quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Honduras - Desembarcando em Roatán


Roatán está entre os destinos mais bonitos que visitamos nas últimas férias, a bordo do navio Freedom of the Seas, da Royal Caribbean. Seu povo é hospitaleiro, simpático e animado. Descobrimos que a ilha pertence a Honduras, país da América Central. Abrigou várias culturas indígenas importantes, principalmente os Maias. Fica localizada no mar do Caribe e a maior parte da sua população veio das vizinhas ilhas Cayman. A pesca comercial é uma das principais atividades econômicas da ilha. E o que mais nos atraiu foi descobrir que a ilha é destino certo dos mergulhadores. Como usual, fizemos pesquisas para saber um pouco sobre a ilha e traçamos um roteiro detalhado para aproveitar ao máximo o pouco tempo que teríamos desembarcados. Valeu a pena. Aproveitamos ao máximo cada recanto deste lugar incrível!

Nosso navio atracou às 12h30min com horário para zarpar às 19h. O tempo foi curto. Poderíamos ter cedido a tentação de ir a Mahogany Bay, que é bonita e fica ao lado do porto. Mas soubemos que se trata de uma praia artificial e preferimos explorar as belezas naturais da ilha. Saimos do porto para pegar um táxi logo em frente. Esta foi a forma mais rápida e prática de ir aos nossos destinos: West Bay e West End.

West End


Localizada a aproximadamente 20 quilômetros do porto. Através de estradinha tranquila, bem verde, que corta várias comunidades, chega-se nesta praia de águas cristalinas. É repleta de charme e confirma o que lemos nas pesquisas, que indicam a praia pela sua variedade de restaurantes e lojinhas coloridas a beira-mar. Parece uma praia descolada, estilo Morro de São Paulo, no Brasil. Mas é uma praia pública, o que em certos lugares no Caribe, significa pouca segurança para o turista. Não foi nosso destino final. Negociamos com o motorista do táxi para nos levar até West End para conhecer e comentar aqui no blog, antes de seguir para West Bay.

West Bay – perfeito para Snorkeling


Escolhemos West Bay como destino praia, já que as pesquisas indicavam que ali estava a melhor barreira de corais de Roatán.  O objetivo era ir para o Infinity Bay Resort, mas o motorista do táxi nos convenceu a ir a um resort ao lado pois estava com melhor preço. Não temos certeza se ele estava sendo sincero, já que muitas vezes os motoristas de táxi podem levar alguma comissão em suas indicações. Mas chegando lá confirmamos que o Infinity Bay Resort era vizinho ao nosso, ganhando um pouco em elegância. Mas o que queríamos era aluguel de cadeira, guarda-sol e uma estrutura de bar para uma provar a salva-vida (cerveja local), ducha, banheiro, etc. E o Bananarama Dive & Beach Resort tinha tudo isso arrumado, limpo e com uma boa piscina, para quem curte.

Snorkeling

O importante é que ficamos a poucos metros da barreira de corais!! A praia de West Bay é linda. Além das águas cristalinas, dos coqueiros, dos barcos de pescas ancorados e das águas mornas, os peixes valem tudo para quem gosta de mergulhar. Quem precisa snorkeling quando uma quantidade incrível de peixes vem ao seu encontro na superfície das águas? Ficamos fascinados e recomendamos  muito o lugar!

Onde fica a barreira de corais: desde o Bananarama ou Infinity Bay Resort, de frente para a praia dirija-se para a esquerda e caminhe até o canto da orla.

Preço do Bananarama Resort: 10 dólares por pessoa dando direito a cadeira de praia, guarda-sol, wi-fi e utilização da infra-estrutura do local.

Quando fomos: agosto de 2016

Curiosidade: notamos que West Bay é uma praia com acesso através dos resorts, o que a torna uma praia paga. Toda a faixa de areia é vigiada por seguranças armados. Daí ficou a dúvida se a falta de seguranças de West End a torna uma praia insegura.

Outras dicas


  • Ouvimos falar que seria bom levar dólares trocados, já que o dólar americano (US$) normalmente é aceito em toda a ilha, mas o troco geralmente é dado em Lempiras hondurenhas.
  • Pagamos 20 dólares por passageiro pela viagem de ida e volta até West End e West Bay. Me pareceu também que os motoristas são confiáveis. O nosso nos levou até o Bananarama e marcou hora para nos buscar. Só cobrou a viagem no final, quando nos deixou no porto.
  • Uma opção interessante para quem tem mais tempo na ilha é pegar um water-taxi até West End. O preço aproximado é 3 dólares. 
  • Sobre o porto: tem uma infraestrutura simples e a wifi não é boa. A vantagem é que o navio pode atracar, o que faz o passageiro ganhar tempo, sem ter que usar os barcos auxiliares.

 O que comer em Roatán: banana frita nas refeições, bolo de rum, rum, caranguejo azul, iguana (se você não tem amor ao meio-ambiente e quer infrigir a lei local – Iguanas são protegidas!). A cerveja local se chama salva vida e o drink local é o monkey lala.

Restaurantes bem cotados: em West End - The Landing (local bonito, mas porções chiquezinhas, não muito fartas), Splash Inn Restaurant (gostei especialmente das fotos dos pratos, de dar água na boca, e do local a beira mar). Em West Bay -  Beachers. Todos servem frutos do mar.

O que comprar: oferecem artesanato característico da América Central, cerâmica com cores vivas, esculturas em madeira, joias personalizadas, camisetas, charutos e roupas. Artes têxteis, artigos de vime, bordados e objetos de couro. Nada que mereça destaque.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O turismo nas Olimpíadas Rio 2016

Texto e Fotos: Vitória Paiva

Saiba mais também sobre as Paralimpíadas...


Depois de muita confusão e polêmica chegou a hora do Brasil sediar as Olimpíadas Rio 2016. Os destaques ficam não só para os jogos, as delegações, as medalhas, conquistas e derrotas, a interação entre ‘gringos’ e brasileiros... Fica destaque, também, para o magnífico Boulevard Olímpico, que juntou o Porto Maravilha, a pira olímpica e a Orla Conde (calçadão entre a Praça Mauá e Praça XV), tudo isso tendo como ‘companheiros’ o Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio e todo o charme que o Rio antigo reserva.
Bandeiras dos países em frente às Arenas Cariocas
As casas das delegações também acolheram milhares de turistas e moradores. Quanto charme e quanto país diferente mostrando um pouco de sua cultura nas terras cariocas. O Parque Olímpico, instalado na Barra da Tijuca, foi o foco e também mereceu uma visita. Se você não pode marcar presença nos jogos uma pena, mas não acabaram ainda. Aconselho que você vá e sinta um pouco desse espírito nas Paralimpíadas, que começaram no dia 7 de setembro. 

Boulevard Olímpico


A pira do povo, na Candelária: dificuldade em fotografar
Não só de pira olímpica, que ficou instalada na região da Candelária, se resumiram os jogos (até porque tirar foto dela era quase impossível devido à quantidade de gente). As Olímpiadas deixaram outros legados para a cidade carioca, como, por exemplo, o aumento na frota de BRT (aquele ônibus sanfonado que tem uma pista exclusiva), a implantação do VLT (espécie de bondinho que circula no centro do Rio, podendo, até mesmo, levar passageiros da rodoviária ao aeroporto) e o famoso mural das etnias, assinado pelo célebre e criativo Kobra, e cotado para entrar no guiness book como maior arte de rua do mundo (uau!).

Enfim, o Boulevard Olímpico deu um charme, foi ponto de encontro para assistir aos jogos (ponto para quem não comprou ingresso) e ficou lotado em todos os dias de competição. Uma caminhada lá vale como exercício físico porque é chão para andar, hein, rs.

A surpresa para muitos foi encontrar um aquário, que deve ser inaugurado em novembro. É o AquaRio, o maior aquário da América do Sul que abrigará mais de mil animais marinhos. Serão utilizados 4,5 milhões de litros d’água para o funcionamento do aquário. Vamos aguardar!

Nos armazéns próximos à Parada dos Navios (estação de desembarque de VLT) você encontrava a NBA House, que contava um pouco da história da liga americana de basquete. Infelizmente não funcionará nos jogos paraolímpicos (calma que outras casas ainda estarão abertas). A Casa Brasil é uma delas. A Casa Portugal fica no veleiro Sagres, ancorado na Ilha das Cobras. Um charme.

O Palco Encontros transmitiu vários jogos e fica exatamente em frente ao Museu de Arte. Além disso, tem vários shows. No dia em que fui estava tendo show da banda Jamz e o clima estava bem gostoso (afinal o Brasil encerrava as Olimpíadas com ouro no vôlei masculino). Mas teve shows de Erasmo Carlos, Elba Ramalho, Preta Gil, Paralamas do Sucesso e vários outros...
Arena de Tênis
Dá até para agendar um passeio panorâmico no balão da Skol e fazer bungee jump com a Nissan. E o melhor: tudo isso de graça. Enfim, são muitas atrações. Para saber todas, visite o site http://www.boulevard-olimpico.com/atracoes.

Parque Olímpico


Que charme ficou. Uma pena que o dia em que fui o tempo estava bem fechado, dia atípico no Rio, com chuvas e muitas nuvens. A área do parque é de 1,18 milhões de metros quadrados. Então um dia completo para ficar no local é necessário. Mas nada de muito esforço já que foi inaugurada a Linha 4 do metrô, o que deixa a Barra da Tijuca um pouco mais perto de outros bairros (sonho de muitos foi realizado. 15 minutos de Ipanema – Estação General Osório - à Barra – Estação Jardim Oceânico). Junto com o metrô era necessário pegar um BRT especial para o Parque. E para a surpresa de muitos, o sistema funcionou muito bem durante os jogos.

A crítica vai para o sistema de alimentação,  que foi precário nos primeiros dias. Os preços seguiram o padrão em todos os jogos: preços altos. Copo de cerveja a R$13, água por R$8 e coca R$10.

Ao longo do parque as patrocinadoras dos jogos montaram stands para propaganda. Todos os stands tinham atrações e, alguns, brindes. Como o da Coca Cola, que distribuía uma garrafa de coca para cada visitante. O destaque ficou na Delegação Skol. Uma espécie de boate montada pela marca. Tocava músicas, tinha dj, muitos gringos e fãs de uma boa música.
Jogo de handebol: Arena do Futuro
Ah é... As arenas também estavam lindas. Pelas minhas contas havia seis no Parque: Arena do Futuro (handebol), Centro Olímpico de Tênis, Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, Arenas Cariocas 1, 2 e 3. Tudo estava bem sinalizado graças aos voluntários que estavam à disposição no caminho instruindo os visitantes. Outro ponto de encontro no Parque foi o “estúdio” da Globo/Sportv, onde muitos repórteres faziam filmagens e entrevistas com o público.
Studio da Globo Sportv
Curiosidade: após os jogos, o parque não ficará lá como um elefante branco. As piscinas, por exemplo, serão desmontadas e levadas para outras cidades do Brasil. O parque funcionará como um complexo esportivo e educacional. Serão construídas escolas (desmontando a Arena do Futuro construirão quatro escolas municipais). O espaço será aberto à visitação (aproveite caso não possa ir).

Casas das delegações


Churrasco de linguiça suíço
Focados na promoção e visibilidade, os países aproveitaram os jogos para montar espaços de divulgação de sua história, cultura e gastronomia. São as chamadas cada de hospitalidade. Consegui visitar três casas: Dinamarca, Alemanha e Suíça.

A primeira parada foi na casa da Dinamarca, que está no Posto 10 em Ipanema. Sem muitas atrações, a Dinamarca apostou na criação de estruturas com Lego (uma espécie de propaganda da marca), shows ao vivo e painéis sobre o país.

Logo mais à frente, no Posto 11 no Leblon, exatamente na praia, estava a casa Alemanha, que focou na gastronomia, com aquelas salsichas de dar água na boca e copos de cerveja por “simpáticos” R$25. Um telão exibia aos jogos e foi lá onde escolhi assistir à final de futebol masculino Alemanha X Brasil. Havia poucos alemães, que, sem vergonha alguma, torciam pelo seu time, falavam do inesquecível 7x1 na Copa e se jogavam junto com a torcida brasileira. Isso sim é espírito olímpico! A casa continua aberta até o dia 18 de setembro. Caso tenha interesse em visitar, veja a programação aqui.

Área de lazer: Casa da Suíça
A Casa da Suíça, localizada na Lagoa, foca nas atividades ao ar livre: slackline, patinação no gelo, globo gigante de “neve”, áreas para descansar na rede e teve até churrasco suíço. A casa também está aberta nos jogos paraolímpicos e vale a pena visitar.

A frustração ficou quando fui visitar a Casa da Áustria, localizada na sede do Clube Botafogo, no bairro de mesmo nome. Fila enorme. Fiquei 1h30 para entrar e desisti. Tinha compromisso no mesmo dia e não podia esperar. Uma pena. Mas um taxista falou que a casa, junto com a da França, era uma das que mais tinha fila de espera.

Agora a boa nova é que muitas casas ficam abertas durante os jogos paralímpicos: Suíça, Alemanha, Brasil, Grã-Bretanha (Shopping Metropolitano/Barra da Tijuca), Japão (Cidade das Artes/Barra da Tijuca), Pyeong Chang (Quiosques QL03 e 04 na praia de Copacabana), Colômbia (Centro do Rio), México (Museu Histórico Nacional/próximo à casa Colômbia) e Itália (Clube Costa Brava/Recreio).

E você? Como participou dos Jogos Rio 2016? Tem alguma dica? Visitou algum lugar? Conta pra gente nos comentários! Um abraço ansioso para os jogos de Tokyo 2020. #PartiuAcumularMilhas #HajaMilhas