domingo, 28 de fevereiro de 2016

Passeio de barco em Paraty: vale a pena?

Fazer um passeio de barco é essencial em uma visita a Paraty. Esse é o único jeito de visitar as praias (e ilhas) belíssimas que ficam na cidade. Os itinerários do passeio, que dura cerca de 4h, mudam de acordo com a embarcação. As saídas ocorrem diariamente às 11h* saindo do Cais de Paraty, onde há dezenas de barcos. Geralmente são feitas quatro paradas nas praias e cada uma delas dura aproximadamente 40 minutos, quando se pode descer ou não do barco. Engana-se quem pensa que o passeio demora. É mais rápido do que se imagina. No passeio você pode mergulhar, descansar, cochilar, tirar foto embaixo da água e relaxar na tranquilidade das águas de Paraty!

O roteiro (que fiz) englobou paradas na Praia Vermelha, Praia da Lula, Lagoa Azul e Ilha Comprida, passando por outros lugares como a Ilha dos Mantimentos, que tem uma “casinha” bem curiosa pertencente ao italiano Sergio Maggiore. A ilha tem esse nome porque, na época colonial, os portugueses deixavam os alimentos lá quando não podiam chegar até o porto por conta da maré. Toda história das ilhas/praias e seus nomes foi explicada pelo cantor do barco. São histórias diferentes e bem interessantes.

Apesar de o roteiro ser bem semelhante entre as diversas embarcações, é importante atentar à capacidade de pessoas permitida e ao preço, é claro. Alguns barcos acolhem quase 150 pessoas, geralmente são os de dois andares. Portanto, é lógico: quanto mais gente, mais cheio e menos espaço. Na minha concepção e dos barqueiros do Cais, é melhor pegar os barcos que embarcam no máximo 70 pessoas (é difícil lotar, sempre vai menos gente).

O melhor do passeio é a calmaria das águas de Paraty. Além de calmas, são também uma delícia de se refrescar – não é gelada comos as águas de Cabo Frio, Búzios... Isso faz com que você queira ficar mais tempo na água e fazer mais passeios de barco em Paraty.

Sobre as embarcações

No cais há muitos barcos. Os preços ficam entre de R$30 e R$50. Alguns barcos (como o que eu fui) cobram couvert artístico e 10% nos serviços. Não fica caro no final das contas. E, afinal, não é todo dia/ano que se faz um passeio de barco, certo?

A maioria das embarcações pesquisadas ofereciam frutas, água e café. Mas, no meu, esses itens só foram oferecidos quase no final do passeio. Além disso, há também um cardápio da cozinha disponível com almoço (prato feito), petiscos, sucos, refrigerantes e drinks.

Por outro, lado não vi problema em entrar com algumas comidinhas (biscoitos e frutas, caso a viagem seja feita com crianças e até mesmo adultos). Há uma parada para almoço. O barco fica ancorado em meio à imensidão do mar enquanto um som é tocado e você ‘recapitula’ as energias para continuar a viagem.

Todos os barcos oferecerem macarrão (boia) para segurar nos mergulhos. Kits de mergulho (snorkel e máscara) são alugados à parte, mas nada impede que o passageiro leve o próprio material de mergulho.

Dicas

Se for realizar um passeio de barco, tire um dia só para isso. Descanse, faça um bom café da manhã e vá repleto de energia.
*Recomendo a visita ao cais um dia antes do passeio para verificar os preços, itinerários e horários.
Próximo à praia do Pontal, antes da ponte, há pequenas embarcações de proprietários caiçaras que fazem os passeios também. Bom para quem quer exclusividade e viajar com a família. O maior barco deve acolher oito pessoas e a hora do passeio, que pode ser planejado e montado por você, custa em torno de R$100,00. Esses passeios oferecem água, mas não há alimentação/restaurante. (Preferi o passeio com barco maior. É mais dinâmico, alegre e mais em conta também. Mas a escolha vai de cada um.)
• Leve protetor solar, boia para as crianças, canga/toalha, chapéu/boné, além de itens pessoais. Itens importantes para ter mais conforto e segurança no passeio.
• Se você quer tranquilidade seja criterioso ao escolher seu barco. Alguns tocam músicas da atualidade (sertanejo, eletrônica, funk, etc), bom para quem quer animação. Outros, mais tranquilos, oferecem música ao vivo.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Roteiro no sul do Chile - Região dos lagos e vulcões

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Não tenho motivos muito fortes para escolher os destinos a visitar. Basta parecer interessante e caber dentro do bolso. E não gosto de muitas voltas mirabolantes para chegar até lá... 

Sobrevoo da Cordilheira dos Andes
As passagens para Santiago do Chile cabiam em nossas milhas. Mas queríamos ir adiante: o sul do Chile, na região dos lagos e vulcões (it sounds good!) parecia atraente. Lugar novo para conhecer. Por que não?

Voamos desde o Brasil para o Chile em um voo Guarulhos-Santiago da GOL. Utilizamos 20.000 milhas do programa Smiles para cada bilhete. Em outro post contarei com detalhes as vantagens de voar pelo aeroporto de Guarulhos (uma opção boa para quem vive no meio do caminho entre Rio de Janeiro e São Paulo).

IBIS Estación Central: opção básica e segura em Santiago
Ficamos uma noite em Santiago, no hotel IBIS Estación Central. Pela tarifa em conta e pela localização, que apesar de ser no centro da cidade, fica mais próxima ao Aeroporto Arturo Merino Benitez, de onde teríamos que sair no dia seguinte em um voo da TAM/LAN, com destino a Puerto Montt, no sul do Chile. Este bilhete, por ser mais barato, não valeria a pena tirar com milhas. 

Chegando ao Aeroporto El Telpual, em Puerto Montt, alugamos um carro pela Alamo e de lá fomos para Puerto Varas, onde nos hospedamos no Hotel Weisserhaus, por cinco dias. Na verdade, trata-se de uma linda pousada de administração familiar, localizada bem no centro da cidade. De Puerto Varas ganhamos o mundo em pequenos passeios diários. 

Hotel Weisserhaus
Por isso foi uma boa ideia alugar um carro para toda a temporada na região dos lagos e vulcões. Este foi um ponto que ponderamos muito antes de sair do Brasil. Alguns amigos que foram para o sul do Chile, contaram que não fez falta alugar um carro. Coloquei na ponta do lápis a diferença entre aluguel de carro e transfers em todos nossos percursos para duas pessoas. A diferença foi mínima. Mas quando chegamos lá, percebemos que de carro tivemos muito mais autonomia e conforto nos passeios. Isso levando em conta que os ônibus locais, além de terem horários espaçados entre uma e uma hora, eram pouco confortáveis e estavam sempre cheios (considere que fomos no verão, alta temporada). Outros programas como a subida ao vulcão Osorno, se não for feita com carro próprio,
Alugar um carro nos deu muita autonomia
tem que ser feita através de vans ou ônibus contratados com agências de turismo. Preferimos poder fazer nossos horários e viajar de forma privada, parando quando e onde bem entendessemos. Dirigir na região é muito fácil, já que as vias são de simples acesso e o fluxo de veículos é pequeno. Mas se você não dirige, não tem facilidade em alugar um carro, não se preocupe, pois sem carro também tudo é viável por lá.

A ideia de hospedar-se em Puerto Varas, para quem quer visitar as localidades no entorno do lago Llanquehue, é muito razoável. Já que a cidade é charmosa, tem boa infra-estrutura de restaurantes, pousadas, agências de turismo e comércio. Além de estar mais centralizada no mapa dos passeios. Fica a aproximadamente meia hora de Puerto Montt (que não é uma cidade muito aconchegante - fomos lá apenas para checar o Mercado Angelmo e o shopping, pela vista dos fiordes.   Comentei em outro post sobre este programa.), onde chegou o nosso voo proveniente de Santiago. Puerto Varas fica a aproximadamente 60 quilômetros do vulcão Osorno, de Ensenada, Petrohue, Lago todos los Santos... E de Frutillar mais uns 30 minutos por um lindo caminho que contei aqui no blog.

Belas paisagens ao redor do lago Llanquehue

Sobre gastronomia, come-se muito bem na região. Principalmente frutos do mar, com deliciosos pratos a base de salmão, camarão, centolla (o caranguejo gigante de águas frias) e a merluza, que é muito bem cotada por lá e diferente da brasileira. Dei uma atenção especial em outra matéria para essas maravilhosas comidas chilenas.

Puerto Varas - praia do lago Llanquehue com Osorno ao fundo
O artesanato local remonta às tapeçarias do período pré-colombiano. No sul do Chile trabalha-se muito com as lãs coloridas, com tramas semelhantes ao tricô. O destaque fica para as bonequinhas de lã, que podem ser encontradas por todo o lado. Fora isso há também muitas peças em madeira e couro.

As cinco noites passadas na região foram mágicas. Superaram muito nossas expectativas para o lugar. Os vulcões exercem certa magia em meu imaginário. Estavam lá os principais: o Osorno (ligeiramente adormecido) e o Cabulco, com sua fumacinha branca, atemorizando a distância. De qualquer lugar da região dos lagos Llanquehue e Todos los Santos, ambos são avistados. E os lagos não ficam atrás, encantando diariamente pela sua beleza.

Parque Arauco - Santiago do Chile
De lá, retornamos para Santiago, onde aproveitamos para passar mais três noites. Desta vez optamos pelo IBIS Manquehue Norte, que fica no elegante bairro de Las Condes. O hotel fica bem localizado próximo ao Parque Arauco, Shopping Arauco e tem metrô e casa de câmbio bem ao lado. Nesses dias visitamos atrações que ainda não conhecíamos e de quebra vivenciamos um terremoto de 4.3 graus na escala Richter. Nada demais para os chilenos!!! Em outra matéria falarei sobre essas experiências.

Para ler todos as matérias sobre o Chile, clique aqui.

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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Frutillar - cidade bordada ao sul do Chile

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Chegamos a Frutillar em um dia ensolarado de verão, mas com vento e temperatura média de 18°C. Estacionamos o carro na rua em frente ao lago e, tentando cumprir nosso roteiro cuidadosamente traçado, saímos para caminhar. Mas os atalhos sempre aparecem e logo adiante estava a Escuela de Arte, que nos deteve pelo tom de verde brilhante, com imponentes janelas de madeira em um prédio plantado em um espaçoso jardim florido. Frutillar é assim: por onde se anda, se vê flores. Por todos os lados há beleza.

Contemplamos o lago e observamos que estávamos em um lugar delicado, quase bordado à mão: apesar do vulcão Osorno, a majestade, não aparecer devido às nuvens, o Muelle Frutillar, tratou de decorar o ambiente. 

O ponto alto da cidade é o Teatro do Lago, onde apresentações são feitas ao longo do ano. Chegamos em fevereiro, na época das Semanas Musicales, mas sem reservas prévias foi impossível adquirir ingressos. O teatro, em madeira, como praticamente todas as construções do sul do Chile, repousa imponente sobre o lago Llanquehue. 

Após as devidas contemplações, avistamos o primeiro indício de que estávamos em uma cidade musical: a clave de sol adornada por figuras alemãs representadas por pessoas, animais e instrumentos musicais. Mais adiante, à beira do lago, um piano decora a praia. 

Tivemos a oportunidade de visitar a igreja católica, com seu interior pintado e ricamente enfeitado. E adiante, como não poderia faltar em uma cidade de colonização alemã, a igreja Luterana. 

Em seguida passamos por diversas feiras de artesanatos locais, que expunham madeira, couro e muita tecelagem. Sem faltar a representação mais regional de Frutillar, que são as bonecas tricotadas em lã.

Apesar do frio, as crianças faziam atividades nas águas geladas. Banhistas bronzeavam ao sol, famílias se divertiam e atletas praticavam canoagem. A vida na cidade, durante o verão, gira mesmo em torno do lago. 

Por fim, fomos visitar o Museu da Colonização Alemã, que retrata a vida dos alemães em sua chegada ao sul do Chile por volta de 1840. O museu fica instalado em uma extensa área com jardins muito bem cuidados. Sua construção foi uma iniciativa da Universidade Austral do Chile, em parceria com o governo alemão e o município de Frutillar. É datado de 1981 e no seu terreno há a casa da fazenda, a casa do ferreiro, a casa do moinho e o campanário.

Informações úteis:

Museu Colonial Alemán
Preço: adulto 2.500 pesos (aprox. USD3.60)
Horário: 9h às 19:30h (de 2 de janeiro a 28 de fevereiro)
                 9h às 17:30h (de 01 de março a 31 de dezembro)
Funciona de segunda a Domingo. O museu não abre nos dias 1 de janeiro e 25 de dezembro.

Para saber mais sobre as programações do Teatro do Lago, clique aqui.

Outras informações: ao longo da rua da praia do lago e das ruas adjacentes, pode-se estacionar o carro, mediante pagamento de estacionamento.  Frutillar é muito pequena. Da rua do lago, até a rua de trás, onde fica o museu alemão, é apenas um quarteirão de distância. Todas as atrações podem ser facilmente acessadas a pé.

Para ler outras matérias a respeito do Chile, clique aqui.
Leia aqui sobre o roteiro completo para o sul do Chile, na região dos lagos e vulcões.