sexta-feira, 25 de março de 2016

Sugestão de hospedagem em Puerto Varas – Hotel Weisserhaus


Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Hoje trago aqui uma simpática pousada localizada no coração de Puerto Varas. Sua administração é familiar e o ambiente é aconchegante como uma casinha de montanha. O atendimento é feito principalmente pelo Sr. Jorge Weisserhaus e sua filha Suzana, que se esmeram em atender bem seus hóspedes. 

Trata-se de uma casa de dois pisos, com recepção e sala de café no térreo. E os quartos no andar superior, com acesso por escadas. O ambiente é bem aquecido e muito acolhedor, com assoalhos de madeira e decoração típica da região. 

Os quartos são simples, mas atendem as necessidades básicas: tem televisão, boa calefação, secador de cabelo e cofre. O banheiro é confortável e sempre muito limpo. 

A pousada tem estacionamento próprio, o que é precioso no centro de Puerto Varas. Mas você não precisará de carro para se deslocar pelo centrinho. Tudo fica perto da Pousada. A praia de lago está a apenas uma quadra – é ali que tudo acontece. E no entorno há comércio,  restaurantes e cafés suficientes para despertar os sentidos do paladar!

O café da manhã é simpático. Atende quem deseja fazer o desjejum antes dos passeios. Servem café, leite, suco, geleias, pão, frios, ovos e a torta Küchen típica do sul do Chile. 

A parte encantadora da pousada foi a beleza dos jardins, ricamente elaborados pela senhora Luisa. Lembrando que fui no verão, portanto, não espere encontrar estes jardins floridos no inverno. 

Agradeço com este post aos proprietários, pelo carinho recebido no Hotel Weisserhaus!

Nota: quem lê este blog sabe que não tem sido muito comum postar aqui sobre meios de hospedagem. Porém, decidi mudar um pouco meus conceitos e recomendar aqueles meios de hospedagem experimentados, ajudando assim na decisão de quem está pesquisando este assunto. Mesmo assim, recomendo sempre checar o que estão comentando sobre o hotel, resort ou pousada, no Trip Advisor. Pois eles estão sempre atualizados e com opiniões diversas dos leitores. 

Lembrando que o editorial de Viajando com Puny não recebe ajuda financeira, cortesias ou fun-tour de qualquer empresa de turismo. Qualquer estabelecimento ou companhia mencionados neste blog são avaliados de forma criteriosa e independente de qualquer vínculo, ficando o editorial livre para fazer críticas positivas ou não em seus textos.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Kinsa – Destaque gastronômico em Santiago do Chile

Comida típica chilena

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Em cada lugar que visitamos procuramos dar destaque aos estabelecimentos gastronômicos que de algum modo nos surpreendem.

Nossos últimos dias no Chile foram aproveitados em Santiago, onde fomos rever alguns lugares preferidos e visitar outros desconhecidos. Como de costume, não podíamos deixar de ir ao Barrio Bellavista, desta vez com o importante propósito de visitar La Chascona.

Para quem já foi ao Barrio Bellavista, sabe que o lugar reúne uma grande quantidade de restaurantes fabulosos. Em nossa última visita fomos ao Pátio Bellavista, onde encontramos um amigo para uns vinhos. Desta vez quisemos inovar e buscar no escuro um restaurante que nos agradasse.

O Kinsa nos atraiu pela sua fachada, anúncio de comida chilena e o ar-condicionado agradável,  em um dia de calor. Como de costume, pedimos o cardápio para conhecer os itens. Além disso, uma rápida olhada no ambiente nos cativou. Além de ser um lugar relaxante, o pessoal também foi muito cordial e receptivo.

O cardápio é tipicamente chileno e a comida preparada com capricho. Fizemos nosso pedido que incluiu uma salada de salmão e um pastel de choclo de camarão, ambos muito saborosos. De sobremesa pedimos uma surpresa de chocolate regada com frutas vermelhas embebidas no pisco, que me fez raspar a taça até a última gota. Não me recordo o nome desta sobremesa... Comprovamos que a comida deles é uma delícia!

Fora isso, o Kinsa funciona como bar, cozinha e mercado. Ao redor, há prateleiras expondo bebidas, doces, conservas, entre outros itens gourmet. A decoração é rústica e confortável e os preços são razoáveis.

Se você quiser provar boa comida chilena, este é um bom lugar.

Endereço: Constitución, 140 – Barrio Bellavista

Providencia – Santiago do Chile


Lembrando que o editorial de Viajando com Puny não recebe ajuda financeira, cortesias ou fun-tour de qualquer empresa de turismo. Qualquer estabelecimento ou companhia mencionados neste blog são avaliados de forma criteriosa e independente de qualquer vínculo, ficando o editorial livre para fazer críticas positivas ou não em seus textos.

terça-feira, 15 de março de 2016

Museu Chileno de Arte Precolombino em Santiago

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Já tinha lido alguma coisa em blogs sobre o Museu de Arte Pré-Colombiana de Santiago do Chile. Pela beleza das fotos, me interessei e inseri esta atração no roteiro da última viagem ao Chile. Após conhecer este fantástico museu, com certeza ele passou a fazer parte da minha lista de museus preferidos.
Museu e entorno: prédios históricos
Conhecido como Museu Chileno de Arte Precolombino, fica localizado no centro de Santiago e é cercado por edifícios históricos. O próprio prédio ocupado pelo museu, o antigo Palácio da Aduana Real, já encanta pela sua rica arquitetura.

Funcionando desde 1981, o museu tem como objetivo principal mostrar o que foi a América Pré-hispânica, através da promoção da diversidade cultural e da expressão artística inspirada no mundo aborígene americano.

As coleções são apresentadas de acordo com as áreas culturais, em duas exposições permanentes: A arte na América Pré-Colombina e O Chile antes do Chile. Estas mostras estão dispostas em 12 salas, distribuídas em 3 andares. No piso térreo há três salas destinadas às exposições temporárias. Neste piso também há uma simpática cafeteria e uma loja de lembranças que remetem ao museu.
Cafeteria e Exposições Temporárias: no primeiro piso
Todas as exposições são muito atraentes e bem organizadas. A arte na América Pré-Colombiana refere-se ao período que vai desde as primeiras cerâmicas e artesanatos têxteis que se têm notícias, até o período da chegada dos conquistadores europeus. A coleção é de uma riqueza sem precedentes, incluindo objetos em cerâmica, metal, algodão, lã, pedra, osso, madeira, entre outros. Tudo feito nas mais variadas técnicas e estilos. A exposição impressiona por desvendar uma riqueza na arte pré-colombiana, que não é imaginada por nós.
Arte na América Pré-Colombiana
O Chile antes do Chile representa desde os antigos pescadores até os remanescentes povoados atuais. Esta mostra busca explicar os diferentes povos que habitaram o território chileno.

A mostra temporária no dia de nossa visita, não menos atraente do que as permanentes, relacionava-se as Mantas Funerárias – Oferendas para a vida, uma oferta generosa do Ministério de Cultura do Peru. Nesta sala não era permitido fotografar. Mas as imagens se eternizarão em minha memória, pela trama impressionantemente delicada nas tecelagens. Aprendi nesta mostra, que no momento da descoberta do continente americano pelos europeus, a tecelagem americana era muito mais avançada que a europeia, da época.
O Chile antes do Chile

Funcionamento: de terça-feira a Domingo
Horário: das 10h às 18h
Acesso facilitado para pessoas com mobilidade reduzida
Endereço: Calle Bandera, 361 – Santiago do Chile
Site: www.precolombino.cl
Metrô: Estación Plaza de Armas ou Universidad de Chile

Leia tudo já publicado sobre o Chile clicando aqui. 

sexta-feira, 11 de março de 2016

Gastronomia chilena

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Pailla Marina
Volta e meia ouço brasileiros comentarem que, apesar de adorarem o Chile, não gostaram de sua gastronomia. Gosto é uma coisa indiscutível. Mas, como sei que é comum muitos turistas deixarem de provar determinados pratos por falta de conhecimento, decidi falar um pouco sobre as comidas que mais se destacam por lá.

Pela extensão da costa chilena, a abundância de frutos do mar é garantida. No sul do Chile há maior abundância dos crustáceos e peixes de águas frias, como a centolla (o caranguejo gigante) e o salmão. O camarão também é prato comum. Provamos deliciosa Salada Caesar com camarões enormes e preço de uma Caeser de frango no Brasil.  

Caesar com camarões
O modo de preparo peculiar  faz a diferença nesses pratos. O ceviche, por exemplo, é difundido por todo o país. Trata-se de peixe fresco cozido e posto no molho de uma solução cítrica a base de limão e outros temperos, o que muda a textura do peixe.  Este prato é típico nas entradas das refeições chilenas e de outros países de cultura andina. Vem acompanhado da tradicional cesta de pães feita com trigo puro. Que também merece destaque! Ainda no quesito frutos do mar: entre os saborosos, destaco a Pailla Marina, que é um ensopado de peixe com camarões, ostras, vôngoles, mariscos, tomate, cebola, pimentão, cenoura, etc. Bem temperado e picante! Outro que é típico lá do sul do Chile é o Curanto, também a base de frutos do mar cozidos, com carne de porco defumada. O cozido é o prato principal e o caldo vira uma sopa, que é servida após a refeição. Utilizam muito no preparo desses pratos o congrio e a merluza, que é diferente da merluza servida no Brasil. Trata-se de um peixe bem mais gordo e carnudo, de cor branca.

Pães saborosos
Saindo um pouco dos frutos do mar para frutas típicas: não dá para comparar dizendo se são mais gostosas que as brasileiras, mas para nós são distintas. O Chile é um grande produtor de frutas. Algumas muito diferentes. A Pitaya, por exemplo, é uma fruta de cactos, bem suculenta. Experimentei a vermelha, que tem uma cor linda. Sua casca é escamosa e o interior cheio de pequenas sementes, que lembram o Kiwi. Os morangos chilenos são dulcíssimos. As maças, pêssegos, peras e damascos são bem saborosos, muito doces também. As uvas, não poderia deixar de me lembrar. Afinal, na terra do vinho, como não falar delas.

Falando nos vinhos, são reconhecidos por sua qualidade por todo o mundo. E há outras bebidas no Chile! O pisco é uma cachaça de uva e pode ser preparado em diferentes modalidades: como o piscola (pisco com Coca-cola) e o pisco-sour, mais popular, uma réplica da caipirinha brasileira. Em nossa última visita
Kunchens alemãs
(fevereiro de 2016) o néctar de damasco, antes tão comum nas lanchonetes, já não encontramos mais. Era vendido engarrafado, como se fosse um refrigerante. Porém, era um suco grosso e saboroso. Uma pena!

Outra coisa muito típica são as empanadas. As chilenas são feitas com uma massa fina, tipo um pastel de forno, recheadas com carne temperada, passas e ovos cozidos picados. Em Pomaire, povoado indígena próximo a Santiago do Chile, comemos as mais deliciosas - e gigantes!  Outra comida típica é o Pastel de Choclo, que é um bolo salgado de milho verde, recheado com carne moída temperada ao modo chileno. Pode também vir com recheios de frango ou camarão. Em qualquer sabor, se você gosta de milho verde, são divinos!

Vizzio: chocolates com amêndoas
Sobre os doces, as tortas com geleias de frutas são as mais populares. No sul, as Kunchens, como são chamadas essas tortas de origem alemã, fazem a alegria dos turistas. As fatias generosas, apesar de deliciosas, precisam de parceria para o consumo! As geleias de frutas também são gostosas. E não poderia deixar de mencionar aqui um chocolate muito popular que pode ser encontrado em qualquer lanchonete e supermercado: Vizzio (Dejame uno!). São bolinhas de chocolate recheadas com amêndoas. Geralmente vendido em caixinhas, mas podem ser encontrados também em latas (embalagem mais luxuosa) ou até mesmo em barras. São gostosos e com preço razoável. Uma boa lembrança para levar para casa. Pois são chilenos.

Há ainda uma porção de coisas típicas, como os queijos de cabra, de ovelha e outras comidas que vou me lembrando. Mas que tal aventurar-se por aquelas bandas e conferir você mesmo essa profusão de delícias?

Bons queijos e vinhos
E se você lembrar de outros pratos ou guloseimas não mencionados aqui, compartilhe conosco, para que todos possam se deliciar com a gastronomia chilena!

Nota: sobre os vinhos. Trazer ou não trazer é uma pergunta que muitos fazem. Com certeza digo que não. Os vinhos chilenos no Brasil custam o mesmo preço, ou dependendo do lugar, até menos que no Chile. Fora isso, a dor de cabeça do peso a levar ou do risco de ter tudo quebrado no voo, não compensa. Ter trabalhado no atendimento ao cliente da Iberia e ter visto experiências muito negativas dos passageiros que traziam vinhos da Europa para o Brasil, comprova.

Leia mais sobre o Chile clicando aqui.

terça-feira, 8 de março de 2016

Paris na área da Torre, Trocadero, Les Invalides e outros

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Hoje conto o epílogo da viagem a Europa que aconteceu em maio de 2014 e envolveu uma semana em Paris.

Clicando em Índice Paris, você pode acompanhar o roteiro para todos os dias na cidade Luz. A programação abaixo envolve a área no entorno da Torre Eiffel. Chegamos ao local de metrô e cobrimos toda a região a pé. Foi um dia bastante corrido. Se tivéssemos mais tempo, dedicaríamos dois dias a esta parte da cidade. Começamos visitando o Marché Rue Cler, do qual falo aqui no blog . Só essa região já toma meio dia de visita.

O Marché Rue Cler fica ao lado da Torre e acho que essa foi a parte mais proveitosa do dia. Não faço questão de ir a todos os pontos turísticos de cada lugar. É bom tentar descobrir onde os moradores gostam de ir. Quais são os pontos mais pitorescos das cidades...

Neste dia fizemos o seguinte: descemos na estação École Militar e fomos bater pernas pelo mercado (Marché Rue Cler). Aproveitando a proximidade fomos até Les Invalides, que é o local onde está o túmulo de Napoleão Bonaparte. O palácio foi construído por Luís XIV em 1670, funcionou como hospital do exército e hoje abriga museu, hospital e capela. A entrada é paga. Voltamos aos arredores do mercado e almoçamos em um dos restaurantes do entorno. Há muitos restaurantes simpáticos. Não anotei o nome do lugar onde fomos. Uma falha.

Caminhamos até a Torre Eiffel, que para variar estava cheia de turistas. Após devidas contemplações (pois a torre é sempre digna de exclamações), descansamos algum tempo no gramado, preparando o fôlego para uma longa caminhada. Não subi na torre, pois já tinha subido em 2002. E há coisa que é bom fazer uma vez na vida.
Ponte Alexandre III
Iniciamos nosso percurso de aproximadamente dois quilômetros e meio até o Museu Dorsay, que fica dentro da estação Gare Dorsay. Um pouco cansativo, mas valeu a pena pela bonita caminhada ao longo do Rio Sena.  Passamos em frente aos jardins Les Invalides e em frente a bonita ponte Alexandre III. Nos distraímos com tanta beleza que...
Museu Dorsay
...chegando ao museu, decepção, já estava fechado... Comemos mosca desta vez. Somos sempre cuidadosos com o roteiro. Estava tudo certinho, o dia e hora de funcionamento, etc. Mas com tanto que fazer pelo caminho o tempo foi passando.., E deu nisso! Mas acontece. E não dava mais para pensar em voltar no dia seguinte: estávamos já no último dia de viagem pela Europa, às vésperas de voltar para casa. E é assim! Viagens não são perfeitas. Mas em geral são maravilhosas. E se ficou faltando alguma coisa, ou muita coisa, fica o grande desejo de voltar. E em Paris vale o retorno. Pois a cidade se reinventa a cada estação!

Museu Dorsay
Funcionamento: diariamente, de 9h30min às 18h
Quinta-feira: de 9h30min às 21h45min
Fechado segundas-feiras
Preço de entrada: 12 euros adulto
Abaixo de 18 anos grátis

Clique aqui para ler sobre outras atrações de Paris.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Reflexões de voo - Sobre o Chile

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

O verão é lindo no Chile
Há um dia em Santiago do Chile, já dá para esquecer um pouco o português, a língua nativa. Fico perdida nesta diversidade de sonidos que às vezes são falas tão rápidas que parecem uma metralhadora.

É a segunda vez que viemos ao Chile no verão. Não sei por que cismávamos de vir aqui no inverno! Frio demais, graça de menos... O verão é lindo no Chile! Hay que se aprender isso. Entendo que as pessoas querem ver neve... Tempo a parte, a verdade é que já está dando para compreender melhor a cultura deste lindo país. Tudo graças ao tempo que temos gasto por aqui em várias viagens e também, a literatura deliciosa da escritora Isabel Allende, sobrinha do ex-presidente Salvador Allende.

Cachorrões por toda parte...
A primeira visita aconteceu há vinte e seis anos. De lá para cá se percebe que muita coisa mudou. E as mudanças observadas abrangem diversos temas. As crianças, por exemplo, naquela primeira vez no Chile, eram mais submissas aos pais e mais educadas. Quando no Brasil, naquele tempo, já eram agitadas e impositivas. Isso foi um fato que me chamou muita atenção. Hoje, observa-se que as crianças que vi naquela época, são os pais de agora. E criam seus filhos de modo diverso de sua própria educação. As crianças estão mais livres, porém mais rebeldes. Nota-se que algumas, se irritadas, impõem vontades aos pais, chegando mesmo a agredi-los. Sinal dos tempos diferentes. Aqui. Ainda não é generalizado no mundo inteiro. Pelo que observo em muitas viagens. Vamos reparando as coisas e a história vai contando no que isso vai dar.

Fingem que os turistas são seus donos...
Notamos como sempre que Santiago só vai crescendo. Tem se desenvolvido e melhorado a cada visita. Ao contrário de nosso gigantesco Brasil, que quando cresce o faz de modo desordenado. Às vezes anda, outras empaca, e assim vamos nós!

Agora mesmo, quando vivemos uma crise, percebemos que as coisas mudam. No hotel em que estivemos em Santiago, atendeu-nos um baiano, que há alguns meses optou por viver e trabalhar no Chile. Demonstrou satisfação com a mudança, ao passo que manifestou tristeza pela situação que o nosso país (Brasil) vem passando.

...Se divertem em bandos pelos lagos
Falando em hotel, esta manhã, em pleno verão aqui no Chile, observei do quarto os chilenos lá na rua encasacados. Quinze graus... Mas depois esquenta. Ontem fez durante o dia calorão de trinta e cinco graus. Mas anoitece e refresca novamente. Os arredores deste mesmo hotel, situado perto da rodoviária, é frequentado por todo tipo de gente. E também pelos cachorrões de rua, que venho observando no Chile desde a primeira viagem em 1993. Só não morro de pena desses cães abandonados, pois além de grandes são, em sua maioria, gordos, bem nutridos e aparentam boa saúde. E vivem em harmonia com o povo, de forma independente e divertida.

Agora embarcados em um avião com destino a Puerto Montt, no sul do Chile, fica a ansiedade de colocar os pés em terras antes não pisadas. A decolagem foi um tanto sacudida seguida de um voo turbulento. Os passageiros ficaram um tanto ruidosos e tive dúvidas se deveria ficar nervosa ou isso faz parte... Mas enfim a aeronave ganhou alturas e cá estamos seguindo para desbravar mais um recanto deste país que tanto adoro!


sábado, 5 de março de 2016

Como ir de Puerto Varas para Frutillar

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Antes de viajar para o Sul do Chile pesquisamos meios de transporte para ir de Puerto Varas para Frutillar. Apesar de haver ônibus circulares saindo de hora em hora pela empresa Thaebus, decidimos alugar um carro para andar pela região.

Comprovamos que esta decisão valeu muito a pena. Para ir até Frutillar ganhamos em tempo, já que de ônibus gastaríamos em torno de uma hora e pouco. E de carro o tempo se reduziria à metade. Ou não... Pois decidimos tomar uma linda rota alternativa. E essa foi a graça maior do programa.

Desde Puerto Varas tomamos a Panamericana (Ruta 5) em direção a Osorno. Saímos na indicação para Llanquihue, que é um pequeno povoado. Ali paramos em uma feirinha popular e batemos papo com os moradores locais. A proprietária de uma barraca disse que nunca tinha conhecido uma brasileira. Seguimos costeando o lago em direção a Frutillar.

A outra opção seria ir pela autopista Panamericana até a entrada para Frutillar. Mas teríamos perdido a oportunidade de dirigir ao longo do lago Llanquihue. O caminho é todo asfaltado, novo e muito mais bonito. Permite admirar paisagens verdes emoldurando o azul do lago. A vista do Osorno é um espetáculo a parte, quando o tempo está limpo. O caminho corta propriedades bucólicas e floridas (no verão). É tudo um êxtase de belezas.
Artigos de feirinha popular rural em Llanquihue e caminho de pedrinhas para Puerto Octay

Após curtir um dia em Frutillar experimentamos continuar a beira do lago por uma estrada de pedrinhas, que iria até Puerto Octay. Este caminho é bem lento, já que a estrada não é boa. Não vale tanto a pena, a menos que você tenha um carro 4x4. Como já estava tarde retornamos a Panamericana desistindo da aventura.

Nota: ao sair da Panamericana (Ruta 5) para entrar em alguma localidade, paga-se pedágio na região dos lagos. Quase sempre 600 pesos (algo em torno de 85 centavos de dólares).  

Curiosidade: a autopista Panamericana tem aproximadamente 28.500 km, ligando o extremo sul do Chile ao Alasca. Corta quase todos os países Sul Americanos, os Estados Unidos e o Canadá.

Clique aqui e leia todas as matérias relacionadas ao Chile.

quarta-feira, 2 de março de 2016

La Chascona - casa de Neruda em Santiago do Chile

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Um bom programa para quem vai para Santiago do Chile nas próximas férias é conhecer La Chascona, uma das casas do poeta Pablo Neruda.

La Chascona 

Entrada da casa
Sua construção teve início em 1953 para servir de morada para Matilde Urrutia, o amor secreto do poeta Pablo Neruda na época. O nome La Chascona foi uma homenagem carinhosa de Neruda para a sua amada, devido aos seus cabelos revoltos. Chasco, em espanhol, significa susto!

No início era uma casa de dois cômodos – sala e quarto -, mas em 1955 Neruda se separa da esposa e vai viver em La Chascona, junto de Matilde. A partir de então o poeta se envolve nas obras da casa que começa a crescer ganhando cozinha, sala de jantar, biblioteca... E assim a casa fica repleta de anexos.  O arquiteto catalão responsável pelo projeto e construção da casa – Germán Rodrígues Arías, ao final da obra reconheceu que a casa acabou sendo mais uma criação de Neruda do que dele próprio. A casa foi feita para parecer um navio. Do qual Neruda se autointitulava o Comandante.

Jardins: semelhança com a Casa do Rio Vermelho, de Jorge e Zélia
Visitar a casa é reviver a história da revolução do Chile e conhecer um pouco da intimidade do casal. Em 1973, alguns dias após o golpe militar que tirou o presidente Salvador Allende do poder, morria na Clínica Santa Maria, em Santiago, Pablo Neruda. La Chascona foi objeto de atos de vandalismo da ditadura de Pinochet, ficando bastante arruinada. Mesmo assim Matilde fez questão que o corpo do marido fosse velado em sua residência, o que aconteceu com falta de energia, no escuro e com os cômodos alagados. Foram dela também os esforços feitos para reconstruir e transformar La Chascona em um museu, que hoje pode ser visitado e admirado pela gente de todo o mundo.

A relação forte desta casa com o Brasil é representada pelas constantes visitas dos amigos e escritores brasileiros Jorge Amado e Zélia Gattai. Quem teve a oportunidade de visitar o museu Casa do Rio Vermelho, antiga residência de Jorge e Zélia em Salvador, perceberá que há semelhanças nos gostos e na decoração de ambas as casas. Após a morte de Neruda, foi na Casa do Rio Vermelho que Matilde encontrou consolo, hospedando-se junto aos amigos brasileiros. 

Ao final da visita de La Chascona há uma simpática lojinha de souvenir onde podem ser encontradas algumas réplicas de objetos da casa. 

Casa cheia de anexos
Onde fica: Calle Fernando Márquez de la Plata, 192 – Barrio Bellavista
Indo de metrô: descer na estação Baquedano. Atravessar o Rio Mapocho e seguir pela Rua Constitución até o final. Uns dez minutos de caminhada. 
Horário de funcionamento: 
De terça a Domingo – não funciona às segundas-feiras
Março a Dezembro: de 10 às 18h. 
Janeiro e Fevereiro: de 10 às 19h.
Preço: 6.000 pesos por pessoa. Aproximadamente R$33,00 ou 9 dólares. Inclui o áudio-guia disponível em alguns idiomas. O sistema é interessante e descreve cada ambiente da casa. 
Para informações atualizadas acesse o site da Fundación Neruda.

Obs: não é permitido fotografar o interior da casa.

Outros museus em Santiago:
Museu Chileno de Arte Precolombino
Museu Histórico Nacional

Para ler todas as postagens relacionadas ao Chile, clique aqui. 

Nota: Barrio Bella Vista - para as noites é imperdível.  Bairro mais antigo de Santiago. O espaço mais novo é o Patio Bella Vista - um conglomerado de casas noturnas. Durante o dia, ao lado de La Chascona, há a entrada para o funicular, que sobe ao cerro San Cristóbal. Com a mais linda vista de Santiago permite acesso ao teleférico que passa sobre as piscinas públicas da cidade. Para quem tem crianças a visita ao Zoo, na descida do morro, é uma boa opção. É uma chance de ver espécimes andinas;