tantas opções diferentes que a gente se perde. Sim. Perder-se lá pode ser normal. Uma hora você se localiza. Uma dica que dou é: baixe o aplicativo do local, o Jardim Virtual (disponível para android e IOS). O app mostra os principais pontos e sugere caminhos. Não deixe de baixar.

Em meio às arvores e aos atrativos, macacos e micos podem ser avistados (fofura!). E eles circulam livremente pelo jardim. Não se espante ao ‘trombar’ com um. Mas atenção: não é permitido alimentá-los já que eles podem desconfiar e ‘agredir’ (informação do guarda florestal). Mas admirá-los caminhando pelo chão é algo muito fofo e que chama nossa atenção.

Além de admirar os macacos e plantas, o Jardim Botânico é uma boa opção para caminhadas, passeios com crianças (falei que tem parquinho, né?), piquenique com amigos e família e... para um book fotográfico! Sim. Muita – eu disse muita – gente escolhe o local para ser fundo do book de casamento, aniversário ou book pessoal justamente por conta da beleza que o cerca.

Vitórias Régias
Não é só o turismo que faz o jardim funcionar. Atualmente ele funciona como um instituto de pesquisa, sendo considerado patrimônio nacional pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e reserva da biosfera da Mata Atlântica pela Unesco. Interessante, né?

Enfim, o local é tão grande, tem tantas opções do que conhecer, que se eu fosse falar tudo aqui sairia como uma bíblia do turismo, rs. Então a recomendação que dou para você, que leu o post e se interessou em ir, é ler mais no site . Nada mais completo, né?


Dica: este passeio pode ser combinado com a Vista Chinesa.

Voluntariado


Ah! Sabia que você pode ser voluntário no parque? A ideia é que comece já nas Olimpíadas, mas posteriormente os voluntários serão escalados para monitorar visitas em períodos de alta temporada, feriados e finais de semana. A jornada é de 4h diárias e você pode ter acesso (para você e um acompanhante) ao local para uma visita fora do expediente. 



Serviço (extraído do site):


- Segundas-feiras: das 12h às 17h*
- Terça a domingo: das 8h às 17h*
* Durante o Horário de Verão, as bilheterias ficam abertas até as 18h.

O valor é de R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia). Somente em dinheiro. Cartões não são aceitos para entrada. Crianças até 5 anos não pagam.

Como chegar


O Jardim Botânico não possui estacionamento. É bom usar ônibus ou táxi. Há bicicletários e estacionamento exclusivo para pessoas com severas deficiências de locomoção (veículos adesivados); permitida entrada de carros para embarque e desembarque de pessoas com dificuldades de locomoção (deficientes, idosos, grávidas).

Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008