terça-feira, 20 de junho de 2017

Padarias de São Paulo


Sempre que podemos damos uma escapada até São Paulo. Entre um programa turístico e outro, nos dedicamos a visitar novas padarias onde algumas vezes tomamos café da manhã e em outras, apenas levamos pães diferentes para casa. As últimas padarias que visitamos estavam localizadas nos Jardins. Um bairro elegante que esconde pequenas surpresas repletas de charme, como vilas que se tornaram recantos comerciais, seus bons restaurantes, hamburguerias, cafés, bistrôs e sorveterias. Sempre que vamos caminhar por essas bandas percebo que a cidade se renova a cada visita e nunca se esgotam as novidades para conhecer em São Paulo!

Santo Pão Boulangerie


Em nossa última visita dedicamos tempo para conhecer a Santo Pão Boulangerie. O lugar é muito charmoso, com uma decoração bem rústica, que abusa de madeira de demolição. A gente até esquece que está em uma metrópole. Além de vender pães bem alternativos e saborosos (trouxemos para casa e já provamos todos!!!), a Santo Pão serve café da manhã, sobremesas e refeições leves. Tudo isso com utensílios que nos transportam ao interior do Brasil. Canequinhas de ágata, copinhos de vidro...  Em um ambiente muito simpático! Pena que tínhamos acabado de tomar café no hotel. Mas já anotamos na agenda que precisamos retornar lá.

Endereço: Rua Padre João Manoel, 247 – bem pertinho da Rua Oscar Freire.

PAO - Padaria Artesanal Orgânica


Outra padaria que visitamos e aprovamos, também nos Jardins, foi a PAO. – Padaria Artesanal Orgânica. Aqui os ingredientes que compõem os artigos vendidos são todos orgânicos. Até os ovos mexidos servidos no café da manhã! Sim, aqui tomamos um gostoso café da manhã. No mesmo estilo da Santo Pão, a decoração da PAO. também é rústica, reportando o cliente ao clima de “roça”. E tudo é muito saboroso: os pães artesanais, os bolos, pães de queijo e muitas outras guloseimas.

Endereço: a PAO. tem uma loja que fica próxima a Av. Paulista, na Rua Bela Cintra, 1618

Talchá


E por falar em cafés... Por que não falar em chás?
Sou uma apaixonada por lanches e isso inclui bons pães, cafés, chás, bolos e tortas!
Outra descoberta em São Paulo, também perto da Av. Paulista, que usualmente é o local onde nos hospedamos quando visitamos a cidade, é a Talchá. Esta é uma simpática casa de chás, que além de vender infusões maravilhosas, assim como uma gama de utensílios para o preparo e consumo da bebida, ainda serve no local seus deliciosos chás, sempre acompanhados de saborosos bolos, biscoitos e pãezinhos! Nossos chás preferidos do local são o Rooibos & Honeybush, o Vermelho Intenso e o Doce Amêndoa. Sempre que visito a loja, aproveito para trazer algum chá para casa.

Endereço: a Talchá fica no segundo piso do Shopping Pátio Paulista, na Rua Treze de Maio, 1947.



sexta-feira, 9 de junho de 2017

Roteiro pela França - aos 77 anos


A vida é uma coisa muito engraçada mesmo. A gente vai ficando mais velha, vai tendo algumas limitações e vai tomando certas resoluções. Tanto que agora, aos 77 anos, tinha resolvido não mais viajar ao exterior. Longe, comidas e línguas diferentes, muitas caminhadas... Melhor ficar pelo Brasil mesmo. Já conheci o suficiente "lá de fora"!

Mas eis que minha neta vai estudar na França. Mais precisamente na charmosa cidade de Valenciennes. E eis que minha filha (mãe da neta) resolve ir visitá-la e me convida. Como recusar? ...e esqueço a idade, os pequenos achaques, compro um CD de lições de francês, aprendo o básico - basicão mesmo! - aviso a minha fisioterapeuta, a minha acupunturista (sei lá como volto!), tiro minha malinha do armário, minhas poucas roupas de frio, casacos emprestados (sempre há quem os empreste) e... Lá vamos nós!

 E não me arrependo. Que passeio maravilhoso! 💗💗


Chegamos a Paris, onde passamos uns dias. Dali, fomos passar uma semana em Valenciennes, no norte da França, onde está morando a neta! Em seguida, fizemos um tour pela Franca, passando primeiro por Bruges, na Bélgica. De lá, viajamos um dia inteiro pela França, até Dijon. Após um dia fizemos uma curta viagem até a encantadora cidade de Annecy, pertinho da fronteira com a Suíça. 

Nossa viagem prosseguiu então para Barcelona, na Espanha. Na volta ainda tivemos chance de passar por Bordeaux, Fougeres, com seu lindo parque natural, fomos ao maravilhoso Mont Saint-Michel e muitas charmosas cidades, cada uma mais encantadora que outra, com seus castelos, comidas típicas deliciosas e povo muito, muito acolhedor.   

Jardins de Monet  


E as flores? Ah, as flores, um capítulo à parte. Principalmente porque chegamos na primavera. Ainda meio frio, mas os casacos emprestados dando conta do recado. E como amo demais as flores, quero me estender aqui um pouquinho sobre a visita à casa e aos jardins de Monet. Um deslumbramento!!

A casa em estilo bem campestre, com fotos, quadros, mobília e a presença quase palpável do grande pintor. Os jardins um show de cores das mais sutis às mais vibrantes. Canteiros imensos de tulipas, rosas, crisântemos, gladíolos e muitas outras variedades.

Um riacho cortado por pontes e um lago onde boiam os nenúfares.  Toda a exuberante beleza que um dia serviu de motivo e inspiração para os quadros do maravilhoso artista. Passei uma tarde inesquecível vendo e respirando toda aquela maravilha. Agora em minha sala tenho 2 gravuras: dois instantâneos dos jardins, captados por Monet. De material foi o que sobrou da viagem. Mas de imaterial, sobrou a recordação destes momentos que vivi em companhia de minha filha e minha neta e que nunca mais se apagarão de minha memória.

        

sábado, 3 de junho de 2017

Morro da Conceição, no Rio de Janeiro

Por: Priscylla da Fonseca

Quando passamos pelo centro da cidade do Rio de Janeiro não imaginamos o que está escondido por detrás dos edifícios, muito menos pensamos na história da cidade. Ela não é maravilhosa só por causa das lindas praias, clima tropical, chopinho gelado, samba e futebol. A cidade é maravilhosa também na sua história.
Extraído do Google Maps

Desde que comecei a ter contato com a história do Rio, venho tendo uma surpresa atrás da outra, e a última delas foi o Morro da Conceição.  Já tinha ouvido falar do lugar, mas confesso que não tinha a menor ideia de onde era.

Descobri que não é um ponto muito alto (tem +- 230m) e se esconde no bairro da Saúde, na Zona Portuária, bem ali na Praça Mauá. A sua ocupação começou lá atrás, na época do Brasil Colônia, no final da década de 1590. Tem várias entradas, mas a mais fácil é pela Rua Camerino, pelos Jardins Suspensos do Valongo, construído em 1906. Nele temos as estátuas de deuses gregos que adornaram o Cais da Imperatriz, que ficava ali perto, bem como a Casa da Guarda que tem uma exposição permanente.

A outra entrada é pela Pedra do Sal. O local tem este nome porque era por ali que os escravos que trabalhavam no porto desembarcam o sal vindo de Portugal. Mas este não é o único atrativo do local, que também foi um dos berços do samba, onde os escravos se reuniam no final do dia para relaxar. E pelo jeito a tradição continua, pois toda segunda-feira, para quem curte um bom sambinha, qualquer pessoa pode se chegar para apreciar a boa música.

Lá em cima do morro construíram dois mirantes. Um pequeno voltado para a Baia de Guanabara, com uma vista de perder o fôlego. Dá para sonhar e imaginar o que deveria ser aquela vista quando não tinha prédio nenhum na frente. De lá se pode ver um dos maiores painéis de grafite da cidade, pintado pelo conhecido Toz. E tem outro mirante maior do outro lado, voltado para as montanhas, donde ao fundo se vê o Corcovado. Simplesmente lindo!

Nas andanças pelas ruelas vemos casas antigas, com azulejos portugueses, e muitos ateliês de artistas que ali se instalaram devido à quietude do lugar. Tem, também, a Fortaleza de Nossa Sehora da Conceição, que pode ser visitada desde que se faça uma reserva prévia, o Palácio Episcopal, onde atualmente funciona o Serviço de Cartografia do Exército, o Observatório do Valongo, que é uma unidade da UERJ, e a Igrejinha de Nossa Senhora da Conceição, que deu nome ao morro. A festa em homenagem a santa acontece no dia oito de dezembro. Vale checar a programação do local, dizem que a festa é linda. 

Recomendações para o passeio: Vá com sapatos confortáveis. No inverno carioca é bom levar um casaquinho, pois lá em cima venta bastante. Leve água e algum lanche, já que lá não tem comércio.  
Como é um local de residências particulares, é de bom tom não fazer muito barulho, e pedir licença antes de fotografar a casa de alguém, já que a gente passa na altura das janelas das casas das pessoas.  

Divirtam-se!
Priscylla da Fonseca

Priscylla da Fonseca é guia da cidade do Rio de Janeiro, com registro Embratur.
Contato whatsapp: + 55 (21) 99311-4419