sábado, 21 de maio de 2016

Como chegar ao vulcão Osorno, Chile


Um dos melhores passeios que fizemos nos últimos anos foi a subida ao vulcão Osorno, no Sul do Chile. Estava apreensiva, pois tenho um problema sério na coluna, que me impõe muitas limitações. Daí, quase chegar ao topo do Osorno, foi um desafio vencido.

Durante o planejamento desta viagem ao Sul do Chile pesquisei sobre como chegar ao vulcão Osorno, para saber que existem duas opções: uma é contratar um passeio. Desde Puerto Varas há muitas vans levando turistas com destino ao vulcão. Ou subir de carro. Deste modo teríamos que descobrir tudo por conta própria. Como optamos por alugar um carro para todo o período, foi assim que fomos. A viagem aconteceu em janeiro, em pleno verão. Por isso havia neve apenas no topo do vulcão. No inverno há mais opções de atividades na montanha, como aulas de esqui e opção de Tubing (descer a montanha em boias). Mas, ir durante o verão é muito divertido e as temperaturas são mais confortáveis, apesar do friozinho.

Primeiro planejamos o passeio do dia inteiro, escolhendo as atrações que estariam mais próximas do Osorno, para aproveitar a viagem: descobrimos que o Lago Todos Los Santos e os saltos de Petrohue ficam na mesma região.

Saímos pela manhã de Puerto Varas. Uma dica é não sair cedo demais, pois o vulcão Osorno fica coberto por uma névoa que costuma se dissipar mais tarde, permitindo uma vista mais bonita. Viajamos aproximadamente 60 quilômetros até o Lago Todos Los Santos e na volta (é tudo caminho) fizemos uma parada para ver os saltos de Petrohue, antes de seguir para o Osorno. Contarei este passeio com detalhes em outro post.
Subida para o Osorno: estrada bem pavimentada
O que mais chamou nossa atenção foi a quantidade de cinzas vulcânicas (uma espécie de areia cinza) acumulada na beira da estrada. Restos ainda da última erupção do vulcão Cabulco, que ocorreu em abril de 2015. Examinando de perto, esta areia acumula pedras de diversos tamanhos, de rocha vulcânica. Vendo isso dá para imaginar o desespero de uma erupção, para os moradores do entorno de um vulcão.

Como chegar ao topo do vulcão Osorno:


Saindo de Puerto Varas, costeando o lago Llanquihue, siga em direção a Ensenada dirigindo aproximadamente 60 quilômetros. Perto do vulcão há uma bifurcação: seguindo a direita, vai para Lago todos Los Santos. Indo para a esquerda, é a direção para o vulcão Osorno.  Alguns quilômetros adiante, a direita, fica a entrada para o caminho que leva ao vulcão. Há placas no local sinalizando. A partir daí sobe-se 12 quilômetros por uma estrada sinuosa, asfaltada e bem sinalizada, até o estacionamento. O caminho tem vistas de tirar o fôlego, já que abaixo fica o lago Llanquihue, o vulcão Cabulco e o Lago Todos Los Santos. E acima está o vulcão Osorno, cada vez mais próximo.
Área de estacionamento: base com restaurantes e ponto de subida no teleférico
No estacionamento há dois restaurantes – sendo um com deck –  e ambos com aquecimento e lareira, o que torna os ambientes bem aconchegantes. Do lado de fora há uma área para lazer infantil, lojinha e o acesso para os teleféricos que levam até o topo do vulcão. Lá em cima faz frio, mesmo no verão. Por isso, não deixe de levar agasalho.

Compramos os tickets para subir no vulcão (10.000 pesos, aproximadamente 15 dólares) apenas para o primeiro plano, já que devido as condições climáticas no dia, a subida ao segundo nível estava fechada.

Estava apreensiva com a subida no teleférico, pois a cadeirinha passa direto, exigindo agilidade do viajante. Mas o pessoal foi super gentil e compreensivo e pediram para diminuir a velocidade do teleférico, o que facilitou muito.

A subida é bem alta, fria e com uma vista deslumbrante, tanto na ida – quando se tem o topo do vulcão coberto de neve adiante – quanto da volta, quando se avista toda a região dos lagos e vulcões. No primeiro plano, até onde fomos, há tirolesa e trilhas pela montanha.

No retorno, vale a pena parar para se aquecer no restaurante antes de começar a descida da montanha.

A volta é tranquila. As estradas são boas, bem sinalizadas e ainda são providas por ciclovias. No caminho há, na altura do quilômetro 34, o Onces Bellavista, que é uma bonita propriedade, no alto de um morro, com bonita vista, lhamas e um café elegante (chamam de onces) que é uma verdadeira refeição! Falarei mais no post para o Lago Todos Los Santos.

Enfim, se você for a Região dos Lagos e Vulcões, este é um passeio imperdível!
Vulcão Cabulco: erupção em 1962 e 2015
Curiosidades: apesar da beleza deslumbrante do Vulcão Osorno, que pode ser visto de praticamente todos lugares na região, a história do Vulcão Cabulco também impressionou. Antes de 2015 este vulcão entrou em erupção em 1962. O proprietário e o empregado do hotel Weisser Haus, onde ficamos, contaram que viram ambas as erupções. A última aconteceu à noitinha. Eles estavam trabalhando quando saíram e avistaram o céu, todo vermelho, em fogo. Foi quando deram conta do que estava acontecendo. Estivemos na região em janeiro de 2016. O vulcão Cabulco continuava com uma fumacinha branca saindo do seu cume. Ninguém vai lá perto, já que agora ele é considerado perigoso. A olho nu dá para ver a destruição da montanha.  Fomos informados que este vulcão é monitorado a todo momento por uma equipe de especialistas. Quem visita a região observa nas estradas as placas informando as rotas de fuga, para o caso de erupção.

Para saber mais sobre este roteiro, clique aqui.

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terça-feira, 10 de maio de 2016

Circuito das Cervejas – Destaque Gastronômico em São Lourenço, MG


É certo que para tornar-se um Destaque Gastronômico no Viajando com Puny o estabelecimento deve fazer por onde merecer. Frisamos uma vez mais que o blog não recebe nenhum tipo de cortesia para este tipo de publicação. Para ser publicado aqui, precisamos realmente ser surpreendidos!

Surpreenda-se então com o que temos a divulgar sobre o Circuito das Cervejas! A equipe do Viajando com Puny foi verificar se mereciam o título de 1° Lugar em Gastronomia de São Lourenço, no Trip Advisor! Estivemos lá mais de uma vez e comprovamos que tudo que prometem cumprem.
O ambiente tem um ligeiro toque de refinamento aliado a uma total descontração! A seleção de músicas é impecável e no volume certo. O atendimento é caloroso e cordial feito por uma profissional equipe de sommeliers que, além de servir sua bebida nos copos certos e do modo mais adequado, está sempre pronta a informar sobre a procedência das cervejas. Dão ainda dicas sobre os pratos indicados para harmonização com as bebidas e tudo mais que você desejar saber sobre o tema.  Dizem ter mais de 250 rótulos de cervejas, o que acreditamos. O ambiente expõe as garrafas de modo organizado, que funciona como uma decoração de muito bom gosto.   O ponto alto do Circuito das Cervejas é o cardápio de comidinhas! O que há de melhor e com uma variedade que agrada a vários paladares: saladas, pratos quentes, petiscos, etc. Para devorar com os olhos e com o paladar! O Vetorazzi Picanha, por exemplo, é um hambúrguer de picanha feito com 250 gramas (de pura suculência, como dizem eles) de carne e “envolvido em um pão artesanal, queijo prato, molho a base de lúpulo e... fatias de bacon. Acompanham batatas rústicas...” . É para deixar qualquer um maluco ou no mínimo com muita água na boca! Amamos o Bolinho de Trutas e o filé mignon chic a Silvinha! Tudo saboroso, feito com capricho.  Para quem deseja apenas beliscar acompanhado da boa cerveja, há porções de diversos tipos de queijos para uma degustação básica, com o selo da qualidade emitida por Minas Gerais, o estado produtor dos melhores queijos no Brasil. Os preços praticados são justos para o que se oferece no lugar.
O Viajando com Puny teve motivos de sobra para recomendar aos leitores, com segurança, esta casa de cervejas especiais.

E você? Já teve a oportunidade de visitar o Circuito das Cervejas? Se sim, deixe aqui no blog seus comentários para que sejam úteis para outros leitores. Se não, vale visitar São Lourenço e aproveitar para dar uma esticada até lá.

Circuito das Cervejas
Av. Comendador Costa, 603 - no centro, em frente ao Parque das Águas, São Lourenço, MG
Tel. (35) 3331-7286

Entre aqui  para saber mais.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Caxambu – o que esperar da cidade


Aproveitando a estadia na cidade mineira de São Lourenço, nossa equipe deu uma esticada para conhecer a cidade de Caxambu, distante apenas 32 quilômetros por estrada asfaltada e em boas condições.
Trenzinho e fachada do Parque das Águas
Caxambu é famosa pelo seu Parque das Águas e sempre ouvimos bons comentários sobre o glamour vivido no lugar.

Além disso, pesquisamos sobre outras atrações que desejávamos conhecer:

  •  Matriz N. Sra. Dos Remédio
  •  Igreja de Sta. Isabel de Hungria
  •  Teleférico para o mirante
  •  Balneário Hidroterápico que fica dentro do parque
Matriz N. Sra. dos Remédios e prédio histórico
Ao chegar a Caxambu voltamos no tempo. Os prédios são antigos, alguns bem bonitos, e suas ruas tranquilas. A cidade tem potencial turístico, mas esperávamos encontrá-la mais atraente, devido a sua fama e glamour propagandeado. Porém nesta visita, que aconteceu em abril de 2016, Caxambu decepcionou.  A cidade vazia mostrava ares de decadência. Seu comércio não tem atrativos para o turista. Faltam opções de restaurantes, cafeterias e a própria arquitetura local não está preparada para receber visitantes: o coreto do parque parece já ter vivido melhores momentos. Seus beirais em madeira pendiam soltos do telhado. A pintura, descascada, não estava em melhores condições que as estruturas de ferro enferrujadas. As áreas de jardins poderiam ser mais bem cuidadas. No entorno do parque há uma feirinha de artesanato, trenzinho e charretes.
Hotel Glória: dependências antigas, bem conservadas e elegantes
Almoçamos no restaurante do hotel Glória, localizado em frente ao parque. O salão do restaurante é antigo e elegante. O cardápio do dia foi feijoada. Boa, mas nada demais para o preço cobrado, se comparado aos praticados na região. Mas não havia outras opções de restaurante que conhecêssemos ou tivéssemos visto por onde caminhamos.

Acabamos desistindo de checar o teleférico e a Igreja de Sta. Isabel de Hungria.

Enfim, ficou a sensação de que é necessário que o poder público invista e incentive mais o turismo na cidade, valorizando assim o seu potencial.

Leia mais sobre o estado de Minas Gerais clicando aqui.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Visitando Puerto Montt, Sul do Chile


Uma das melhores opções de hospedagem na região dos lagos e vulcões no sul do Chile é ficar em Puerto Varas. Quantos dias você vai gastar na região definirá quantos lugares vai visitar. Se tiver tempo de sobra, o Viajando com Puny sugere conhecer a cidade de Puerto Montt. Meio dia é suficiente para os pontos favoritos no local: 

O ponto de interesse mais citado e apreciado pelos turistas é o Mercado Angelmo. Trata-se de um mercado de porto pesqueiro, com diversos restaurantes servindo peixe fresco. É um lugar pitoresco com palafitas vermelhas debruçadas sobre o canal de Tenglo, localizado em um dos braços dos fiordes chilenos, no Oceano Pacífico. A vista no local é linda. A comida servida é simples e basicamente peixes e frutos do mar, com acompanhamentos. Nossa equipe pediu salmão com fritas preparado ao modo local, grelhado e saboroso. A entrada, cortesia da casa, foi pão, manteiga e ceviche (tipo um peixe cozido ao limão). O mercado lota na alta temporada, impedindo que se escolha o restaurante preferido.   Os restaurantes são minúsculos, alguns ocupando cubículos.   Não espere que os preços sejam muito inferiores aos praticados nos restaurantes da região. A alta demanda dos turistas, resulta na elevação dos preços no local.  
Restaurantes minúsculos dando para um grande corredor
Nossa equipe conferiu também o Mall Paseo Costanera, que tem uma bonita vista para o Pacífico. Infelizmente o terraço estava interditado com obras. Pudemos apreciar a vista das varandas. Mas a vista do mercado Angelmo é bem mais bonita. 

Vista maravilhosa em Angelmo
Em Plaza de Armas tem uma igreja de madeira bem diferente. Mas não paramos para visitar e fotografar.

Como chegar a Puerto Montt: a via Panamericana (Ruta 5) corta toda a região. Saindo de Puerto Varas, tome a Panamericana Sur. São aproximadamente 23 quilômetros até Puerto Montt, passando por um pedágio de 600 pesos na saída de Puerto Varas e outro de 700 pesos na chegada em Puerto Montt (preços em fevereiro). Há também ônibus que saem de Puerto Varas indo até o mercado.

Compartilhe aqui no blog suas dúvidas ou experiências no sul do Chile. Isso poderá ajudar outros leitores.

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