domingo, 4 de dezembro de 2016

Florença é vida!


Impressões de uma brasileira em diário de uma viagem que aconteceu em maio de 1995

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Roteiro: Amsterdam (Holanda), Frankfurt (Alemanha), Zurique (Suíça), Innsbruck(Áustria), VenezaFlorença e Roma (Itália).


"A Catedral Duomo, Ponte Vecchio, Museu Uffizi... E milhares de vespas que por pouco não atropelam os passantes! Chegamos a Florença e encontramos uma cidade lotada de jovens turistas, andando em bandos e tomando sol como lagartixas estiradas pelas ruas. 

A grandiosa Duomo - vista maravilhosa do primeiro hotel

Foi difícil encontrar hotel* e acabamos em um quarto bacana, com a vantagem de ser de frente para o Duomo e ter um bom banheiro. Mas custou um pouco caro. Por isso, no segundo dia mudamos para um hotel mais modesto, com quarto amplo e quatro lances de escadas para subir. 

Já no primeiro dia encontramos os amigos italianos Romina e Stefano Orbignizzi, que nos levaram para uma deliciosa pizza acompanhada de um vinho florentino. No segundo dia nos levaram em um ponto alto, um pouco afastado do centro histórico, de onde se tem uma bonita vista de toda a cidade. Chama-se Fiesole. Lá encontramos um teatro e anfiteatro romano e uma torre que data de antes do ano 1000 D.C.

Em seguida nos levaram em uma cantina muito aconchegante, onde o dono tocava violão e cantava músicas italianas. O lugar, deliciosamente decorado, é totalmente iluminado por velas. Em um dos ambientes, de frente para o pequeno palco, há cadeiras de cinema arrumadas com lugar para uma plateia de aproximadamente vinte pessoas. Há também uma escada que leva até uma antiga adega de pedra. Tudo isso bem no centro da cidade, bem pertinho da Duomo.

Stefano nos apresentou ao Mercado Del Porcelino, mais conhecido como o Mercado da Palha. É um simpático e tradicional mercado de souvenires e artigos locais. Nosso amigo domina toda a área e nos conta pequenos segredos locais. Lá encontramos muitas pequenas reproduções de monumentos italianos. E Stefano nos contou que, curiosamente, o que mais se vende por lá como “recuerdo” de Florença é a Torre de Pisa. Outra dica que ele nos deu: quando for comprar uma dessas torres, procure uma de boa qualidade. Pois algumas, chegam a ser completamente retas. Sem nenhuma inclinação. Adoro essas curiosidades! 


Além dos passeios padrão para turistas, do qual destaco a visita a Igreja de Santa Cruz, belíssima, e que abriga em seu interior túmulos de figuras ilustres como Michelangelo, Dante, Galileu e Machiavel, na última noite em que passamos em Florença, nossos amigos nos proporcionaram um verdadeiro almoço típico "fiorentino": fomos recebidos na casa dos pais de Stefano e sua mãe, uma italiana tão falante quanto boa cozinheira, preparou uma boníssima refeição. De entrada foram servidas "crostini", torradas diversas com pastas de cogumelo, atum e outros. O primeiro prato, ravioli ao sugo. O segundo prato, coelho, frango assado e batatas coradas. De sobremesa, uma deliciosa torta com rum e, finalmente, como disse a mãe de Stefano, para "limpar a boca", salada de morango e banana. Tudo delicioso e regado a um gostoso vinho tinto italiano. Por fim, água e café. Foi um jantar muito agradável e divertido. Tive a oportunidade de conhecer uma típica família italiana e sua casa, seus hábitos. Nos receberam com muito carinho. A casa, grande, tem uma horta e adega. Lá vivem três gatos. Não chegamos a conhecer o pai de Stefano, jardineiro, que estava trabalhando na praia. 

Por agora, estamos em um vagão de trem, segunda classe, com destino a Roma. Acabaram-se os flexipasses. Acabou-se a primeira classe!"

* Na época da viagem, 1995, não existia a facilidade das reservas via internet. E fazê-las por telefone nem sempre era fácil devido aos altos preços das ligações internacionais e a necessidade de falar o idiomas diversos. Para ser viajante, tinha que ser um pouco mais aventureiro que nos dias atuais. 

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Nápoles, Elena Ferrante e outras viagens...

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Todo mundo que lê o blog sabe que adoro viajar. E acho que tem noção também que adoro ler. Às vezes me empolgo de tal maneira com certos livros que acabo por querer conhecer lugares onde são relatadas as histórias. 

No caso de Molching, cidade alemã de “A Menina que Roubava Livros”, descobri que não dá para ir lá. Como conto aqui no blog, é uma cidade fictícia.









Os livros da chilena Isabel Allende são grandes responsáveis pelas muitas idas ao Chile. Em nossa última viagem a Santiago do Chile, fomos ao Museu Histórico Nacional certos de que veríamos o quadro de Inés Suaréz, que retrata uma das poucas mulheres espanholas em batalhas pela conquista da América. Conheci esta pintura, pois ilustra a primeira página do livro "Inês da minha Alma", de Isabel Allende e desde então coloquei em minha agenda visitar a obra exposta no museu. Infelizmente, na semana em que fomos lá, a sala onde fica exposto o quadro estava fechada para reforma. Uma pena! Mas isso virou pretexto para uma próxima viagem à cidade. São de Isabel Allende também livros como "A filha da fortuna", bom para quem tem interesse na cultura do Chile e da Califórnia.  "A ilha sob o Mar", leitura perfeita para quem está indo para o Caribe, e outros como "A Casa dos Espíritos", "O caderno de Maya" e "Paula", são exemplos de livros da escritora que têm boas passagens em regiões diversas do país.





Os escritores estão também representados em importantes museus como La Chascona, a casa de Pablo Neruda, também em Santiago do Chile. Ou a Casa do Rio Vermelho, do casal de escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, que fica em Salvador. Ambos os museus são imperdíveis de se visitar. 


Nosso próximo foco de viagem é a Itália e, por conta da escritora Elena Ferrante, italiana que escreveu a novela napolitana com quatro livros (A Amiga Genial, História do novo sobrenome, História de quem foge e de quem fica e A criança perdida), nos empolgamos em conhecer Nápoles. Os livros da escritora prendem, surpreendem e ensinam. Aprende-se muito acerca da sociedade, da política e geografia local de Nápoles e da Itália. E, resultado da leitura dos livros da Elena Ferrante, já anotei em minha cadernetinha de viagens que precisamos conhecer lugares cenários dos livros: Feltrineli (uma livraria tradicional napolitana), Piazza dei Martiri (praça principal da cidade), Via Caracciolo (avenida à beira mar), Vomero (elegante bairro de Nápoles), ViaTribunali (no centro histórico) e o vulcão Vesúvio... Bem, esses são lugares extraídos de passagens dos livros. Pois, pesquisando na internet, encontrei mais uma quantidade de dicas sobre o que fazer em Nápoles. Inclusive a visita a Pompeia, cidade  brutalmente destruída pela erupção do Vesúvio em 79, D.C.

E você? Já foi a Pompeia? Já leu algum livro que foi inspiração para uma viagem? Envie para a gente seus comentários e compartilhe sua experiência com os leitores do Viajando com Puny.




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