segunda-feira, 24 de julho de 2017

Bridgetown, Barbados



Foi um grande prazer poder desembarcar neste país cheio de história, além das praias lindas, exclusivas do Caribe. Bridgetown (antes chamada de Town of Saint Michael) em inglês significa cidade da ponte. Pois apesar de estar totalmente inabitada quando os ingleses chegaram à ilha em 1631, vestígios da existência de indígenas foram encontrados no lugar: uma ponte primitiva sobre a área do pântano Careenage, construída supostamente pelos índios Arawak, habitantes do Caribe naquela época.

O porto onde atracamos fica em pleno centro de Bridgetown, uma cidade bem estruturada, diferente da maioria das pequenas cidades caribenhas. Infelizmente, por ser Domingo, o centro da cidade estava deserto, com todo seu comércio e repartições fechados. Então optamos por ir diretamente para a praia. Escolhemos Brownes Beach, localizada em Carlisle Bay, pela sua beleza e proximidade do porto (aproximadamente 3km).  Pegamos uma van pública no próprio porto, ao preço de 5 dólares por pessoa, que nos levou até o Harbour Lights. Um bar na praia com excelente infraestrutura para os banhistas: chuveiros, banheiro, espaço para troca de roupa, wi-fi, aluguel de cadeiras (2) e guarda-sol (1) (por 15 dólares). Tinha pesquisado o Copacabana Beach Bar também como interessante, mas como este foi o ponto onde nossa van parou, ficamos por ali, pela simpatia do lugar.

Tinha lido que Carlisle Bay tem muitos navios naufragados, por isso é bom para snorkel. Inclusive catamarãs que saem da praia para ilhas próximas, paraísos do mergulho. Mas no dia optamos pelo programa a beira mar, o que também foi muito divertido. Mas arrependo-me de não ter me aventurado mar adentro. Se você curte mergulhar, não perca este programa.

Após a praia retornamos ao navio de van e aproveitamos para passar nas Casas do Parlamento, construídas entre 1870 e 1874, que consistem em dois prédios de arquitetura estilo neo-gótica, remanescente da Era Vitoriana da Grã-Bretanha. Não fizemos a visita por ser Domingo. O museu abre ao público as segundas, quartas, quintas, sextas e sábados, das 10h às 16h. Para saber mais informações entre aqui, no site oficial. Nossa intenção era fazer outros programas históricos. Mas nem sempre a gente cumpre com todo o planejado. Afinal, estamos de férias!

Outras dicas que ficaram a realizar:

  •       Passeio pelo centro, que recomendo em dia de semana: caminhar pela Broad, passando pela estátua de Lord Nelson, até o Cheapside street market.
  •       Mount Gay tour, que é legal para ver como se faz o rum.  Tem uma boa lojinha. 
  •     Kensington Oval, estádio de críquete, esporte nacional muito querido em Barbados. Uma herança da colonização inglesa.
  •     Não tivemos chance de cruzar a ponte histórica sobre a área do Careenage,  que atualmente chama-se Chamberlain bridge e foi reconstruída no mesmo local onde ficava a ponte indígena. Fica bem no centro da cidade. 
  •       Casa de George Washington House. Entrada aproximadamente 20 dólares.

Outras Informações:

  •     Bridgetown é a única cidade fora dos Estados Unidos que foi visitada por George Washington. Hoje em dia a casa onde ele se hospedou por dois meses é aberta ao público para visitação.
  •         Idioma: Inglês - Moeda: dólar de Barbados, mas o dólar americano é amplamente aceito.
  •       Gastronomia: Cerveja local é Banks. Bolo de rum é a comida típica aqui. Assim como tomar um rum punch a beira mar e se deliciar com os frutos do mar.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Porto Rico: um pedacinho dos Estados Unidos no Caribe


Talvez por ser aparentemente fora de mão para quem sai do Brasil, não imaginávamos  voltar tão cedo a Porto Rico. Não que não tivéssemos gostado... Mas em menos de dois anos surgiu esta oportunidade inusitada: um cruzeiro de 12 noites saindo de San Juán com todas as vantagens que conto aqui.

E aí? Ah, foi formidável! Se na primeira vez que estivemos lá, por menos de um dia desembarcados de um navio, a visita rendeu dois posts para o Viajando com Puny... Imagine agora, que passamos três dias na chegada e mais um dia no retorno, explorando a cidade de San Juan

As matérias publicadas sobre a cidade, no Viajando com Puny, foram bem úteis para nós. Aproveitamos para rever com mais calma os lugares já visitados e de quebra pudemos aprender melhor sobre a história local, curtindo a comida, os passeios e o seu povo. 

Onde ficamos na chegada: optamos por nos hospedar no Viejo San Juan, a cidade histórica, pois quando estivemos lá em agosto de 2015 o lugar nos pareceu muito simpático. E não nos arrependemos! Ficamos em um apartamento reservado diretamente com a proprietária (pode ser por meio de Airbnb também). Chama-se Calleta 64  Apartments. Tínhamos lido comentários muito positivos sobre o lugar. E são muito verdadeiros. Eles sabem fazer a coisa funcionar. Ficam localizados em um antigo prédio de apartamentos completamente montados com serviço de arrumação de quarto (roupa de cama e banho), cozinha completa, inclusive lavadora e secadora de roupa. A localização não poderia ser melhor, perto da pracinha mais fofa do bairro e que fica em frente ao imponente hotel El Convento. E deste ponto, a pé, se acessa facilmente as praças e pontos históricos mais importantes do bairro. 

Desta vez estava determinada a pegar o trenzinho que mencionei nas últimas matérias. Mas não houve jeito, pois os horários que o trem passava não conciliavam com nossa localização em referência ao ponto. E, na verdade, o que chamam de trem não passa de um tipo de ônibus customizado... Ok. Optamos por andar a pé. 

Retornamos às diversas praças e percorremos com calma o lado mais visível da fortaleza, que no passado protegia a cidade dos possíveis invasores vindos pelo mar. 

Caminhamos muito pelas ruelas de casas antigas e coloridas de Viejo San Juan (Old San Juan), que comprovou ser um bairro bem animado. Foi assim na última visita também.

E ainda saímos explorando um pouco mais: fomos ao Shopping Plaza Las Americas, que fica fora de Viejo San Juan, na 525, Franklin Delano Roosevelt. Lá, foi como estar visitando os Estados Unidos. Pois todas as lojas que encontramos na América, tem iguaizinhas no Las Americas. Por sorte estava com promoções arrasadoras. E, apesar dos comentários sobre os impostos praticados serem um pouco mais altos que nos Estados Unidos (sim, Porto Rico é território americano. Precisa inclusive ter visto americano para visitar o país), achamos os preços das mercadorias muito bons. E deu para matar saudades de visitar os Estados Unidos, com o comércio igualzinho e também os mesmos restaurantes. Optamos por ir duas vezes ao The Cheesecake Factory, que fica localizado no Las Americas. Para matar as saudades, já que gostamos muito deste restaurante. Sendo uma vez antes do embarque no navio e outra vez no dia do desembarque. 

O dia do desembarque: Quando desembarcamos, como nosso voo de retorno para o Brasil seria à noite, reservamos hotel no Bairro de Condado. Ficamos no Holliday Inn Express Condado. Queríamos conhecer o bairro, que surpreendeu pela sua praia caribenha muito bonita. O astral é muito tropical, com gente simpática e descontraída. E no mais, no entorno, há muitos bons restaurantes, lojas, tudo em um ambiente mais moderno. 






Se você estiver em dúvida sobre conhecer Porto Rico, recomendo, seguramente. Pois certamente, nestas três curtas visitas que fizemos ao país, dá para garantir que ainda ficou muito por conhecer.

Leia mais sobre Porto Rico clicando aqui.

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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Reduit Beach em Castries, St. Lucie


Como a maioria dos turistas que visitam a ilha, desembarcamos de um navio de cruzeiro em St. Lucie. Na verdade, antes de programar esta viagem nunca tinha ouvido falar desta ilha, pertencente às Baixas Antilhas. Só reconheci o lugar quando vi na internet algumas fotos dos Pitons.

O que são os Pitons? São dois majestosos picos de origem vulcânica que ultrapassam 2.000 metros. Estão localizados na praia de Soufriere. E como estão localizados a 43 quilômetros de Castries, a capital e nosso porto de desembarque, desistimos de ir até lá. Mas para você saber, em Soufriere, além da beleza dos Pitons, há banhos em piscinas sulfúricas aquecidas.

Como fomos na época seca, quando está quente demais no país, optamos por ir para Reduit Beach, praia localizada em Rodney Bay – há 9 quilômetros da capital. Não nos arrependemos, pois além de ser bem mais próximo do porto, aproveitamos um dia maravilhoso de praia, interagindo com a população local. Isto incluiu aprender um pouco de Papiamento (que é uma mistura de idiomas, formando o creole francês), língua falada por praticamente 95% da população nativa, apesar do idioma oficial ser inglês.

A viagem do porto até Reduit Beach foi feita em van pública, ao preço de 14 dólares ida e volta, por pessoa. As estradas são asfaltadas e o percurso é tranquilo.

A praia é típica caribenha, com águas transparentes. No entorno há alguns bons restaurantes, como Tapas on the Bay e Big chef Steak house, que ficam a uns 650 metros a pé de Reduit. A curiosidade ficou por conta das pequenas jangadas abastecidas de frutas tropicais, que vendiam os produtos diretamente aos banhistas.

Gastronomia:
  • A cozinha de St. Lucie é muito rica, com influência caribenha, francesa e inglesa;
  • O prato mais típico de St. Lucie é peixe salgado com figo;
  • Em seus pratos abusam de temperos como curry e outras especiarias;
  • As carnes mais consumidas são de carneiro, frango e os frutos do mar – que incluem camarão e ostras;
  • Sobremesas são diversas, com destaque para as feitas a base de coco;
  • As frutas tropicais fazem parte do cardápio nacional.
Artesanato:      
  • O que mais nos chamou atenção foram as bonequinhas de pano de dois lados (dois corpos e cabeças). Muito coloridas, em trajes africanos, lindas e com preço razoável! Foram encontradas na feirinha do porto, onde há uma grande variedade de artesanatos.

Mais curiosidade e informações úteis sobre St. Lucie:
  •       Apesar de o turismo ser uma importante fonte econômica, a banana é seu produto principal. Muito populares são os chips e o ketchup de banana, apesar de muitas outras frutas tropicais serem encontradas na ilha;
  •     O território da ilha tem 617 km2 , costeados por belas praias e cobertos por muitas florestas tropicais;
  •        A moeda oficial é o dólar do Caribe do Leste, mas o dólar americano e cartões de créditos são amplamente aceitos na ilha;
  •          Na praia a vida é carinha, como por todo o Caribe: chega-se a pagar uns 20 dólares por cadeiras (2) e guarda sol. A água mineral pode custar uns três dólares;
  •        Os nativos vendem e aplicam babosa (aloe vera) in natura na pele clara dos turistas gringos, devido aos poderes medicinais da planta, dizem, calmante das queimaduras solares.
Outros pontos de interesse:

Nesta visita, após a praia, tivemos preguiça de desembarcar para andar pela cidade na parte da tarde, devido ao calor que fazia. Mas chegamos a pesquisar alguns pontos para averiguar na cidade. Transcrevo aqui, para quem tiver mais tempo e quiser explorar melhor Castries.
  •        Catedral da Imaculada Conceição (é a maior Catedral do Caribe, tendo recebido o título de Basílica). Fica localizada em frente a Derek Walcott Square (nome do poeta da ilha que foi ganhador do Prêmio Nobel). Fica a 2,7 km do porto;
  •          The City Library, the Government House and Fort Charlotte;
  •          O Castries Central Market. Descrito como muito simples;
  •       Um dos centros de compras duty-free da cidade fica ao lado do porto de Castries. Ali vendem porcelana chinesa, cristais, perfumes, joias, relógios de grife e itens de couro.  
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