terça-feira, 17 de outubro de 2017

Sintra - bate e volta





Em algumas idas à Lisboa, sempre deixávamos para conhecer Sintra no final... E acabávamos não indo. Na primeira vez que fomos a Portugal, nem sabíamos da existência de Sintra. Nem existia internet. Depois, achávamos que seria difícil chegar lá... Depois, uma amiga que foi disse que não achou nada demais, nem vale a pena... Mas finalmente na última viagem, resolvemos encaixar Sintra de qualquer jeito. E conto aqui como foi este bate e volta, que valeu muito a pena:

O que fazer – como tínhamos apenas um dia, escolhemos:

  • Perambular pelo centro histórico. É colorido, alto astral e lindo de morrer. Cheio de lojinhas de souvenires e pontos de venda e degustação do delicioso licor de ginja. A cada curva revela uma surpresa;

  • Ir a Quinta da Regaleira, pois foi o que mais atraiu nas classificações do TripAdvisor.
A Quinta da Regaleira é composta pelo palácio (em estilos arquitetônicos diversos), jardins, grutas, fontes, cascatas, cisterna, poço e outras construções espalhadas pelos jardins, como uma simpática capela, uma torre mirante, etc. Gasta mais que meio dia para conhecer tudo.Do centro histórico até lá são dez minutos de caminhada.

Preço: pagamos para entrar 6 euros por adulto. Para ver todos os preços com detalhes, visite o site da Quinta clicando aqui .

O que comer:

Fomos a Sintra especificamente para comer uns Travesseiros de Sintra, na Piriquita. Tínhamos visto na televisão e deu água na boca. Passamos primeiro na Piriquita I e seguimos subindo até chegar na Piriquita II. Esta última é mais espaçosa, tem um simpático terraço e o atendimento é rápido, ao contrário do que tinha lido. Além disso, há outros doces, bolinho de bacalhau, outros salgados e até uma cervejinha. Ambas Piriquitas ficam no centro histórico.

O que usar:

Tênis ou outro calçado confortável – são muitas subidas e descidas em piso de pedra portuguesa.

Pode visitar também:

Palácio Nacional da Pena (este fica mais afastado, mas há pacotes que incluem entrada e transporte), Castelo dos Mouros, entre outros.


Como ir:

Desde Lisboa é muito fácil de chegar: ir à estação de Comboios do Rossio. Pegar o trem (comboio) para Sintra – Linha de Sintra. Chegando a estação, uma caminhada agradável – sim, pois o caminho é sombreado, com uma bonita vista da cidade - de uns 900 metros, leva ao centro histórico. Pelo caminho artesãos dispõem seus trabalhos.
Preço do comboio: bilhete ida e volta 5 euros. Pode comprar o bilhete na máquina ou no guichê. Bilhete integrado comboio + ônibus para o Castelo da Pena custa 15 euros.

Verificar sempre nas televisões da estação a hora que parte o seu trem e a plataforma de onde sairá. E uma boa viagem!

Depois compartilhe com a gente sua experiência... Ou dúvidas!

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Aruba: uma tarde no centro de Oranjestad

Dá para conhecer Aruba em um dia? 
Complemento de Um dia de praia em Aruba.
Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Já contei em outra matéria o que fizemos pela manhã em Oranjestad, em nosso desembarque na charmosa ilha de Aruba. Deixei para contar o que fizemos após curtir a praia e passar pelo navio para banho e almoço, agora.

Atracar no porto de Oranjestad é confortável. O mesmo fica a poucos passos de distância do centro da cidade, que parece uma festa e encanta com sua arquitetura colonial holandesa e a animação vibrante dos visitantes. A cidade é colorida e a luz caribenha torna tudo mais bonito. Além disso, o centro conta com um farto comércio de griffes e outras atrações históricas interessantes.

A primeira boa notícia é que a cidade provê o Aruba Street Car, para aqueles que não querem caminhar: trata-se de um bondinho que circula pelos principais atrativos turísticos do centro da cidade, de forma gratuita e parando por 10 minutos nos pontos mais importantes. Todo o percurso leva 40 minutos. O ponto de partida fica no Diamond International.

Destacamos aqui pontos imperdíveis da nossa experiência, dos mais próximos aos mais distantes, partindo do porto:

  • O Royal Plaza Mall, todo rosa, tem uma arquitetura delicada. Apreciar o prédio vale mais do que seu interior, com umas tantas lojinhas de artigos diversos e uma loja da Tommy.
  • Shopping Reinaissance, fica na mesma rua do Royal Plaza Mall, pouco antes da ponte. Tem uma atração para lá de inusitada: um canal leva o mar para dentro do shopping. E por este canal transitam lanchas, que transportam hóspedes ao interior do shopping. O shopping Reinassence reúne restaurantes, cafés e mais de 60 lojas queridinhas dos fanáticos por griffes, como Louis Vuitton, Gucci, Prada, Dolce & Gabbana, Burberry, CH Carolina Herrera, e muitas outras.

  • Adiante está o Wilhelmina Park, em homenagem a Rainha Guillhermina da Holanda (e de Aruba, no passado). Chegamos a este parque perto do horário do pôr do sol, o que tornou a praça mais bonita, destacando seus tons de verde da vegetação e a beleza das suas duas estátuas: uma da própria Rainha Guilhermina e outra, delicada, da Anne Frank (datada de 2011), também da Holanda. Tinha lido em uma matéria que esta praça é habitada por muitos iguanas. Não sei se é mito ou verdade. Mas não encontramos nenhuma.

Outros pontos que gostaríamos de ter visitado, foram: o Museu Nacional Arqueológico, classificado como “gratuito, pequeno e interessante”. Butterfly Farm (Borboletário), “bonitinho com entrada de 15 dólares pessoa”. Bushibirana Gold Mills, um forte imitando castelo para despistar os piratas no passado. Saint Francisco Church (Igreja de São Francisco). Algumas destas atrações ficam um pouco distante da cidade. Se ficássemos mais alguns dias, teríamos tentado visitar esses lugares. Mas um dia em Aruba já deu para conhecer bastante do país.


Informações e Curiosidades:

Extensão de Aruba: 32 quilômetros.
Moeda: florim de Aruba (AFI) é a moeda oficial de Aruba.
Idioma: os idiomas oficiais de Aruba são o holandês e o papiamento. Mas é normal encontrar Arubianos que falam pelo menos quatro línguas, incluindo o inglês e espanhol.

E você? Tem alguma recomendação para dar sobre uma visita a Oranjestad ou outro ponto de Aruba? Deixe seu comentário aqui para ajudar outros viajantes que desejam explorar o país!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Banda Sinfônica de Barra Mansa

Por: Hannif Linhares

Na segunda-feira, 28, a Banda Sinfônica de Barra Mansa se apresentou na abertura da 37ª Semana de Segurança (SIPAT) da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende. Com um repertório recheado de clássicos da música brasileira, a banda animou e contagiou cerca de 200 colaboradores da empresa.

“Começar a semana com música de excelente qualidade foi um grande presente proporcionado aos empregados, na abertura da SIPAT. A orquestra é linda e a apresentação foi emocionante.” Adriana Aguiar Ribeiro, Comunicação da INB.

Segundo o maestro Isac Francis Cezário a performance da banda foi maravilhosa: “os aplausos foram muito calorosos, não costumamos ter uma plateia tão numerosa. São palmas como essas que nos incentivam”.

A banda se apresenta na próxima quarta-feira, 30, às 20h no Clube Comercial de Barra Mansa com o show “OSBM in Rock”, o evento vai levar ao público o melhor do rock’n roll de todos os tempos, e a entrada é gratuita.


A Banda

"A Banda Sinfônica foi um dos primeiros grupos a serem formados pelo Projeto Música nas Escolas, em 2005. Desde então, participa de diversos concursos e concertos em todo país, sendo hexacampeã nacional pela Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras (CNBF).
O "Projeto Música nas Escolas de Barra Mansa” nasceu em 2003 de uma iniciativa do então prefeito do município, Roosevelt Brasil, ao convidar Vantoil de Souza Júnior e Luiz Augusto Mury para a formalização de um programa de desenvolvimento musical voltado aos alunos da rede municipal de ensino.

A partir de um planejamento básico de revitalização da Banda Marcial e da aquisição de um conjunto de instrumentos musicais, foram iniciadas, através da Fundação de Cultura e da Secretaria Municipal de Educação, as ações necessárias à implementação dos primeiros pólos localizados em escolas municipais onde alunos inscritos receberam aulas de iniciação musical, por meio do “método Suzuki”, ministradas pelos professores contratados" (fonte: www.musicanasescolas/osbm/)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Coração de viajante não pode ficar aprisionado


Hoje um louco arrastou por quase 600 metros algumas dezenas de pessoas nas Ramblas, em Barcelona. Ferindo muitas, matando outras. Apavorando o turista que sai ávido por conhecer o desconhecido. Surpreendendo o morador local, que poderia estar saindo do trabalho, indo na esquina comprar um lanche, ou simplesmente fazendo um itinerário usual.

Barcelona poderia ser o destino ou a moradia de qualquer um de nós. E de repente assusta, fazendo parte da estatística dos locais que sofreram com essa onda de atentados contra todos, partindo de insanos e seus motivos incompreensíveis. Há uma semana, lá mesmo, houve uma onda de protestos contra os turistas. Pedras foram atiradas contra hotéis, entre outras manifestações. Notícias diziam que o grupo representava os moradores que se sentiam incomodados com o constante assédio dos visitantes.   Sinais de inexplicável ódio entre as pessoas. Entre as raças, os gêneros, as classes...  O mundo está estranhamente louco e habitado por grupos de pessoas intolerantes, egoístas e raivosas.

E nós, viajantes inveterados, que frequentamos as cadeiras dos aviões, lotamos poltronas dos trens, ou as cabines dos navios, ou vamos de bicicleta, de moto ou a pé, desejando cruzar limites e fronteiras, ficamos nos perguntando: devemos continuar indo? Desejando ir?

Por mais que temamos vem a resposta do fundo da alma, pois ela quer sair, não aceita estar inerte e absorta: viver é um perigo por si só! E assim, a gente pede bênção e proteção ao Divino e vai. Agradecendo ao voltar, para a suposta segurança do lar.

Será que não dá para viver em paz?

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Aruba: um dia de praia



Oranjestad, em Aruba, foi um dos destinos de uma viagem de cruzeiro que conto aqui. Como a parada foi de apenas um dia – o navio atracou às 8h e zarpou às 22h – buscamos, através de pesquisas detalhadas, encontrar atividades super afins aos nossos interesses. E hoje tentarei relatar em parte como foi o nosso dia em Aruba. Cheio de boas aventuras, isso eu garanto!

Navio atracado no porto de Oranjestad, café da manhã tomado, partimos para o desembarque: encontramos um porto simpático, arrumado e com lojinhas locais. Está  classificado entre os melhores portos do Caribe. O sistema de transporte é organizado e pareceu honesto (nem todos os lugares do Caribe são). Nosso programa era ir à praia de Eagle Beach, na área do La Cabana Beach Resort, por ficar perto das famosas árvores Divi-divi, um dos focos de nossa viagem. Tinha lido sobre Cab compartilhado ou ônibus, mas pela praticidade, acabamos optando por pegar um táxi até lá. O preço cobrado de 6 dólares foi justo para a distância de aproximadamente 5 quilômetros percorridos.

Na praia destino, descobrimos que são vários proprietários de barracas e cadeiras para aluguel. Mas acabamos nos rendendo a infraestrutura do La Cabana Beach Resort: o aluguel de cadeiras (15 dólares cada), apesar de caro, dava direito a uma palhoça (barraca coberta de palha), cabana para troca de roupa, chuveiros, wi-fi, áreas de repouso, etc. Além disso, há bar e restaurante no local. A praia fica em frente aos prédios do resort.

A praia em si, buscada também para snorkel, foi a que menos impressionou em toda viagem pelo Caribe. Não que não fosse lindíssima. Mas, talvez, no dia as marés não estivessem superfavoráveis. Pois encontramos as águas ligeiramente turvas, apesar de muito verdes e azuis. Mesmo assim, deu para pegar uma praia maravilhosa.

Mas o que mais impressionou nesta praia foi a florestinha das tão faladas árvores Divi-divi, que são o cartão postal de Aruba. Essas árvores têm seus troncos retorcidos, moldados pela força dos ventos do Mar do Caribe. Li nas pesquisas que, por conta disso, a praia frequentemente aparece na lista das praias mais bonitas do mundo. Muitos banhistas aproveitam as sombras das árvores para estender suas cangas.

Nosso objetivo gastronômico perto de Eagle Beach foi o almoço no Daily Fish. Trata-se de uma pequena peixaria, localizada no Superfood Plaza. Endereço Bubali 141-A. Uma caminhada de aproximadamente um quilômetro desde a praia (duas quadras para dentro). O lugar é simples, servindo a comida em pratos e talheres descartáveis. Mas o preço e o sabor justificam a escolha. Refeições de frutos do mar frescos, preparados a melhor moda holandesa. Para retornar para o centro, pode-se optar por pegar o Arubus (ônibus local) que para na altura do Superfood. Aliás, vale a visita a este supermercado, que no seu interior tem o Jack Café com free wi-fi, farmácia e banco, e no segundo piso uma boa loja de casa e decoração. O Daily Fish fica em uma loja externa do prédio. Ao lado tem um Hot Snack to Go, bem no estilo holandês: vitrines com salgados. Basta colocar uma moeda para retirar o seu.

Daqui seguimos para o centro da cidade, para uma parada no navio para banho e troca de roupa. A segunda etapa em Aruba, visitando seu centro urbano e colorido, foi contada aqui, para que esta matéria não ficasse tão extensa.

Informações e Curiosidades:

Extensão de Aruba: 32 quilômetros.
Moeda: florim de Aruba (AFI) é a moeda oficial de Aruba.
Eventos: Todos os meses de novembro Aruba se torna a capital mundial do beach tennis, atraindo uma multidão de moradores e turistas para o Aruba Beach Tennis Open. São cerca de 20 quadras, uma praça de alimentação, bares, barracas de mercadorias e um palco de entretenimento. 
Mais praia: Surfside beach fica a aproximadamente dois quilômetros do centro de Oranjestad.


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Bridgetown, Barbados



Foi um grande prazer poder desembarcar neste país cheio de história, além das praias lindas, exclusivas do Caribe. Bridgetown (antes chamada de Town of Saint Michael) em inglês significa cidade da ponte. Pois apesar de estar totalmente inabitada quando os ingleses chegaram à ilha em 1631, vestígios da existência de indígenas foram encontrados no lugar: uma ponte primitiva sobre a área do pântano Careenage, construída supostamente pelos índios Arawak, habitantes do Caribe naquela época.

O porto onde atracamos fica em pleno centro de Bridgetown, uma cidade bem estruturada, diferente da maioria das pequenas cidades caribenhas. Infelizmente, por ser Domingo, o centro da cidade estava deserto, com todo seu comércio e repartições fechados. Então optamos por ir diretamente para a praia. Escolhemos Brownes Beach, localizada em Carlisle Bay, pela sua beleza e proximidade do porto (aproximadamente 3km).  Pegamos uma van pública no próprio porto, ao preço de 5 dólares por pessoa, que nos levou até o Harbour Lights. Um bar na praia com excelente infraestrutura para os banhistas: chuveiros, banheiro, espaço para troca de roupa, wi-fi, aluguel de cadeiras (2) e guarda-sol (1) (por 15 dólares). Tinha pesquisado o Copacabana Beach Bar também como interessante, mas como este foi o ponto onde nossa van parou, ficamos por ali, pela simpatia do lugar.

Tinha lido que Carlisle Bay tem muitos navios naufragados, por isso é bom para snorkel. Inclusive catamarãs que saem da praia para ilhas próximas, paraísos do mergulho. Mas no dia optamos pelo programa a beira mar, o que também foi muito divertido. Mas arrependo-me de não ter me aventurado mar adentro. Se você curte mergulhar, não perca este programa.

Após a praia retornamos ao navio de van e aproveitamos para passar nas Casas do Parlamento, construídas entre 1870 e 1874, que consistem em dois prédios de arquitetura estilo neo-gótica, remanescente da Era Vitoriana da Grã-Bretanha. Não fizemos a visita por ser Domingo. O museu abre ao público as segundas, quartas, quintas, sextas e sábados, das 10h às 16h. Para saber mais informações entre aqui, no site oficial. Nossa intenção era fazer outros programas históricos. Mas nem sempre a gente cumpre com todo o planejado. Afinal, estamos de férias!

Outras dicas que ficaram a realizar:

  •       Passeio pelo centro, que recomendo em dia de semana: caminhar pela Broad, passando pela estátua de Lord Nelson, até o Cheapside street market.
  •       Mount Gay tour, que é legal para ver como se faz o rum.  Tem uma boa lojinha. 
  •     Kensington Oval, estádio de críquete, esporte nacional muito querido em Barbados. Uma herança da colonização inglesa.
  •     Não tivemos chance de cruzar a ponte histórica sobre a área do Careenage,  que atualmente chama-se Chamberlain bridge e foi reconstruída no mesmo local onde ficava a ponte indígena. Fica bem no centro da cidade. 
  •       Casa de George Washington House. Entrada aproximadamente 20 dólares.

Outras Informações:

  •     Bridgetown é a única cidade fora dos Estados Unidos que foi visitada por George Washington. Hoje em dia a casa onde ele se hospedou por dois meses é aberta ao público para visitação.
  •         Idioma: Inglês - Moeda: dólar de Barbados, mas o dólar americano é amplamente aceito.
  •       Gastronomia: Cerveja local é Banks. Bolo de rum é a comida típica aqui. Assim como tomar um rum punch a beira mar e se deliciar com os frutos do mar.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Porto Rico: um pedacinho dos Estados Unidos no Caribe


Talvez por ser aparentemente fora de mão para quem sai do Brasil, não imaginávamos  voltar tão cedo a Porto Rico. Não que não tivéssemos gostado... Mas em menos de dois anos surgiu esta oportunidade inusitada: um cruzeiro de 12 noites saindo de San Juán com todas as vantagens que conto aqui.

E aí? Ah, foi formidável! Se na primeira vez que estivemos lá, por menos de um dia desembarcados de um navio, a visita rendeu dois posts para o Viajando com Puny... Imagine agora, que passamos três dias na chegada e mais um dia no retorno, explorando a cidade de San Juan

As matérias publicadas sobre a cidade, no Viajando com Puny, foram bem úteis para nós. Aproveitamos para rever com mais calma os lugares já visitados e de quebra pudemos aprender melhor sobre a história local, curtindo a comida, os passeios e o seu povo. 

Onde ficamos na chegada: optamos por nos hospedar no Viejo San Juan, a cidade histórica, pois quando estivemos lá em agosto de 2015 o lugar nos pareceu muito simpático. E não nos arrependemos! Ficamos em um apartamento reservado diretamente com a proprietária (pode ser por meio de Airbnb também). Chama-se Calleta 64  Apartments. Tínhamos lido comentários muito positivos sobre o lugar. E são muito verdadeiros. Eles sabem fazer a coisa funcionar. Ficam localizados em um antigo prédio de apartamentos completamente montados com serviço de arrumação de quarto (roupa de cama e banho), cozinha completa, inclusive lavadora e secadora de roupa. A localização não poderia ser melhor, perto da pracinha mais fofa do bairro e que fica em frente ao imponente hotel El Convento. E deste ponto, a pé, se acessa facilmente as praças e pontos históricos mais importantes do bairro. 

Desta vez estava determinada a pegar o trenzinho que mencionei nas últimas matérias. Mas não houve jeito, pois os horários que o trem passava não conciliavam com nossa localização em referência ao ponto. E, na verdade, o que chamam de trem não passa de um tipo de ônibus customizado... Ok. Optamos por andar a pé. 

Retornamos às diversas praças e percorremos com calma o lado mais visível da fortaleza, que no passado protegia a cidade dos possíveis invasores vindos pelo mar. 

Caminhamos muito pelas ruelas de casas antigas e coloridas de Viejo San Juan (Old San Juan), que comprovou ser um bairro bem animado. Foi assim na última visita também.

E ainda saímos explorando um pouco mais: fomos ao Shopping Plaza Las Americas, que fica fora de Viejo San Juan, na 525, Franklin Delano Roosevelt. Lá, foi como estar visitando os Estados Unidos. Pois todas as lojas que encontramos na América, tem iguaizinhas no Las Americas. Por sorte estava com promoções arrasadoras. E, apesar dos comentários sobre os impostos praticados serem um pouco mais altos que nos Estados Unidos (sim, Porto Rico é território americano. Precisa inclusive ter visto americano para visitar o país), achamos os preços das mercadorias muito bons. E deu para matar saudades de visitar os Estados Unidos, com o comércio igualzinho e também os mesmos restaurantes. Optamos por ir duas vezes ao The Cheesecake Factory, que fica localizado no Las Americas. Para matar as saudades, já que gostamos muito deste restaurante. Sendo uma vez antes do embarque no navio e outra vez no dia do desembarque. 

O dia do desembarque: Quando desembarcamos, como nosso voo de retorno para o Brasil seria à noite, reservamos hotel no Bairro de Condado. Ficamos no Holliday Inn Express Condado. Queríamos conhecer o bairro, que surpreendeu pela sua praia caribenha muito bonita. O astral é muito tropical, com gente simpática e descontraída. E no mais, no entorno, há muitos bons restaurantes, lojas, tudo em um ambiente mais moderno. 






Se você estiver em dúvida sobre conhecer Porto Rico, recomendo, seguramente. Pois certamente, nestas três curtas visitas que fizemos ao país, dá para garantir que ainda ficou muito por conhecer.

Leia mais sobre Porto Rico clicando aqui.

Clique aqui para ler muitas outras matérias sobre o Caribe.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Reduit Beach em Castries, St. Lucie


Como a maioria dos turistas que visitam a ilha, desembarcamos de um navio de cruzeiro em St. Lucie. Na verdade, antes de programar esta viagem nunca tinha ouvido falar desta ilha, pertencente às Baixas Antilhas. Só reconheci o lugar quando vi na internet algumas fotos dos Pitons.

O que são os Pitons? São dois majestosos picos de origem vulcânica que ultrapassam 2.000 metros. Estão localizados na praia de Soufriere. E como estão localizados a 43 quilômetros de Castries, a capital e nosso porto de desembarque, desistimos de ir até lá. Mas para você saber, em Soufriere, além da beleza dos Pitons, há banhos em piscinas sulfúricas aquecidas.

Como fomos na época seca, quando está quente demais no país, optamos por ir para Reduit Beach, praia localizada em Rodney Bay – há 9 quilômetros da capital. Não nos arrependemos, pois além de ser bem mais próximo do porto, aproveitamos um dia maravilhoso de praia, interagindo com a população local. Isto incluiu aprender um pouco de Papiamento (que é uma mistura de idiomas, formando o creole francês), língua falada por praticamente 95% da população nativa, apesar do idioma oficial ser inglês.

A viagem do porto até Reduit Beach foi feita em van pública, ao preço de 14 dólares ida e volta, por pessoa. As estradas são asfaltadas e o percurso é tranquilo.

A praia é típica caribenha, com águas transparentes. No entorno há alguns bons restaurantes, como Tapas on the Bay e Big chef Steak house, que ficam a uns 650 metros a pé de Reduit. A curiosidade ficou por conta das pequenas jangadas abastecidas de frutas tropicais, que vendiam os produtos diretamente aos banhistas.

Gastronomia:
  • A cozinha de St. Lucie é muito rica, com influência caribenha, francesa e inglesa;
  • O prato mais típico de St. Lucie é peixe salgado com figo;
  • Em seus pratos abusam de temperos como curry e outras especiarias;
  • As carnes mais consumidas são de carneiro, frango e os frutos do mar – que incluem camarão e ostras;
  • Sobremesas são diversas, com destaque para as feitas a base de coco;
  • As frutas tropicais fazem parte do cardápio nacional.
Artesanato:      
  • O que mais nos chamou atenção foram as bonequinhas de pano de dois lados (dois corpos e cabeças). Muito coloridas, em trajes africanos, lindas e com preço razoável! Foram encontradas na feirinha do porto, onde há uma grande variedade de artesanatos.

Mais curiosidade e informações úteis sobre St. Lucie:
  •       Apesar de o turismo ser uma importante fonte econômica, a banana é seu produto principal. Muito populares são os chips e o ketchup de banana, apesar de muitas outras frutas tropicais serem encontradas na ilha;
  •     O território da ilha tem 617 km2 , costeados por belas praias e cobertos por muitas florestas tropicais;
  •        A moeda oficial é o dólar do Caribe do Leste, mas o dólar americano e cartões de créditos são amplamente aceitos na ilha;
  •          Na praia a vida é carinha, como por todo o Caribe: chega-se a pagar uns 20 dólares por cadeiras (2) e guarda sol. A água mineral pode custar uns três dólares;
  •        Os nativos vendem e aplicam babosa (aloe vera) in natura na pele clara dos turistas gringos, devido aos poderes medicinais da planta, dizem, calmante das queimaduras solares.
Outros pontos de interesse:

Nesta visita, após a praia, tivemos preguiça de desembarcar para andar pela cidade na parte da tarde, devido ao calor que fazia. Mas chegamos a pesquisar alguns pontos para averiguar na cidade. Transcrevo aqui, para quem tiver mais tempo e quiser explorar melhor Castries.
  •        Catedral da Imaculada Conceição (é a maior Catedral do Caribe, tendo recebido o título de Basílica). Fica localizada em frente a Derek Walcott Square (nome do poeta da ilha que foi ganhador do Prêmio Nobel). Fica a 2,7 km do porto;
  •          The City Library, the Government House and Fort Charlotte;
  •          O Castries Central Market. Descrito como muito simples;
  •       Um dos centros de compras duty-free da cidade fica ao lado do porto de Castries. Ali vendem porcelana chinesa, cristais, perfumes, joias, relógios de grife e itens de couro.  
Clique aqui para ler muitas outras matérias sobre o Caribe.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Padarias de São Paulo


Sempre que podemos damos uma escapada até São Paulo. Entre um programa turístico e outro, nos dedicamos a visitar novas padarias onde algumas vezes tomamos café da manhã e em outras, apenas levamos pães diferentes para casa. As últimas padarias que visitamos estavam localizadas nos Jardins. Um bairro elegante que esconde pequenas surpresas repletas de charme, como vilas que se tornaram recantos comerciais, seus bons restaurantes, hamburguerias, cafés, bistrôs e sorveterias. Sempre que vamos caminhar por essas bandas percebo que a cidade se renova a cada visita e nunca se esgotam as novidades para conhecer em São Paulo!

Santo Pão Boulangerie


Em nossa última visita dedicamos tempo para conhecer a Santo Pão Boulangerie. O lugar é muito charmoso, com uma decoração bem rústica, que abusa de madeira de demolição. A gente até esquece que está em uma metrópole. Além de vender pães bem alternativos e saborosos (trouxemos para casa e já provamos todos!!!), a Santo Pão serve café da manhã, sobremesas e refeições leves. Tudo isso com utensílios que nos transportam ao interior do Brasil. Canequinhas de ágata, copinhos de vidro...  Em um ambiente muito simpático! Pena que tínhamos acabado de tomar café no hotel. Mas já anotamos na agenda que precisamos retornar lá.

Endereço: Rua Padre João Manoel, 247 – bem pertinho da Rua Oscar Freire.

PAO - Padaria Artesanal Orgânica


Outra padaria que visitamos e aprovamos, também nos Jardins, foi a PAO. – Padaria Artesanal Orgânica. Aqui os ingredientes que compõem os artigos vendidos são todos orgânicos. Até os ovos mexidos servidos no café da manhã! Sim, aqui tomamos um gostoso café da manhã. No mesmo estilo da Santo Pão, a decoração da PAO. também é rústica, reportando o cliente ao clima de “roça”. E tudo é muito saboroso: os pães artesanais, os bolos, pães de queijo e muitas outras guloseimas.

Endereço: a PAO. tem uma loja que fica próxima a Av. Paulista, na Rua Bela Cintra, 1618

Talchá


E por falar em cafés... Por que não falar em chás?
Sou uma apaixonada por lanches e isso inclui bons pães, cafés, chás, bolos e tortas!
Outra descoberta em São Paulo, também perto da Av. Paulista, que usualmente é o local onde nos hospedamos quando visitamos a cidade, é a Talchá. Esta é uma simpática casa de chás, que além de vender infusões maravilhosas, assim como uma gama de utensílios para o preparo e consumo da bebida, ainda serve no local seus deliciosos chás, sempre acompanhados de saborosos bolos, biscoitos e pãezinhos! Nossos chás preferidos do local são o Rooibos & Honeybush, o Vermelho Intenso e o Doce Amêndoa. Sempre que visito a loja, aproveito para trazer algum chá para casa.

Endereço: a Talchá fica no segundo piso do Shopping Pátio Paulista, na Rua Treze de Maio, 1947.



sexta-feira, 9 de junho de 2017

Roteiro pela França - aos 77 anos


A vida é uma coisa muito engraçada mesmo. A gente vai ficando mais velha, vai tendo algumas limitações e vai tomando certas resoluções. Tanto que agora, aos 77 anos, tinha resolvido não mais viajar ao exterior. Longe, comidas e línguas diferentes, muitas caminhadas... Melhor ficar pelo Brasil mesmo. Já conheci o suficiente "lá de fora"!

Mas eis que minha neta vai estudar na França. Mais precisamente na charmosa cidade de Valenciennes. E eis que minha filha (mãe da neta) resolve ir visitá-la e me convida. Como recusar? ...e esqueço a idade, os pequenos achaques, compro um CD de lições de francês, aprendo o básico - basicão mesmo! - aviso a minha fisioterapeuta, a minha acupunturista (sei lá como volto!), tiro minha malinha do armário, minhas poucas roupas de frio, casacos emprestados (sempre há quem os empreste) e... Lá vamos nós!

 E não me arrependo. Que passeio maravilhoso! 💗💗


Chegamos a Paris, onde passamos uns dias. Dali, fomos passar uma semana em Valenciennes, no norte da França, onde está morando a neta! Em seguida, fizemos um tour pela Franca, passando primeiro por Bruges, na Bélgica. De lá, viajamos um dia inteiro pela França, até Dijon. Após um dia fizemos uma curta viagem até a encantadora cidade de Annecy, pertinho da fronteira com a Suíça. 

Nossa viagem prosseguiu então para Barcelona, na Espanha. Na volta ainda tivemos chance de passar por Bordeaux, Fougeres, com seu lindo parque natural, fomos ao maravilhoso Mont Saint-Michel e muitas charmosas cidades, cada uma mais encantadora que outra, com seus castelos, comidas típicas deliciosas e povo muito, muito acolhedor.   

Jardins de Monet  


E as flores? Ah, as flores, um capítulo à parte. Principalmente porque chegamos na primavera. Ainda meio frio, mas os casacos emprestados dando conta do recado. E como amo demais as flores, quero me estender aqui um pouquinho sobre a visita à casa e aos jardins de Monet. Um deslumbramento!!

A casa em estilo bem campestre, com fotos, quadros, mobília e a presença quase palpável do grande pintor. Os jardins um show de cores das mais sutis às mais vibrantes. Canteiros imensos de tulipas, rosas, crisântemos, gladíolos e muitas outras variedades.

Um riacho cortado por pontes e um lago onde boiam os nenúfares.  Toda a exuberante beleza que um dia serviu de motivo e inspiração para os quadros do maravilhoso artista. Passei uma tarde inesquecível vendo e respirando toda aquela maravilha. Agora em minha sala tenho 2 gravuras: dois instantâneos dos jardins, captados por Monet. De material foi o que sobrou da viagem. Mas de imaterial, sobrou a recordação destes momentos que vivi em companhia de minha filha e minha neta e que nunca mais se apagarão de minha memória.

        

sábado, 3 de junho de 2017

Morro da Conceição, no Rio de Janeiro

Por: Priscylla da Fonseca

Quando passamos pelo centro da cidade do Rio de Janeiro não imaginamos o que está escondido por detrás dos edifícios, muito menos pensamos na história da cidade. Ela não é maravilhosa só por causa das lindas praias, clima tropical, chopinho gelado, samba e futebol. A cidade é maravilhosa também na sua história.
Extraído do Google Maps

Desde que comecei a ter contato com a história do Rio, venho tendo uma surpresa atrás da outra, e a última delas foi o Morro da Conceição.  Já tinha ouvido falar do lugar, mas confesso que não tinha a menor ideia de onde era.

Descobri que não é um ponto muito alto (tem +- 230m) e se esconde no bairro da Saúde, na Zona Portuária, bem ali na Praça Mauá. A sua ocupação começou lá atrás, na época do Brasil Colônia, no final da década de 1590. Tem várias entradas, mas a mais fácil é pela Rua Camerino, pelos Jardins Suspensos do Valongo, construído em 1906. Nele temos as estátuas de deuses gregos que adornaram o Cais da Imperatriz, que ficava ali perto, bem como a Casa da Guarda que tem uma exposição permanente.

A outra entrada é pela Pedra do Sal. O local tem este nome porque era por ali que os escravos que trabalhavam no porto desembarcam o sal vindo de Portugal. Mas este não é o único atrativo do local, que também foi um dos berços do samba, onde os escravos se reuniam no final do dia para relaxar. E pelo jeito a tradição continua, pois toda segunda-feira, para quem curte um bom sambinha, qualquer pessoa pode se chegar para apreciar a boa música.

Lá em cima do morro construíram dois mirantes. Um pequeno voltado para a Baia de Guanabara, com uma vista de perder o fôlego. Dá para sonhar e imaginar o que deveria ser aquela vista quando não tinha prédio nenhum na frente. De lá se pode ver um dos maiores painéis de grafite da cidade, pintado pelo conhecido Toz. E tem outro mirante maior do outro lado, voltado para as montanhas, donde ao fundo se vê o Corcovado. Simplesmente lindo!

Nas andanças pelas ruelas vemos casas antigas, com azulejos portugueses, e muitos ateliês de artistas que ali se instalaram devido à quietude do lugar. Tem, também, a Fortaleza de Nossa Sehora da Conceição, que pode ser visitada desde que se faça uma reserva prévia, o Palácio Episcopal, onde atualmente funciona o Serviço de Cartografia do Exército, o Observatório do Valongo, que é uma unidade da UERJ, e a Igrejinha de Nossa Senhora da Conceição, que deu nome ao morro. A festa em homenagem a santa acontece no dia oito de dezembro. Vale checar a programação do local, dizem que a festa é linda. 

Recomendações para o passeio: Vá com sapatos confortáveis. No inverno carioca é bom levar um casaquinho, pois lá em cima venta bastante. Leve água e algum lanche, já que lá não tem comércio.  
Como é um local de residências particulares, é de bom tom não fazer muito barulho, e pedir licença antes de fotografar a casa de alguém, já que a gente passa na altura das janelas das casas das pessoas.  

Divirtam-se!
Priscylla da Fonseca

Priscylla da Fonseca é guia da cidade do Rio de Janeiro, com registro Embratur.
Contato whatsapp: + 55 (21) 99311-4419

terça-feira, 30 de maio de 2017

Kralendjik: desembarque em Bonaire



Que saudades de voltar!

Kralendjik! Foi no porto desta capital de nome difícil que o nosso navio atracou em Bonaire. Kralendjik é assim: casinhas coloridas em tons vibrantes, cidade pequena, bonitinha e arrumada! População negra e loira que faz uma mistura bonita. Águas transparentes entre tons de verde e azul, dos mais profundos até os bebês.

Com apenas um dia na cidade, nossa intenção era ir a Eden Beach. Pretendíamos caminhar os três quilômetros de distância até lá. Mas como não há uma calçada para pedestres facilitando o caminho do porto à praia de Eden, e tínhamos pressa de chegar lá, pegamos um transporte em van – preço por pessoa U$2.50 – mínimo 4 pessoas.

Bonaire é uma ilha com poucas praias de areia. Por ser geologicamente influenciada por erupções vulcânicas, a ilha é uma grande barreira de corais que emergiu. Por isso a maioria de suas praias tem águas profundas logo na beirinha.  O que torna o mergulho fantástico.  Comprovamos isso em Eden Beach! Com palavras fica difícil descrever este mergulho de snorkel. Um dos melhores da vida! Para acessar a água há um deque com escada tipo de piscina. Ao submergir nessas águas, acessamos outro mundo. Uma profusão de espécies dos mais diversos tamanhos e cores. Uma real visão do Paraíso (significado de Eden) bem ali a beira da praia!

Eden Beach fica em um Resort. O aluguel de duas cadeiras com um guarda sol, em março de 2017, custou vinte dólares. Isso inclui uso de banheiros e piscina. Tem um bar também, além de apartamentos para aluguel. 

Pela parte da tarde exploramos o centrinho da cidade, que é muito charmoso, com lojas de souvenires e restaurantes. Destaque para a Feirinha de Artesanatos local. Fica na praça. Os artigos mais interessantes são os sais (junto com o turismo, sal é a principal economia de Bonaire) e os artesanatos de decoração. Acabei não visitando o Museu Terra Mar, que estava em minha agenda.

Li muito sobre a culinária local. Sofre, como por todo Caribe, muita influência da culinária crioula. Pena não termos tido tempo para prová-la.  Recomendam frutos do mar, incluindo moluscos, peixes e lagostas. As frutas abundam, como em todo Caribe. Por isso, provamos o saboroso sorvete de manga, tão comentado nos blogs. Como em todas as ilhas de colonização holandesa, recomendo visitar as padarias e provar os queijos locais, com influência dos países baixos.


Aprender sobre este país minúsculo que, junto com Aruba e Curaçao, faz parte das ilhas ABC foi gratificante. A população não passa de 19.000 habitantes distribuídos em um área de 294 km2 . Diferente de suas irmãs, Bonaire não é uma ilha independente e faz parte da Municipalidade Especial da Holanda, pela vontade de sua população manifestada em referendo.

Destaco que Bonaire é líder na região em conservação da natureza e proteção ao meio ambiente. O parque nacional de Bonaire foi fundado em 1962 com o objetivo de proteger a natureza da ilha. Em seguida foi instituído o Santuário do Berço Natural dos Flamingos. Li que os flamingos rosados de Bonaire chegam a 15.000 na época do acasalamento. Não fomos vê-los, pois as pesquisas informaram que é longo e acidentado o percurso até lá. Deixaremos para a próxima viagem! Não bastasse, Bonaire é sede do Parque Nacional Washington, do Parque Nacional Slagbaai e do Parque Marinho, que tem como objetivo proteger toda a área marinha do país, incluindo a área de Lac Bay. Além disso, Bonaire é comprometido com uma severa reciclagem de lixos, com programas de conscientização e atitudes de conservação e preservação do ecossistema local.

Li muito bem sobre Lac Bay perto de Sorobon Beach, onde está o resort. Parece que lá também tem área boa para Snorkel.  Mas o forte do lugar são os ventos constantes e as águas rasas, o que torna o lugar perfeito para o windsurf.

Outras informações:

  • A moeda oficial de Bonaire é o dólar americano.
  • A língua oficial é o holandês, mas todos falam inglês.